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Euro Bonds

Euro Bonds

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11/26/2012

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Eurobonds, project bonds... O léxico.
 As eurobonds, ou euro-obrigações emportuguês, são uma velha ideia dos partidáriosde uma Europa mais federal: os Estadosmembros da zona euro lançariam empréstimoscomuns nos mercados, emitindo euro-obrigações, tendo em vista protegerem-semutuamente dos ataques especulativos emutualizarem as dívidas públicas.Este instrumento, regularmente proposto pelaComissão europeia, permitiria aos países maisfrágeis da zona euro, confrontados com prémiosde risco muito elevados, beneficiar das taxas de juro muito mais baixas de que beneficiam os Estados mais sólidos. Com efeito, estas
eurobonds
seriam garantidas solidariamente por todos os países da União monetária.Deste modo, pagariam taxas de juros correspondentes aproximadamente à médiaponderada das taxas de cada Estado emissor em função do peso económico de cada um.Por exemplo, a Itália e a Espanha, que se endividam atualmente a taxas de 5,5% - 6% adez anos, beneficiariam da atratividade da Alemanha que se endivida à taxa de 1,4%, ouda França a 2,8%. As euro-obrigações permitiriam que os Estados refinanciassem a sua dívida, isto é, que,simultaneamente, diminuissem substancialmente o seu défice e reembolsassem os seus
Tenho ouvido muitas coisas sobre
eurobonds 
e
project bonds.
Raramente, aquilo que ouço deespecialistas prima pela clareza.Fico, muitas vezes, com a ideia deque a sua especialidade é oobscurantismo linguístico.Procurei, então, informação emjornais de língua francesa.Este
post 
corresponde aoresultado dessa pesquisa
 
credores. Esta nova dívida mutualizada substituiria em parte a antiga dívida nacional e/ouviria acrescentar-se à existente, em moldes a definir.Esta solução, embora impusesse um grande rigor orçamental a cada Estado, uma vezque as eurobonds seriam supranacionais e geridas por instituições europeias, nãoimplicariam a punição de austeridade a que muitos têm de se sujeitar. Com efeito, o factode os custos da dívida pública serem reduzidos substancialmente restabeleceria quase natotalidade o défice orçamental dos países mais pobres e com menos peso económico naUnião europeia.O problema, não negligenciável, relaciona-se com o perigo de os mercados desatarem aespecular também com essas obrigações europeias. Sendo, todavia, possível lançar obrigações europeias, e manter obrigações nacionais, competindo às instituiçõeseuropeias tomar a decisão política, em função das circunstâncias, sobre se seriamlançadas umas ou outras, os mercados teriam muita dificuldade em especular com adívida pública com o mesmo à vontade com que o fazem atualmente.Para Merkel, para além desta dificuldade mais teórica do que realista, subsiste um outroproblema: o de os Estados “incumpridores” resolverem o seu problema sem a devidapunição, um pouco como aqueles que não acreditam que um toxicodependente possa ser reabilitado sem passar pela fase dolorosa de cura da dependência física. Esta ideiadeveria ser desmontada, porque os “incumpridores” cumpriram as regras europeias, e oseu “incumprimento” tem sobretudo a ver com o facto de não baterem o pé a políticasexpansionistas da União que beneficiaram os países mais ricos, fornecedores detecnologia e produtos de alto valor acrescentado, e que esses Estados mais pobres nãotinham condições para suportar sem se endividarem. Por outro lado, a opção neuróticaque consiste em insistir sempre na mesma porta, mesmo que ela não se abra, e recusar ahipótese de procurar outra, ou uma janela, ou um buraco na parede, ou outra casa paraentrar, começa a ser doentia.
AS PROJECT BONDS
 Alguns chamam-lhes “
Bebés eurobonds
”: tratam-se de dívidas, lançadas em comum por vários Estados europeus. Mas a sua finalidade seria o financiamento de grandesinfraestuturas continentais. Diferentemente das eurobonds, este tipo de dívida seriasuportada por um activo, o investimento realizado.Umacordo, ainda por confirmar pelos Vinte e Sete Estados, acaba de ser celebradocomo Parlamento europeu para dar início a uma fase piloto: com um montante, à partida, de230 milhões de euros do orçamento europeu, a UE levantaria, apoiando-se no BancoEuropeu de Investimento (BEI), até 4,5 mil milhões para financiar, a partir de Julho, cincoou seis projetos de transportes, energia ou economia digital.

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