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A Teoria Do Big Bang e a Teosofia

A Teoria Do Big Bang e a Teosofia

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10/03/2013

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A teoria do Big Bang e a TeosofiaO último texto disponibilizado pelo teosofista David Pratt, na sua página de internetnão traz um tema novo, tendo em conta anteriores exposições feitaspor este respeitado membro da comunidade teosófica. Pratt, conhecido pelasua capacidade de interligar a ciência moderna com a doutrina teosófica, vemuma vez mais mostrar alguns absurdos que existem numa das teorias que tentaexplicar o aparecimento do Universo, a teoria do Big Bang. Neste texto, oleitor poderá ficar a saber não só o que dizem os defensores dessa teoria, mastambém teorias alternativas. Descobrirá também que alguns cientistas vêem aciência como uma religião e quem se afastar daquilo que é considerado comoestabelecido pela corrente científica dominante poderá ter a sua carreiraseriamente afectada.Mas o que achei especialmente útil no artigo de David Pratt foi a formaresumida como ele explana o que a Teosofia tem a dizer sobre o tema emcausa. O cerne deste post será pois uma tradução de parte do capítulo 10 do
texto “Tendências na Cosmologia: Para além do Big Bang”, para a qual obtive
permissão expressa do autor.Escre
ve Pratt: “De acordo com a tradição teosófica, ou Sabedoria Eterna, o
Universo é infinito e eterno. Dentro da imensidão sem limites do Espaço,mundos incontáveis, em qualquer escala concebível, povoados e de factocompostos de entidades vivas e em evolução, em diferentes estágios de
desenvolvimento, constantemente aparecem e desaparecem como “centelhasda eternidade”, passando através dos ciclos de nascimento, vida, morte e
renascimento.Para além disso, a matéria física é apenas uma pequena oitava no espectroinfinito da substância-consciência e existem infinitos mundos e planos que seinterpenetram e interagem, mais densos ou mais etéreos que o nosso mundo, eque estão para lá do nosso raio de percepção, mas que são tão materiais paraos seus habitantes como o nosso mundo é para nós.O Universo funciona e é orientado de dentro para fora. Os planos maisetéricos exercem uma influência formativa e organizativa nos planosinferiores, tal como os nossos corpos físicos são animados por elementos maissubtis da nossa constituição. As forças que movimentam e dão forma àmatéria reflectem os padrões e protótipos imprimidos nos planos superiores (amente universal) em anteriores ciclos evolutivos. Uma inteligência instintivavibra através da Natureza. O termo genérico para as forças da Natureza é
“fohat”, que é habitualmente associado com a electricidade. H.P. Blavatsky
define-
a como “a essência da electricidade cósmica (…) no Universo de
 
manifestação a sempre presente energia eléctrica e incessante poder destruidor
e formador (…) força vital impulsora” representando “a potência activa
(masculina) do
Shakti
 
(potência reprodutora feminina) na Natureza”.
 Os corpos celestiais nascem, evoluem, morrem e reencarnam. Podem se tornarmaiores ou mais pequenos, se aproximarem ou se afastarem. Podem ejectar ouabsorver matéria e radiação, explodir, cindirem-se, colidir ou fundirem-se. OEspaço, contudo não tem limites e é eterno. Não pode explodir, nem seaniquilar a si próprio. Nem pode expandir ou contrair. G. de Purucker [NT:líder da Sociedade Teosófica de Pasadena entre 1929 e 1942, organizaçãoteosófica de quem David Pratt parece estar especialmente próximo] apelidava
a teoria da expansão do Universo, como “puramente imaginária”, um “contode fadas científico” e algo “completamente errado”. Ele argumentava que o
desvio para o vermelho [NT:
redshift 
, no original] da luz de distantes galáxiaspoderia ser causado pelo facto da luz poder sofrer uma absorção ouretardamento conforme passa através do éter do espaço antes de atingir aTerra. Ele também escreveu:
“O Ocultismo afirma que em todas as coisas grandes ou pequenas, seja um
Universo, um Sol, um ser humano, ou qualquer outra entidade, existe umadiástole e uma sístole constantes e seculares, similares à do coração humano.[O bater de coração cósmico] não tem nada a ver com um universo em
expansão.”
 "A matriz ou corpo do Universo, quer se entenda por isto a galáxia ou umagregado de galáxias, é estável em estrutura relativa e forma para o período doseu manvantara [tempo activo de vida]
 – 
precisamente tal como o coraçãohumano o é, uma vez que tenha atingido o seu máximo crescimento efuncionamento.A mitologia hindu fala da inspiração e expiração de Brahma, a divindadecósmica, a partir do qual os mundos evoluem, e a que mais tarde retornam - oventre de Brahma. Algumas pessoas estabeleceram paralelos entre esta ideia ea de um universo oscilante em que o Espaço expande e contrai
alternadamente. N’ ”A Doutrina Secreta”, quando se discute a origem dos
mundos, H.P. Blavatsky
cita a seguinte passagem das Estâncias de Dzyan: “A
Mãe [Espaço] intumesce e expande-se de dentro para fora, como o botão da
flor de lótus” (estância III: 1)”. Ela adiciona a seguinte explicação:
 
“A expansão da “Mãe” (também chamada de “Águas do Espaço”,
 
“MatrizUniversal”, etc…) de “dentro para fora”, não significa o expandir de um
pequeno centro ou foco, mas o desenvolvimento da subjetividade sem limitespara uma objetividade também ilimitada, sem referência a magnitude, termo
ou área. (…) Quer isso diz
er que, não sendo tal expansão um aumento de
 
magnitude, porque a expansão infinita não admite nenhum aumento, era uma
mudança de estado.”
 Por outras palavras, expansão pode-se referir à emanação ou desdobramentode planos ou esferas progressivamente mais densas a partir da cúpulaespiritual de uma hierarquia, até que o mundo inferior ou mais material éatingido. No ponto médio do ciclo evolutivo, o processo inverso começa: osmundos inferiores começam gradualmente a se desmaterializarem ou a seeterealizarem sendo reabsorvidos ou recolhidos nos reinos superiores. Os céus
“se enrolarão como um pergaminho” (Isaías 34:4). Portanto, a expiração e
expiração pode-se referir à expansão do Uno em muitos, e a subsequentereabsorção dos muitos no Uno.A evolução ou involução dos mundos não significa que o Espaçopropriamente dito surja a partir do nada, expandindo como um elástico, maistarde contraindo-se, desaparecendo no nada. São os mundos dentro do Espaço
 – 
planetas, estrelas, etc.
 – 
que se materializam e eterealizam. A infinitatotalidade de mundos e planos não só
 preenche
o Espaço comotambém
são
Espaço.De acordo com a Teosofia, nenhuma coisa ou entidade
 – 
seja ela átomo, serhumano, planeta, estrela ou galáxia ou agregado de galáxias
 – 
aparecealeatoriamente a partir do nada. Uma entidade física nasce porque umaentidade interna ou alma reencarna, e cada nova encarnação é o resultadokármico da precedente. Não existe um início ou fim absolutos para aevolução, apenas pontos de partida relativos e locais de paragem (oudescanso). Os planetas reencarnam diversas vezes durante o tempo de vida deum sistema solar, e as estrelas reencarnam muitas vezes durante o tempo devida de uma galáxia.Os astrónomos estimam que a nossa Via Láctea tem 13,2 mil milhões de anos,ou seja, é 500 milhões de anos mais nova que o Universo. A Teosofia, poroutro lado, indica que a nossa galáxia é centenas de biliões de anos maisvelha. O ciclo maior (ou maha-manvantara) do qual o nosso sistema solar éparte, é suposto durar 311 040 000 000 000 anos, e estamos presentemente ameio caminho, durante o qual 18 000 encarnações planetárias foramcompletadas.A corrente científica principal diz que o nosso sistema solar se formou há 4,57mil milhões de anos a partir do colapso de parte de uma nuvem moleculargigante. Especula-se que daqui a 5 mil milhões de anos, uma vez que todo ohidrogénio no seu núcleo se converta em hélio, o Sol tornar-se-á uma gigantevermelha. A fusão do hélio no núcleo começará a produzir carbono eoxigénio, levando a que as camadas exteriores do Sol se expandam e engulama Terra. Finalmente, as camadas exteriores serão expelidas e tornar-se-ão uma

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