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Material Modernismo e Gabarito Prova

Material Modernismo e Gabarito Prova

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05/26/2014

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LITERATURA
 
Editora Exato11
FASES DO MODERNISMO
O Modernismo brasileiro compreende três fa-ses, marcadas por três gerações diferentes e sucessi-vas:
 
Primeira fase (combativa ou heróica) - de1922 a 1930;
 
Segunda fase (maturidade) - de 1930 a1945;
 
Pós-Modernismo - de 1945 até a atualidade.É bom salientar que essa divisão é feita comoum recurso didático apenas. Numa mesma fase, po-dem coexistir ideais variados; a maior parte dos escri-tores da 1ª fase continuou produzindo e,freqüentemente, passando por tendências diferentes.
1.
 
PRIMEIRA FASE, OU GERAÇÃO DE 1922 
Esta geração revolucionária teve como objeti-vo principal, demolir uma ordem social e políticacom caráter colonialista, uma arte e literatura baseadana imitação estrangeira e desligada da realidade na-cional. Teve como principais representantes na poe-sia: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, ManuelBandeira, Guilherme de Almeida, Raul Bopp, Cassi-ano Ricardo e Menotti Del Picchia. Na prosa: Máriode Andrade, Oswald de Andrade e Alcântara Macha-do.No primeiro momento, o Modernismo rompeuas barreiras da poesia e da prosa, valorizando o pro-saico e o humor, através de uma atitude demolidora ede uma crítica corrosiva contra o academicismo.
2.
 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA 1ª FASE 
1. Negação do passado e uso de “pala- vras em liberdade”.
Exemplo:“Sentaram-me num automóvel de pêsames”.(Oswald de Andrade - Memórias Sentimentaisde JoãoMiramar)
2. Busca do original e polêmico na li- teratura e apego à modernidade daépoca.
Exemplo:“... E o médico veio de ChevroletTrazendo um prognósticoe toda a minha infância nos olhos.”(Oswald de Andrade)
3. Ausência de rimas convencionais eutilização de versos livres.
Exemplo:“Naquela casa mora,mora, ponhamos: guaraciaba..A dos cabelos fogaréu!(Mário de Andrade)
4. Coloquialismo de linguagem.
Exemplo:“- Qué apanhá sordado?- O quê?- Qué apanhá?Pernas e cabeças na calçada.”(Oswald de Andrade)
5. Valorização poética do cotidiano
Exemplo:“Para dizerem milho dizem mioPara melhor dizem mióPara pior pió”.(Oswald de Andrade)
6. Utilização da paródia, do humor pela piada.
Exemplo:“Minha terra tem palmaresonde gorjeia o maros passarinhos daquinão cantam como os de lá.”(Oswald de Andrade)
7. Nacionalismo intransigente, bairris- mo.
Exemplo:“Recife morto, Recife bom, recife brasileirocomo a casa de meu avô.”(Manuel Bandeira)
8. Tendência crítica e anarquista.
Exemplo:“Eu insulto o burguês! O burguês níquel,O burguês-burguêsa digestão bem feita de São Paulo!”(Manuel Bandeira)
 
LITERATURA
 
Editora Exato12
9. Antipassadiano
Exemplo:“Estou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportado(...)Não quero mais saber do lirismo que não é[libertação.”
10. Flashes cinematográficos, simulta- neidade.
Exemplo:“O céu jogava tinas de água sobre o noturnoque me devolvia a São Paulo”.11. Interesse pelo homem comum.Exemplo:“João gostoso era carregador de feira-livre emorava no morro da Babilônia...”(Manuel Bandeira)
3.
 
SEGUNDA FASE, OU GERAÇÃO DE 1930 
Principais Características da Prosa eda Poesia a partir de 1930 Prosa
 
“A bagaceira”, de José Américo de Almei-da, foi o marco inicial dessa fase, em 1928.
 
Os romances de 30 caracterizavam-se porapresentarem uma visão crítica das relaçõessociais. Os romancistas buscavam ressaltaro homem hostilizado pelo ambiente, pelaterra, pela cidade, o homem devorado pelosproblemas que o meio lhe impõe.
 
O trabalhador rural, a seca e a miséria eramtemas desses romances de cunho regional esocial.
 
Por meio de autores como Rachel de Quei-roz, José Lins do Rego, Graciliano Ramos,Jorge Amado, Érico Veríssimo e tantos ou-tros, a literatura mostra o homem como ali-cerce de cada uma das diversas áreas sócio-econômicas do país, mas quase sempre emluta desigual com ela.
Poesia
 
A poesia da segunda geração modernistafoi, essencialmente, uma poesia de questio-namento em torno da existência humana, dosentimento de “estar no mundo”, da inquie-tação social, religiosa, filosófica, amorosaetc.
 
Essa geração de poetas, livre do compro-misso de combater o passado, mantém mui-tas das conquistas da geração anterior, mastambém se sente inteiramente à vontade pa-ra voltar a cultivar certas formas antes des-prezadas, em razão do radicalismo daprimeira geração. É o caso dos versos regu-lares (metrificados), da estrofação criteriosae de formas fixas como o soneto, a balada,o rondó, o madrigal etc.
 
São autores desta geração de poetas: CarlosDrummond de Andrade, Murilo Mendes,Cecília Meireles, Jorge de Lima, Viníciusde Morais e Manuel Bandeira.
 
4.
 
TERCEIRA FASE, OU PÓS-MODERNISMO
Principais Características Da Poesia E Da ProsaPoesia
 
Maior apuro do verso;
 
Mais ênfase na palavra, no ritmo, na rima;
 
Tendência para uma arte mais racional, ce-rebral, às vezes até hermética;
 
Busca do regionalismo temático e do uni-versalismo;
 
Caráter “engajado” da poesia.
Prosa
 
Investigação psicológica das personagens eseus conflitos íntimos;
 
A ação e o enredo perdem importância emfavor das emoções, estados mentais e rea-ções das personagens;
 
A sugestão, a associação e a expressão indi-reta passam a ser os meios de veicular a ex-periência;
 
A literatura torna-se cada vez mais subjeti-va, interiorizada e abstrata, constituída deexperiências mentais;
 
O princípio de seleção do material expande-se para incluir todos os motivos e assuntos;
 
Normalmente, o autor não faz o retrato dopersonagem: este vive e o leitor o conhece e julga.
Principais AutoresPoesia
João Cabral de Melo Neto, Vinícius de Morais,Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar.
Prosa
Clarice Lispector e Guimarães Rosa.
5.
 
PRODUÇÕES CONTEMPORÂNEAS 
Poesia
As décadas de 50 e 60 assistiram ao lançamen-to de tendências poéticas caracterizadas por inovaçãoformal, maior proximidade com outras manifestaçõesartísticas e negação do verso tradicional, uma vez quedeveriam acompanhar o progresso de uma civilizaçãotecnológica e responder às exigências de uma socie-
 
LITERATURA
 
Editora Exato13
dade impelida pela rapidez das transformações e pelanecessidade de uma comunicação cada vez mais ob- jetiva e veloz. Procurava-se, assim, “o poema produ-to: objetivo útil”.
Poema Concreto
A palavra como coisa, o poema objetivo emque se utilizam múltiplos recursos: o acústico, o vi-sual, a carga semântica, o espaço tipográfico e a dis-posição dos vocábulos na página.Ex.:VAI E VEME EV
 
EM E VAI (José Lino)
Principais Poetas Concretistas
Oswald de Andrade, João Cabral de Melo Ne-to, Décio Pignatari, José Lino, Ronald Azevedo, A-roldo de Campos e Augusto de Campos.
Poema Práxis
Valoriza a palavra dentro de um contexto ex-tralingüístico, caracterizando-se pela periodicidade erepetição das palavras, cujo sentido e dicção mudamconforme sua posição no texto.Ex.: “(...) E na mão do primeiro opunhal se empunha seergue chispando e em Xpando desce: se cravacravo, na caixa de som”.(Colchão murcho coração)(Azevedo Filho)
Principais Autores da Poesia Praxis
Mário Chamie, Mauro Gama, Yone Fonseca,Armando Freitas Filho e Antônio Carlos Cabral.
Poema Processo
: Caracteriza-se mais comouma arte gráfica do que literária - a palavra dá lugar asímbolos gráficos.Pode-se citar como exemplo o poema código“Fome”, de José de Arimatéia Soares Carvalho.
Poesia marginal
: poema produzido e distribu-ído pelo próprio autor, nas ruas, bares, restaurantesetc.
Prosa
No romance, o regionalismo continua sendoum filão muito rico e produtivo, com autores consa-grados como Mário Palmério, Bernardo Elis, AntônioCalado, Josué Montello e José Cândido de Carvalho.O romance policial e/ou histórico também émuito cultivado por autores contemporâneos como,por exemplo, Rubem Fonseca.A crônica e o conto são narrativas curtas con-sagradas na prosa das últimas décadas. O conto, po-rém, situa-se em posição privilegiada tanto emquantidade como em qualidade, se analisado no con- junto das produções contemporâneas. Entre os contis-tas mais significativos citam-se Dalton Trevisan,Moacyr Scliar, Luís Fernando Veríssimo, Luís Vile-la, Lygia Fagundes Teles e Domingos Pellegrini Jr.
Principais Características da Prosa
A partir do golpe militar de 1964, a circulaçãocultural esteve sob a mira da polícia e da política.A produção literária – quando tinha coragemde aparecer – era de caráter político e audacioso. É ocaso, por exemplo de Quarup, de Antônio Callado,romance que refletiu, em 1967, a multiplicidade deformas sociais vigentes no Brasil.
Características
 
Incorporação de técnicas: legitimação dapluralidade. Nos anos 70 e 80, não há maislimite entre o romance e o conto. São ro-mances que se parecem com reportagens;contos que se parecem com poemas emprosa ou com crônicas; autobiografias comaspectos de romances; narrativas que ga-nham jeito de cena teatral; textos que se fa-zem por justaposição de recortes, reflexões,documentos.
 
Desestruturação do enredo: o romance per-de a visão de conjunto, devido ao acúmulode pormenores narrativos e, também, à des-crição de estado d’alma, estados físicos etc.A monotonia nas narrativas revela o fato deque para o autor não importa o que se con-ta, mas como se conta. O mundo interiorvem à tona com todas as suas nuanças e orelato ganha tons psicanalíticos.
 
Ficcionalização de outros gêneros: os escri-tos trouxeram para o romance ou para oconto elementos do cinema, do teatro e datelenovela. Assim, por exemplo, a narrativafim de século XX traz para o relato a coe-xistência entre o falado e o escrito, o monó-logo, a gíria, o texto completamente livre.
 
Realismo feroz, ultra-realismo: a nova nar-rativa, que adentra os anos 90, chega a a-gredir o leitor pela violência dos temas queaborda. É um ultra-realismo sem preconcei-tos, ao qual a própria linguagem tambémfaz jus, não se economizando nem se res-guardando; todas as palavras são válidas,inclusive as de baixo calão.
 
Realismo mágico: trata-se de uma literaturaque opta pelo fantástico para registrar ummundo que não pode ser impresso pela lin-guagem comum, devido à máquina repres-siva. O fantástico e o absurdo servem paracamuflar uma realidade proibida de ser vei-culada.

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