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Direito Empresarial I - Resumo

Direito Empresarial I - Resumo

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Published by: Emmanuel Gonçalves Notargiacomo on Jun 21, 2012
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Direito Empresarial – Parte IO Direito Empresarial (ou Comercial) trata da relação entre empresários e divide-se emParte Geral e Direito Societário.A Teoria da Empresa é o enfoque do Direito Empresarial.1. Parte Geral:1.1. Histórico1.2. Empresário1.3. Estabelecimento1.4. Propriedade Industrial2. Direito Societário:2.1. Sociedades2.2. Limitadas (Ltda.)2.3. S.A.s1. Parte Geral1.1. HistóricoTem origem no Direito Privado.Com o passar dos anos, houve a necessidade de normas que regulassem as relaçõeseconômicas entre empresas, pois o Código Civil não as continha especificamente.- 1ª Fase: Direito dos comerciantes – Idade Média (séculos XII e seguintes): é uma fasesubjetiva.Ocorreu desenvolvimento econômico na Europa e do comércio mundial com as grandesnavegações, basicamente de manufaturas e produtos naturais.Havia o comércio destas mercadorias, que era a intermediação entre o produtor e oconsumidor, feita pelos mercadores (empresários). Com isso, começaram a surgir feirasorganizadas.As questões jurídicas que surgiam destas atividades eram resolvidas com base emdiversos direitos (canônico, romano, germânico) e nos costumes do senhor feudal, o que tornavaa solução muito complicada.
 
Para evitar injustiças, os comerciantes começaram a solucionar os problemas por arbitragem, dentro de corporações de comércio, por cônsules. Isso desenvolveu o DireitoCostumeiro.Assim, começaram a ser editados estatutos destas corporações. Surgiu o DireitoEstatutário – que é o direito especial para os comerciantes com matrícula na corporação(restrição da liberdade de comércio).Com isso, surgiu o Direito Comercial. Surgiram também a estruturação contábil, a letrade câmbio, bem como outros institutos do Direito Comercial.- 2ª Fase: Objetiva – Direito Francês – Teoria dos atos de comércio.Tem base no Código Comercial de Napoleão (1807).Com a Revolução Francesa, ocorre uma maior liberdade de comércio, acabando com ofeudalismo e as corporações, que inibiam a liberdade de comércio.Pela Teoria dos atos do comércio, o Direito Comercial se aplica a qualquer pessoa que pratique atos de comércio. Atos de Comércio são: Compra e venda; serviços em geral.Isso separa claramente o Direito Civil e o Direito Comercial.Essa teoria se mostrou insuficiente com o desenvolvimento econômico.- 3ª Fase: Teoria da Empresa, baseada no Direito italiano.A diversidade de atividades que surgiram gerou a necessidade de organizar melhor asnormas comerciais. Só o lucro não bastava mais para caracterizar a atividade empresarial.No Direito Civil, surgiram normas jurídicas que regulam a atividade de uma empresa,isto é, todas as atividades que possibilitam a atividade empresarial.Essa teoria foi incorporada no Código Civil brasileiro de 2002.A Teoria da Empresa unifica, relativamente, o Direito Civil e o Direito Comercial noCódigo Civil.- Elementos da Teoria da Empresa (sistema italiano para delimitar o Direito Comercial – CódigoCivil italiano de 1942):- O Direito se dirige ao empresário – sujeito de direito.- Estabelecimento – estrutura física.- Empresa – a atividade.
 
1.2. Empresário:É aquele que realiza a organização/estruturação comercial (estabelecimento para aatividade visando lucro). É o sujeito de direito a quem as normas se dirigem, e o responsável pelaempresa.- Empresário - individual- coletivo (sociedade empresária)O empresário está sujeito à Lei de Falências.- Profissional intelectual: atividade não-empresarial, mas com fins econômicos – Ex: científicas,literárias, artísticas, jurídicas.- Sem fins econômicos: art. 44, CC[1] – pessoa jurídica de direito privado.- Com fins econômicos: é sociedade (simples ou empresária).- Elementos do conceito de empresário:- Economicidade: potencialidade lucrativa.- Organização: dos fatores de produção.- Profissionalismo: habitual (não pode ser um ato apenas) em nome próprio (se não for, éempregado) visando lucro com risco profissional.- Conceito de empresário do CC: art. 966, CC. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou deserviços.Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de naturezacientífica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se oexercício da profissão constituir elemento de empresa. [exceção].- Produtor rural: art. 971, CC. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos[2],requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que,depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro – só éempresário se for registrado.- Cooperativa: é sociedade simples por foa de lei art. 982, pagrafo único, CC.Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, acooperativa.

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