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Resenha Hannah Arendt

Resenha Hannah Arendt

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Published by: Victor Daniel Oliveira on Jun 06, 2012
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07/02/2013

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RESUMO“O totalitarismo é uma forma de domínio radicalmente nova porque não selimita a destruir as capacidades políticas do homem, isolando-o em relaçãoà vida pública, como faziam as velhas tiranias e os velhos despotismos,mas tende a destruir os próprios grupos e instituições que formam o tecidodas relações privadas do homem, tornando-o assim estranho ao mundo e privando-o do seu próprio eu”.A frase inicial nos oferece bem a tônica de todo um trabalho muito bem elaborado por Hannah Arendt.É costumeiro se confundir o conceito de nacionalidade e cidadania, pois o primeiro exprime muito mais a idéia de onde o individuo nasceu e o segundo os seusdireitos civis dados pelo estado que o governa.Desde o fim da Primeira Guerra Mundial, a qual foi uma explosão que dilacerouirremediavelmente a comunidades dos países europeus, como nenhuma outra guerra haviafeito antes, o clima de instabilidade política e econômica era geral. Não havia o controleda inflação, havia um quadro alarmante de desemprego, pois o desaparecimento progressivo do emprego formal e por tempo indeterminado, cria essas mesmas condições.As relações de trabalho “flexíveis” destroem uma das características fundamentais dassociedades mais civilizadas: A previsibilidade quanto às condições de sobrevivência.Outros agravantes à crise, são as guerras civis que alastravam com seus conflitossangrentos.Todos esses episódios geraram uma série de pessoas desprovidas de suas pátrias econsequentemente, sem os seus direitos civis. Pois, “uma vez fora de seu país de origem, permaneciam sem lar; quando deixavam seu Estado, tornavam-se apátridas; quando perdiam seus direitos humanos, perdiam todos os direitos: eram o refugo da terra.”O Pós-Primeira Guerra deixou uma atmosfera de desintegração característica emtoda Europa, esse clima de destruição poderia ser mais visível nos países derrotados quenos vitoriosos, atingindo seu ponto mais alto nos Estados recém-estabelecidos após aliquidação da Monarquia Dual e do império czarista.O que pareciam pequenas querelas nacionais, sem conseqüência para os destinos políticos do continente, resultaram, no período entre guerras, em novos grupos de vitimas,cujos sofrimentos foram muito diferentes de todos os outros grupos, visto que, a situaçãoque as classes médias desapossadas, os desempregados, os pequenos
retierns
, os
 
 pensionistas e os que perderam suas propriedades: eles haviam perdido aqueles direitosque até então eram tidos como inalienáveis, ou seja, os Direitos do Homem.Os apátridas e as minorias, dentro de um contexto histórico, se tornaram paramuitos Estados “anomalias sociais”, pois, o dispunham de governos que osrepresentassem e protegessem, sendo obrigados a viver sob leis de exceção dos Tratadosdas Minorias. Nenhum destes tratados adviera diretamente da tradição e das instituiçõesdos próprios Estados-nações. Visto que, acabaram aglutinado vário povos em um sóEstado, outorgando a alguns o
 status
de “povos estatais” e lhes confiaram o governo,como por exemplo os eslavos na Tchecoslováquia ou os croatas e eslovenos naIugoslávia.Como o objetivo de todos era preservar o
 status quo
europeu, a concessão dodireito à autodeterminação nacional e à soberania a todos os povos europeus pareciarealmente inevitável: a alternativa seria condená-los impiedosamente à posição de povoscoloniais, introduzindo assim métodos coloniais na convivência européia.Assim mesmo, os Tratados das Minorias protegiam apenas nacionalidade dasquais existia um número considerável em pelo menos dois Estados sucessórios, mas nãomencionaram, deixando-as à margem de direito, todas as outras nacionalidades semgoverno próprio, concentradas num só país, fazendo com a verdadeira emancipação e averdadeira soberania popular só podiam ser alcançadas através da completa emancipaçãonacional, e que os povos privados do seu próprio governo nacional ficariam sem a possibilidade de usufruir dos direitos humanos.A Liga das Nações não expirava confiança por parte das minorias, pois, a Liga,afinal, era composta de estadistas nacionais, cujas simpatias obviamente não estavam comos governos e principalmente com os governos novos. Nem a Liga das Nações nem os Tratados das Minorias teriam evitado que osEstados recém-estabelecidos assimilassem as minorias mais ou menos à força, visto que,os tratados da Liga haviam tentado ignorar o caráter interestadual das minorias, assinandocom cada país um tratado separado, bilateral e não multilateral, como se não existissemminorias judaica ou germânica fora das fronteiras dos respectivos Estados.O fato é que, até a ascensão de Hitler, a relação entre os judeus e os alemães eraharmoniosa e coesa, até que em 1933, a Alemanha, já nazista, consegui o apoio damaioria das delegações dos grupos minoritários, que abraram o anti-semitismo,nascente em todos os Estados sucessórios.
 
Tornava-se claro que a completa soberania nacional só era possível enquantoexistisse uma convivência supranacional de nações européias, porque só o espírito desolidariedade podia impedir o exercio por algum governo de todo o pode potencialmente soberano.Muito mais persistentes na realidade e muito mais profundas em suasconseqüências tem sido a condição de apátrida, que é o mais recente fenômeno de massasde história contemporânea, e a existência de um novo grupo humano, em continuocrescimento, constituído de pessoas sem Estado, grupo sintomático do mundo após aSegunda Guerra Mundial. A culpa de sua existência não pode ser atribuída a um únicofator, mas, se considerarmos a diversidade grupal dos apátridas, parece que cada evento político, desde o fim da primeira Guerra Mundial, inevitavelmente acrescentou uma novacategoria aos que já vivam fora da lei, sem nenhuma categoria, por mais que se houvessealterado a constelação original, jamais pudesse ser devolvida à normalidade.A repatrião e a naturalizão eram as principais teorias para resolver os problemas dos apátridas e das nacionalidades, realidade paradoxal aos termos daDeclaração dos Direitos Humanos, que para a autora estaria mais vinculado à defesa deGrupo humano e não a defesa do ser humanos individualmente. Esses grupos estavamexcluídos de manifestar os seus direitos civis, pois, não tinham um Estado pudessereapresentá-los, estariam à mercê daqueles que lhe dessem abrigo, dessa forma os direitoshumanos, que em sua origem dava autoridade ao Homem de fazer leis responsáveis pelasua própria vivência, não englobaria esses indivíduos.ANÁLISE

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