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Um breve apontamento sobre reencarnação

Um breve apontamento sobre reencarnação

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02/17/2014

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Um breve apontamento sobre reencarnaçãoHoje um conceito bastante popularizado, não há grandes certezas onde se teráoriginado a ideia de reencarnação. Sabe-se que na Grécia Antiga o tema eradiscutido, e provavelmente em tempos mais remotos, também na Índia sefalava de reencarnação.O extraordinário livro de Sylvia Cranston "Reincarnation - The Phoenix FireMystery" fala de como aquele conceito está presente nas culturas mais antigasdos diferentes continentes e de como ele foi passando de geração em geraçãoaté aos dias de hoje.A reencarnação é um tema muito abrangente e muitas linhas gerará neste blog,mais ainda quando o juntarmos a todo o processo que ocorre entre duas vidas.Não podemos negar o papel da doutrina espírita, no reavivar do conceito na 2ªmetade do séc. XIX. Remar contra os ditames do cristianismo foi algo demuito importante, em relação ao qual Kardec e seus seguidores merecem ser reconhecidos. Naquele tempo, a ideia de reencarnação conduziu muita gente,especialmente de parcos recursos, às fileiras do espiritismo. Era-lhes assimmais fácil compreender as agruras da vida e esperar que uma encarnaçãofutura trouxesse uma vida mais feliz. Curiosamente, segundo Brian Weiss,foi o mesmo motivo que levou ao desaparecimento da reeencarnação docristianismo. A pressão da mulher de um imperador romano, a quem lhedesagradava a ideia de um dia ter que trocar de posição com os seus servos,terá originado a negação da reencarnação dentro do cristianismo. Diz-se quemuitos dos primeiros cristãos defenderiam a ideia (é importante ter presente aheterogeneidade dos primeiros grupos de cristãos, resultado da perseguição deque eram alvo, dentro do Imperio Romano). Como se sabe no Budismo e noHinduísmo a reencarnação é parte integrante da doutrina.A teosofia também tem a reencarnação como uma lei universal. Ao contráriodo que acontece com "Ísis sem Véu",onde Blavatsky é relativamente económica a falar sobe o tema (e onde alguns apontam aparentes contradições,que são explicados por HPB aqui), na terceira proposição fundamental da "Doutrina Secreta"lemos: "A doutrina axial da Filosofia Esotérica não admite a outorga de privilégios nem de dons especiais ao homem, salvoaqueles que forem conquistados pelo próprio Ego com o esforço e méritopessoal, ao longo de uma série de metempsicoses e reencarnações" (pp.84-85,da edição em português). Mais claro, não poderia estar.A teosofia tem divergências em relação ao espiritismo em dois pontosfundamentais: no princípio reencarnante e no tempo entre encarnações. Para oespiritismo aquando da reencarnação não há diferença entre a personalidade eindividualidade. No espiritismo também não há distinção entre alma e espírito
 
e com a morte o homem perde apenas o corpo físico. A ligação entre oprincípio superior e o corpo físico é estabelecido através do períspirito, um"substrato fluídico" que faz a intermediação da energia vital Já para ateosofia, o que reencarna são os princípios superiores, pois além do corpofísico, outros princípios inferiores também estão destinados à decomposiçãono plano astral. Isto significa que além da morte física, existe uma segundamorte, que determina a separação do eu superior do princípio ligado aosdesejos mais terrenos.Obviamente que neste post não se pretende ser muito concreto nem rigorososobre este ponto; para explicá-lo com mais detalhe será necessário no mínimoum post. Com certeza, voltaremos a este assunto. Relativamente ao períodoentre-vidas, no "Livro dos Espíritos" na resposta à questão 224a, fala-se de "poucas horas a intervalos mais ou menos longos". No entanto a noçãoprevalecente entre os espíritas é de um período entre encarnações não muitolongo. Já na teosofia, Blavatsky em "A Chave para a Teosofia",falava de 1000 a 1500 anos (p.122 da edição em português), e William Quan Judge nocap. XIII de "Oceano da Teosofia",refere também 1500 anos. Contudo nas "Cartas dos Mahatmas" fala-se de 1000 a 3000 anos ou mais, o que não entraem contradição com os dois autores anteriores.Alguns teosofistas têm como opinião que estes números serão mais adequadosquando a população encarnada é muito menor que a presente. Os historiadoresestimam que a população se tenha mantido relativamente estabilizada até aoinício do séc. XVIIII (embora isso seja quase adivinhação, até se levarmos emconta as considerações feitas pelos Mestres sobre os conhecimentos dosnossos historiadores). A partir daí começou a subir vertiginosamente. De 600milhões em 1700, somos hoje 7 mil milhões, ou seja, quase 12 vezes mais.Como não conheço dentro da teosofia original referência ao número de egoshumanos ligados à esfera terrestre não é possível fazer grandes cálculos(embora há quemtenha tentado). Mas, a primeira ideia que nos ocorre é que se temos 7 mil milhões de encarnados, o tempo de entre vidas médio deveráser menor. Provavelmente, este período que vivemos será mais a excepçãoque a regra, e portanto a população tenderá a regressar a números beminferiores. Mas esta ideia é um pouco especulativa, não aparece na literaturateosófica. Alguns teosofistas, como a própria Sylvia Cranston, dão comoreferências do tema de reencarnação, pessoas como Brian Weiss, médiconorte-americano que usa a terapia de regressão hipnótica como meio de cura eque por esta via obtém informações de vidas passadas dos seus pacientes. Esteprocesso deu origem a uma série de livros que tornaram Weiss famoso. Eleafirma contudo, que não é a veracidade das histórias que interessa, mas a curado paciente. Nas histórias dos pacientes de Weiss, os tempos entre vidas sãocurtos, especialmente nos últimos 1000 anos, onde nalguns casos existiram 3encarnações. Aliás o repouso no Devachan (um estado de bem-aventurançados Egos na maior parte do período entre-vidas) é até inexistente para os

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