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Como Lidar Com a Droga_Artigo

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COMO LIDAR COM USUÁRIO DE DROGAS?
Um estudo da experiência do atendimento de grupo de familiares de usuários de drogas
Júnia Teixeira da Costa*
A idéia deste trabalho surgiu das inquietudes da vivencia profissional comoassistente social. A pergunta, como lidar com o usuário de drogas está presente nas diversasáreas de atuação, seja no atendimento social, em reuniões clínicas de equipe, emencaminhamentos, orientações, consultorias e capacitações. Não são apenas pessoas que serelacionam diretamente com o usuário de drogas que tem esta indagação, profissionais dediversos seguimentos também encontram dificuldades no trato com o dependente químico.Desafiador é formular a resposta. A formação de conhecimento linear exige uma respostaobjetiva e resolutiva, ou seja, uma fórmula a ser seguida. Este trabalho tenta mostrar o desafiode buscar uma resposta de uma questão que envolve a complexidade e a imprevisibilidade doprocesso de uso de drogas associado à possibilidade de co-construção de alternativas. O focoserá a experiência com a família do usuário, mesmo assim será importante pontuararticulações das proposições para o enfrentamento da questão do uso de álcool e drogasÉ um problema de saúde pública, associado à criminalidade e práticas anti-sociais, acometendo as pessoas de diversas maneiras, por vários motivos em diferentesambientes e situações. Os profissionais da saúde, da educação, do judiciário, da segurança eda assistência social vivenciam este questionamento no cotidiano de suas atividades. O fatodo uso de substância psicoativa ser um fenômeno crescente nas diversas organizações sociaisleva - nos a considerar a complexidade das relações sociais, das interferências e implicaçõesdo abuso de drogas. Este é um questionamento presente em vários setores da sociedade, poisdependência química atinge dimensões biopsicossociais/saúde, criminalidade e político-econômicas.O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime uma agencia da Organização dasNações Unidas trata da prevenção às drogas e do crime internacional. Informa que o uso dedrogas afeta todos os países e que quase 5% da população entre 15 e 64 anos usam drogasilícitas pelo menos uma vez por ano.*
Júnia Teixeira da Costa – Assistente Social, Mestranda de Psicologia PUC/MG, Especialização em Atendimento a Dependência QuímicaPUC/MG – IEC; Especialização em Atendimento Sistêmico à Família, PUC/MG-IEC; Especialização em Administração de RecursosHumanos - UNA/CEPEDERH-BH/MG.
 
 
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Nas ações de prevenção ao abuso de drogas, tratamento e reabilitação preconizaque nas intervenções psicossociais
 
parte do tratamento do uso de drogas se torna fundamentala presença de uma equipe multidisciplinar composta por médicos, assistentes sociais,psicólogos, entre outros.O aconselhamento
 
é o primeiro passo para a reabilitação e a reintegração social, oqual o envolvimento da família e da comunidade contribui de forma significante. O RelatórioMundial da Saúde – Saúde Mental: Nova Concepção, Nova Esperança (OMS, 2001) traztambém em suas recomendações básicas para ações na área de saúde mental/álcool e drogas oenvolvimento de comunidades, famílias e usuários.Contextualizando a realidade brasileira a questão das drogas é objeto de políticaspúblicas. A Política Pública da Secretaria Nacional Antidrogas, órgão ligado à Presidência daRepública, busca dentre outras diretrizes, garantir, incentivar e articular, o desenvolvimentode estratégias de planejamento e avaliação nas políticas de educação, assistência social, saúdee segurança pública, em todos os campos relacionados às drogas. Ao mencionar a efetividadeda prevenção, fundamenta-se na filosofia da ¨Responsabilidade Compartilhada¨ com aconstrução de redes sociais que visem à melhoria das condições de vida e promoção geral dasaúde. Tem como um dos objetivos implantar e implementar rede de assistência integrada,pública e privada, intersetorial, para pessoas com transtornos decorrentes do consumo desubstâncias psicoativas. Por outra visão se tem a abordagem clínico-política da Política doMinistério da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e Outras Drogas, a qualpreconiza a redução de danos com intervenção na construção de redes de suporte social,visando a avançar em graus de autonomia dos usuários de drogas e seus familiares.
 
Ministérioda Saúde propõe a criação de Centros de Atenção Psicossocial – CAPS ad, que tem comoobjetivo oferecer atendimento terapêutico e preventivo à comunidade, buscando tambémoferecer cuidados aos familiares dos usuários dos serviços. Vale ressaltar ainda a PolíticaPública de Assistência Social que tem como objetivo em suas ações da assistência social acentralidade na família, e a garantia à convivência familiar e comunitária. Pode-se dizer queas propostas de atendimento ao usuário de álcool e drogas e sua família devem se orientar nasdiretrizes dessas três políticas públicas.A atenção às famílias vem sendo valorizado e integrado ao tratamento dadependência química, pois, deparamos com um processo recursivo produzido nas relaçõesinterpessoais diante do problema das drogas no sistema familiar. Considera-se pertinente aarticulação de referências do conhecimento com a experiência profissional como assistentesocial do Corpo Clínico da Associação Brasileira Comunitária e de Pais para Prevenção do
 
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Abuso de Drogas – ABRAÇO, durante o atendimento de grupo aos familiares de dependentesde substâncias psicoativas. O que se pretende é apresentar a experiência profissional noprocesso de tratamento da dependência química e tendo como objeto as expectativas eavaliações de seis familiares atendidos em grupo, como uma possibilidade de atençãocoerente às políticas públicas.Revisando o ReferencialO assistente social trabalha com as diversas relações sociais desenvolvidas nos váriostipos de organizações que compõe a sociedade. Assim, as influencias históricas, as vivênciaspessoais, os meios de atuação tornam-se singulares a cada situação problema. As explicaçõescientíficas dos fenômenos sociais, muitas vezes, ficam distantes da situação apresentada noprocesso da atividade profissional. Diante da complexidade das relações sociais e de poderenfrentadas na prática profissional o referencial teórico escolhido é o Pensamento Sistêmicoassociado às referências teóricas a respeito da dependência química. O Pensamento Sistêmicosurge como alternativa buscando verificar as relações existentes e suas conseqüências nosdiversos sistemas que compõem uma realidade.A Ciência Tradicional não considera as relações, tem seu paradigma centrado nasimplicidade, faz suas análises a partir de causas lineares, busca o controle da sociedade pelaprevisibilidade e pelo determinismo. Distancia os fenômenos do observador e da realidadepara procurar uma adaptação controlada pelo “conhecimento” dos cientistas detentores do“saber.” O Pensamento Sistêmico é um novo paradigma da ciência, propõe uma nova visão demundo, intersubjetiva; considera a complexidade das relações e a instabilidade da sociedadedinâmica. Esteves de Vasconcelos propõem uma nova visão de mundo contemplando eintegrando estes três novos paradigmas.
Ou seja, quando falo de pensamento sistêmico, estão incluídos: oparadigma da complexidade do universo, em todos os seus níveis; o paradigmada instabilidade ou da auto-organização dos sistemas; o paradigma doconstrutivismo ou da construção intersubjetiva da realidade. (ESTEVES DEVASCONCELLOS, 2004.p.96)
Acredita na co-construção da realidade com a cooperação de todos que a constituem eparticipam de sua evolução histórica. Considera-se nesta perspectiva que vivemos no meio com osoutros e este meio se desenvolve junto com o desenvolvimento de nossa vida. Considerando alinguagem como coordenação de coordenação de ações.

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