informATIVO
Publicação Periódica da Seção Sindical do ANDES - Sindicato Nacional na UFSC Florianópolis, 06 de março de 2012. Nº 5
InformATIVO.
Publicação periódica da Seção Sindicaldo Andes-SN na UFSC
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Rua Lauro Linhares 2055, Ed. Max Flora,Torre Max, 4º andar, sala 409. Trindade, Florianópolis.CEP 88036-003
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Diretoria gestão 2010/2012:
Presidente: Paulo Mar-cos Borges Rizzo; Vice-Presidente: Valmir Martins;Secretária Geral: Maria Terezinha Silveira Paulilo;Primeira Secretária: Rosa Alice Mosimann; TesoureiroGeral: Joaquim Nestor Braga de Moraes; PrimeiroTesoureiro: Carlos Henrique Lemos Soares; Diretor deDivulgação e Imprensa: Alberto Elvino Franke; Diretor de Promoções Sociais, Culturais e Científicas: CarlosBecker Westphall; Diretor de Assuntos de Aposentado-ria: Hamilton Carvalho de Abreu.
Conselho Fiscal:
Albertina Dutra Silva, Bartira Cabralda Silveira Grandi e Irmgard Alba Hass. Suplentes:Armi Maria Cardoso e Valeska Nahas Guimarães.
Ainda há chances de se recuperar a URP de 89 através daação impetrada pela Seção Sindical do Andes na UFSC
Em 23 de fevereiro de 2012, a SeçãoSindical do Andes-SN na UFSC ajuizou, no Supre-mo Tribunal Federal
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STF, a Reclamação Consti-tucional nº 13.336, com o fim de ver reconhecida ainconstitucionalidade da decisão do Tribunal Supe-rior do Trabalho - TST, que, em julgamento de 3de novembro de 2011, manteve a decisão da Juí-za Maria Aparecida Caitano, de 11 de fevereiro de
1994, nos autos da Ação Trabalhista nº 561/1989,
que trata da chamada
“URP de fevereiro de 1989”
.
A intenção da Reclamação ora interpos-ta é ver reconhecido pelo STF que a decisão dePrimeiro Grau proferida em 1994 feriu a coisa julgada, sendo, portanto, nula de pleno direito,tese que a Seção Sindical do ANDES, por meio desua assessoria jurídica, vem sustentando desde aapresentação da Arguição de Nulidade protocoli-zada anos atrás.A mencionada Ação Trabalhista tevetrânsito em julgado em 1991, com decisão favorá-vel aos docentes da UFSC, que, em razão disso,passaram a perceber uma vantagem salarial equi-valente a 26,05% sobre seus vencimentos, pagaem rubrica própria, além de terem recebido partedo precatório correspondente às parcelas venci-das.Ocorre que a mencionada juíza de Pri-meiro Grau atuou naquele feito já na fase de atua-lização do Precatório, cabendo-lhe à época proce-der apenas a aplicação dos índices de correçãodevidos, não detendo mais jurisdição para alterar,como o fez, aquilo que havia sido consolidadocomo coisa julgada.Assim, ao decidir limitar a conta de liqui-dação a dezembro de 1989 (sob o argumento deque a URP teria sido paga aos servidores na data-base de janeiro de 1990), reduzindo sensivelmen-te os valores devidos aos docentes e revogandotacitamente a determinação de criação da rubricaatravés da qual a URP vinha então sendo paga, aMagistrada feriu diretamente a coisa julgada, oque teria tornado sua decisão inconstitucional,pois, conforme o inciso XXXVI, do Art. 5º da Cons-tituição Federal,
“
a lei não prejudicará o direito
adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”
.
A Seção Sindical do Andes-SN naUFSC, ainda como Apufsc-Seção Sindical atuousobre esta questão em várias frentes, tanto naJustiça do Trabalho quanto na Justiça Federal. Noâmbito da Justiça do Trabalho atuou-se, num pri-meiro momento, com a assessoria do advogadoVictor Gevaerd, contestando apenas os cálculosfeitos pela mencionada juíza e não o fato dela ter alterado uma sentença. A contestação impetradapor Gevaerd não teve sucesso e transitou em julgado em 2005, fato este que é o responsávelpor todas as dificuldades que enfrentamos a partir deste momento, incluindo o corte da URP.Em 2006, com a assessoria do advoga-do Luís Fernando Silva, do escritório SLPG, entra-se, pela primeira vez, com o pedido de nulidade dadecisão da Juíza Caitano, por ferir a coisa julgada.Tal pedido, no entanto, foi negado pelo Juiz da 3ªvara do Trabalho de Florianópolis e, em 2010, a 2ªTurma do Tribunal Regional do Trabalho de SantaCatarina manteve tal decisão em Recurso de Re-vista interposto pela Seção Sindical e esta, então,apresenta Recurso de Revista dirigido ao TribunalSuperior do Trabalho
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TST, ao qual o tribunalregional negou seguimento.A Seção Sindical, então, interpôs juntoao TST o Agravo de Instrumento nº 2358-
31.2010.5.12.0000, mediante o qual pretendia
fazer subir àquele tribunal superior o Recurso deRevista cujo seguimento havia sido negado peloTRT/SC. Pois bem, ao final do ano passado oreferido Agravo teve negado seu provimento.Terminadas as instâncias de recurso junto aos Tribunais Regional e Superior do Traba-lho, a assessoria jurídica da Seção Sindical doAndes-SN, em conjunto com a Assessoria do Sin-dicato Nacional entenderam ser oportuno levar adiscussão ao Supremo Tribunal Federal.A Reclamação levada ao STF ampara-se em posição já firmada pelo STF, no sentido deque na administração de precatório somente serápossível alterar a conta de liquidação quando evi-denciada a presença de erro material ou inexati-dão nos cálculos, o que não teria ocorrido no caso.As chances de êxito desta ação junto aoSTF não são desprezíveis, pois é função desteTribunal garantir a constitucionalidade e ele tem,como informado acima, posição firmada sobreliquidações de precatórios, pois estas não podemferir a coisa julgada e já há precedentes exitosos.
O que virá em caso de sucesso junto ao STF?
Uma vez consagrada decisão pelo STF,não poderá haver mais qualquer outro julgamentosobre a matéria, mas apenas os trâmites necessá-rios para o seu cumprimento.Caso sejamos atendidos nesta Reclama-ção, o STF determinará ao TST a revisão de suadecisão para fazer valer o trânsito em julgadoinicial, anulando-se todos os atos processuaisdesde aquele de 1994, proferido pela Juíza Caita-no, o que implicará não apenas no reestabeleci-mento da rubrica
no rendimento dos professores,
mas também em novos cálculos relativos às par-celas não pagas e, consequentemente, a expedi-ção de
novo Precatório
. Mas, não é possível fazer
previsões de tempo em relação a esses trâmites.
Escritórios que atuam na ação e honorários
A atuação até a instância regional deu-se exclusivamente pelo Escritório Silva LocksFillho, Palanowski & Goulart
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SLPG, que prestaassessoria à Seção Sindical. Já na atuação juntoao TST e, agora, junto ao STF, passou-se a contar com a atuação do Escritório Alino & Roberto eAdvogados, que presta assessoria ao ANDES-SNe que tem sede em Brasília. Este escritório asses-sora também a ADUnB, a Seção Sindical na UnB,tendo representado, em todas as esferas judiciais,os pleitos referentes à URP dos professores da-quela universidade. Trata-se de escritório quepossui larga experiência de atuação nos tribunaissuperiores e que obteve recentemente êxito juntoao STF, em caso semelhante, o da URP dos pro-fessores da Universidade Federal do Maranhão.Em negociação da Seção Sindical doAndes-SN com os dois escritórios, no início dedezembro passado, ficou acordado um total de
12% de honorários de êxito sobre os valores a
serem percebidos pelos docentes por ocasião daexecução da ação
, sendo 5% para o Escritório
SLPG e 7% para o Escritório Alino & Roberto. Osvalores acordados implicam na redução de 50%,pelo escritório SLPG, sobre os valores normal-mente cobrados nestas situações e redução de
30% pelo escritório de Brasília. Passamos, então,
a contar com a atuação dos dois escritórios a umcusto adicional de apenas 20% .