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01.20 - Podiam ser amigas

01.20 - Podiam ser amigas

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ra uma vez uma águia. Era uma vez uma gata. Erauma vez uma porca.A águia teve aguiazinhas. A gata teve gatinhos. A porcateve porquinhos.Como boas mães, procuraram abrigo onde resguardar osfilhos.A águia escolheu o alto da ramaria de um frondosocastanheiro. A gata achou um buraco a meio do tronco domesmo castanheiro. A porca cavou uma toca, nas raízes dotal castanheiro.Eram vizinhas e talvez pudessem ser amigas.
1
© APENA - APDD – Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros
PODIAM SERAMIGAS
António Torrado
escreveu eCristina Malaquias ilustrou
E
 
Todas as manhãs, a águia voava do seu ninho, à cata decomida para as aguiazinhas. A gata também saltava doburaco e ia caçar para os seus gatinhos. A porca saía da suatoca e procurava castanhas e bolotas para os seusporquinhos.Os respectivos filhos cresciam e engordavam, a olhosvistos. As vizinhas viviam felizes e talvez pudessem seramigas.Talvez pudessem ser amigas, não fosse a gata umaintriguista.Esta gata selvagem era uma falinhas mansas, mas todasfalsas.Um dia, foi ter com a vizinha de cima e disse-lhe:– Ai, vizinha, estou toda arrepiada. Calcule que ouvi aporca lá de baixo dizer aos filhos que ia começar a roer asraízes do castanheiro, para deitar a árvore abaixo. E sabepara quê?A águia não fazia ideia.– Para fazer cair o seu ninho e comer os seus filhinhos –contou a mentirosa da gata. – Se fosse a si tinha muitocuidado e nunca mais abandonava os seus.A águia ficou muito aflita. Agradeceu imenso o aviso dagata e pôs-se de plantão ao ninho, apesar de os filhosreclamarem por comer.A gata, cumprida a primeira parte do seu plano, foi tercom a vizinha do rés-do-chão:– Senhora porca, tome cautela com a águia. Ainda agoraa ouvi dizer para os filhos que, da próxima vez que virema senhora sair da toca, lhe assaltam a casa, para lhecomerem os filhinhos.
2
© APENA - APDD – Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros

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