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Parecer. Servidor Público. Pensão temporária à filha solteira

Parecer. Servidor Público. Pensão temporária à filha solteira

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MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Procuradoria da República no Município de ________________ 
CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO.PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTETEMPORÁRIA À FILHA SOLTEIRA DE EX-SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. DIREITO ADQUIRIDO. EXISTÊNCIA.
1.
Segundo entendimento jurisprudencial, o direito à pensãopor morte regula-se pela legislação em vigor na data doóbito do instituidor do benefício.
2.
No caso, sendo o óbito anterior à entrada em vigor da Lei8.112/90, está não deverá reger o direito à pensão por morte.
3.
O art. 5º, II, da Lei nº 3.373/1958 - vigente à época doóbito do genitor da impetrante - assegura a pensãotemporária à filha solteira, maior de 21 (vinte e um) anos enão inválida.
4.
Concessão da segurança.
N.º
/03 -
XXXXAção de Mandado de Segurança N.ºMM. JUIZ FEDERAL
,Cuida-se de ão de Mandado de Segurança impetrado háaproximadamente 4 (quatro) anos pela cidadã
XXXX
em face do Diretor dePessoal do DNOCS, objetivando Ter reconhecido seu direito à pensão vitalícianos termos da Lei 3.373/1958, art. 5º, II. Alega a impetrante que, em virtude do falecimento de seu genitor - ex-funcionário público federal instituidor do pensionamento - ter ocorrido antes doadvento da Lei 8.112/1990, faz jus à pensão vitalícia de filha maior de vinte e
 
um anos, pois é solteira e não exerce cargo público permanente, sendo dona-de-casa.Certidão de nascimento a comprovar a filiação, f. 13.Certidão de óbito do genitor da impetrante, f. 14.Cópia do processo administrativo trazida aos autos.Não vislumbra este
Parquet 
, nos autos, informações da autoridadecoatora, mas tão somente contra-razões oferecidas em recurso de apelação.Sem pedido de liminar, vieram os autos ao
Parquet 
.É o relatório. Opino.
Quanto à competência
deste juízo para o julgamento do
writ 
, mesmoentendendo que "
 para a fixação do juízo competente em mandado desegurança não interessa a natureza do ato impugnado; o que importa é a sededa autoridade coatora e sua categoria funcional 
"
1
, a mesma ainda é a cabível. Assim, conquanto não haja mais a repartição competente do DNOCS - e,talvez, a autoridade impetrada -, é de se admitir que, tendo sido o ato praticadopor autoridade nesta seção judiciária em prejuízo de cidadã aqui residente,devem, ainda, os autos serem processados e julgados perante este juízo, semmais dilações e remessas desnecessárias.Vai-se ao mérito.Em matéria de Direito Previdenciário não se pode falar em direitoadquirido a determinada prestação enquanto não preenchidos os requisitospara sua concessão.No caso de pensão por morte, preenchidos estão os requisitos para aconcessão no momento em que se dá o óbito do instituidor, o que,
in casu
,ocorreu dois anos antes do advento da Lei 8.112/1990. Assim, não o que se olvidar quanto à liquidez e certeza do direitoinvocado pela impetrante, visto que, tendo o instituidor do benecioprevidenciário
 pensão por morte
falecido durante a vigência da Lei Federal3.373/1958, foram os requisitos para a concessão da prestação requeridapreenchidos sob a égide deste estatuto legal.Embora
lex posterior derrogat lex priori 
, não é demais salientar que amesma não poderá prejudicar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e acoisa julgada, nos termos do XXXVI, art. 5º, da CF/88.Entende-se, então - sem vislumbrar o Ministério Público exceção -, quedesde o falecimento do genitor da impetrante a mesma poderia vir percebendo,
1
MEIRELLES, Hely Lopes.
Mandado de segurança, Ação popular...
24ª ed. São Paulo: -Malheiros Editores, 2002.

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