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Doutrina_Espirita

Doutrina_Espirita

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05/09/2014

 
 
O livro dos Espíritos
 Introdução ao Estudo da Doutrina EspíritaIntrodução ao Estudo da Doutrina Espírita Allan Kardec Allan Kardec
I — ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMOPara as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige aclareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplossentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista,espiritualismo têm uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplicá-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas deanfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quemquer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria éespiritualista; mas não se segue daí que creia na existência dos Espíritos ou emsuas comunicações com o mundo visível.Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo empregaremos, paradesignar esta última crença, as palavras espírita e espiritismo, nas quais aforma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo têm avantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a suasignificação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou oEspiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos
 
ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou,se o quiserem, os espiritistas.Como especialidade o Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; comogeneralidade liga-se ao Espiritualismo, do qual representa uma das fases. Essaa razão porque traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista.II — ALMA, PRINCÍPIO VITAL E FLUIDO VITALHá outra palavra sobre a qual igualmente devemos entender-nos porque éuma das chaves de toda doutrina moral e tem suscitado numerosascontrovérsias por falta de uma acepção bem determinada: é a palavra alma. Adivergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicaçãoparticular que cada qual faz desse vocábulo. Uma língua perfeita, em que cadaidéia tivesse a sua representação por um termo próprio, evitaria muitasdiscussões; com uma palavra para cada coisa todos se entenderiam.Segundo uns, a alma é o princípio da vida orgânica material; não temexistência própria e se extingue com a vida: é o puro materialismo. Nestesentido e por comparação dizem de um instrumento quebrado, que não produzmais som, que ele não tem alma. De acordo com esta opinião a alma seria umefeito e não uma causa.Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal de
 
que cada ser absorve uma porção. Segundo estes, não haveria em todo oUniverso senão uma única alma, distribuindo fagulhas para os diversos seresinteligentes durante a vida; após a morte cada fagulha volta à fonte comum,confundindo-se no todo, como os córregos e os rios retornam ao mar de ondesaíram. Esta opinião difere da precedente em que, segundo esta hipótese,existe em nós algo mais do que a matéria, restando qualquer coisa após amorte; mas é quase como se nada restasse, pois não subsistindo aindividualidade não teríamos mais consciência de nós mesmos. De acordocom esta opinião, a alma universal seria Deus e cada ser uma porção daDivindade; é esta uma variedade do Panteísmo.Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente damatéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Esta concepção éincontestavelmente a mais comum, porque sob um nome ou outro a idéiadesse ser que sobrevive ao corpo se encontra em estado de crença instintiva, eindependente de qualquer ensinança, entre todos os povos, qualquer que seja oseu grau de civilização. Essa doutrina, para a qual a alma é causa e não efeito,é a dos espiritualistas.Sem discutir o mérito dessas opiniões, e não considerando senão o ladolingüístico da questão, diremos que essas três aplicações da palavra almaconstituem três idéias distintas, que reclamariam, cada uma, um termo

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