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Inquérito Judicial para apuração de falta grave

Inquérito Judicial para apuração de falta grave

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10/06/2013

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INQUÉRITO JUDICIAL PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVEAção ajuizada pelo empregador, visando à rescisão do contrato de trabalho entre ele eseu empregado estável. Esta ação se apresenta necessária, em virtude de que o empregado quegoza da estabilidade em seu emprego não pode ser demitido sem justa causa, ou seja, ébeneficiário de uma proteção contra eventual dispensa arbitrária do empregador. O objetivodesta ação consiste em findar o vínculo empregatício entre os litigantes, mediante comprovaçãopor parte do requerente (empregador) de falta grave cometida pelo requerido (empregado).
Consiste, o inquérito em uma “ação apropriada para se rescindir o contrato de trabalho
do empregado estáv
el, que não pode ser despedido diretamente, dada sua estabilidade”.
Saliente-se que, constituem falta grave para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador,nos termos do artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho: ato de improbidade;incontinência de conduta ou mau procedimento; desídia no desempenho das respectivasfunções; embriaguez habitual ou em serviço; violação de segredo da empresa; ato deindisciplina ou de insubordinação e; abandono de emprego, dentre outras condutas.Para a instauração do inquérito para apurar a falta grave contra o empregado estável, oempregador, segundo o artigo 853 da CLT, deverá apresentar reclamação por escrito à Vara doTrabalho ou Juízo de Direito, onde não houver Vara do Trabalho, dentro de trinta dias, contadosda data da suspensão do empregado. Da análise do artigo acima mencionado, conclui-se que,antes de ajuizar a ação objeto de estudo no presente trabalho, é necessário que o empregadorsuspenda o empregado estável que praticar uma das condutas descritas no artigo 482 da CLTcomo falta grave, embora haja corrente no sentido de que a suspensão do empregado não érequisito obrigatório.Neste diapasão, é o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho, conforme sedepreende da leitura da Súmula 62,
in versus
:
“O prazo de decadência do direito do empregador 
de ajuizar inquérito contra o empregado que incorre em abandono de emprego é contado a partir
do momento em que o empregado pretendeu seu retorno ao serviço.” Inobstante, a Súmula nº
403 do Supremo Tribunal
Federal preceituam que “é de decadência o prazo de trinta dias parainstauração do inquérito judicial, a contar da suspensão por falta grave de empregado estável”.
 Assim, o empregador deverá, primeiramente, suspender o empregado estável quepraticar alguma falta grave e, dentro do prazo de trinta dias, contados da data da suspensão,ajuizar a oportuna ação visando à rescisão do contrato, sob pena de restar configurado ochamado perdão tácito.Reza, entretanto, o artigo 495 da CLT que, se for reconhecida a inexistência da faltagrave, o empregador é obrigado a readmitir o empregado no serviço e a pagar-lhe os salários aque teria direito no período da suspensão. Contudo, caso reste comprovada a prática da falta
 
grave alegada, o contrato será considerado rompido desde a data da suspensão. Já quando areintegração do empregado for desaconselhável, devido a uma eventual incompatibilidade entreos litigantes, especialmente nos casos em que o empregador for pessoa física, poderá o juizconverter a reintegração em indenização em dobro em favor do empregado, conforme dispõemos artigos 496 e 497 da CLT.
Eduardo Gabriel Saad entende que “o inquérito tem de obedecer ao mesmo rito de
uma reclamação comum: audiência de instrução e julgamento, proposta de conciliação,comp
arecimento e depoimento das partes e testemunhas, provas, alegações finais etc.”. Frise
-se,no entanto, que, ao contrário das demais ações do rito ordinário, em que o número máximo detestemunhas é três a cada uma das partes, no inquérito, de acordo com o artigo 821 daConsolidação, podem ser ouvidas até seis testemunhas para cada parte.DISSÍDIO COLETIVOO dissídio coletivo de trabalho nada mais é do que uma ação que vai dirimir osconflitos coletivos de trabalho por meio do pronunciamento do Poder Judiciário do Trabalho,enfatizando sobre a necessidade da intervenção do Estado. É um processo judicial de soluçãodos conflitos coletivos econômicos ou jurídicos, através do qual se discutem interesses abstratose gerais, de pessoas indeterminadas (categoria profissional ou econômica), com o fim de se criarou modificar condições gerais de trabalho, de acordo com o principio da discricionariedade,atendendo-se aos ditames da conveniência e da oportunidade e respeitando-se os limitesmáximos previstos em lei.A competência para processar, conciliar e julgar os dissídios coletivos de trabalho éoriginariamente dos Tribunais, assim compreendidos os Tribunais Regionais do Trabalho e oTribunal Superior do Trabalho.A competência originária está adstrita ao Tribunal Regional do Trabalho se acontrovérsia estiver veiculada aos limites territoriais do Tribunal. Caso o dissídio extrapole abase territorial de um ou mais Tribunal Regional, será competente o TST, com exceção se oconflito abranger localidades situadas nos Tribunais Regionais do Trabalho da 2º e 15º Região,onde com base na Lei n.° 9.254/96 tem por competente o TRT da 2° Região.Menciona ainda o art. 866 da CLT que julgar conveniente poderá o Presidente doTribunal delegar a autoridade de primeira instância a conciliação e o julgamento, apenas estesatos, para que após retorne ao órgão superior para que possa ser então decidido.Recebida e protocolada a inicial, estando com na devida forma, será designandoaudiência de conciliação no prazo de 10 (dez) dias, determinando a notificação via postal dosdissidentes. Em audiência designada, com o devido comparecimento de ambas as partes ou seus
 
representantes, o Presidente do Tribunal para se pronunciarem sobre as bases da conciliação,sendo considerada a fase mais importante no dissídio coletivo, para muitos estudiosos.Quando se tratar a Justiça do Trabalho de uma justiça eminentemente conciliatória, osdissídios coletivos, assim como os individuais, devem ser objeto de tentativas de conciliação,antes de proferir o julgamento. O suscitado poderá se defender deverá ser apresentada emaudiência, assim como a proposta de conciliação. Em sendo positiva a conciliação, ouvindo oMinistério Púbico o Presidente o submeterá à homologação do Tribunal na primeira sessão.Porém, sendo infrutífera a tentativa de acordo, ou não comparecendo ambas as partesou uma delas, submeterá Presidente a julgamento pelo Tribunal.Observe-se, a
 priori
, que não há qualquer menção a revelia ou confissão quanto amatéria, já que não há pedidos em seu real sentido, e sim propostas para a criação de novas
normas de aplicação coletiva. Incisiva a colocação de SAAD sobre o tema, “A revelia ou a
confessio ficta
 
não são aplicáveis ao processo de dissídio coletivo...”. Autoriza o art. 864, in
fine, da CLT que o processamento e julgamento do dissídio coletivo ocorrerá após realizadas asdiligências que entender necessárias e ouvida a Procuradoria.Embora não seja obrigatória processualmente, a instrução probatória nos dissídioscoletivos é absolutamente salutar, dependendo de cada caso quer por meio de juntada desubsídios pelas partes, quer através da realização de diligências por determinação do juizinstrutor ou a requerimento daquelas, a fim de que as sentenças normativas passem a serproferidas com fundamentos mais técnicos e objetivos do que políticos e subjetivos.AÇÃO DE CUMPRIMENTOO entendimento que a decisão proferida em sede de um dissídio coletivo não ensejauma sentença de natureza condenatória, mas sim, de natureza constitutiva, no qual sãoestabelecidas normas e condições de trabalho.Desta forma, defende a maioria da doutrina que a sentença normativa, não tendonatureza condenatória, não poderá ser executada da forma convencional, devendo ter o seucumprimento exigido perante o Poder Judiciário através de uma ação denominada "Ação deCumprimento". Assim, o meio próprio e eficaz para o cumprimento de uma sentença normativaou acordo judicial é a Ação de Cumprimento.Conforme estabelece expressamente o disposto no parágrafo único do artigo 872 daCLT, "deixando o empregador de satisfazer o pagamento de salário, na conformidade da decisãonormativa, poderá ser ajuizada ação de cumprimento".

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