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O Novo Ateismo e Os Argumentos Para a Exist en CIA de Deus William Lane Craig (01)

O Novo Ateismo e Os Argumentos Para a Exist en CIA de Deus William Lane Craig (01)

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O NOVO ATEÍSMO E CINCO ARGUMENTOSPARA A EXISTÊNCIA DE DEUS
Por: William Lane CraigTradução, Revisão e Edição: Eliel VieiraCopyright © 2010 by Christ on Campus Initiative (CCI)
Pode parecer surpresa o fato de que praticamente nenhum dos chamados “novos ateus”tenha alguma coisa para dizer sobre os argumentos para a existência de Deus. Ao invés disto elestendem a se focar nos efeitos sociais da religião e na questão se a fé religiosa é boa para a socieda-de. Qualquer pessoa pode justificadamente duvidar que o impacto social de uma idéia, para o bemou para o mal, seja uma método adequada para medir sua veracidade, especialmente quanto existemrazões sendo oferecidas para pensar que a idéia em questão seja verdadeira. O darwinismo, porexemplo, certamente teve no mínimo alguns impactos sociais negativos, mas isto dificilmente dásustentação para pensarmos que a teoria seja falsa e simplesmente ignorarmos as evidênciasbiológicas ao seu favor.Talvez os novos ateus pensem que os argumentos tradicionais para a existência de Deusestão agora fora de moda e que não precisam mais de refutação. Se eles pensam assim estão equivo-cados. Durante a última geração tivemos um renascimento do interesse entre filósofos profissionais,cujo trabalho é refletir sobre difíceis questões metafísicas, sobre os argumentos para a existência deDeus. O ressurgimento deste interesse não escapou do olhar até mesmo da cultura popular. Em1980 a revista
Time
soltou uma matéria intitulada
 Modernizing the Case for God 
1
, que descreveu omovimento entre filósofos contemporâneos para renovar os tradicionais argumentos para aexistência de Deus. Surpresa,
Time
escreveu,
Em uma quieta revolução no pensamento e na argumentação que dificilmente alguémpoderia ter previsto há apenas duas décadas, Deus está voltando. E o mais intrigante, istoestá acontecendo não apenas entre teólogos ou simples crentes, mas na nata dos círculos
1
“Modernizando a Defesa de Deus”, em português.
 
Página | 2
intelectuais de filósofos acadêmicos, onde o consenso havia a muito banido o Todo Poderosoda discussão intelectual produtiva.
2
 
O artigo cita o notável filósofo americano Roderick Chisholm, que disse que o motivo doateísmo ter sido tão influente na geração anterior era o fato dos mais brilhantes filósofos terem sidoateus; mas hoje, ele observa, muitos dos mais brilhantes filósofos são teístas, que usam o própriointelectualismo na defesa desta crença.Os novos ateus estão cegamente ignorantes sobre a atual revolução na filosofia anglo-americana
3
. Em geral eles estão longe do trabalho de ponta neste campo. O único novo ateu ainteragir com os argumentos para a existência de Deus é Richard Dawkins. Em seu livro
 Deus, um Delírio
, que se tornou
best-seller 
internacional, Dawkins examina e oferece refutações a muitosargumentos importantes para a existência de Deus
4
. Ele merece crédito por abordar os argumentosseriamente. Mas as suas refutações são convincentes? Dawkins desferiu realmente um golpe fatal aestes argumentos a favor da existência de Deus?Bem, vamos dar uma olhada nestes argumentos e verificar. Mas antes de fazermos isto,vamos deixar claro o que torna um argumento “bom”. Um argumento é uma série de declarações(chamadas “premissas”) que conduzem a uma conclusão. Duas condições são necessárias para queidentifiquemos um argumento sólido: (1) ser logicamente válido (isto é, sua conclusão deve seguirdas premissas pelas leis da lógica), e (2) suas premissas serem verdadeiras. Se um argumento ésólido, então a verdade de sua conclusão necessariamente segue das premissas apresentadas. Maspara ser um bom argumento, não basta a um argumento ser apenas sólido. Nós também precisamoster algumas boas
razões
para acreditarmos que as premissas são verdadeiras. Um argumento lógica-mente válido que tiver premissas verdadeiras à parte do nosso conhecimento não é um bom argu-mento para sua conclusão. As premissas devem ter algum grau de justificação ou garantia a nós afim de que um argumento sólido seja também um argumento bom. Mas quanta garantia? Certamen-te as premissas não precisam ser conhecidas com certeza para serem verdadeiras (nós não conhece-mos praticamente nada com certeza!). Talvez devêssemos dizer que para um argumento serconsiderado bom suas premissas devem ser provavelmente verdadeiras à luz das evidências quetemos. Eu acho isto justo, embora algumas vezes seja difícil quantificar uma probabilidade. Outraforma de colocar isto é que um bom argumento é aquele em que as premissas são mais plausíveis do
2
“Modernizing the Case for God,”
 
Time
(April 7, 1980), 65–66.
3
A revolução é evidente com o surgimento no último ano, por exemplo, do
The
 
Blackwell Companion to Natural Theology 
(ed. William Lane Craig e J. P. Moreland; Oxford: Wiley-Blackwell, 2009). Um compêndio com artigosacadêmicos defendendo uma grande variedade de argumentos teístas.
4
Richard Dawkis,
Deus, um delírio
, Companhia das Letras, 2005.
 
Página | 3
que suas negações à luz das evidências disponíveis. Você deve comparar a premissa e sua negação eacreditar naquela que for mais plausivelmente verdadeira à luz das evidências que temos. Assim,um bom argumento será um argumento sólido cujas premissas são mais plausíveis do que suasnegações.Dada esta definição, a questão é: Existem bons argumentos para a existência de Deus?Dawkins, em particular, nos mostrou que os argumentos para a existência de Deus não são bons?Para descobrir as respostas, vamos olhar cinco argumentos para a existência de Deus.
1. O Argumento Cosmológico da Contingência
O argumento cosmológico possui várias formas. Aqui está uma versão simples da famosaversão do argumento cosmológico da contingência:1.
 
Tudo que existe possui uma explicação para sua existência, seja na necessidade de suaprópria existência, seja em uma causa externa.2.
 
Se o universo possui uma explicação para sua existência, esta explicação é Deus.3.
 
O universo existe.4.
 
Portanto, o universo possui uma explicação para sua existência (de 1 e 3).5.
 
Portanto, a explicação para a existência do universo é Deus (de 2 e 4).Agora, logicamente este é um argumento sem falhas. Isto é, se as premissas são verdadeiras,então sua conclusão é inevitável. Não importa se você não
gosta
da conclusão. Não importa se nóstemos
outras
objeções para a existência de Deus. Se as três premissas forem justificadas, nós temosque aceitar a conclusão do argumento. Então a questão é: o que é mais plausível, que estaspremissas sejam verdadeiras ou que elas sejam falsas?
1.1. Premissa 1
Considere inicialmente a premissa 1. De acordo com ela, existem dois tipos de coisas:aquelas que existem necessariamente e aquelas que são produzidas por causas externas. Permitam-me explicar melhor isto.

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