Infarma
,
v.16, nº 11-12, 2004
68
desenvolvimento e, conseq
ü
entemente, a melhoria da qua-lidade ambiental e de vida da popula
çã
o.Neste contexto, a certifica
çã
o volunt
á
ria tem sidoacreditada como instrumento capaz de referendar a credibi-lidade das empresas frente ao comprometimento ambiental.A aplica
çã
o deste processo tem permitido aumento na ca-pacidade de competir no mercado tanto nacional como in-ternacional, um verdadeiro passaporte para os produtos.A certifica
çã
o tem sido implementada como par
â
me-tro na decis
ã
o de compra do cliente, por gerar credibilidade.Tem sido observada uma melhoria da qualidade dos proces-sos, produtos e da pr
ó
pria organiza
çã
o, com efetiva melho-ria dos processos, evitando e prevenindo a ocorr
ê
ncia dedefici
ê
ncias (falhas), reduzindo custos com retrabalho, per-das, desperd
í
cios e inspe
çõ
es. Apesar desta avalanche nabusca pela certifica
çã
o volunt
á
ria, compartilhamos com aargumenta
çã
o que a certifica
çã
o n
ã
o sirva apenas comoprop
ó
sito publicit
á
rio, mas como mecanismo habilitado nagarantia e manuten
çã
o da seguran
ç
a e qualidade dos pro-dutos, servi
ç
os ofertados, e compromisso ambiental (RO-SENBERG, 2000).
DESENVOLVIMENTO
Conforme observamos, a sociedade dotada de umaconsci
ê
ncia comprometida e voltada a garantir a manuten-
çã
o da qualidade de vida das futuras gera
çõ
es, tem busca-do mecanismos capazes de estimularem a cria
çã
o de normase diretrizes comprometidas com a implementa
çã
o de umapol
í
tica nacional s
é
ria, atrelada
à
s tend
ê
ncias internacio-nais e fundamentada no avan
ç
o do conhecimento t
é
cnico-cient
í
fico da humanidade. Objetivando minimizar a produ-
çã
o de res
í
duos e garantindo aos res
í
duos obrigatoriamen-te formados, destino seguro e adequado, permitindo prote-
çã
o dos recursos naturais e meio ambiente.Iniciativas voltadas a atender estas expectativas t
ê
msido constantemente publicadas. Especificamente, legisla-
çã
o voltada
à
á
rea de sa
ú
de foi recentemente publicada: aResolu
çã
o RDC n
°
. 33, em cinco de mar
ç
o de 2003, sendoesta voltada
à
necessidade de prevenir e reduzir os riscos
à
sa
ú
de e o meio ambiente, propondo gerenciando do desti-no correto dos res
í
duos dos servi
ç
os de sa
ú
de.Esta norma, em seu Cap
í
tulo IV, prev
ê
a responsabi-lidade dos profissionais que, devidamente habilitados, de-ver
ã
o executar as atribui
çõ
es concernentes. Abaixo, est
ã
ocitados alguns conceitos b
á
sicos mencionados nesta Re-solu
çã
o, especial aten
çã
o dos profissionais farmac
ê
uticosdever
á
recair sobre manejo dos res
í
duos concernentes aoGrupo B (Qu
í
micos) B1
–
res
í
duos de medicamentos ou in-sumos farmac
ê
uticos (produtos hormonais, antibacterianos,citost
á
ticos, antineopl
á
sicos, imunossupressores, anti-re-troviaris...):
1.Classifica
çã
o dos res
í
duos do servi
ç
o de sa
ú
de,segundo a Resolu
çã
o 33, de 25 de fevereiro de 2003
:
•
Grupo A (potencialmente infectantes) - res
í
duoscom a poss
í
vel presen
ç
a de agentes biol
ó
gicosque, por suas caracter
í
sticas de maior virul
ê
nciaou concentra
çã
o, podem apresentar risco de in-fec
çã
o;
•
Grupo B (qu
í
micos) - res
í
duos contendo subs-t
â
ncias qu
í
micas que apresentam risco
à
sa
ú
dep
ú
blica ou ao meio ambiente, independente desuas caracter
í
sticas de inflamabilidade, corrosi-vidade, reatividade e toxicidade;
•
Grupo C (rejeitos radioativos)
–
s
ã
o considera-dos rejeitos radioativos quaisquer materiais re-sultantes de atividades humanas que contenhamradionucl
í
deos em quantidades superiores aoslimites de isen
çã
o especificados na norma CNEN-NE-6.02
–
“
Licenciamento de Instala
çõ
es Radia-tivas
”
, e para os quais a reutiliza
çã
o
é
impr
ó
priaou n
ã
o prevista;
•
Grupo D (res
í
duos comuns)
–
s
ã
o todos os res
í
-duos gerados nos servi
ç
os abrangidos por estaResolu
çã
o que, por suas caracter
í
sticas, n
ã
o ne-cessitam de processos diferenciados relaciona-dos ao acondicionamento, identifica
çã
o e trata-mento, devendo ser considerados res
í
duos s
ó
li-dos urbanos - RSU.
•
Grupo E
–
perfurocortantes
–
s
ã
o os objetos einstrumentos contendo cantos, bordas, pontosou protuber
â
ncias r
í
gidas e agudas, capazes decortar ou perfurar.Os res
í
duos tamb
é
m s
ã
o classificados de acordo como estado f
í
sico em: res
í
duos s
ó
lidos, efluentes l
í
quidos eemiss
õ
es gasosas.
2.
RES
Í
DUOS S
Ó
LIDOS2.1Defini
çã
o
Para os res
í
duos, a defini
çã
o legal encontra-se naResolu
çã
o Conama 5, de 05/08/93, que se aplica aos res
í
du-os s
ó
lidos gerados nos portos, aeroportos, terminais ferro-vi
á
rios e rodovi
á
rios e estabelecimentos prestadores deservi
ç
o de sa
ú
de. Esta resolu
çã
o serve de par
â
metro aodefinir res
í
duo s
ó
lido como sendo:
“
Res
í
duo em estados
ó
lido e semi-s
ó
lido, que resultam de atividades da comuni-dade de origem: industrial, dom
é
stica, hospitalar, comercial,agr
í
cola, de servi
ç
o e de varri
çã
o
”
.
2.2Gera
çã
o de res
í
duos s
ó
lidos
Os res
í
duos s
ó
lidos est
ã
o entre as principais preo-cupa
çõ
es da sociedade. O crescimento da popula
çã
o, o de-senvolvimento industrial e a urbaniza
çã
o acelerada, atrela-dos
à
postura individualista da sociedade, v
ê
m contribuin-do para o aumento do uso dos recursos naturais e para agera
çã
o dos res
í
duos. Na maioria das vezes, esses res
í
duoss
ã
o devolvidos ao meio ambiente, de forma inadequada,levando
à
contamina
çã
o do solo e das
á
guas, trazendo v
á
-rios preju
í
zos ambientais, sociais e econ
ô
micos.O problema do volume de res
í
duos s
ó
lidos est
á
liga-
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