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Os Sete Vales

Os Sete Vales

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Caminho do u
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O homem é um paradoxo. O homem é o único animal, o único ser que éparadoxal - essa é a singularidade do homem. A natureza especial do homem é o seuparadoxo interno. Todos os outros animais são não-paradoxais.Uma árvore é uma árvore, um cachorro é um cachorro, mas um homem nuncatem tal singularidade. Ele está sempre em formação, crescendo. O homem está sempre sesuperando; este é o seu paradoxo. E isto existe no mais profundo do seu ser. Não é acidental,é absolutamente fundamental. Uma vez que você entende este paradoxo, você tem oprimeiro vislumbre sobre a humanidade - sobre o que é o homem.O homem é sempre um projeto, um vir a ser. Seu ser consiste em vir a ser - esteé o paradoxo. Ele está sempre entre aquilo que ele foi e o que vai vir a ser. Ele está sempreentre seu passado e o seu futuro - uma ponte pendendo entre seu passado e seu futuro. Ele éuma surpresa, uma surpresa contínua. O homem nunca está contente com aquilo que ele é;ele está tentando ir além, sempre tentando ir além. Seja o que for que esteja fazendo, o seuesforço é, basicamente, como se tornar algo mais, algo maior, algo melhor.O homem é um desenvolvimento, um viajante, um peregrino - e a sua vida éuma peregrinação, uma peregrinação sem fim, que continua indefinidamente. Um cachorronasce, uma árvore nasce...A árvore nasce com toda sua "arboridade" e o cachorro nascecom toda a sua "cachorrez". O homem não é um fato acabado, ele nasce apenas com apossibilidade, com um potencial. O homem nasce como espaço vazio, como uma nãoexistência, nada está escrito.Todos os outros seres tem uma certa essência, uma certa alma. No homem éexatamente o oposto. A sua existência vem primeiro e depois ele começa a buscar a suaessência. Nos outros animais a essência vem primeiro e a existência depois. Eles trazem umprograma pré-determinado; eles nunca crescem, eles permanecem os mesmos. É por issoque parecem tão inocentes, tão despreocupados, tão sem tensão. Olhe para os olhos de umavaca - quão pacífica, calma e tranqüila ela é. Não há ansiedade, angústia, nuvens. Olhe paraos olhos de um homem - eles estão sempre anuviados. Eles sempre tem angústia, estãosempre estremecendo, o tremor de "será que eu estarei apto a encontrar-me ou não?" - otremor de "será que eu me realizarei ou não?".Os animais são tranqüilos, o homem é tensão. Esta é a sua glória e a suaangústia também. Esta é a sua dignidade e o seu problema também. É a sua glória porque eleé capaz de criar a si próprio - ele é um deus. E é a sua angústia porque a possibilidade de queele possa falhar sempre existe, de que ele não seja capaz de criar a si próprio. Quem sabe? Éa glória por causa da liberdade - ele não foi programado. Ele é o único animal que permanecesem programa. Não lhe foi dado um mapa, ele não foi ordenado.O homem é o único ser que não é dirigido, que não tem comandos. Ele chega àexistência vazio e então começa a buscar o seu ser as apalpadelas. Ele começa aexperimentar, a criar e buscar. O homem é uma aventura.Mas com a aventura está a incerteza, a insegurança, o fracasso e o medo.Sempre se pode errar. Há maiores possibilidades de se estar errado do que de estar certo.Há mil e um caminhos - qual é o certo? Você está sempre ansioso. E seja o que for que vocêescolha, a escolha é incerta, porque você nunca poderá ter certeza se este caminho o levaráao seu objetivo ou terminará num beco sem saída - se chegará a algum lugar ou terminará
Os Sete Vales
 
OSHO
 
num deserto.A glória do homem é a sua liberdade: ele pode criar-se, ele pode ser ele mesmo,nada lhe é forçado, ele é livre. E a miséria do homem é a de que ele não pode ter certeza, elenunca pode ter a certeza de estar no caminho certo, de estar fazendo o que é significativo ounão.O homem é o único animal que fica louco. Ele tem que encarar problemas,resolvê-los, ir além deles. Esta é a primeira coisa que eu gostaria que vocêscompreendessem.Havia um grande mestre sufi - um dos maiores de todos os tempos - AlGhazzali. Ele dizia: "No caminho do homem até Deus - do homem potencial ao homemverdadeiro, da possibilidade até a realidade - há sete vales". Estes sete vales são de imensaimportância. Tente entendê-los, pois você terá que passar através destes sete vales.Se você compreender corretamente o que fazer com um vale, você será capazde ir além dele, e você chegará a um pico - porque cada vale é cercado por montanhas. Sevocê puder passar através do vale, não ficar emaranhado, perdido, se não ficar muito ligadono vale, permanecer indiferente, separado, uma testemunha, e se você continuar a selembrar que este não é o seu lar, que você é um estranho aqui, e continuar lembrando que opico tem que ser alcançado, e você não esquecer o pico - você chegará ao pico. Com cadavale cruzado há uma grande celebração.Mas, após cada vale, você terá que entrar no outro vale. E isso continua. Hásete vales. Uma vez que você alcance o sétimo, não há mais. O homem atingiu seu ser, elenão é mais paradoxal. Não há tensão, não há angústia. É isto que no oriente nós chamamosde estado búdico. É isto que os cristão chamam de estado crístico. É isto que os jainaschamam de estado "jainico" - tornar-se vitorioso. Há muitos nomes, mas idéia básica é a deque, a menos que o homem se torne Deus, ele permanece em ansiedade. E, para se tornarDeus, estes sete vales precisam ser atravessados.E cada vale tem as suas próprias tentações. É muito provável que você possaficar atraído por alguma coisa e não seja capaz de deixar o vale. Você tem que deixá-lo sequiser entrar no segundo vale. E, após cada vale há um pico, um grande pico. Após cada valehá júbilo e o júbilo vai ficando mais e mais intenso. E então, finalmente, no sétimo vale vocêatinge o orgasmo cósmico - você desaparece. Apenas Deus existe.Observe estes sete vales e tente compreendê-los. E eu não penso que AlGhazzali esteja falando sobre algo filosófico. Sufis não estão interessados em filosofia. Elessão um povo muito prático. Se eles dizem alguma coisa é isso que eles querem dizer. Se elesdizem alguma coisa, isso é dito para o buscador. Isso não é dito para os curiosos, para osintelectuais, mas para aqueles que estão no caminho, para aqueles que estão realmentetrabalhando duro para ter um vislumbre da verdade. Isso é para os buscadores.O primeiro vale...O primeiro vale é chamado o vale do conhecimento.Naturalmente, o conhecimento tem que vir primeiro porque o homem começapela instrução. Nenhum outro animal tem conhecimento; apenas o homem sabe, apenas ohomem coleta conhecimento. Apenas o homem tem linguagem, escrituras, teorias. Então, oconhecimento tem de ser o primeiro vale.A parte negativa deste vale é que você pode se tornar instruído, você pode seengendrar no conhecimento. Você pode esquecer a verdadeira proposta do conhecimento e
Caminho do Céu
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pode ficar ligado ao próprio conhecimento. Aí, acumulará mais e mais conhecimento e podeficar por várias vidas acumulando conhecimento. Você se tornará um grande estudante, umespecialista, mas não se tornará um conhecedor.O caminho do conhecedor é totalmente diferente do caminho do conhecimento.Há duas coisas quando o conhecimento acontece: o conteúdo doconhecimento - você sabe algo - e a consciência, o espelho, aquele que sabe. Se você ficarmuito preso ao conteúdo do conhecimento ao invés de se ligar na capacidade de conhecer,você estará perdido no vale. A parte que pode fazê-lo ficar emaranhado, fisgado, preso, euchamo de negativa.Se você se tornar instruído está perdido; não pode cruzar o primeiro vale. Equanto mais conhecimento você tiver, mais confuso ficará - porque não há meios de decidir oque é verdade. Tudo que você ouve, se corretamente posto frente a você, se for feita acolocação lógica, parecerá certo. Não há outro jeito de decidir, não há critério. É por isso quecontinua acontecendo. Você vai a um mestre, ouve-o e ele parece certo. Então, vai até outromestre, ouve-o e ele também parece certo. Você lê um livro e ele lhe parece certo; lê outrolivro e lhe parece certo; você lê outro livro - talvez o oposto - e isso também tem a sua lógica,parece certo. Não há jeito de decidir o que é certo. E se você for acumulando, você iráacumulando contradições - relatos opostos. E há milhões de pontos de vista e, cedo ou tarde,você se tornará uma multidão de muitas filosofias e sistemas. Isso não vai ajudar. Isso setornará o grande obstáculo.A primeira coisa no vale do conhecimento é que é necessário permaneceralerta e estar enfaticamente interessado na capacidade de conhecer - não com o objeto, nãocom o conteúdo. A ênfase é no testemunho, é preciso estar mais e mais alerta e conscientepara se tornar um conhecedor. Não por saber mais coisas, mas apenas por se tornar maisalerta é possível se tornar verdadeiramente um conhecedor.O caminho do conhecimento não tem nada a ver com escrituras, opiniões,sistemas, crenças. Tem a ver com a capacidade de conhecer - você pode conhecer. Você temuma imensa energia de tornar-se consciente. Não se preocupe com o conhecido, interesse-se pelo conhecedor. O conhecimento é um fenômeno de duas setas. Uma seta aponta para oconhecido e outra aponta para o conhecedor. Se você continuar a olhar para o conhecido,estará perdido no vale. Se começar a olhar para o conhecedor, você não pode estar perdido,você estará apto a transcender o vale. E uma vez que você transcenda o vale doconhecimento, haverá uma imensa alegria - porque você compreendeu algo muito essencialem você, algo que vai permanecer até o fim, algo que é muito fundamental: a capacidade deconhecer, a capacidade de ser consciente.Então, se você examinar o conhecedor, se se tornar mais alerta sobre oconhecedor, você usou o positivo.O segundo vale é chamado o vale do arrependimento.Quando você começa a examinar quem você é surge, naturalmente, grandearrependimento. Devido a tudo que você tem feito de errado, devido a tudo que você fez e nãodevia ter feito, você começa a sentir arrependimento. Um grande pico vem com a percepção -mas, de repente, com a percepção, a consciência surge. Lembre-se, a consciência que vocêtem não é consciência verdadeira. É uma moeda falsa; ela é dada pela sociedade.As pessoas lhe disseram o que é certo e o que é errado; o que é moral e o que éimoral. Você não sabe exatamente o que é moral e o que é imoral. Mas, após cruzar o
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