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Textos Krishnamurti

Textos Krishnamurti

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Published by Daniela Carmona

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12/05/2013

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A essência do ensino de K. está contida na declaração feita por ele em 1929, quando disse:"A Verdade é uma terra sem caminho". O homem não chegará a ela através de organização alguma, dequalquer crença, de nenhum dogma, de nenhum sacerdote ou mesmo um ritual, e nem através doconhecimento filosófico ou da técnica psicológica. Ele tem que descobri-la através do espelho dasrelações, por meio de compreensão do conteúdo da sua própria mente, mediante a observação, e não pela análise ou dissecação introspectiva. O homem tem construído imagens em si próprio, como murosde segurança - imagens religiosas, políticas, pessoais. Estas se manifestam como símbolos, idéias,crenças. O peso dessas imagens domina o pensamento do homem, as suas relações e a sua vida diária.Tais imagens são as causas de nossos problemas, pois elas dividem os homens. A sua percepção davida é formada pelos conceitos já estabelecidos em sua mente. O conteúdo de sua consciência é a suaconsciência total. Este conteúdo é comum a toda humanidade. A individualidade é o nome, a forma e acultura superficial que o homem adquire da tradição e do ambiente. A singularidade do homem não seacha na sua estrutura superficial, porém na completa libertação do conteúdo de sua consciência,comum a toda humanidade. Desse modo ele não é um indivíduo.A liberdade não é uma reação, nem tampouco uma escolha. É pretensão do homem pensar ser livre porque pode escolher. Liberdade é observação pura, sem direção, sem medo de castigo ou recompensa.A liberdade não tem motivo: ela não se acha no fim da evolução do homem e sim, no primeiro passo desua existência. Mediante a observação começamos a descobrir a falta de liberdade. A liberdade residena percepção, sem escolha, de nossa existência, da nossa atividade cotidiana.O pensamento é tempo. Ele nasce da experiência e do conhecimento, coisas inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do homem. Nossa ação baseia-se no conhecimento, portanto,no tempo, e desse modo, o homem é um eterno escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e, por conseguinte, vivemos em constantes conflito e numa luta sem fim. Não existe evolução psicológica.Quando o homem se tornar consciente dos movimentos dos seus próprios pensamentos ele verá adivisão entre o pensador e o pensamento, entre o observador e a coisa observada, entre aquele queexperimenta e a coisa experimentada. Ele descobrirá que esta divisão é uma ilusão. Só então haveráobservação pura, significando isso percepção sem qualquer sombra do passado ou do tempo. Estevislumbre atemporal produz uma profunda e radical mutação em nossa mente.A negação total é a essência do positivo. Quando há negação de todas aquelas coisas que o pensamento produz psicologicamente, só então existe o amor, que é compaixão e inteligência.Esta exposição foi originalmente escrita pelo próprio Krishnamurti, em 21 de outubro de 1980, para ser  publicada no livro "Krishnamurti: Os Anos de Realização", de Mary Lutyens.
 
Texto Representativo da Obra deKrishnamurti
 
Submitted by ick on qui, 10/03/2005 - 16:22 Nesta noite, vamos percorrer um longo caminho. Ontem estivemos tratando do sofrimento e do findar do sofrimento. Quando o sofrimento chega ao fim, há paixão. Pouquíssimos de nós realmentecompreendem a questão do sofrimento ou nela penetram profundamente. Será possível liquidar, de vez,o sofrimento? Todos os seres humanos têm feito essa pergunta, embora, talvez, não muitoconscientemente, mas, no fundo, todos querem saber se a dor e o sofrimento humano podem acabar.Enquanto o sofrimento não termina, não pode haver amor.O sofrimento é um violento golpe no sistema nervoso, como um soco no corpo e na psique. Egeralmente tentamos escapar dele através de drogas, bebida, movimentos religiosos - ou, então,acabamos cínicos ou passamos a aceitar as coisas como inevitáveis.Será que podemos investigar, a fundo e com seriedade, se é possível ficar com o problema sem fugir dele? Suponhamos que perca meu filho e, sofrendo com isso um grande choque, experimentando umador imensa, descubra que sou um ser humano extremamente solitário. Não consigo encarar nemsuportar a situação e, por isso, fujo dela. Há inúmeras formas de fuga - religiosas, mundanas oufilosóficas. Mas será que posso permanecer com o que aconteceu, com essa coisa chamada sofrimento,sem procurar, de modo algum, fugir da dor, da angústia, da solidão, da aflição, do abalo? Será que podemos observar um problema, observá-lo apenas, sem procurar resolvê-lo, olhar para ele como sefosse uma jóia preciosa, de fino acabamento? Para uma coisa bonita olhamos sem parar, sem qualquer desejo de fugir dela; sua beleza nos atrai tanto e tanto prazer nos proporciona que ficamos olhando paraela o tempo todo. Se, da mesma forma, pudermos observar nosso sofrimento, sem um movimentosequer de julgamento ou fuga, ficar com a tristeza... nesse caso, a própria ação de ficar com o fato nosliberta completamente daquilo que produziu a dor. Voltaremos a isso depois.Desejamos também considerar o que é a beleza - não a beleza de uma pessoa nem de quadros e estátuasde museus, nem os mais remotos esforços do homem para transmitir seus sentimentos através da pedra,da pintura ou de um poema, mas indagar a nós mesmos o que é a beleza. Talvez a beleza seja averdade. Talvez seja o amor. Sem compreendermos a natureza e a profundidade dessa coisaextraordinária que é a beleza, jamais chegaremos ao que é sagrado. Examinemos, portanto, a questãoda beleza.O que acontece quando vemos algo grandioso como a montanha coberta de neve contra o céu azul? Por um segundo a majestade da montanha, com sua imensidão, com seu belo recorte contra o céu azulapaga toda nossa preocupação com nós mesmos. Nesse segundo, não há "ninguém" a olhar. Por umsegundo, a grandiosidade da montanha afasta todo sentimento egocêntrico do nosso viver. Certamenteque já devem ter notado isso. Já observaram uma criança com um brinquedo? Durante o dia inteiro elafez travessuras (o que é normal), e então damos um brinquedo a ela. Agora, por um bom tempo, até queescangalhe o brinquedo, ela permanece tranqüila; o brinquedo dissipou sua agitação, absorveu-a.Assim também quando vemos algo extremamente belo - a beleza nos absorve? Significa isso que só há beleza quando cessa a luta do eu, quando não existe mais egocentrismo. Compreendem isso? Se nãoficamos absorvidos nem impressionados por algo muito belo, como uma montanha ou um vale cheio desombras; se não somos arrebatados pela montanha, podemos compreender a beleza sem o ego? Quandoo eu está presente, não há beleza; quando existe egocentrismo, não há amor; e o amor e a beleza estãosempre juntos - não são duas coisas separadas.Temos de tratar também da morte. Isso é uma coisa que todos precisamos encarar. Sejamos ricos ou pobres, ignorantes ou eruditos, jovens ou velhos, a morte é inevitável para todos nós; todos vamosmorrer. E nunca fomos capazes de compreender a natureza da morte; estamos sempre com medo demorrer, não estamos? Para compreender a morte temos de indagar o que é o viver, o que é a nossa vida, pois estamos desperdiçando a nossa vida, estamos desperdiçando nossas energias de muitas maneiras,nas muitas profissões especializadas. Pode ser que sejam ricos, muito competentes, que sejam
 
especialistas, um grande cientista ou um homem de negócios; pode ser que tenham poder, posição,mas, no fim da vida, será que tudo isso não foi um desperdício? Toda essa lida, sofrimento, essaenorme ansiedade e insegurança, as tolas ilusões que o homem acumulou (deuses, santos, etc.), nãoserá tudo isso um desperdício? Por favor, essa é uma pergunta séria, que cada um tem de fazer a si próprio. Ninguém pode responder por nós. Costumamos separar o viver do morrer. A morte fica lá nofim da vida; nós a colocamos o mais longe possível - depois de muito tempo. Mas, ainda que seja umalonga jornada, temos de morrer. E o que é isso a que chamamos viver - ganhar dinheiro, ir ao escritóriodas nove às cinco? E com isso sofremos interminável conflito, temor, ansiedade, solidão, desesperança,depressão. Mas será que toda essa existência a que chamamos vida, viver (essa imensa vicissitude dohomem com seu conflito sem fim, decepção, degradação) - será isso viver? Mas é a isso que chamamosviver; é isso que conhecemos, é como isso que estamos familiarizados, essa é a nossa existência diária.E a morte significa o fim de tudo, o findar de tudo que pensamos, acumulamos e gozamos. E vivemosapegados a tais coisas. Estamos apegados à família, ao dinheiro, aos conhecimentos, às crenças com asquais temos convivido, aos ideais. Estamos apegados a tudo isso. E a morte vem e diz: "Esse é o fim detudo, meu velho".Tememos morrer, isto é, deixar tudo que conhecemos, tudo que experimentamos, reunimos - nossaencantadora mobília e a bela coleção de quadros de pintura. A morte chega e diz: "Nada mais lhe pertence." É por isso que nos apegamos ao conhecido e tememos o desconhecido. Podemos inventar areencarnação, que devemos renascer numa próxima vida. Mas nunca indagamos o que nasce na vidaseguinte. O que renasce é um feixe de memórias.A pergunta, portanto, é esta: por que o cérebro separou o viver (que é conflito e tudo o mais) domorrer? Por que essa divisão? Existe essa divisão quando há apego? Podemos viver no mundomoderno com a morte? Não estamos falando de suicídio, mas em acabar com o apego (e isso é a morte)enquanto vivemos. Estou apegado à casa em que vivo - comprei a casa por um bom dinheiro e apego-me ao mobiliário, aos quadros, à família, a todas essas memórias. Então chega a morte e acaba comtudo. Mas será que podemos conviver diariamente com a morte, dando um fim a tudo no fim de cadadia, eliminando todo nosso apego? Isso é o que significa morrer. Como costumamos separar o viver domorrer, estamos sempre com medo. Quando levamos juntos, contudo, a vida e a morte, o viver e omorrer, então descobrimos que há um estado cerebral em que cessa todo conhecimento como memória.Precisamos do conhecimento para escrever uma carta, vir até aqui, falar inglês, fazer a contabilidade, ir  para casa etc. Mas será que podemos usar o conhecimento sem sobrecarregar a mente? Poderá océrebro usar o conhecimento quando necessário, mas estar livre de todo conhecimento? Nosso cérebroestá sempre registrando; agora mesmo estão registrando o que se está dizendo. O registro torna-sememória e a memória, nesse registro, é necessária em certo domínio, no domínio da atividade física.Por conseguinte, pode o cérebro usar o conhecimento quando necessário mas estar livre do velhoconhecimento? Pode o cérebro estar livre para funcionar perfeitamente noutra dimensão? Todos osdias, portanto, quando forem dormir, eliminem tudo que acumularam; morram no fim do dia.E então ouvimos uma declaração como esta: viver é morrer; viver e morrer não são duas coisasdiferentes. Se não ouvirem essa declaração com os ouvidos apenas, se estiverem escutando com muitaatenção, perceberão a verdade do fato, perceberão a realidade. E, imediatamente, verão como isso éclaro. Assim, será que, no fim do dia, podemos morrer para tudo que não for necessário? Morrer para alembrança de nossas mágoas, nossas crenças, temores, ansiedades, infortúnios - será que podemos pôr fim a tudo isso diariamente? E aí descobrimos que estamos vivendo com a morte o tempo todo, pois amorte é o fim.Precisamos, de fato, investigar essa questão do findar. Nunca terminamos, definitivamente, coisaalguma; só quando conseguimos alguma vantagem com isso, alguma recompensa. Mas, será que podemos viver assim no mundo de hoje - liquidando tudo voluntariamente, sem pensar no futuro, semesperar por algo "melhor", ter, portanto, uma maneira holística de viver, vivendo e morrendo a cadamomento? Estamos tratando juntos de coisas que o homem se vem ocupando há um milhão de anos - oviver e o morrer. Temos, portanto, de examinarmos juntos o problema e não reagir a ele, dizendo: "É,mas eu creio na reencarnação" - pois, nesse caso, termina o diálogo entre nós.Estamos apegados a um mundo de coisas - ao nosso guru, ao conhecimento acumulado, ao dinheiro, àscrenças com que temos vivido, aos ideais, à memória de nosso filho ou filha e por aí afora. Nós somos

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