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A Aplicabilidade Do Decreto 4553/02 no Sistema de Inteligência de Segurança Pública - Michel Ferronato - Clarindo Alves de Castro.

A Aplicabilidade Do Decreto 4553/02 no Sistema de Inteligência de Segurança Pública - Michel Ferronato - Clarindo Alves de Castro.

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O sigilo é tratado como um dos sustentáculos dessa atividade, definindo sua natureza. O Decreto n.º 4.553/2002, que cuida da salvaguarda de assuntos sigilosos, é norma proveniente do poder regulamentar do Presidente da República disciplinando a esfera da administração pública federal quanto a uniformização dos assuntos pertinentes ao sigilo da informação em sentido amplo. O Estado de Mato Grosso não possui regulamentação equivalente a esse decreto na esfera de sua administração pública, tornando a Atividade de Inteligência do Sistema Estadual carente quanto a salvaguarda de assuntos sensíveis. Esse estudo procurou doutrinar a aplicabilidade do Decreto n.º 4.553/2002 no Sistema de Inteligência De Segurança Pública Estadual.
O sigilo é tratado como um dos sustentáculos dessa atividade, definindo sua natureza. O Decreto n.º 4.553/2002, que cuida da salvaguarda de assuntos sigilosos, é norma proveniente do poder regulamentar do Presidente da República disciplinando a esfera da administração pública federal quanto a uniformização dos assuntos pertinentes ao sigilo da informação em sentido amplo. O Estado de Mato Grosso não possui regulamentação equivalente a esse decreto na esfera de sua administração pública, tornando a Atividade de Inteligência do Sistema Estadual carente quanto a salvaguarda de assuntos sensíveis. Esse estudo procurou doutrinar a aplicabilidade do Decreto n.º 4.553/2002 no Sistema de Inteligência De Segurança Pública Estadual.

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A Aplicabilidade do decreto 4.553/2002 no sistema de inteligência de segurança pública do estado de mato grosso
 
Michel Ferronato e Clarindo Alves de Castro
Michel FerronatoCapitão da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade do Estado de Mato Grosso, Bacharel em Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar Costa Verde, Especialista em Gestão Pública com ênfase em Análise de Inteligência pela Universidade Federal de Mato Grosso
UFMT e Acadêmico no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais pela Universidade do Estado deMato Grosso
UNEMAT.Clarindo Alves de CastroMestrando em Educação (IE/UFMT 
2011 a 2012), Especialista em Gestão Pública com ênfase em Análise de Inteligência pela UniversidadeFederal de Mato Grosso
UFMT, Especialista em Gestão de Segurança Pública pela Academia de Polícia Militar do Estado de Goiás,Especialista em Gestão Organizacional de Segurança Pública pela Universidade do Estado de Mato Grosso
UNEMAT, Graduado no Curso deFormação de Oficiais pela Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, Possuidor do Curso Superior de Inteligência Estratégica pela EscolaSuperior de Guerra no Rio de Janeiro e Tenente Coronel da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso.
RESUMO
: O sigilo é tratado como um dos sustentáculos dessa atividade, definindo sua natureza. O Decreto n.º 4.553/2002, que cuida dasalvaguarda de assuntos sigilosos, é norma proveniente do poder regulamentar do Presidente da República disciplinando a esfera daadministração pública federal quanto a uniformização dos assuntos pertinentes ao sigilo da informação em sentido amplo. O Estado de MatoGrosso não possui regulamentação equivalente a esse decreto na esfera de sua administração pública, tornando a Atividade de Inteligênciado Sistema Estadual carente quanto a salvaguarda de assuntos sensíveis. Esse estudo procurou doutrinar a aplicabilidade do Decreto n.º4.553/2002 no Sistema de Inteligência De Segurança Pública Estadual.
Palavras-chave:
Atividade de Inteligência, Decreto n.º 4.553/2002, Sistema de Inteligência de Segurança Pública do Estado de MatoGrosso.
ABSTRACT:
Secrecy is treated as one of the mainstays of this activity, defining its nature. Decree Nº 4.553/2002, which handles theprotection of confidential matters, is the norm from the regulatory power of the President regulating the sphere of public administration anduniformity of federal matters pertaining to the confidentiality of information in a broad sense. The state of Mato Grosso do not haveequivalent regulations in this Decree within their sphere of public administration, making the activity of the State System of Intelligenceand lacking the protection of sensitive issues. This study sought to indoctrinate the applicability of Decree n.º 4.553/2002 in theIntelligence System of the State Public Security.
Key-words:
Intelligence, Decree n.º 4.553/2002, Intelligence System of Public Securty of the State of Mato Grosso.INTRODUÇÃOA Atividade de Inteligência de segurança pública é muito conhecida hodiernamente, principalmente depois que foi difundida pelos meios decomunicação, nomeadamente por meio da imprensa escrita e televisionada, como uma forma eficaz de enfrentamento qualitativo ao crimeorganizado.Nela repousa questões incipientes, tal como a sua natureza sigilosa, e sendo o sigilo a alma da Atividade de Inteligência, essa não estariaregulamentada no Sistema de Inteligência do Estado de Mato Grosso. Contudo o que se observa é o uso nesse sistema do Decreto4.553/2002, que dispõe sobre a salvaguarda de assuntos sigilosos no âmbito da Administração Pública Federal, aplicado na administraçãopública do Estado de Mato Grosso.O uso deste decreto é facilmente evidenciado nos cursos de inteligência promovidos pelo próprio Estado, bem como na disciplina de Gestãode Informação ministrada na Academia de Polícia Militar Costa Verde e para todos os cursos de Formação de Soldado da Polícia Militar. Estadisciplina foi introduzida através da formulação da matriz curricular da Secretaria Nacional de Segurança Pública
SENASP
 
 “
 Atualmente,as 27 (vinte e sete) Unidades da Federação utilizam a Matriz como referencial pedagógico. Essa realidade foi conquistada progressivamente, com o apoio e incentivo de todos os envolvidos
” .
 A importância de falar neste tema reside na aplicação dos direitos e garantias individuais e coletivos resguardados pela constituição federalde 1988. Nela encontram-se os fundamentos quanto aos bens juridicamente protegidos pelo sigilo, a exemplo do art. 5º, inciso XXXIII, daConstituição Federal, que diz: todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interessecoletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível àsegurança da sociedade e do Estado.
[2]
 (Grifo nosso)Assim, cabe ao órgão público observar fielmente a norma constitucional, bem como as normas e diretrizes administrativas obedecendo aoPrincípio da legalidade estrita na Administração Pública. Portanto, é preciso conhecer as balizas legais onde se insere a Atividade deInteligência de Segurança Pública.O Estado de Mato Grosso não editou normas administrativas próprias para a salvaguarda de assuntos sigilosos no seu sistema deinteligência de segurança pública, o que se acredita ser um ponto relevante, pois se compartilha do pensamento de que o sigilo éfundamental para a Atividade de Inteligência, conforme bem coloca Pellanda,
verbere
:O principal elemento com que o profissional de Inteligência deve lidar é o sigilo. O sigilo de informações está presente na vida do Estado,tanto na suas relações com a sociedade quanto nas suas relações com outros Estados.
 Assim, a ausência de regulamentação quanto ao sigilo na esfera Estadual colocaria em risco a segurança da estrutura de Inteligência doSistema Estadual, bem como o sigilo de assuntos sensíveis produzidos por ela? Sendo o sigilo um dos requisitos vitais à Atividade deInteligência, poderia Estado de Mato Grosso utilizar-se do Decreto 4.553/2002 para a classificação de assuntos sigilosos?Diante desse contexto, se definiu como objetivo principal do presente artigo, fazer uma abordagem jurídico-sistemática da Constituição daRepública, Leis infraconstitucionais e Decretos, na tentativa de compreender a natureza jurídica do Decreto 4.553/02, o seu alcance eimplicações de seu uso no sistema de inteligência de segurança pública do Estado de Mato Grosso.
 
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Para tanto, utilizar-se-á o método jurídico ou hermenêutico clássico partindo-se da constituição federal para integrá-la as demais espéciesnormativas infraconstitucionais, aplicando diversos elementos de exegese, tais como: o genético
para investigar as origens dos conceitosutilizados pelo legislador; o elemento gramatical ou filológico
analisar de modo textual e literal; o elemento lógico - procurar a harmonialógica das normas constitucionais; o elemento sistemático - buscar a analise do todo; o elemento teleológico ou sociológico - buscar afinalidade da norma; o elemento doutrinário - parte-se da interpretação feita pela doutrina.
A Natureza Sigilosa da Atividade de Inteligência
 Para compreender aqui a relevância do que vem a ser tratado, se iniciará o estudo discorrendo sobre um dos fundamentos da Atividade deInteligência
AI - a qual se liga umbilicalmente com nosso tema, uma vez que o Decreto 4.553/02 disciplina a salvaguarda de assuntossigilosos. Não é a intenção esmiuçar o que vem a ser Atividade de Inteligência e todas as variações terminológicas, mas tão somente,cuidar nesse primeiro momento, da discussão sobre uma de suas características que é o sigilo intrínseco a ela.O modelo de AI como a conhecemos hoje, sob o foco da abordagem externa (fora do país) e interna (dentro do país), como ensina Rondon
Filho, “
teve início na Inglaterra, em 1782 [...]”  ,
[4]
 eainda:Esse tipo de organização de inteligência pode ser considerado a raiz dos serviços especializados surgidos no século XIX e pós-SegundaGrande Guerra e serviu de exemplo para que outros países, como a França, a Áustria e a Prússia, entre outros, criassem em sua estruturaestatal serviços semelhantes.
 Sua natureza reside na concepção da palavra
Intelligence
da língua inglesa. Tem como significado, segundo o jornalista Josué Machado,entre outras, a palavra
informação
, ou ainda,
serviço secreto
, conforme publicado: “
Em inglês, um dos sentidos da palavra inteligência(intelligence) é informação ou serviço secreto. E tal acepção incorpora-se irremediavelmente às tradicionais da palavra inteligência emnosso idio
ma” .
 Serviço secreto transmite o pensamento, por questões lógicas, de uma atividade de natureza sigilosa. Reforça esse entendimento quandoextraímos dos ensinamentos de André Soares caráter sigiloso como elemento, ou em suas palavras, quando se refere a um dos pilares daAtividade de Inteligência:Quando falham os pilares da tríade da Inteligência de Estado - o sigilo, a legalidade e a ética -, a atividade passa a representar elevadopotencial de risco, e subverte a sua função de instrumento de defesa do Estado, da sociedade e dos valores em que se funda.
 Quando se busca conceituar Inteligência, na acepção da palavra como sendo uma atividade, ou em outras variações terminológicas como
 “serviço secreto”, “serviços de informações” e assim por diante, verifica
-se intrínseco a ela a natureza sigilosa. Reforçando esseentendimento, seguem as lições do doutor Cepik apud (SHULSKY, 1995, p. 26), a seguir colacionadas,
verbis
:[...] uma definição mais restrita diz que inteligência é a coleta de informações sem o consentimento, a cooperação ou mesmo oconhecimento por parte dos alvos da ação. Nesta acepção, inteligência é o mesmo que segredo ou informação secreta.
 No mesmo sentido, segundo Lowenthal, diz que:A inteligência: se difere das outras funções governamentais por pelo menos dois motivos. Em primeiro lugar, muito do que acontece ésecreto. A inteligência existe por que o governo procura esconder algumas informações de outros governos, que, por sua vez, procuradescobrir as informações secretas por meios que eles desejam manter em segredo.
 Dessa forma, de acordo com as prioridades de Estado e de Segurança Pública, uma vez havendo necessidade de se processar informaçõesde natureza sensível, será o seu caráter sigiloso que definirá a atuação ou não de processos pertinentes à Atividade de Inteligência, deacordo com o que for previsto em lei.
O Sigilo da Informação Tratado na Constituição Federal de 1988.
 O ordenamento jurídico pátrio, em especial a Constituição Federal de 1988, estatui como regra o Princípio da Publicidade para todo oEstado sob a ótica de duas acepções básicas que são: a publicação em órgão oficial como exigência de eficácia dos atos administrativos; ecomo transparência da própria ação administrativa.Esse princípio encontra guarita no artigo 37,
caput 
, CF/88, a seguir transcrito
litteris
:Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípiosobedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
 (Grifo nosso)No entanto, essa regra comporta exceções, previstas na própria Constituição, pelas quais são imprescindíveis para a manutenção do EstadoDemocrático de Direito que se preserve o sigilo em alguns casos. Essas exceções estão previstas no artigo 5º, CF, em alguns dos seusincisos,
verbis
:XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, queserão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança dasociedade e do Estado;LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem;LXXII - conceder-se-
á “habeas data”:
 
 
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a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados deentidades governamentais ou de caráter público;b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo.
 Destaca-se que há o entendimento de que a garantia constitucional da inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e daimagem das pessoas, prevista no inciso X do mesmo artigo constitucional, é um derivativo à exceção do Princípio da Publicidade. Esseaspecto encontra-se respaldado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, citado por Paulo e Alexandrino referente ao julgamento dorecurso extraordinário n.º 219.780/PE, tendo como relator o Ministro Carlos Velloso, em 13.04.199, e o Mandado de Segurança n.º 22.801,d
o relator Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, em 17.12.2007, que diz: “
[...] o sigilo bancário é espécie do direito à privacidade,inerente à personalidade das pessoas, sendo a sua inviolabilidade assegurada pelo inciso X do art. 5º [...]
” .
 Note-se que as exceções se dão pelo fato de não existirem direitos absolutos em nosso ordenamento jurídico, podendo haver conflito entreeles como é chamado, segundo Vicent
e Paulo, “
de colisão entre direitos fundamentais
” .
 Odireito à informação também não éabsoluto, podendo o poder público recusar-se a prestar informações, por exemplo, quando o sigilo for imprescindível à segurança dasociedade e do Estado, ou ainda, implicar em violar a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. Aqui repousa aimportância de se aplicar a regulamentação quanto a salvaguarda de assuntos sigilosos.
Normas que regulamentam o inciso XXXIII do art. 5º da CF/88
 A atividade de Inteligência, como já dito, se presta a tratar de assuntos sensíveis de interesse da segurança da sociedade e do Estado (art.5º, inciso XXXIII), bem como também garantir todos os demais direitos constitucionalmente protegidos.
O inciso XXXIII é considerado como norma de eficácia contida, que nas palavras de Ricardo Cunha Chimenti quer dizer “
aquela que traz emseu conteúdo a previsão (cláusula de redutibilidade) de que uma legislação subalterna, inferior, poderá compor o seu significado
” .
A lei 11.111, promulgada em 5 de maio de 2005, veio com esse fim, “
Regulamenta a parte final do disposto no inciso XXXIII do caput doart. 5º da Constituição Federal e dá outras providências
” ,
 que em apertada síntese, diz respeito a maneira como o poder públicofederal disporá sobre o acesso a documentos sigilosos e sua classificação utilizando do seu poder regulamentar, e quais os permissivoslegais que o cidadão interessado poderá utilizar-se para ter acesso a documentos sigilosos.Diz no seu arti
go 6º “
O acesso aos documentos públicos classificados no mais alto grau de sigilo poderá ser restringido pelo prazo e prorrogação previstos no 
Alei que se refere o artigo antecedente “
Dispõesobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências
” .
 Nesta lei são tratadas das disposições gerais acercada classificação, gestão, avaliação, modos de requisição de informação, bem como, da organização e administração de instituiçõesarquivistas públicas.A principal regra, que se destaca nessa lei é a que se refere no seu capítulo V, do acesso e do sigilo dos documentos públicos, conforme
previsto no artigo 23: “
Decreto fixará as categorias de sigilo que deverão ser obedecidas pelos órgãos públicos na classificação dosdocumentos por eles produzidos
” .
 (Grifo nosso)Como se pode notar, o decretofixará as categorias de sigilo que deverão ser obedecidas. Tem-se aqui um exemplo de norma de eficácia
limitada, que segundo Chimenti “
não são auto-aplicáveis (not-self executing provisions)
” ,
 assim elas dependem de outras normas paradar executoriedade à sua matéria, que neste caso será disciplinada pelo Decreto 4.553 de 27 de dezembro de 2002
.
 
A Natureza do Decreto 4.553, de 27 de Dezembro de 2002
 No sistema jurídico brasileiro decretos são atos administrativos da competência dos chefes do poder executivo, são eles: presidente,governadores e prefeitos.O decreto administrativo é usualmente aplicado pelo chefe do poder executivo para fazer nomeações e regulamentações de leis, como paralhes dar cumprimento efetivo. O decreto é a exteriorização ou instrumentalização do Poder regulamentar que tem o chefe do PoderExecutivo.Celso Antônio Bandeira de Mello define regulamento como um:ato geral e (de regra) abstrato, de competência privativa do Chefe do Poder Executivo, expedido com a estrita finalidade de produzir asdisposições operacionais uniformizadoras necessárias à execução de lei cuja aplicação demande atuação Pública.
A doutrina costuma classificar em três categorias como ensina Paulo e Alexandrino: “
decreto ou regulamento de execução; decreto ouregulamento autônomo; e decreto ou regulamento autorizado
” .
 Estudar-se-á apenas os dois primeiros, pois fundamentam o objetodesse estudo.Decreto ou regulamento de execução são regras jurídicas gerais, abstratas e impessoais, editadas em função de uma lei, concernentes àatuação da Administração Pública, possibilitando a fiel execução da lei a que ser referem. A sua previsão encontra-se no art. 84, IV, daCF/88.Art. 84. Compete privativamente ao presidente da República:[...]IV- sancionar, promulgar, e fazer publicar as leis, bem como, expedir e regulamentos para sua fiel execução.
 Esse decreto não regulamenta diretamente norma
constitucional, como bem leciona Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino: “
 A edição dedecretos de execução, embora decorra de competência constitucional expressa, tem como pressuposto a edição de uma lei, que é o ato primário a ser regulamentado
” .

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