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LitPort_FInf7_Gil Vicente e o Teatro Do SecXVI _tudo

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05/09/2014

 
 
O nosso séc. XVI
 
«Gil Vicente e o fim do teatro medieval»
 
Sumário:
O teatro medieval pré-vicentino;Gil Vicente e o fim do teatro medieval - vida e obra;Classificação das pecas; a alegoria; a farsa; a comédia narrativa; o lirismo; aspectos daideologia;Gil Vicente, produtor e encenador; um produtor de cómico;Análise de algumas peças;A «escola vicentina» - António Ribeiro Chiado e outros.
 
 
O texto dramático é um texto que se destina a um espectáculo, a ser representadonum espaço próprio perante um público. No espectáculo teatral podemos considerara existência de um texto elaborado por um
autor -
o
dramaturgo -
que assim se tornaum
 primeiro emissor,
mas, além do dramaturgo e do seu texto, há que contar com
emissores segundos - o encenador e os actores
que se encarregam de o encenar e tomarpresente (nos gestos, nas falas, nas expressões e entoações, nas deslocações no espaçocénico) aos espectadores. Eles contam com a preciosa ajuda de quem pensa e cria oscenários, dos técnicos de som
(sonoplastas),
de luzes
(luminotécnicos),
das pessoasencarregadas da maquilhagem ou caracterização, de fïgurinistas, aderecistas, etc.Todos eles - autor, encenador, técnicos e restantes - formam uma equipa que «inter-preta» e toma vivo o texto dramático criado pelo autor. A todos são devidos aplausosou vaias e todos são igualmente criadores. A história do teatro é, pois, bastante maisdo que a história do texto dramático.Estas considerações são particularmente relevantes ao pensarmos na história do tea-tro português, de que é costume dizer-se ser Gil Vicente o criador ou «pai». As coisasnão são bem assim, como veremos.
1. O teatro pré-vicentino
Como afirma Luís Francisco Rebello, na sua
História do
Teatro, não é crível quedurante a Idade Média não se tivessem representado textos dramáticos em Portugal àsemelhança do que acontecia em toda a Europa e na própria Espanha. O referidoautor procura sintetizar o que terá existido e de que dão conta diversos documentos.Assim:Desde o séc. XII há notícia da existência de
arremedilhos,
representações rudi-mentares em que «a declamação
e
a mímica se combinavam para tornar maisatraente e persuasiva a fábula contada por jograis perante o seu auditório», dealdeões ou de nobres. A mais antiga alusão a estes arremedilhos encontra-se
 
num documento de doação datado de 1193 e a sua existência terá sido maisfrequente nos séculos XIII e XIV.Para além dos arremedilhos, há notícia da existência dos chamados
sermõesburlescos,
paródias de sermões, de assunto e intenção satírica. Entre outrosdocumentos atestando esta prática teatral, refere Luís Francisco Rebello umaConstituição do Bispado da Guarda, de 1500, em que se condena o «abominá-vel costume» de «em algumas festas do ano» «se porem jograis no púlpito daIgreja, donde dizem muitas desonestidades e abominações».Como no resto da Europa, era costume, a partir do séc. XIII, haver representa-ções litúrgicas por ocasião, sobretudo, do Natal e da Páscoa - representava-se anatividade e a adoração de pastores e reis magos e também a paixão de Cristo;mais tarde, outras representações ligadas à vida dos santos e de Nossa Senho-ra.Por outro lado, havia também os
momos
que se organizavam para as grandesfestas reais, que extraíam os seus temas das novelas de cavalaria, espectáculosmagníficos, alegóricos
e
fantasiosos, normalmente sem texto verbal, de que jáhá notícia nas
Crónicas
de Fernão Lopes.Finalmente, e como já referimos, surgem no
Cancioneiro Geral
de Garcia Resen-de, publicado em 1516, quando Gil Vicente era já um autor respeitado, mascontendo sobretudo produção do séc. XV, textos teatrais de
Anrique da Mota,
em número de quatro - «breves quadros de costumes, de acção concisa eesquemática, que se supõem ter sido representados nos últimos anos do séc.XV e inícios do séc. XVI» e que «anunciam a sátira vicentina, antecipando-se aalguns dos seus temas e personagens».Assim sendo, Luís Francisco Rebello conclui, citando Luciana Stegagno Picchio:«Gil Vicente não é um fenómeno isolado e nem sequer improvisado; a sua cultura éfruto de uma longa maturação, em que intervêm todos os motivos que formaram agrande cultura europeia da Meia Idade; o seu teatro não é um ponto de partida, mas,como todas as grandes criações, um ponto de chegada, uma soma na acepção medie-val da palavra.»

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