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Monitoria-1-Gabarito

Monitoria-1-Gabarito

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11/13/2012

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Faculdade de Economia – UFFMonitoria 1 – Teoria Macroeconômica I (SEN00076)Professores: Cláudio M. Considera e Carmen A. FeijóMonitor: Vítor Wilher (www.vitorwilher.com/monitoria)E-mail:macroeconomia@vitorwilher.com Atendimento Presencial: Quartas e Sextas, 16h às 18h, Sala a Definir.
PROPOSTA DE GABARITO – LISTA 01 – QUALQUER ERRO, MANDE E-MAIL PARAmacroeconomia@vitorwilher.com Questão 1 – “
 A macroeconomia é o segmento da teoria econômica que estuda o comportamentoda economia em seu conjunto ou da economia em termos agregados”.
(Hermann,
 Notas deaula
). A partir dessa definição livre, quais seriam os objetos de estudo da macroeconomia? Edentro desse contexto, pense a respeito: onde se encaixa a contabilidade nacional?Tendo o comportamento da economia como sua preocupação principal, os objetos de estudo damacroeconomia são as relações existentes entre variáveis agregadas, tais como preço, nível deatividade, emprego, investimento etc. A teoria macroeconômica se ocupa de estudar e inferirrelações de causalidade entre uma e outra variável (ou entre uma e mais variáveis). Nessesentido, a preocupação central da contabilidade nacional é servir de
 ferramenta
para esseesforço teórico, isto é, fornecer os dados que servirão para uma avaliação empírica daquelasrelações forjadas pela teoria.Questão 2 – Se a macroeconomia é o estudo do comportamento agregado de uma economia,para que serve a microeconomia? As duas são disciplinas disjuntas, ou seja, não seinterconectam? Pense a respeito.Como define o ex-presidente do Banco Central, Gustavo H.B. Franco, “(...) em geral,chamamos de microeconomia a família de modelos e análises que tratam de indivíduos epequenos grupos, e é neste que o fenômeno da escolha se apresenta quase sempre como oprotagonista”. A microeconomia, como você verá ao longo do curso, tem na
escolha
uma desuas principais preocupações e desafios teóricos.Microeconomia e macroeconomia são subconjuntos de um corpo bem estruturado chamadoteoria econômica. A moderna macroeconomia, que vocês terão a oportunidade de estudar emcursos mais avançados, tem uma interceptação cada vez maior com a microeconomia, emtermos de fundamentação. Não basta, hoje, dizer, por exemplo, que a inflação é causada poruma política monetária frouxa. É preciso tocar em questões como expectativas dos agentes, queenvolve necessariamente conceitos de racionalidade e escolha intertemporal entre poupar econsumir. Em outras palavras, os teoremas e fundamentos da microeconomia servem como basepara a construção da teoria macroeconômica.Questão 3 – O que é Fluxo Circular da Renda? O que são fluxos reais e fluxos monetários?Desenhe um e pense sobre como isso
resume
a economia real.O fluxo circular da renda é um modelo econômico no qual ficam evidenciados algumastransações econômicas envolvendo certos
setores institucionais
. Em sua versão mais simples(economia fechada, sem governo e sem possibilidade de poupar), famílias e empresas realizamdois tipos básicos de transações: compram mercadorias e vendem fatores de produção. Para queisso ocorra existem dois mercados: um mercado de bens e serviços e um mercado de fatores deprodução (mercado de trabalho, por exemplo). As versões mais amplas relaxam aquelashipóteses, abrindo a economia para transações com o resto do mundo, colocando a figura dogoverno e gerando mais um mercado, o financeiro, no qual as famílias (e empresas) podemcolocar sua poupança.Os fluxos reais envolvem trocas de bens, serviços e fatores de produção. Já os fluxos monetáriosenvolvem troca de moeda entre um e outro setor institucional.
 
O fluxo circular da renda é bastante útil, pois resume a complexidade das relações econômicasem um modelo bastante simples. Ele possibilita que se tenha uma noção global de como secomporta a economia e pode servir de base para os primeiros questionamentos. Por exemplo, oque acontece se as famílias não efetivarem poder de compra, isto é, não consumirem bens eserviços? Se elas preferirem poupar parte da renda que recebem, o que acontece com o nível deemprego e com o produto, por exemplo. Pense nisso!Para um esboço completo de um fluxo circular de renda, consulte qualquer livro-texto demacroeconomia.Questão 4 – Aproveitando que você desenhou um fluxo circular da renda, vamos pensar umpouco sobre modelos. Os economistas, de modo geral, pensam através de modelos econômicos.Estes são, em uma definição livre, retratos simplificados da realidade – pense no objetivo dosmapas – que dão maior importância para alguns fatos e menos para outras. Na construção demodelos econômicos algumas definições são importantes. Sobre isso, tente pesquisar adefinição dos seguintes conceitos:a)
 
O que são variáveis endógenas ou dependentes?São variáveis dentro de um modelo específico que tem sua variação explicada por outrasvariáveis. Exemplo: existe uma relação famosa em economia chamada
teoria quantitativa damoeda,
que diz que a variação dos preços é explicada pela variação da quantidade de moeda.Nesse caso, o nível geral de preços é a variável endógena.b)
 
O que são variáveis exógenas ou independentes?São as variáveis explicativas. No exemplo acima, seria a oferta de moeda.c)
 
O que são parâmetros?Parâmetros refletem a estrutura da economia. Imagine, por exemplo, que a demanda por moedaseja função de duas variáveis: renda e taxa de juros. Com aquela se relaciona positivamente, ouseja, quando aumenta a renda, aumenta a demanda por moeda; enquanto com esta se relacionanegativamente. Isso pode ser expresso na seguinte função: Md = c0 + c1Y – c2r. Os parâmetrosdessa função são c0, c1 e c2, que dizem como a demanda por moeda se relaciona com a renda ecom a taxa de juros – c0 é definido como uma constante.d)
 
O que são relações de causalidade?Relações de causalidade são implicações do tipo P=>Q, isto é, “se P, então Q”. São falsasapenas quando a proposição P é verdadeira, mas Q é falsa. Por exemplo: “Se não chover, irei àpraia”. Suponha que não choveu, mas você não foi à praia. Nesse caso a implicação P=>Q éfalsa. De forma análoga definimos relações de causalidade em economia. Uma relação famosa éaquela que diz que se aumentarmos a renda, o consumo irá aumentar em uma proporção que vaide 0 a 1 – se a renda aumenta 100, o consumo pode aumentar 50, por exemplo.É importante notar, porém, que relações de causalidade devem ser feitas no âmbito da teoriaeconomia e não com base na estatística e na econometria, como vocês verão mais à frente.Nenhuma relação estatística, por mais robusta que seja, pode provar uma relação do tipo P=>Q.Esta deve vir necessariamente da teoria.e)
 
Na função C = Co + cY tente identificar os itens acima. (Onde C=Consumo,Co=Consumo Autônomo, c é a propensão marginal a consumir e Y é a Renda).C = variável endógena (explicada pelo modelo)Co = variável exógena (explicada fora do modelo)
 
c = parâmetro (define condições estruturais da economia)Y = variável exógena (explicada fora do modelo)Questão 5 – Diferencie fluxo de estoque. Pense em exemplos de variáveis macroeconômicas defluxo e outras de estoque.Pense em uma torneira jorrando água e em uma pia com tampa. O fluxo é representado pelaágua jorrada pela torneira e o estoque é a quantidade de água dentro da pia em dado momentodo tempo. Faz sentido, portanto, medir o fluxo entre dois períodos de tempo – t e t+1 – e fazsentido medir o estoque em um determinado período do tempo, em t, por exemplo. Como senota, o estoque aumenta à medida que o fluxo aumenta.A Dívida Pública é um exemplo de estoque. O déficit público é um exemplo de fluxo. O estoquede capital é [como o nome diz] estoque, o investimento é um fluxo. A riqueza é um estoque, arenda é um fluxo e assim por diante.Questão 6 – O que significam os termos
ex ante
e
ex post 
?Ex ante = antes; ex post = depois. Aplicação: em uma transação comercial, o comprador [emgeral] sabe
ex ante
quanto irá gastar [e se irá gastar], mas o vendedor só saberá quanto irá lucrar
 ex post 
, terminado o processo produtivo.Questão 7 – Qual a diferença entre variáveis reais e variáveis nominais? Pense em exemplos.A diferença entre real e nominal em economia tem como base alguma medida de nível geral depreços. Por exemplo, você pode ter colocado seu dinheiro em uma caderneta de poupança e seudinheiro rendeu nominalmente, digamos, 8% em 2011. Foi um bom rendimento? Depende dainflação do período! Ela foi de 6,5%, portanto, para saber qual a rentabilidade real você precisa
deflacionar 
aqueles 8%. A forma de fazer isso é aplicar a seguinte fórmula:(1+r)/(1+
π
), onde r é variável nominal e
π
representa a inflação do período. Lembre-se, porém,que no exemplo acima estamos trabalhando com percentual, logo para colocar na fórmula épreciso dividir por 100.Questão 8 – Aproveitando que você pensou na diferença entre variáveis reais e nominais, o queseria inflação? Dê uma definição para esse processo. Além disso, pesquise os diferentes tipos deíndices de inflação. (dica: vá ao site do IBGE,www.ibge.gov.br).Cuidado: inflação é
um aumento generalizado e continuado de preços
. Não é qualquer aumentode preços que pode ser considerado inflação. Não é porque o prato feito do Bareco aumentouque a inflação aumentou, por exemplo. O aumento de preços precisa envolver muitos outrosbens e serviços para ser considerado inflação. À medida que você avança no curso verá queexistem medidas de núcleo de inflação que retiram oscilações muito grandes, visando identificarse a tendência geral do nível de preços foi afetada ou nãoQuestão 9 –
“A contabilidade nacional oferece um retrato da realidade econômica e social dos países que permite acompanhar como crescem e como se desenvolvem ao longo do tempo. Oacompanhamento do crescimento econômico é feito por estimativas dos agregadosmacroeconômicos, derivados do Sistema de Contas Nacionais”.
(Feijó et al, ContabilidadeSocial). Sobre esse aspecto responda aos itens que seguem:a)
 
O que significa Produto Interno Bruto? Quais as formas de medi-lo?O PIB mede a quantidade de bens e serviços finais produzidos ao longo de um período em umdeterminado país. No Brasil o PIB é divulgado trimestralmente.

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