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Biologia - Respiração Celular

Biologia - Respiração Celular

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05/06/2013

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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE MACAÉ PRÉ-VESTIBULAR APOSTILA DE BIOLOGIA marcusf.bio@hotmail.com Professor: Marcus Magarinho 
 
 
CAPÍTULO I ORIGEM DA VIDA 
Como explicar o aparecimento de animais dentro deoutros animais? Não é tarefa fácil. É preciso conhecer o cicloreprodutivo dos vermes, conhecimento do qual, infelizmente, nemtodos têm acesso. Na falta da possibilidade de construir umaexplicação baseada em conhecimentos sobre como vivem e sereproduzem os vermes, o ser humano - criativo que é - apela paraoutras explicações. Assim, os vermes passam a simplesmente"surgir" dentro de nós e, como esse surgimento tem que teralguma razão, o fator estimulador passa a ser o açúcar que estános doces (talvez porque as pessoas com verminoses tenham maisfome e tendam a ingerir mais alimentos, inclusive os doces).Não vamos nos esquecer dos bichos de goiaba. Vocêpode até não saber como eles surgem na fruta, mas a esta altura, já deve estar pensando que eles não podem aparecer espontaneamente, tem que ter havido algum processo reprodutivoque explique seu surgimento. Os bichos de goiaba são larvas deinsetos. Fêmeas adultas desses insetos depositam seus ovos nosfrutos e vão embora. Dos ovos saem as larvas. Elas entram nofruto e se alimentam da própria goiaba até completarem seudesenvolvimento e poderem sair voando por aí, como seus pais.Repare que, apesar de aceitarmos facilmente que areprodução é o único meio de gerar vida, nos confundimos emalgumas situações e, sem perceber, construímos explicações queacabam negando esse fato. É bom lembrar que cometemos esseserros hoje, no século XXI, época em que já são bem conhecidosos ciclos de vida de inúmeros seres.Imagine os homens dos séculos passados, quedispunham de pouquíssimos conhecimentos sobre os seres vivos.Até o século XIX não eram só as pessoas leigas que achavam queseres vivos podiam surgir espontaneamente em determinadoslugares. Para os próprios cientistas ainda não estava claro que umser vivo só pode se originar de outro ser vivo. Era opinião vigentena comunidade científica que, em determinadas circunstâncias,era possível que seres vivos fossem gerados espontaneamente,sem a necessidade da existência de seres da mesma espécie parase reproduzirem e gerarem os novos indivíduos.Até os cientistas chegarem à idéia aceita atualmentede que, em qualquer situação, seres vivos só se originam deoutros seres vivos, foi muito difícil. Muitas investigações, expe-rimentações e discussões foram realizadas até ficar provado quesó a vida gera vida.GERAÇÃO ESPONTÂNEA OU ABIOGÊNESEA idéia de que os seres vivos poderiam surgir não só apartir da reprodução, ou seja, da matéria viva, mas também apartir da matéria bruta (sem vida) é conhecida como geraçãoespontânea ou abiogênese
(a 
=
negação; bio 
=
vida; gênese 
=
origem).
A abiogênese constitui uma maneira de explicar osurgimento da vida que, embora cientificamente ultrapassada,ainda está presente no cotidiano das pessoas.Os defensores dessa hipótese se fundamentavam na
idéia de que haveria um "princípio ativo" ou força vital “emdeterminada matéria bruta”. Esse "princípio" ou "força" seria
capaz de fazer com que a matéria bruta se transformasse emmatéria viva: assim, explicava-se a geração espontânea dos seresvivos. O "princípio ativo" (algo bastante abstrato) estariapresente, por exemplo, em determinados alimentos ingeridos pelo
homem, o que explicaria o surgimento “dos vermes em seusistema digestivo”. Estaria presente
também nos restos decomida jogados no lixo, o que explicaria o aparecimento de larvasde insetos no lixo. A crença na possibilidade de gerar vida apartir da matéria, sem vida era tão forte que alguns defensores,da abiogênese chegavam a apresentar procedimentos para seconseguir a geração espontânea de seres vivos. Um médico belga,Von Helmont (1577 -1644) tinha uma receita para obtenção deratos:
"Enche-se de trigo e fermento um vaso, que é fechado com uma camisa suja, de preferência de mulher. Um fermento vindo da camisa, transformado pelo odor dos grãos,transforma em ratos o 
 próprio trigo”.
(Sonia Lopes. Bio.
 
V.1. Ed.Saraiva).BIOGÊNESEO estabelecimento da hipótese da biogênese levouséculos e se deve ao trabalho de vários cientistas insatisfeitoscom as explicações sobre a geração espontânea da vida edispostos a se oporem a uma idéia aceita pela maioria. Muitoscientistas realizaram experiências que foram, passo a passo,minando a certeza depositada na abiogênese.Francesco Redi realizou a seguinte experiência:Pedaços de carne crua foram colocados em vários frascos. Algunsforam deixados abertos e outros foram fechados com gaze. Eleverificou que a carne atraía moscas, que entravam nos frascosabertos. Depois de algum tempo ele observou a presença delarvas nos frascos abertos. Observando as larvas verificou que setransformavam em moscas.Redi resolveu, então, estudar os tais "vermes".Observou que após algum tempo, os animais ficavam imóveis erecobertos por uma casca. Depois de alguns dias, dessa casca saiauma mosca.O experimento elaborado por Redi é simples e é fácilque você chegue às mesmas conclusões a que ele chegou há maisde trezentos anos atrás. Pense um pouco, analise você mesmo osfatos. Redi conseguiu mostrar que a carne em putrefação não eracapaz de originar vida. A vida tinha como fonte outros seresvivos: as moscas que já existiam. Este estudo promoveu um forteabalo na hipótese da geração espontânea. Entretanto, a idéia nãofoi completamente derrubada.
 
 
FIGURA 1
Experiência de RediNEEDHAM X SPALLANZANIAté por volta do século XVII, não se tinha a menoridéia da existência de vida microscópica. Tal conhecimento só setornou possível à medida que o homem foi capaz de criar um modode ver as coisas tão pequenas que seus olhos não são capazes deenxergar. O homem inventou instrumentos capazes de aumentaras imagens, os chamados microscópios. Embora os primeirosmicroscópios datem do século XVI, eles só foram aperfeiçoadosno século XVIII e utilizados com finalidades de demonstrarabiogênese dos microrganismos. O cientista inglês John Needham(1713-1781) realizou vários experimentos nos quais fervia váriosfrascos contendo substâncias nutritivas (já se sabia que afervura mata os microrganismos). Em seguida, fechava os frascoscom rolhas. Após alguns dias, observou o material ao microscópio:havia microorganismos nas soluções nutritivas. Esses fatoslevaram Needham a um raciocínio lógico: A fervura matou osmicrorganismos presentes nos frascos. A tampa impediu aentrada de novos microrganismos. Conclusão: os microrganismosobservados ao microscópio eram os resultados do processo degeração espontânea.Esse experimento contribuiu bastante para que ageração, espontânea continuasse sendo uma idéia aceita. Algunsanos mais tarde, ainda no século XVIII, um pesquisador italiano,Lazzaro Spallanzani (1729-1799), repetiu a experiência deNeedham, mas fez algumas modificações. Colocou a soluçãonutritiva em balões de vidro. Fechou os balões hermeticamente eos submeteu à fervura por uma hora. Depois de alguns: dias, aanálise do conteúdo dos balões revelou a ausência demicrorganismos. Deixando os frascos abertos, os microrganismostornavam a aparecer. Spallanzani concluiu que não havia a geraçãoespontânea dos microrganismos e que estes só haviam aparecidonos frascos fechados de Needham porque a fervura não haviasido feita pelo tempo necessário para matar todos osmicrorganismos. Agora parece que a abiogênese está derrubada.Só parece, houve contra argumentação por parte dos adeptosdessa idéia. Needham apelou para a questão do "princípio ativo".Respondeu que a fervura por tempo prolongado em recipientesfechados tornava o ar desfavorável para o aparecimento da vida,destruindo o tal "princípio".Segundo esses cientistas, os microrganismos surgiamespontaneamente em todos os lugares, independentemente dapresença de outro ser vivo.Essas controvérsias duraram até meados do séculoXIX, quando Pasteur conseguiu comprovar definitivamente que osmicrorganismos surgem a partir de outros microrganismos.EXPERIMENTOS DE PASTEURFIGURA 2 - Experimento de Pasteur

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