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Fichamento Dinâmica de Grupo Teorias e Sistemas

Fichamento Dinâmica de Grupo Teorias e Sistemas

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MINICUCCI, Agostinho.
Dinâmica de Grupo – teorias e sistemas
. São Paulo:Atlas, 2002.Principais teorias que desenvolveram o estudo da dinâmica de grupo:
1.
Teoria de Campo –
criada por Kurt Lewin, propõe que ocomportamento é produto de um campo de determinantesindependentes, conhecido como
espaço de vida.
2.
Teoria de Interação –
desenvolvida por Bales, Homans e Whyte,concebe o grupo como um sistema se indivíduos que interagem entre si.
3.
Teoria de Sistema –
 
apresentada por Newcomb, Miller, Stogdill,concebe o grupo como um sistema de interação, de comunicação, deencadeamento de posições e de papéis e, principalmente, de váriostipos de entrada (input) e saída (output) do sistema.
4.
Teoria Sociométrica –
criada por Moreno, estuda essencialmente asescolhas interpessoais que ligam o grupo às pessoas.
5.
Teoria Psicanalítica –
 
idealizada por Freud, estuda os processosmotivadores e defensores do indivíduo na vida grupal. Tem sidotrabalhada por Bion, Thelen, Stock, Berne e outros pesquisadores.
6.
Teoria Cognitiva –
 
preocupa-se em verificar como o indivíduo recebe einterioriza as informações sobre o mundo social e como essa cogniçãopassa a influir no desempenho de seu comportamento. Dedicaram-se aesse estudo Piaget, Festinger, Heidar, Krech e Crutchfield.
7.
Orientação empírica e estatística –
 
seguidores dessa linha (Cattell,Meyer, Hemphill, entre outros) acreditam que os conceitos de dinâmicade grupo devem ser descobertos por processos estatísticos e nãoconstituídos de antemão por um teórico.
8.
Modelos formais –
 
de orientação acentuadamente matemática, seuspesquisadores lidam com rigor formal em apenas alguns aspectos doprocesso de um grupo.Foi com Augusto Comte, para quem a psicologia era uma ciência inútil, quesurgiu no final do séc. XIX a denominação
 psicologia social.
Comte acreditavaque o homem é, a um tempo, conseqüência e causa da sociedade.
 
Após a segunda guerra mundial, a psicologia social ganhou espaço. KurtLewin fixa novos objetivos em Psicologia Social ao trabalhar com a dinêmicados fenômenos de grupo, apegando-se às dimensões concretas e existenciais.Para ele os fenômenos de grupos deveriam ser trabalhados no próprio campopsicológico, em vez de laboratório, criando o termo pesquisa-ação para esseprocedimento.K. Lewin fez distinção entre
 psicogrupo
(grupo de formação, estruturado,orientado e dirigido em função dos próprios membros constituintes) e
sociogrupo
(grupo de tarefa, organizado e orientado na execução de umatarefa). A dinâmica de grupo (expressão lançada por Lewin em 1944)desenvolve e pesquisa experiências e estudos sobre esses dois tipos.A
dinâmica de grupo
como ciência empírica dos processos científicosdepende de observação, quantificação, mensuração e experimentação. Nãoapenas os grupos constituem seu objeto de estudo, mas principalmente a
1
 
dinâmica da vida coletiva, os fenômenos e os princípios que regem seuprocesso de desenvolvimento.As forças psicológicas e sociais que atuam no grupo se fazem sentir atravésde coesão, coerção, pressão social, atração, rejeição, resistência à mudança,interdependência, equilíbrio e quase-equilíbrio. Estes aspectos foramestudados pela dinâmica de grupo na formulação de teorias.
KURT LEWIN
A construção fundamental, para K. Lewin, é a chamada
teoria de campo.
Campo é o espaço de vida de uma pessoa, sendo este constituído da pessoa edo meio psicológico, como ele existe para o indivíduo. O comportamento doindivíduo depende das mudanças que ocorrem em seu campo (espaço devida) em determinado momento.O espaço de vida de um grupo consiste em elementos de um grupo e em ummeio tal como existe para o grupo naquele momento. A representação dogrupo e seu ambiente como um campo social são o instrumento básico para aanálise de vida do grupo.Um grupo sobrevive quando tem três elementos fundamentais: existência,interdependência de seus membros e contemporaneidade (quer dizer que osdeterminantes do comportamento são as propriedades do campo naquelemomento).Cada grupo (unidade social) possui características próprias, que não são asoma das características de cada elemento do grupo, mas formam umagestalt. A importância de cada grupo para o indivíduo dependa da situação domomento, o que caracteriza a
atmosfera do grupo.
Os objetivos do grupo não precisam ser idênticos aos objetivos do indivíduo,mas as divergências entre o indivíduo e o grupo não podem ultrapassardeterminados limites, além dos quais um rompimento é inevitável.Um grupo não é um realidade estática, é um processo em desenvolvimento,ou um processo quase-estacionárioAssim como o indivíduo e seu ambiente formam um campo psicológico, ogrupo e seu ambiente formam um campo social. O conceito de campo socialabarca a dinâmica e a estrutura desse espaço. A conduta de um grupo será,então, explicada em função das forças objetivas que decorrem da própriasituação no momento.Analogamente ao campo psicológico, o campo social é uma totalidadedinâmica, estruturada em função da posição relativa das entidades que ocompõem. O comportamento social resulta da interrelaçao de tais entidades,tais como grupos, subgrupos, membros, barreiras, canais de comunicaçãoetc., ou seja, da distribuição de forças em todo o campo.
MORENO
2
 
 Jacob L. Moreno foi um dos iniciadores do trabalho de grupo. Introduziuterminologia própria em dinâmica de grupo, como psicodrama, sociodrama,sociometria, desempenho de papéis etc. A estrutura latente dos grupos, naconcepção de Moreno é uma realidade afetiva e cognoscitiva, pois representa,para cada membro do grupo, a forma como vivem o grupo e seus membros; aforma como vive sua própria situação dentro do grupo; a forma como percebeos outros e a distância social que experimenta em relação a eles; a formacomo é percebido pelos outros.A organização das relações vividas é uma expressão de afetividade de suasformas e de colocação no grupo e das representações (percepção econhecimento) que cada participante tem do grupo e dos outros.A atividade global do grupo – seus objetivos, seus programas e suasesperanças – influi na forma com que os membros do grupo se apercebementre si, se aliam ou se excluem. Em relação aos horizontes reais do grupo eàs necessidade, devem estar compreendidas a confiança ou a desconfiança, asolidariedade, a estima, a indiferença e o desprezo. Este conjunto socioafetivoe sociocognoscitivo vivido pelo grupo (denominado
tele
) se organizamediante uma rede de comunicações informais, que expressam a estruturalatente do grupo.Na concepção psicodramática de Moreno, o homem é definido por dimensõesde sua existência. Cada um pensa, sente e age em função de múltiplos papéis,no desempenho dos quais a pessoa sente-se congruente ou incongruente.Há momentos em que existem diversos papéis a serem representados, queninguém vê claramente, e papéis efetivamente representados em relação aogrupo (pacificador, unificador, sabotador, coordenador, animador, censor etc). Todos esses papéis são expressos mediante atitudes que se adotam dentro dogrupo, e que se desenvolvem ou se modificam, formando assim a
dinâmica dogrupo,
à medida que se influenciam reciprocamente.Aprender a assumir os papéis necessários, ser capaz de mudar de papel deacordo com a situação, é indício, segundo Moreno, de ajustamento dapersonalidade social e abertura e afirmação da própria personalidade(conjunto de papéis que podemos representar e atitude para assumir o papeladaptado à situação atual). Daí o valor terapêutico atribuído por Moreno aopsicodrama, por possibilitar o florescimento da espontaneidade e a eliminaçãodos “papéis crônicos” que fazem das pessoas “uns inadaptados” (conservasculturais).Moreno utilizou a
sociometria
(conjunto de métodos destinados a desvendara estrutura socioafetiva dos grupos e a estudar a sua dinâmica), paradescobrir a estrutura íntima, real, invisível dos grupos primários. A sociometriarelata o feixe de interações e de comunicações de todas as pessoas com asquais o indivíduo se relaciona e mostra a dinâmica do grupo no qual ele estáinserido.Depois de levantadas todas as respostas,é possível constituir o
sociograma,
mapa dos canais de informações paralelas (rumores), evidenciando os laçosde comunicação informal e, a partir do teste sociométrico, pode serconstituído um perfil para cada indivíduo (
átomo social),
que assinala não só
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