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A geração Y chega ao serviço público

A geração Y chega ao serviço público

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09/15/2013

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A geração Y chega ao serviço público
 
Bruno Silva
 
Os órgãos do Executivo, Judiciário e Legislativo estão cada vez mais jovens. Dispostas a encontrar a realização profissional nesse setor,pessoas com até 30 anos são aprovadas em concursos difíceis e para cargos com remunerações altas 
 Ser estável e ter uma boa remuneração são as principais justificativas de quem busca um emprego no funcionalismo, e essas vantagens levamcada vez mais jovens a ter o Estado como patrão. Nos últimos 10 anos, apenas no Executivo ingressaram mais de 40 mil pessoas com até 30anos
faixa etária também chamada de Geração Y, com nascidos nos anos 1980 até meados de 1990. O Correio conta a história de novepessoas que conseguiram a aprovação logo após sair da faculdade ou antes mesmo de ingressar no ensino superior. Elas ganham salários entreR$ 4 mil e R$ 19 mil e, além de ter os benefícios do serviço público, mostram como é possível evitar a estagnação e decolar na carreira.São casos como o de Gustavo Souza, 25 anos, que em sua primeira experiência profissional passou no concurso do Ministério Público da União(MPU) e, hoje, chefia um grupo de 120 pessoas. Também o de Cintia Silva, 27, que coordena a equipe de documentação do Ministério dasCidades. Há ainda relatos de pessoas que foram aprovadas em provas tradicionalmente concorridas, como João Thiago Oliveira, delegado daPolícia Federal desde os 23 anos; Bruno Pereira Rezende, 1º colocado no certame do Ministério das Relações Exteriores (MRE) aos 22, ouElyesley Silva, que, aos 24, é servidor da Câmara dos Deputados.De acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, 65.218 servidores públicos federais civis ativos no Executivo têmaté 30 anos
12,4% do total de funcionários. Há 10 anos, 23.851 servidores estavam nessa faixa etária: 5,2% do total. Os jovens representam
dois terços do crescimento total de servidores do Executivo, de 458.674 em 2001 para 521.749 em 2011. “Hoje em dia, o serviço
público é umafebre. As pessoas estão sendo muito seduzidas em relação a isso, pois há um apelo maior, com mais informações e muitos cursos preparatórios para concursos. Então, elas estão
se despertando mais para esse tipo de carreira. Há também a velha e boa situação de estabilidade”, explica o psicólogo Fernan
do Elias José, mestre em cognição humana pelaPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).Mas o que acontece com aqueles que conseguem a aprovação para cargos com remuneração alta? José argumenta que há outros desaf
ios para evitar a estagnação. “Vejo que,
mesmo que esteja realizado, o jovem pode seguir outras linhas. Há a área acadêmica, compatível em muitos momentos. O servidor também pode resgatar algo que pensava em
fazer antes de prestar concursos. É uma questão muito pessoal”, define o psicólogo.
 
Identifique-se
 Escolher o serviço público como primeira opção de carreira pode ser uma má ideia se o candidato não souber exatamente o papel que quer desempenhar. Camilo Cavalcanti,professor do Departamento de Contabilidade da Universidade de Brasília (UnB), conta que é comum, em sala de aula, encontrar mais da metade dos alunos almejando uma vaga
no funcionalismo. “Pergunto por que eles escolheram contabilidade e a maioria responde que era um curso mais fácil de entrar 
e que as disciplinas são requisitos para provas de
concursos”, conta o professor, apontando ainda que se trata de uma característica da cidade. “No meio em que eles estão, há muitos servidor 
es públicos, o que acaba sendo umdiferencial dentro de casa ou nos meios sociais, no convívio com amigos ou parentes que dão prefe
rência a isso.”
 
“Muitas vezes, a pessoa abdica de fazer realmente aquilo de que gosta. Dificilmente, um jovem escolhe determinada área no set
or público porque se identifica com o trabalho deauditor de um tribunal de contas ou da Receita Federal, por exe
mplo”, afirma Cavalcanti. O professor ressalta que, apesar de todas as vantagens de ser concursado, não se deve
descartar a iniciativa privada, principalmente no atual período de crescimento econômico do país.Entretanto, se o candidato souber as funções que pode desempenhar e encontrar afinidades com elas, não há empecilhos para conseguir a realização profissional no serviço
público. “Se a pessoa levantar os prós e contras, e decidir com a razão, mas também com a emoção, não tenho a menor dúvida de
que e
la terá sucesso”, argumenta o psicólogo
Fernando Elias José. Ele também indica que trabalhar no setor público pode ser um caminho que dê condições ao jovem para busc
ar o que ele realmente gosta na vida. “Escuto
muitas pessoas que querem passar para ter o d
inheiro necessário para fazer outra atividade”, ressalta o especialista.
 
Em crescimento
 
 
 Porcentagem de servidores públicos federais civis ativos do Executivo entre 21 e 30 anos:Dez/2011 - 12,5%Dez/2010 - 12,7%Dez/2009 - 11,5%Dez/2008 - 10,4%Dez/2007 - 9,5%Dez/2006 - 9,3%Dez/2005 - 8%Dez/2004 - 7,3%Dez/2003 - 6,1%Dez/2002 - 5,4%Dez/2001 - 5,2%Fonte: Boletim Estatístico de Pessoal/Ministério do Planejamento
Conquista precoce
 
Aos 25, chefe de 120 pessoas Gustavo Souza, 25 anos
 Órgão: Procuradoria-Geral da República (PGR)Idade em que ingressou no serviço público: 19 anosQuando ingressou no Ministério Público da União (MPU), Gustavo Souza era frequentemente chamado de estagiário por seus colega
s. “Em algumas reuniões,
eu tinha de me
apresentar como servidor para as pessoas não me confundirem”, conta o brasiliense, que, em 2004, passou no concurso do órgão
e no vestibular da Universidade de Brasília(UnB), aos 19 anos. A matrícula no curso de geografia foi trancada no ano seguinte, quando veio a nomeação no serviço público e a mudança para o Acre, onde ele atuou nogabinete de um procurador do Ministério Público Federal no estado.
Era a primeira experiência profissional de Gustavo. “Não tinha ideia de como fazer muitas coisas”, recorda. Após seis meses na Região Norte, o servidor voltou para Brasília e, na
Procuradoria-
Geral da República (PGR), exerceu sua primeira chefia, em um órgão colegiado de meio ambiente. “Na minha equipe, vários servi
dores e até alguns estagiários eram
mais velhos que eu. Eles tinham 22, 23 anos, e eu só tinha 20. Foi difícil conseguir ganhar o respeito de todo mundo”, lembra
o rapaz.Além de superar esse desafio, Gustavo progrediu rapidamente na PGR, onde já foi chefe de cartório, chefe de núcleo e gerente administrativo. Hoje, aos 25, ocupa o cargo desecretário adjunto processual, um dos mais altos para quem entra no órgão como técnico administrativo. Em sua atual função, ele chefia uma equipe de 120 pessoas, responsávelpor padronizar o recebimento de processos das unidades do Ministério Público Federal de todo o país. Entre vencimentos e gratificações, seu salário é de aproximadamente R$ 12
 
mil.
Ele atribui a ascensão rápida à vontade de compartilhar o conhecimento. “Por ser jovem, consegui
trazer uma dinâmica diferente nos setores por onde passei. Conhecia novas
ferramentas e novos modos de se relacionar, como as redes sociais.” Uma das ideias de Gustavo, de montar um site de consulta
similar à Wikipedia para todos os servidores doMPF, foi considerada como projeto prioritário pelo órgão e deve ser liberada para o público até o próximo mês.
Cinco anos de muitos desafios Thiago Henrique Souza, 25 anos
 Órgão: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)Idade em que ingressou no serviço público: 20 anosCom apenas 25 anos, Thiago Henrique Souza pode dizer que tem muita experiência no serviço público. Ele já atuava no setor antes mesmo de passar em seu primeiro concurso,prestando serviços na área de tecnologia da informação para o Banco Central. A aprovação veio aos 20, no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit),enquanto ainda cursava a faculdade de processamento de dados. No ano seguinte, ele deixou o órgão para tomar posse no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Entretanto, as maiores ascensões na carreira ocorreram quando Thiago passou a trabalhar com outras áreas. No Dnit, ele continuou no setor de tecnologia, mas sua atuaçãotambém envolvia planejamento estratégico. Quando foi para o TSE, o servidor seguiu a mesma linha de atuação até, alguns meses depois, assumir um projeto de gestão da
qualidade em seu setor. “Gostei muito da área e, como tinha acabado a faculdade, resolvi fazer uma especialização”, conta o j
ovem, cujo cargo para o qual foi aprovado temremuneração inicial de cerca de R$ 4 mil.A experiência e o curso de pós-graduação capacitaram Thiago para a função atual, na chefia do escritório de gestão da qualidade do TSE, ligado à diretoria-geral e responsável porimplantar e manter o certificado ISO 9001 no tribunal. Além disso, o rapaz participou de projetos de alcance nacional do órgão, como o recadastramento biométrico de eleitores emtodo o país.
Thiago acredita que há oportunidades para não deixar a carreira estagnar dentro do serviço público. “Você tem a po
ssibilidade de crescer lá dentro, almejar cargos. Eu me sinto
bastante realizado por participar de grandes projetos, que demandam atuação no país todo.”
 
O diploma veio depois da aprovação Cintia Silva, 27 anos
 Órgão: Ministério das CidadesIdade em que ingressou no serviço público: 21 anosCintia Silva sempre estudou em escola pública e, aos 18 anos, ingressou na Universidade de Brasília (UnB) para cursar arquivologia. Lá, ela percebeu que o caminho maisvantajoso em termos de remuneração e apren
dizado seria o dos concursos. “A arquivologia tem um conteúdo mais voltado para atender às demandas do serviço público, é umcurrículo direcionado para essa área.” afirma. Contudo, ela não conseguiu esconder a surpresa quando foi aprovada, ainda no s
exto semestre de graduação, para o cargo de

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