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Estadao_01052012

Estadao_01052012

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02/19/2013

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Detranlevaaté2anosparacassarcarteira
OBRASILDESPIKELEE
CachoeiranegociouemGoscompradepartido
BinLadenconsideravaqueaAl-Qaedaiamal
Dilmaatacabancosemredenacional
EmdiscursopeloDiadoTrabalho,presidentedizqueé‘inadmissível’queasinstituiçõesprivadascobrem‘osjurosmaisaltosdomundo’
DólarpassadeR$1,90;em12meses,altade21%esdoBolsaFamíliaterãobenefíciomaior
Entrevista
Temponacapital
17˚
Máx.
12˚
Mín.
Céunubladoefrio
HOJE:
56PÁGINAS
 Viagem
Imensidãoverde
Amapáesuabelavegetaçãoentramnocircuitoturístico
Incaliga19tiposdecânceraprofissões
O
cineastaSpikeLee,queestá fazendodocumentáriosobreoBrasil,defendeuascotasraciaisemuniversidades.“Há umerrodeavaliaçãodequemécontra”,disseLeeao
Esta-do
.Paraele,osEUA estão“uns20anosà frente”doBrasilnaquestão.
VIDA/PÁG.A12
M.J.ROEEJ.P.VASCONCELLOSLUIZZANIN ARNALDOJABOR
JULIOMESQUITA 
1891 - 1927
RUYMESQUITA 
Diretor 
OsucessodoBrasil
 AprojeçãodoPaíséobvia,masocres-cimentofinanceiroeeconômiconãofoiprecedidonemacompanhadoporaprimoramentosdoJudiciário.
VISÃOGLOBAL/PÁG.A11INTERNACIONAL/PÁG.A10
Natardemaisfriadoano,comtemperaturamínimade14,8˚C,segundooInmet,pedestresenfrentamachuvanafrentedoMasp,naAvenidaPaulista;aprevisãoparaoDiadoTrabalhoédemínimade11˚Cemenoschuva.
METRÓPOLE/PÁG.C6ECONOMIA/PÁG.B5DIRETODAFONTE/PÁG.D2
OmodeloNeymar
Nãoprecisamosqueimarneurôniosparareencontraravianaturaldofutebolbrasileiro;ésóapostarnoscraques,emquemtratabemabola.
ESPORTES/PÁG.E2
Metrópole
domundo
D.O.M.,deAlexAtala,sobenalistada
 Restauran
.Pág.C8
VIDA/PÁG.A12
Todosna‘AvenidaBrasil’
OMaldoBrasilnãoéainfinitacrueldadedaselitessangrentas;oMalestámaisnasuacordialidade.OMalestánonimo.
CADERNO2/PÁG.D8
 A falta de funcionários no Departa-mento Estadual de Trânsito de SãoPaulofazoprocessodesuspensãodaCarteiraNacionaldeHabilitaçãole- var até dois anos, segundo a OAB.Enquanto tramitam os recursos, omotoristapunidopodecontinuardi-rigindo.Elepodeatérenovaracartei-raemoutracidadeeescapardaeven-tualcassação.
METRÓPOLE/PÁG.C1
Feriadocomfrio
BrizolaNetonoTrabalho
Aos 33 anos, o neto de Leonel Brizolatornou-se o mais jovem ministro do go-verno Dilma.
NACIONAL/PÁG.A4
Esportes
Molequereverente
Aocomemorargols,NeymarresgataahistóriadoSantos
Otimismodogoverno
NOTAS&INFORMAÇÕES
SeriabomparaoBrasilqueatéofimdoanotudoacontecessecomoaFazendaestáprevendo.
PÁG.A3
SPIKELEE
CINEASTA
“Não éque vão buscar negrosdesqualificados paraentrar nauniversidade. Vão pegar osqualificados”
0H15
O contraventor Carlinhos Cachoeirapreparava ofensiva política em Goiás,indicam conversas interceptadas pelaPolíciaFederalnaOperaçãoMonteCar-lo.AsescutasmostramCachoeiranego-ciandoacompradeumpartido,quese-ria a seção goiana do PRTB, cujo presi-dente nacional, Levy Fidelix, é citadoem diversos diálogos. As conversas so- bre a possível compra começam emmaio de 2011, quando Cachoeira ques-tionaumaliadosobreadireçãodalegen-daemGoiás.Fidelixnãofoiencontradoparacomentar.
NACIONAL/PÁG.A8
SPrevisaráacordoscomaDelta
O governador Geraldo Alckmin (PSDB)afirmou ontem que o governo paulistavai rever os contratos com a Delta.“Agora temos três ou quatro de peque-no valor”, disse.
NACIONAL/PÁG.A7
Ogovernoelevouotomnabrigacontraosjurosaltoscobradospelosbancos.A presidente Dilma Rousseff aproveitouumpronunciamentoontemànoite,emcadeianacionalderádioetelevisão,pa-ra orientar os clientes a exigirem “me-lhorescondições”definanciamento.“Éinadmissível que o Brasil, que tem umdossistemasfinanceirosmaissólidoselucrativos, continue com os juros maisaltosdomundo”,disseapresidente,emseupronunciamentoaostrabalhadorespelo 1º de Maio. Apesar de os maiores bancos privados terem anunciado cor-tes nos custos dos financiamentos porcausadapressãoqueogovernovemfa-zendonasúltimassemanas,Dilmadei- xou claro que há mais espaço para cor-teserecomendouàsinstituiçõespriva-dasquesigamo“bomexemplo”daCai- xa Econômica Federal e do Banco doBrasil.Procurada para comentar as de-claraçõesdapresidente,aFebrabannãoquissepronunciar.
ECONOMIA/PÁG.B4
Caderno2
Toquedemestre
AvoltadeBruceSpringsteenaNewOrleans
D      A      V      I      D      G      R      U      N      F      E      L      D      /      A      P      E      P      I      T      A      C      I      O      P      E      S      S      O      A      /      A      E
ERNESTO RODRIGUES/AE
      O      L      I      V      I      A      H      A      R      R      I      S      /      R      E      U      T      E      R      S
%HermesFileInfo:A-1:20120501:
Terça-feira
1DEMAIODE2012
R$3,00
ANO133. Nº43295 EDIÇÃODE
estadão.com.br
 
%HermesFileInfo:A-2:20120501:
 A2
Espaço aberto
TERÇA-FEIRA, 1 DE MAIO DE 2012
O ESTADO DE S. PAULO
SINAISPARTICULARES
eflexãoparaoDiadoTrabalho:otra- balhadorruralpre-fereumpedaçodeterraparacultivarouumbomempre-go com salário fixo? A perguntaremeteaumvelhodilemadare-formaagrária,resvalandonaqua-lidade dos assentamentos ru-rais.Entendaoporquê.Quem primeiro levantou aquestão, há quase 50 anos, foi ohistoriador Caio Prado Júnior.Emseulivro
 ARevoluçãoBrasilei-ra
(Brasiliense, 1966), ele criti-couoscomunistasquejustifica- vamareformaagráriaapartirdaRevoluçãoFrancesa(1789-1799),quando os camponeses toma-ramasterrasfeudais.Aosetrans-formarem em agricultores li- vres,porém,elesfortalecerama base do capitalismo, não do so-cialismo.IroniadaHistória. A polêmica fundamentava-senofatodeque,noBrasil,areali-dade era distinta daquela vividano Velho Mundo. Aqui, a maio-riadostrabalhadoresruraisesta- vaempregadanaexploraçãolati-fundiária–doaçúcar,docafé,docacau –, ou seja, eram assalaria-dos, não camponeses puros. Ofoco das suas reivindicações,portanto,miravaamelhoriadascondiçõesdeempregoesalário.Nãoaterra. Adiscussãoacabouamordaça-dapelogolpemilitarde1964.Pas-saram-se os anos do chamado“milagre econômico”. Esqueci-da por uns tempos, a reformaagráriavoltouàagendanacionalapósaredemocratização,trazen-do uma importante diferença:havia-se transformado em pro-posta de política social, não dedesenvolvimento econômico.ComrespaldodaTeologiadaLi- bertação, tornou-se um dogma.Ninguémacontestava. Vieramasinvasõesdeterraseo distributivismo agrário se im-pôs. Desgraçadamente, todavia,fraquejou naquilo que deveriaser a sua maior proeza: garantirqualidadedevidaaosbeneficiá-rios. Arregimentando os excluí-dosdasgrandescidades,apenasmudou a pobreza de lugar. Ver-dadeiras favelas surgiram espa-lhadaspeloscampos.Curiosamente, sempre o
go- verno
, e nunca o
modelo
, acabousendoculpadopelofracassodosassentamentos rurais. Esse é oponto central. Ao contrário deantigamente,quandoaconquis-tadaterraabriafacilmenteapor-tadavitória,nasociedadeatualaprodução agrícola pode levarnãoàfelicidade,masaomartíriodo lavrador. Antes, uma enxadae vontade de trabalhar garan-tiam o progresso familiar; hoje,os requisitos da tecnologia e osmercados competitivos exigemqualificação,eestasegregacon-traasimplicidade. A prova cabal da complexida-de da produção rural pode ser buscada nas difíceis condiçõesdeexistênciadosmilhõesdepe-quenos agricultores brasileiros.Filhosenetosdossitiantestradi-cionais,elessofremnaduralabu-taparatirarosustentodosfilhose viver com dignidade. Pragas edoenças atacam suas lavouras eameaçam suas criações, a contadosinsumosnuncafecha,asecaroubaprodutividade,obancoba-te-lhesàporta.Basta conversar com os agri-cultoresfamiliares–osverdadei-ros trabalhadores com terra doBrasil – para descobrir os seusdesafios.Ganhardinheironaro-ça não está para qualquer um. Aindamaissendopequenopro-dutor. Isolado, então, nem pen-sar. A integração na cadeia pro-dutiva–aparceriacomaagroin-dústria,dentrodacooperativaenaturmadobairro–éexigência básica para vencer as barreirasda comercialização. Senão,pro-duz e não acha quem lhe paguepelavenda.O pecado capital da reformaagrária,aosepretendercontem-porânea, foi achar que poderiatransformardesempregadosur- banos em prósperos agriculto-res. Utopia urbana, não vingou.Os poucos assentamentos ru-rais vitoriosos advieram de lo-caisondeosprodutoresjádean-temão cultivavam, como ocu-pantesouparceiros,asáreasde-sapropriadas. Assemelhadosaoscamponeseseuropeus,essesconheciam, nos calos da mão, ocio da terra. Bastou regularizarassuaspossesparasetornarem viáveis.Foradisso,somenteatu-teladoEstado,comônusexage-radoparaasociedade,mantémailusãoagrária.Façamascontas.Cadafamíliaassentada custa ao redor de R$100mil,incluindoo pagamentoda terra e o custo operacionalnos primeiros três anos. Issoequivaleapagarumsaláriomíni-mo durante 13 anos a cada umadas famílias beneficiadas. Quallógica,econômicaousocial,jus-tificataldispêndio? Alternativasdepolíticapúbli-ca poderiam ser executadas se,emlugardo
acessoàterra
,fosseo
emprego
oobjetivomaior.Proje-tosdehortascomunitáriasdire-cionadas para a merenda esco-lar,porexemplo,gerariammilha-res de empregos nas periferiasdas cidades, aliviando as prefei-turas dos gastos na compra dealimentosprocessados.Taiscin-turões verdes, se incluídos naspolíticas fundiárias, não tencio-nariam transformar ninguémem sitiante, dono de terra. Masapenas, e tão fundamentalmen-te,oferecerumempregoaquemprecisa. Baratearia ainda o lan-chedascrianças. Ahorticulturairrigadagaran-te,nomínimo,trêspostosdetra- balhoparacadahectarecultiva-do.Emcomparaçãocomarefor-ma agrária clássica, que geradoisempregosparacada30hec-tares, a capacidade de absorçãode mão de obra nesse eventualnovomodelodepolíticaagráriaseria 45 vezes maior. Basta mu-dar o enfoque, da terra para oemprego,paravislumbrarexce-lentespossibilidades.Urgepen-sarnelas.Odistributivismoagrário,im-pulsionadopelasinvasõesdeter-ras, passou a representar umaideia atrasada e ineficaz, remé-dio vencido contra a pobreza.Nãoresolveoferecerumlotedeterraagenteinábilque,distanteedesorientada,abocanhaasver- basiniciaisdoIncra,compraumcarrovelhoesemandadevoltaà procuradeemprego.Erradas não estão as pessoas.Foradotempo,edolugar,encon-tra-seoatualmodelodereformaagrária, que mira no passado erecriaamiséria.Qualificaçãopa-ra o trabalho, isso, sim, abre a janeladofuturo.
AGRÔNOMO, FOI SECRETÁRIODE AGRICULTURA E SECRETÁRIODO MEIO AMBIENTE DO ESTADODE SÃO PAULO. E-MAIL:XICOGRAZIANO@TERRA.COM.BR
Fundadoem1875
JulioMesquita
(1891-1927)
Juliode Mesquita Filho
(1927-1969)
Francisco Mesquita
(1927-1969)
LuizCarlos Mesquita
(1952-1970)
José Vieira de Carvalho Mesquita
(1959-1988)
Juliode Mesquita Neto
(1969-1996)
LuizVieira de Carvalho Mesquita
(1959-1997)
 Américo de Campos
(1875-1884)
Nestor Rangel Pestana
(1927-1933)
PlínioBarreto
(1927-1958)
C
onhecem a piadado “bem-estarem uma pala- vra”? Pediram aum economistaque descrevessea situação do seu país em ape-nas uma palavra. Respondeu,simplesmente: “Bem”. E se fordescreverem, no máximo,trêspalavras?“Nãotãobem”.Lembrei-me dessa piada es-tes dias. Perguntei ao famosoeconomistaAmartyaSen,emvi-sitaaoBrasil,comoreavaliavaoÍndicedeDesenvolvimentoHu-mano (IDH), décadas após tê-locriado.Respondeuqueenten-de hoje esse índice como umconviteareflexãomaisprofun-da sobre o bem-estar das na-ções: seria a porta de entradapara que pensemos na econo-mia para além das medidas deconsumoouPIB.Passoboapartedomeutem-popensandoemcomo mensu-rar o que está acontecendo naeconomia. Parto da avaliaçãodequeamensuraçãocorretaéocaminho mais direto para odiagnósticopreciso,queéama-téria-prima para decisões fun-damentadas (por exemplo, depolíticasgovernamentais).Háevidênciasdequeasmedi-das tradicionais de desempe-nho econômico, como PIB econsumo, não necessariamen-terefletemaevoluçãodobem-estardasociedade.Umaecono-miapodeterseuPIB,suarendaeseu consumo crescendo bem,massemo equivalente progres-soemtermosdebem-estar,me-dido, por exemplo, pela educa-ção,saúdeedesigualdadederen-da da sociedade. O processo dedesenvolvimentopodegerarele- vaçãodadesigualdade,dapolui-ção, da jornada de trabalho, dacriminalidade,etc.De fato, não se encontra evi-dência clara de uma relação en-tre crescimento do produto
per capita
e aumento da felicidade(ou do bem-estar) medido porpesquisasdeopinião(vejasumá-rioem
WillGDPGrowthIncreaseHappinness in Developing Coun-tries?
, Texto para DiscussãoIZA, n.º 5.595, março 2011, An-drew E. Clark e Claudia Senik).Os resultados mostram que aolongo do tempo, num mesmopaís, os dados não comprovamque pessoas que enriquecem fi-cammaisfelizes.Apesardeexis-tir,sim,umatendênciadeosha- bitantesdepaísesmaisricosse-remmaisfelizes.O IDH, criado em 1990, para vários países, tenta contribuirpara a compreensão da econo-mia, por meio de uma simplesmedida,quelevaemcontaessesfatoresadicionaisdebem-estar.O mesmo pode se dizer do re-cém-criadoÍndice Itaúde Bem-Estar Social, que, adaptando oIDHaoBrasil,utilizaváriosindi-cadoresimportantes–saúde,sa-neamento, educação, seguran-ça,desigualdadesocial,entreou-trosparamedirdeformamaisampla e precisa a evolução do bem-estar no País desde 1992(veja trabalho de Caio Megaleem
http://bit.ly/itau_bemestar 
).Os fatos estilizados que saemdesseíndicepodemsermatéria-primaparafuturosestudos.O Brasil vem experimentan-doumataxadecrescimentohis-toricamente mais alta nos últi-mosanos.Masseráqueocresci-mento maior se tem traduzidoemganhosdequalidadedevidaparaapopulação?Os resultados mostram que,em muitas ocasiões, a evoluçãodo bem-estar não necessaria-mente acompanhou a variaçãodoPIBnoBrasil.Porexemplo,aperdadebem-estarantesdoPla-noRealeoganhoimediatamen-teposteriornãoforamcaptadosnamesmamagnitudepelavaria-çãodoPIB.Sóapós2002tantooPIB quanto o índice de bem-es-tarcresceramataxasparecidas.Masa partirde2008a evoluçãodo PIB superestima o ganho de bem-estar.De uma forma geral, houveumavançoimportantedaquali-dadedevidanosúltimos20anosnoPaís.Mesmosemnecessaria-mente acarretar maior bem-es-tar, o crescimento econômicopermitiu que fosse ampliado oacessodapopulaçãoamelhorescondições de vida. No entanto,parao futuro, qualo melhor ca-minho para a continuidade dodesenvolvimento? Vai depender da capacidadedasociedadedealongarseuhori-zontee pensar em políticas quegeremresultadosnomédioenolongoprazos(emvezdenocur-toprazo).Nessehorizonte,osre-sultados dependem mais da ca-pacidadede1)ampliaroconheci-mento,pormeiodaeducação;2)estimular os investimentos viasegurançaeincentivosdemerca-do adequados; 3) criar condi-çõesparainovaçãoe geraçãodeganhosdeprodutividade,remo- vendo obstáculos aos negócios;e 4) recuperar a capacidade deinvestimentodoEstadoparaaju-dar a suprir as lacunas existen-tesnainfraestrutura.Estimularapenasoconsumo,porexemplo,nãoéumasoluçãoparaolongoprazo.Aideiadees-timular a economia para sair darecessão–importantecontribui-ção do legendário economistaJohn Maynard Keynes, após aGrande Depressão dos anos1930–nãolevanecessariamenteao desenvolvimento e melhorasustentáveldobem-estaraolon-go do tempo. Em entrevista re-cente(revista
Veja
,2/5)aqui,noBrasil, Amartya Sen comentou:“Os keynesianos erram ao pen-sar que o mero estímulo à de-mandavairesolvertodosospro- blemas econômicos. Keynestem relevância apenas quandoestamoslidandocomumareces-são.Maseledizmuitopoucoso- breopapeldogovernocomopro-pulsordodesenvolvimento”.Nasúltimasdécadas,aecono-mia brasileira cresceu com me-lhora na distribuição de renda.Tudoissofoiconsequênciadaes-tabilidade(quedadainflação,ris-co Brasil), de instituições maissólidasedeumcontextointerna-cionalfavorável.Resultounuma“novaclassemédia”–aincorpo-raçãodemilhõesdebrasileirosà classeC–enumcrescimentoace-lerado do consumo. Resultou,também,emmelhoraconsiderá- veldobem-estardapopulação.Para a frente o bem-estar vaidependerdo“bem-fazer”,ouse- ja,dacapacidadede“fazer”maise melhor. Não basta consumirmais. Será crucial estimularmaisinvestimento(públicoepri- vado)emelhoranaprodutivida-de. Só assim será possível man-ter a trajetória de crescimentodaeconomiaeamelhoradobem-estar da população que experi-mentamosnosúltimosanos.
ECONOMISTA-CHEFE DO ITAÚUNIBANCO E SÓCIO DO ITAÚ BBA
Bem-estareobem-fazer
 XICOGRAZIANO
Ilusãoagrária
1ºDEMAIO
Comemoraro quê?
Hoje, Dia do Trabalhador, o quehá para comemorar? Os shows eos sorteios. Vivemos soba impo-sição do imposto sindical, quenos obriga a sustentar sindicatosque não representam a verdadei-ra vontade e as necessidades dostrabalhadores.Umgrupodepele-gosqueusufruemalegislaçãoar-caica,editadaem1943,embenefí-ciopessoal,degrupelhoseatédepartidos políticos.
LUIZNUSBAUM
lnusbaum@uol.com.brSão Paulo
GOVERNODILMA
MinistériodoTrabalho
O Ministério do Trabalho e Em-prego, desde a saída do defenes-trado pedetista Carlos Lupi, en- volvido em escândalo de corrup-ção,até o convitepresidencial aotambém pedetista Brizola Netopara assumir a pasta, permane-ceu quase cinco meses sem titu-lar. Tal situação de precariedadee desdém oficial paralisou a con-dução de projetos relevantes poresse ministério e desnudou a in-significânciadaclassetrabalhado-ra para o governo da presidenteDilmaRousseff.Pelovisto,aclas-se trabalhadora foi, e é, tão so-mente massa de manobra paraexecução do projeto de poderperpétuo e totalitário dos parti-dos da base governista, especial-mente PT e PDT. Para os atuaisfaustosos petistas e pedetistas, aportadefábricaéapenasum“re-trato na parede” e nada mais.
TÚLLIOMARCOS.CARVALHO
tulliocarvalho.advocacia@gmail.comBelo Horizonte
Refém
Por se sentir coagida a consultaro indigitado Carlos Lupi sobre oquequerquefosse,maisaindaso- breonovoministrodoTrabalho,a presidente Dilma mostrou-serefém de informações pouco re-publicanas detidas pelo políticooutroraocupantedocargo,cons-tantes de algum “dossiê rosa”...
CAIOAUGUSTOBASTOSLUCCHESI
cblucchesi@yahoo.com.brSão Paulo
Elemanda
 Aimprensanoticiouquenasema-na passada a dona Dilma se en-controu com o sr. Lula, ocasiãoem que ele recomendou que elaindicasse um novo ministro doTrabalho antes do 1.º de Maio.Nãoéqueontem,dia30/4,confir-mando o noticiário, dona Dilmanomeou Brizola Neto? E aindagente dogoverno e do PT queinsisteemdizerqueelenãoman-da nada. Então, tá bom.
MAURÍCIOLIMA
mapeli@uol.com.brSão Paulo
CORRUPÇÃO
Aloprados,denovo!
Tendo em vista recentes inten-tosdealoprados,cabedesconfiardaspeçasproduzidaspelaPolíciaFederal, sob o comando dos“amigosdopoder”,denunciandooposicionistas, no exato instanteem que o Supremo Tribunal Fe-deral (STF) se prepara para jul-gar os mensaleiros do PT.
LEONARDOMOLINAR
leonardo.molinar@terra.com.brRibeirão Preto
Maisum motivo
O senador Demóstenes Torres,pelo seu passado, está dandomais um motivo para o STF jul-gar rápida e exemplarmente osculpadospelomensalãodoPT.A  visível impunidade está estimu-lando e expandindo a corrupçãode forma intolerável. A Justiçatem de ser dura com esses desa- vergonhados criminosos, sejamde que partido forem. Afinal, osimpostos que pagamos estãosaindo, literalmente, “pelo la-drão” do caixa do governo e nãosobra dinheiro para nada.
WILSONSCARPELLI
wiscar@estadao.com.brCotia
Geografia
O rio Impunidade nasce no Pla-nalto Central, nas proximidadesdo Lago Paranoá. Em seu cami-nho até a foz passa mansamentepelo Distrito Federal até se jun-tarcomaságuasbarrentasdorioMensalão, onde dizem proliferarcerta espécie singular de molus-co, formando assim, a partir des-se ponto, o rio Corrupção, queem seu trajeto até o delta passaporinúmerascachoeiras,chegan-do, finalmente, ao mar de lamaque envergonha a maioria dos brasileiros.
JOSÉCARLOSDEGASPARE
degaspare@uol.com.brSão Paulo
COTASRACIAIS
Méritoecompetência
Lamentável a aprovação peloSTF das cotas raciais para estu-dantes negros nas universidadespúblicas do País. Pura demago-gia. O Brasil é um país mestiço,moreno e miscigenado e não é acor da pele das pessoas que im-porta.Nossarealidadeébemdife-rente da dos EUA. É preciso umsistema baseado no mérito e nacompetência. Os estudantes ne-gros não precisam de cotas, elestêm todas as condições de com-petir em pé de igualdade com osdemais. São protecionismos de-magógicos e descabidos, que
FórumdosLeitores
PUBLICAÇÃODAS.A.
O ESTADO DE S. PAULO
 Av.Eng.CaetanoÁlvares,55-CEP02598-900SãoPaulo-SPCaixaPostal2439CEP01060-970-SP.Tel.3856-2122(PABX)FaxNº(011)3856-2940
ILANGOLDFAJN
102 vezes Neymar 
LEO MARTINS
Ocrescimento maiordoPaístemse traduzido emganhosde qualidadede vidaparaapopulação?Mudandoo enfoquedaterra paraoempregosevislumbrariamexcelentes possibilidades
 
%HermesFileInfo:A-3:20120501:
OESTADODES.PAULO
TERÇA-FEIRA, 1 DE MAIO DE 2012
Notas e Informações
A3
Opinião
DiretordeOpinião:
Ruy Mesquita
EditorResponsável:
Antonio Carlos Pereira
 VOCÊNOESTADÃO.COM.BR
Informação
DiretordeConteúdo:
Ricardo Gandour
Editora-ChefeResponsável:
Maria Aparecida Damasco
DiretordoNúcleoPublicações:
Ilan Kow 
DiretordeDesenvolvimentoEditorial:
Roberto Gazzi
BrizolaNetoéonovoministrodoTrabalho
Emnota,Dilmamanifestouconfiançanonovoministro.Posseseráanunciadanestaquinta-feira
ConselhodeAdministração
Presidente
Plinio Villares Musetti
Membros
Fernão Lara Mesquita, Francisco MesquitaNeto, Júlio César Mesquita, Patricia MariaMesquita e Roberto C. Mesquita
Centraldeatendimentoaoleitor:
3856-5400 –falecom.estado@grupoestado.com.br
Centraldeatendimentoaoassinante
Capitale Regiões Metropolitanas:4003-5323Demais localidades: 0800-014-77-20www.assinante.estadao.com.br/faleconosco
Classificadosportelefone:
3855-2001
Vendasdeassinaturas:
Capital: 3950-9000Demais localidades: 0800-014-9000
VendasCorporativas:
3856-2917
Centraldeatendimentosàsagênciasdepublicidade:
3856-2531– cia@estado.com.br
Preçosvendaavulsa:SP:
R$ 3,00 (segundaasábado) eR$ 5,00 (domingo).
RJ,MG,PR,SCeDF:
R$ 3,50 (segundaa sábado)e R$6,00(domingo).
ES,RS,GO,MTeMS:
R$5,50(segunda asábado) eR$ 7,50 (domingo).
BA,SE,PE,TOeAL:
R$ 6,50 (segundaasábado)eR$ 8,50 (domingo).
AM,RR,CE,MA,PI,RN,PA,PB,ACeRO:
R$ 7,00 (se-gundaa sábado)e R$ 9,00 (domingo)
Preçosassinaturas:
Desegunda a domingoSPe Grande São Paulo –R$ 74,90/mês.Demais localidadese condições sob consulta.Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 55 -6º andar, CEP 02598-900
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Notas&Informações
 A 
o reduzir de umano para seis me-ses o período noqual ex-servido-res públicos quetiveram acesso ainformação privilegiada estãoimpedidos de exercer ativida-des privadas na mesma áreaemqueatuavam nosetorpúbli-co, a Câmara dos Deputadostornou mais realista o projetode lei proposto pelo Executivoque muda as regras para a qua-rentena no governo federal. Além do prazo, que hoje é dequatro meses, o projeto ampliaalistadecargosacujosocupan-tes se aplica a quarentena. Issopode tornar mais eficaz o com- bateaousoindevidodainfluên-cia de antigos altos funcioná-rios do governo ou do conheci-mento por eles acumulados emfavor de interesses privados oucomo forma de obtenção de vantagens financeiras pessoaisou para terceiros.Mas, ao retirar do governo aobrigatoriedade do pagamentoda remuneração do ex-funcio-nário durante a quarentena,condicionando esse pagamen-to a casos excepcionais que se-rão autorizados pela ComissãodeÉticaPública,oprojetoapro- vado pela Câmara – e que aindaserávotadopeloSenado–sujei-ta os ocupantes de altos cargospúblicos, entre eles profissio-nais originários da iniciativaprivada, ao risco de ficar seismeses sem rendimentos.Essa medida pode ter duasconsequências nocivas para aqualidade, a eficiência e a lisu-rano serviçopúblico. Deum la-do, confere enorme poder dearbítrioaum órgão cujosmem- brossão nomeadospelo Execu-tivo, e que decidirá quem podeounãoserremunerado pelogo- verno durante a quarentena, oque abre caminho para favore-cimentos de inspiração políti-co-partidária. De outro, o nãopagamento obrigatório duran-te a quarentena de remunera-ção equivalente ao da funçãoexercida pode afastar de vezdas funções públicas profissio-nais de reconhecida competên-cia que já não se sentem atraí-dos por cargos no governo, oqueresultaria emperda dequa-lidade para a administração.O projeto destina-se a adap-tar a legislação brasileira àsconvenções internacionais àsquais o Brasil aderiu, entre elasa Convenção da ONU contra aCorrupção,ratificadapeloCon-gresso Nacional. Enviado pelogoverno em outubro de 2006,o projeto tinha pareceres favo-ráveisdas Comissões deTraba-lho, de Administração e Servi-ço Público e de Constituição eJustiça e de Cidadania desde2007, mas só no dia 3 de abrilpassado foi apreciado pelo ple-nário da Câmara.Desde sua apresentação, oprojeto vinha sendo criticado,entre outros motivos, pelo pra-zo de um ano para a quarente-na, considerado excessivo. Otexto original recebeu apenasuma emenda, de iniciativa dodeputado Mendes Thame(PSDB-SP), justamente a quereduziu o prazo de quarentenapara seis meses.Durante a quarentena, os ex-funcionários de alto escalão es-tarãoimpedidos deprestar ser- viços a qualquer pessoa ou em-presa com as quais tenham ti-do relacionamento relevantedurante o exercício da função;trabalhar para pessoa ou em-presaquetenhamatividadesre-lacionadas com o órgão para oqual prestaram serviços; eatuar como consultores ou as-sessoresde empresascom inte-resse em decisões do órgão noqual trabalharam.O impedimento temporário doexercíciodefunçõesremunera-dasquepossamconfigurarcon-flito de interesse se aplica a ex-ministrosdeEstado;ocupantesdecargos de “natureza especialou equivalentes”; presidentes ediretores de autarquias, funda-ções públicas, empresas públi-cas ou sociedades de economiamista;eocupantesdecargosdedireçãoeassessoramentosupe-riores, conhecidos no serviçopúblicocomoDAS6e5.Comisso,onúmerodecargoscujosocupantesestãosujeitosà quarentena passará dos atuais92 para cerca de 2,5 mil. Se osexonerados desses cargos fo-rem funcionários de carreira,eles retornarão a suas funçõesoriginais, com os vencimentosdevidos.A justificativa deque anão obrigatoriedade do paga-mentodosvencimentosduran-teaquarentenasedeveàneces-sidade de evitar a expansão dosgastoscomofuncionalismonãotem fundamento, pois há for-masmuitomaiseficazesdoqueessa para se cortar o custo dafolhadepessoal.
N
a maior parte domundo, as pes-soas vivem emcondições cada vez melhores eestão vivendomais. A crescente longevidadeda população tem sido aponta-da como uma das consequên-ciasmaisexpressivasdamelho-ra da qualidade de vida no pla-neta, e esse aspecto altamentepositivo foi enfatizado pelaequipe do FMI que estudou oimpacto do aumento da expec-tativa de vida sobre a econo-mia nos próximos anos.Mas asconclusões a que ela chegousão preocupantes e as reco-mendações que faz para evitarcrisesfuturasprecisamser con-sideradas desde já. A questão interessa a todos. As advertências do FMI valempara os governos, que mantêmsistemaspúblicos deaposenta-doriaeoutrosprogramasdese-guridadesocial; para osempre-gadores que mantêm, em par-ceria com os empregados, pla-nos de complementação deaposentadoria; para as empre-sas que administram fundosde pensão; e para as pessoas,que no período produtivo pre-cisam formar o pecúlio quelhes garanta aposentadoriatranquila – e que ficará tantomais cara quanto mais tempoelas viverem na condição deaposentadas.Os números apontados noestudo
O impacto financeiro dorisco da longevidade
– que fazparte do Relatório de Estabili-dade Financeira Mundial apre-sentado durante a reunião deprimavera do FMI e do BancoMundial – são impressionan-tes. Se, até 2050, as pessoas vi- verem três anos mais do que aestimativamédiadevidaadota-da nos planos de aposentado-ria da maioria dos países, osgastos com previdência social,que já são muito altos, cresce-rão o equivalente a 50% do PIBde 2010 dos países avançadose 25% dos emergentes.O estudo do FMI adverteque os riscos aumentarão len-tamente, mas se não forem en-frentados desde já poderão terefeito altamente negativo so- bre o já precário equilíbrio fi-nanceiro das empresas e dosgovernos, tornando-os aindamais vulneráveis a novos cho-ques, podendoafetar aestabili-dade financeira mundial.Ocenáriotalvez pareça som- brio demais para países, insti-tuições e pessoas que, nos últi-mosanos,seprepararamecria-ram mecanismos para enfren-tar a questão do aumento daidade média da população.Mas, como observa o estudo,os preparativos foram basea-dos em projeções que subesti-maram a longevidade e, por is-so, estão se tornando insufi-cientes para assegurar aposen-tadoria condigna para todos.São poucos os países que re-conhecem os riscos do aumen-to da longevidade. E os que ofazem se deparam com cifrasimensas. O custo da aposenta-doria na maioria dos países já é10% maior do que o previsto.Nos EUA, a maior parte dosfundos de pensão baseia seuscálculos atuariais em estatísti-cas de 1983. O erro pode resul-tar num custo adicional para osistema previdenciário de atéUS$ 7 trilhões no futuro.“Quanto mais se ignorar es-sa questão, mais difícil será re-solvê-lo”, disse Laura Kodres,uma das coordenadoras do re-latóriodoFMIsobreestabilida-de financeira. “O tempo paraagir chegou”, completou, insis-tindona necessidade deos paí-sesajustarem seusregimespre- videnciários,demodoaassegu-rarsuaestabilidadefinanceiraeasaúdedascontaspúblicas. As soluções são difíceis e de-pendemdavisãoedacompetên-cia política dos governos e dadisposiçãodetodososenvolvi-dos – governos, empregadores,fundos de pensão, indivíduos –paradividirosriscos.Umamedidaessencialsugeri-dapeloFMIparaevitaroagrava-mentodoproblemaéareformaprevidenciária que estabeleçaquea idademínima para aapo-sentadoria aumente na mesmaproporção em que aumentar aexpectativa de vida da popula-ção.Oefeitoéduplo:aumenta-seareceita,poisaspessoascon-tribuirão por mais tempo, e re-duz-seocustodasaposentado-rias, pela redução do períodoem que as pessoas gozarão dos benefícios.Será necessário tornar maisflexíveisasregrasdaaposenta-doria em muitos casos, pois,quando não for possível au-mentar as contribuições ou aidade mínima para se aposen-tar,ovalordobenefícioterádediminuir.
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estadão.com.br
Seria bom, muito bom mesmo, parao Brasil e para os brasileiros, que, atéo fim de 2012, tudoacontecesse deacordo com o queo Ministério da Fa-zenda está prevendo e acaba de tor-nar público com a divulgação do do-cumento
Economia Brasileira em Pers- pectiva
. A combinação de dois dosmais relevantes indicadores econô-micos, o PIB e a inflação, seria, nesteano, a melhor pelo menos desde2007, ou seja, antes do início da cri-se global. Em 2012, segundo o Minis-tério da Fazenda, o PIB deve crescer4,5%, bem mais do que o resultadode2011(crescimento de2,7%),e ain-flação ficará em 4,4%, abaixo do cen-tro da meta inflacionária (de 4,5%).Em 2007, o PIB cresceu 6,1% e a in-flação foi de 4,5%.Um desempenho como o previstopelogoverno certamente causaria in- veja num mundo ainda abalado pelacrise na Europa, pelas dificuldadesda economia americana para voltar acrescer de maneira sustentável, peladesaceleração da economia chinesae pelos notórios problemas da eco-nomia japonesa. Tomara que a previ-são do Ministério da Fazenda se con-firme. É prudente, no entanto, exa-minar com atenção essas projeçõese indagar se elas são alcançáveis. A inflação voltou a ser pressiona-da por fatores que pareciam ter per-dido força nas últimas semanas, co-mo os preços dos serviços, que de- vemcontinuar aimpulsionar os prin-cipais índices, pois muitos têm rela-ção direta com a renda – que man-tém o crescimento – e a situação domercado de trabalho – que é boa.Nos próximos meses, novas fon-tes de pressão podem surgir, quan-do os estímulos concedidos nos úl-timos tempos pelo governo e a re-dução da taxa básica de juros (Se-lic) e dos juros cobrados pelos ban-cos começarem a surtir os efeitosesperados. Mesmo assim, o Ministé-rio da Fazenda reduziu sua previ-são de inflação para 2012, que erade 4,7% na versão anterior de sua
Economia Brasileira em Perspectiva
,de fevereiro.O crescimento do PIB, por sua vez, se confirmada a previsão paraeste ano, só será menor do que o de2007, 2008 e 2010. Se as medidas fis-cais e o afrouxamento da políticamonetária produzirem os resultadospretendidospelo governosobre a ati- vidade econômica, é provável que osúltimos meses do ano registrem de-sempenho melhor do que o dos pri-meiros. Essa recuperação deverá semanter e até se intensificar nos anosseguintes, pois, para 2013, o Ministé-rio da Fazenda prevê crescimentode 5,5% e, para 2014, de 6,0%. A despeito da possível melhora noterceiro ou no quarto trimestre, po-rém, mesmo dentro do governo há quem considere provável que, em2012, o crescimento do PIB fiquemais próximo de 4%.Embora tenha sido revista paramenos em relação à projeção feitaem fevereiro, de 20,8% para 20,4%do PIB, a formação bruta de capital –que inclui investimentos em máqui-nas, equipamentos e construção ci- vil – é alta em relação aos dados dosúltimos anos. Em 2001, por exem-plo, era de 16,4%. Mesmo tendo au-mentado, ela nunca passou de 19,5%do PIB, índice observado em 2010,quando o crescimento do PIB foi ex-cepcional (7,5%).Comoque para justificar aaltapre- vista dos investimentos em 2012, oMinistério da Fazenda relaciona emseu estudo grandes projetos, públi-cos e privados, anunciados nos últi-mos tempos ou que constam dosprogramas oficiais. Quanto aos pro- jetos de responsabilidade do setorpúblico, no entanto, convém aguar-dar até que eles saiam do papel e setransformem em coisas concretas, oque nem sempre acontece, e, quan-do acontece, nem sempre ocorre noprazo previsto.Embora reconheça a gravidade dasituação da balança comercial da in-dústria manufatureira – cujo resulta-do, entre 2005 e 2011, passou de umsuperávit de US$ 8,5 bilhões paraum déficit de US$ 92 bilhões –, o go- verno considera que as medidas doprograma “Brasil Maior” conterão oritmo da deterioração. Os proble-mas, no diagnóstico do governo, fo-ram causados fundamentalmentepelas políticas cambiais de outrospaíses. Nada se diz sobre a necessi-dade de restabelecer a competitivi-dade da indústria, com mudançastributárias e trabalhistas, entre ou-tras, além da recuperação da infraes-trutura econômica.
TEMADODIA
POR DECISÃOJUDICIAL, O
ESTADO
ESTÁ SOB CENSURA.ENTENDA O CASO:WWW.ESTADAO.COM.BR/CENSURA
1.005DIAS
Otimismodogoverno
“Se temos 40 anos, somos velhos para trabalhar; setemos 60, somos novospara nos aposentarmos”
CLÁUDIOMOSCHELLA
/ SÃOPAULO, SOBRE AS DIFICULDADESPARA REINGRESSARNO MERCADO DE TRABALHOarquiteto@claudiomoschella.net
“Se
Lulla
transformar aCPI do Cachoeira emCPI do Perillo, provará que o mensalão existiu”
A.FERNANDES
/ SÃO PAULO,SOBRE O TIRO PELA CULATRAstandyball@hotmail.com
maisdesprotegemdoquebenefi-ciam.Se for para havercotas,en-tão que elas sejam para estudan-tes humildes egressos das esco-las públicas – e de qualquer cor.
RENATO KHAIR
renatokhair@uol.com.brSão Paulo
Quedecepção...
O STF, que nos encheu de orgu-lhoalgunsdiasatrásaoaprovaraleidoabortodeanencéfalos,caiudo mais alto pedestal ao rés dochão com a decisão sobre a ado-ção de cotas para negros e par-dosnasuniversidadesbrasileiras,institucionalizando o racismo.
JAIRFREIRE
assim.soja@gmail.comSão Paulo
Bomsenso
Parabéns pelo brilhante editorial
 Justiça com lentes coloridas
(28/4, A3),quetraduzopensamentodetodas as pessoas de bom senso,independentemente de sua cor.
ANTÔNIOMÁRCIO PEREIRA
pereira.marcio@gmail.comJundiaí 
SUPREMACORTE
Diferenças
 A construtiva análise do desem- bargador Aloísio de Toledo Cé-sar (
Baixa o nível na SupremaCorte
,28/4,A2)levaàreflexão deque tais extremos jamais seriamsequer concebidos na SupremaCorte dos EUA, que inspirou anossa. Quiçá tal abismal diferen-çatenharaízesemnossoemocio-nal, em oposição à racionalidadedo povo norte-americano.
RENATOGUIMARÃESJR.,promo-tordeJustiçadoMinistérioPúblicodoEstadodeSãoPauloaposentado
renatogjr@yahoo.comCampinas
Diminuído o período emque ex-servidores ficamimpedidos de atividadesna iniciativa privada
Riscosdenovaquarentena
Um estudo do FMIadverte para os riscosfinanceiros do aumentoda expectativa de vida
Oprodalongevidade
“O Brizolinha está para o Ministério do Trabalho assim como aIdeli Salvatti estava para o Ministério da Pesca.”
ITÁCASTANON
“A família Brizola precisa tirar o PDT das mãos dos pelegosque o açambarcaram.”
RANDOLPHOGOMES
“Mas ele entende do assunto ou foi nomeado apenas por serneto de Leonel Brizola?”
MIRIAMTEODORO

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