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O ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DOCENTE - BY ALANA BRAUN

O ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DOCENTE - BY ALANA BRAUN

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NARRATIVA ESTÉTICO-PEDAGÓGICA O ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DOCENTE: UM ESPAÇO PARA A PESQUISA M.Sc. Ana Del Tabor Vasconcelos Magalhães UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA Resumo
Este estudo aborda os processos de estágio curricular como campo de pesquisa na formação docente em Artes Visuais. Discute a relevância do estágio enquanto espaço de debate, autonomia e construção de conhecimento. Analisa as reflexões dos discentes em seu percurso de estágio em espaços educativos e culturais. Metodologicam
NARRATIVA ESTÉTICO-PEDAGÓGICA O ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DOCENTE: UM ESPAÇO PARA A PESQUISA M.Sc. Ana Del Tabor Vasconcelos Magalhães UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA Resumo
Este estudo aborda os processos de estágio curricular como campo de pesquisa na formação docente em Artes Visuais. Discute a relevância do estágio enquanto espaço de debate, autonomia e construção de conhecimento. Analisa as reflexões dos discentes em seu percurso de estágio em espaços educativos e culturais. Metodologicam

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NARRATIVA ESTÉTICO-PEDAGÓGICAO ESTÁGIO CURRICULAR NA FORMAÇÃO DOCENTE: UM ESPAÇO PARA APESQUISA
 M.Sc. Ana Del Tabor Vasconcelos Magalhães
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
 Resumo
 Este estudo aborda os processos de estágio curricular como campo de pesquisa na formação docente em ArtesVisuais. Discute a relevância do estágio enquanto espaço de debate, autonomia e construção de conhecimento.Analisa as reflexões dos discentes em seu percurso de estágio em espaços educativos e culturais.Metodologicamente, as ações são desenvolvidas durante as análises das situações vivenciadas em cadaespaço/campo de estágio sendo imprescindível à pesquisa, à produção de conhecimentos e ao processo contínuode ação/reflexão/ação. Como resultado deste estudo, compreendo que a pesquisa enquanto ferramenta das açõesdo estágio é indispensável para trabalhar a formação docente, as concepções e as percepções dos estagiários emsuas descobertas de ser professor de Arte.PALAVRAS-CHAVE:
 
Estágio; Artes Visuais; Formação de Professor.
Sim, eu quero saber. Saber para melhor sentir,sentir para melhor saber.
Cézanne
As palavras de Cézanne citadas por Bosi (1985) são contundentes para iniciar areflexão neste estudo sobre a importância da pesquisa na formação de professores, sendo oestágio o elo integrador na relação teoria/prática diante de tantas tentativas de reconhecimentoda área de Arte como campo de conhecimento.Com a intenção de contribuir para ampliar o debate, o estudo em foco aborda osprocessos de estágio curricular como campo de pesquisa em Artes Visuais, objetivandocompreender o estágio enquanto espaço de debate, autonomia e construção de conhecimento.Tendo como base os estudos de Barbosa (1998, 2008), Demo (1998), Rios (2007),Giroux; MacLaren (1995), Zeichner (1998), Ludke (1995), e demais estudiosos que discutemo assunto, é importante destacar que a compreensão sobre pesquisa como princípioindissociável do ensino é fundamental para qualificar as ações curriculares em todos os níveisda educação.Discuto a relevância do tema face às experiências que vivencio com a formaçãodocente no Curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Pará, as quaisinstigam a analisar as concepções e percepções dos estagiários em suas descobertas de serprofessor de Artes Visuais.Quando ressalto as descobertas de ser professor, reflito estudos anteriores em queevidencio, na ocasião, a crise de identidade, ainda existente, de ser ou não ser professor deArte (MAGALHÃES, 1998, 2008, 2009, 2010). Lembro que nos anos 80 e 90 havia umnúmero significativo de estudantes de Educação Artística/Artes Plásticas, que não desejavamser professor em um curso com apenas uma modalidade - licenciatura. Hoje, em função dasmudanças advindas da atualLDB nº 9394/96, e com a opção do bacharelado e outrasmodalidades artísticas, outro cenário se configura na Universidade Federal do Pará.Enfatizei em estudos recentes a necessidade de ações conjugadas e planejadas paraviabilizar a sistematização do conhecimento Arte em todos os níveis da educação. É evidente
 
 
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que a ausência de tais ações compromete todo o processo de construção coletiva parademocratizar o acesso ao conhecimento Arte. E o estágio curricular é diretamente afetado pelaquase inexistência de tais ações na educação escolar para área de Arte (MAGALHÃES,2010).Uma questão apresenta-se como constante na sistematização deste estudo: como sãoevidenciadas as concepções e percepções teórico-metodológicas dos estagiários em suasdescobertas de ser professor de Arte na educação formal e não formal diante das mudançascurriculares dos cursos de graduação?Na formação docente para a área de Arte ainda encontramos grandes lacunaspedagógicas tendo em vista a ausência de aprofundamento teórico-metodológico evidenciadoem todos os níveis de ensino sendo, ainda, a polivalência a base metodológica das atividadesdos professores de Arte na maioria das escolas/campos de estágios investigadas.Sabe-se que a polivalência - conhecimento superficial de todas as linguagensartísticas- enquanto proposta metodológica evidenciada no ensinar/aprender Arte revelou-seineficaz para uma formação generalista. É evidente que há sérias lacunas na formação deprofessores de Arte em função da conotação polivalente e a superficialidade da área nocurrículo escolar.Há uma quantidade significativa de professores de Arte que necessita de atualizaçãosobre as concepções teóricas e metodológicas do ensinar/aprender Arte, conformeobservações/percepções dos estagiários, e a ausência de uma política de formação continuadasão reveladas de forma assustadora em todos os níveis e instâncias educacionais.Aformação de professores de Arte não é responsabilidade exclusiva das disciplinas doestágio curricular obrigatório que instigam a reflexão para a docência. Esta se estendetambém, às disciplinas dos cursos que necessitam articular o entendimento da açãopedagógica. E serei repetitiva ao afirmar que acredito ser fundamental, no âmbito de todas asdisciplinas responsáveis pela formação do professor de Arte, a inserção de ações curricularesque possibilitem caminhos metodológicos que instiguem a competência ética/política/técnicana elaboração, execução e avaliação de projetos interdisciplinares, objetivando mobilizar epreparar educadores para um ensino de Arte inovador na educação formal e não formal. (MAGALHÃES, 2009). Todavia, a formação de professores de Arte exige uma atuação pedagógica repleta dedesafios. É difícil aceitar as mudanças na área de Arte se não há um movimento contínuo deatualização pedagógica. E o grande desafio é possibilitar espaços de aprendizagem e vencer arotina e monotonia, conforme observa Machado (2008, p. 176):
Para aprender, é preciso se desapegar do conhecido, o que não significa fazer tabula rasa,apagar, jogar fora o que se sabe. É necessário saber escolher, dentro da experiência-bagagem oque pode ser aproveitável para a invenção do presente. Saber escolher é saber aprender aaprender: definir critérios, encontrar pontos de referência, visualizar contextos, perceberrelações entre diferentes ordens de dados.
É com esse foco que procuro instigar os múltiplos olhares reflexivos dos estudantespara os campos de estágios numa perspectiva crítica de currículo. Entendo que o currículo éum campo de lutas e conflitos em torno de símbolos e significados, um instrumento deconfronto do saber sistematizado com o saber
empírico, ou seja, um “artefato social ecultural” em constante processo de assimilação e construção do conhecimento, sujeito à
mudança e à transformação.
 
 
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Dessa forma, é fundamental entender o currículo como um instrumento, um espaço,um campo de produção e criação de significados, no qual se fazem presentes os interesses dascamadas sociais (MAGALHAES, 1998).As novas exigências curriculares, a partir daLei Nº 9394/96, sinalizam a necessidadede mudanças nos cursos de formação de professores e os cursos de Artes Visuais deveriamestar sintonizados com as determinações da referida Lei e das Diretrizes CurricularesNacionais para o Curso de Graduação em Artes Visuais.As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da EducaçãoBásica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena evidenciam a importânciado estágio curricular, conforme dispõe o art. 13. §3°:
O estágio curricular supervisionado, definido por lei, a ser em escola de educação básica, erespeitado o regime de colaboração entre os sistemas de ensino, deve ser desenvolvido a partir doinicio da segunda metade do curso e ser avaliado conjuntamente pela escola formadora e a escolacampo de estágio (BRASIL, 2002).
E as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Artes Visuais,enfatizam
que o projeto pedagógico do curso abrangerá “a concepção e composição das
atividades de estágio curricular supervisionado, suas diferentes formas e condições de
realização, observado o respectivo regulamento.”
(BRASIL, Art. 2°, Parágrafo único)Porém, o conhecimento das questões legais e as reformas curriculares são construídosem ritmos diferentes e quase sempre há uma participação insignificante de docentes ediscentes, sendo construídas por poucos e executadas por muitos que não participaram doprocesso de discussão. E em função da necessidade de compreensão de todos sobre adimensão de currículo numa perspectiva crítica, muitos fragmentos das reformas curricularessão indigestos quando se discute a licenciatura no meio de bacharéis e licenciados.Para Giroux e MacLaren (1995), muitos problemas atualmente associados à formaçãode professores indicam a falta de ênfase, no currículo dessa formação, na análise da questãodo poder e de sua distribuição hierárquica, bem como no estudo da teoria social crítica.Há necessidade de um trabalho pedagógico sistemático e consistente com o conjuntodos docentes das disciplinas dos cursos de formação de professores com o objetivo deaproximá-los para as questões pertinentes ao estudo da teoria social critica nos programas dasdisciplinas.Porém, no dia a dia de sala de aula encontramos vários estudantes de Artes Visuais,que, cursando a licenciatura, não vislumbram a docência como principal objetivo em suaformação. Daí ser necessário investigar que há várias razões para tais atitudes e o assuntodeve ser alvo de debate nos cursos de formação de professores de Arte.Comungo das observações de Janice Lima (2008) ao afirmar que no Brasil a educação érelegada ao último plano, tanto pelos órgãos governamentais como pela sociedade, de ummodo geral enfeitiçada pela lógica capitalista. Afirma em seus estudos que:
Ser professor ou fazer carreira na educação está fora de cogitação para os jovens da classemédia e alta. A visão generalizada que se tem é a de que esta é uma profissão que não ofereceum bom futuro devido às péssimas condições de trabalho e de remuneração. A este fato sesoma o preconceito de que esta é uma profissão para os menos favorecidos economicamenteque não tiveram acesso a uma educação de boa qualidade, aqueles a quem não resta alternativa.(LIMA, 2008, p.35)
 

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