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Boletim Trincheira Estudantil nº 1 - Boletim OCC - Junho de 2012

Boletim Trincheira Estudantil nº 1 - Boletim OCC - Junho de 2012

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Nº 01 - Junho de 2012 
BARRAR A OFENSIVA NEOLIBERAL COM A GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO
 A Greve dos docentes das Instituições Federais de EnsinoSuperior (IFES), convocada pela ANDES-SN, teve início em 17de maio de 2012 e até agora já são mais de 50 instituições emGreve por tempo indeterminado. Acompanhando a Grevedocente, estudantes de no mínimo 30 Universidades Federaistambém deflagraram Greve Estudantil. A FASUBRA, entidadenacional dos servidores das Universidades Públicas orientouseus sindicatos locais para a greve a partir do dia 11/06 e dia 13foi deflagrada a greve dos trabalhadores (Professores ecnico-administrativos) federais da educão sica,profissional e tecnológica, base do SINASEFE organizada noCeará pelo SindsIFCE.Lula e Dilma se elegeram tendo que assumir como condição desuas gestões a continuidade do projeto global de reformaneoliberal do Estado e de compromisso deste com as demandasde uma economia capitalista em franca crise. Assim, seguemoperando na lógica de enxugamento dos gastos públicos, aexemplo dos históricos cortes orçamentários de 2011 e 2012 naordem de 50 e 55 bilhões de reais respectivamente (naeducão foram mais de 5 Bilhões!), na manuteão dopagamento inacabável da rolagem da dívida blica e daisenção fiscal e facilidades de instalação de empresas privadas(como Universidades Pagas) etc.Em 2007 o Governo Lula aprovou o famigerado REUNI (Planode Reestruturação e Expansão das Universidades). Ele é seucarro-chefe e integra o Plano de Desenvolvimento da Educação(PDE), sendo este o documento guia do programa neoliberal“Todos Pela Educação” (da Rede Globo, Gerdau etc.). O REUNIprocede com uma política de inchaço das universidades, poispossibilitou o aumento do mero de matrículas em quase100% sem, no entanto, prever na mesma medida a contrataçãode professores e servidores, nem expansão da infraestrutura(como salas de aula, bandejões, moradias universitárias etc.),muito menos da assistência estudantil, fundamental aosestudantes pobres. A privatização dos Hospitais Universitários éa ponta do iceberg da dialética precarização/privatização doGoverno Dilma/PT para a Educação. Assim, o REUNI operou uma expansão sem qualidade, gerandoefeitos como a sobrecarga de trabalho docente, dissociaçõesentre ensino-pesquisa-extensão devido às extenuantes horas-aula exigidas em sala, aumento de professores temporários,incapacidade de atendimento com as parciais políticas de Assistência Estudantil etc. E isto não é apenas um “problemafinanceiro”, como pretendem argumentar alguns governistas,mas sim uma opção política bem definida pelo Governo. Senossas expectativas anteriores à aprovação do REUNI eramruins, pois só previa aumento de 20% de verba para 100% deexpansão, sua prática se demostrou um inferno: apenas 46%dos 3,5 milhões de metros quadrados de obras previstas foramconcluídas; da meta de aplicação até 2011 em R$ 5.2 bi, apenasR$ 2.8 bi foram empregados, de acordo com o Portal daTransparência. Ou seja, o Governo pretendia um“aproveitamentodas poucas condições de infraestrutura epessoal já existente, casando isto com seu projeto neoliberal-desenvolvimentista.
CONSTRUIR PELA BASE A GREVE GERAL NA UFC
 A greve na UFC deveria ter começado a ser encaminhada nodia 10 de maio, mas as sucessivas investidas da ADUFC forambloqueando o movimento grevista de ser deflagrado antes. Osindicato dos docentes da UFC atualmente é filiado a entidadegovernista PROIFES. Esta entidade é ligada ao governoDilma/PT-PMDB e tem impedido o início da greve em váriospontos do Brasil. A nível nacional é praticamente a base do ANDES que está levando a greve adiante. A greve foi decretadadepois de duas assembleias gerais e um plebiscito a favor domovimento paredista. A UFC foi então a última universidadefederal do Nordeste a entrar em greve, mostrando o poder deembarreiramento que o PROIFES possui no Ceará em relação amobilização do ANDES.Na assembleia do sindicato dos servidores técnico-administrativos da UFC (SINTUFC) do dia 11 de junho foidecidida a greve por tempo indeterminado. As revindicações sãoespecíficas e gerais como aumento no piso salarial, contra aterceirização e por concurso público, jornada de trabalho de30hs sem redução salarial, 10% do PIB para a educação econtra a precarização do trabalho no Complexo Hospitalar Universitário. Vários trabalhadores interviram na assembleiaconclamando a união de professores e estudantes no processoparedista como forma de fortalecer a luta por uma educação dequalidade. Foi lembrado também a necessidade de incorporar os terceirizados se queremos construir uma verdadeiraparalisação na UFC, pois muitas vezes é o terceirizado quetrabalha quando os servidores estão em greve. Assim, por maioria os trabalhadores do IFCE votaram por retomar a greve.Retomar pois em 2011 o SINASEFE foi o único sindicato aentrar em greve quando Andes e Proifes aceitaram a propostarebaixada de 4% e incorporação de duas gratificações, deixandoassim o SINASEFE sozinho na luta.Nós, estudantes em geral, temos o dever histórico de fornecer o o apoio às categorias paralisadas, mas tambémdevemos desenvolver um protagonismo estudantil em nossaspróprias pautas e nas bandeiras transversais de professores,servidores e dos trabalhadores em geral. Nesse sentido, éimportante ressaltar o papel desmobilizador que a atual gestãogovernista do DCE-UFC cumpre frente as demandas doMovimento Estudantil, pois se ausenta de denunciar nas basesos sucessivos ataques que o governo Dilma/PT vem desferindo,despolitizando e desarmando os potenciais estudantis críticos ecombativos, ao primarem por um modus operandi “lúdico”, coisaque a UNE e suas festas são peritas em fazer.

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