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Spinoza Etica Roberto Brandao

Spinoza Etica Roberto Brandao

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02/01/2013

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Benedictus Spinoza
Ética demonstrada em ordem geométrica e dividida em cinco partes que tratam
V. Sobre a Potência do Intelecto, ou sobre a Liberdade Humana.Tradução Roberto Brandão
 
B. de Spinoza —
Ética demonstrada em ordem geométrica
Primeira ParteSobre DeusD
EFINIÇÕES
I. Por causa de si entendo aquilo cuja essência envolve existência, dito de outro modo, aquilo cuja natureza só pode serconcebida como existente.II. É dita finita em seu gênero uma coisa que só pode ser limitada por outra de mesma natureza. Por exemplo, um corpoé dito finito, pois sempre concebemos outro maior. Igualmente, um pensamento é limitado outro pensamento. Mas umcorpo não é limitado por um pensamento, nem um pensamento por um corpo.III. Por substância entendo o que é em si e se concebe por si: isto é, aquilo cujo conceito não precisa do conceito de outracoisa para se formar.IV. Por atributo entendo aquilo que o intelecto percebe como constituindo a essência da substância.V. Por modo entendo as afecções da substância, isto é, aquilo que é em outro e se concebe por outro.VI. Por Deus entendo o ser absolutamente infinito, isto é, uma substância composta de infinitos atributos, cada um delesexprimindo uma essência eterna e infinita.
Explicação
Digo absolutamente infinito, não infinito em seu gênero. Com efeito, podemos negar infinitos atributos ao que éinfinito em seu gênero, mas ao que é absolutamente infinito, pertence a sua essência tudo o que a exprime e nãoenvolve nenhuma negação.VII. Diz-se livre a coisa que existe somente pela necessidade de sua natureza e que é determinada a agir somente por ela:e necessária, ou compelida, aquela que é determinada por outras coisas a existir e operar de certa e determinadamaneira.VIII. Por eternidade entendo a própria existência concebida como o que se segue necessariamente da simples definiçãode coisa eterna.
Explicação
Pois tal existência, da mesma forma como a essência de uma coisa, é concebida como uma verdade eterna e, porisso, não pode ser explicada pela duração ou pelo tempo, mesmo que por uma duração sem início ou fim.
A
XIOMAS
I. Tudo o que é, ou é em si, ou é em outro.II. O que não pode ser concebido por outro, deve ser concebido por si.III. Dada uma causa determinada, segue-se necessariamente um efeito, e, ao contrário, se não há nenhuma causadeterminada, é impossível que se siga um efeito.IV. O conhecimento do efeito depende do conhecimento da causa e o envolve.V. Coisas que não tem nada em comum entre si, também não podem ser entendidas uma pela outra, dito de outro modo,o conceito de uma não envolve o conceito da outra.VI. A idéia verdadeira deve convir com seu ideado.VII. Qualquer coisa que pode ser concebida como não existente, tem uma essência que não envolve a existência.
P
ROPOSIÇÃO
I
Uma substância é por natureza primeira com relação a suas afecções.
Demonstração
É evidente das
Definições
3
e
5
.
P
ROPOSIÇÃO
II
Duas substâncias com atributos diversos não têm nada em comum entre si.
Tradução: Roberto Brandão2
.
 
2
 
B. de Spinoza —
Ética demonstrada em ordem geométrica
Demonstração
Também é evidente da 
.Pois cada uma deve ser em si, e deve ser concebida por si, isto é, o conceito deuma não envolve o conceito da outra.
P
ROPOSIÇÃO
III
Coisas que não têm nada em comum entre si não podem ser causa uma da outra.
Demonstração
Se elas não têm na em comum, então (
 pelo
) não podem ser entendidas uma pela outra e (
 pelo
) não podem ser causa uma da outra. QED
P
ROPOSIÇÃO
IV
Duas ou mais coisas distintas, distinguem-se entre si, seja por que os atributos das substâncias são diversos, seja por queas afecções destas substâncias são diversas.
Demonstração
Tudo o que é ou, é em si ou é em outro (
 pelo 
) , isto é, (
 pelas Defs. 
3
5
) , fora do intelecto só existemas substâncias e suas afecções. Então, fora do intelecto não existe nada que possa distinguir diversas coisas quenão as substâncias, ou, o que é o mesmo (
 pela 
), seus atributos ou suas afecções. QED
P
ROPOSIÇÃO
V
Na natureza não podem existir duas ou mais substâncias com a mesma natureza ou atributo.
Demonstração
Se existissem várias [substâncias] distintas, deveriam distinguir-se entre si, seja pela diversidade dos atributos,seja pela diversidade das afecções (
 pela 
). Se for somente pela diversidade dos atributosque se distinguem, conceder-se-á então que existe apenas uma do mesmo atributo. Mas se for pela diversidadedas afecções, como uma substância é por natureza anterior às afecções (
), então, se adespojarmos das afecções e a considerarmos em si, isto é (
 pela 
 e pelo 
) , se a considerarmosverdadeiramente, não poderemos concebê-la distinta de outra, isto é (
 pela 
) não existirãovárias [substâncias com mesmo atributo], mas apenas uma. QED
P
ROPOSIÇÃO
VI
Uma substância não pode ser produzida por outra substância.
Demonstração
Na natureza não podem existir duas substâncias de mesmo atributo (
 pela 
), isto é (
 pela
), que tenham algo em comum entre si. Portanto (
 pela 
) , uma não pode ser causa da outra,dito de outro modo, uma não pode ser produzida pela outra. QED
Corolário
Disso se segue que uma substância não pode ser produzida por outra coisa.Pois na natureza não existe nada além de substâncias e suas afecções, como fica patente pelo
epelas
Defs. 
3
5
.Ora ela não pode ser produzida por outra substância (
 pela
). Logo, umasubstância não pode absolutamente ser produzida por outra coisa. QED
Outra demonstração
Isto se demonstra ainda mais facilmente pelo absurdo do contraditório. Pois se uma substância pudesse serproduzida por outra coisa, seu conhecimento dependeria do conhecimento de outra coisa (
 pelo 
)e,por conseguinte, ela não seria substância.
Tradução: Roberto Brandão3
.
 
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