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Intervenção da Terapia Ocupacional no tratamento de adolescentes dependentes químicos.

Intervenção da Terapia Ocupacional no tratamento de adolescentes dependentes químicos.

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08/10/2013

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 _______________________________ ¹ Artigo referente a 4ª avaliação parcial do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Estadual doPará.² Autores do artigo, discentes do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Estadual do Pará.³ Monitora de Prática Comunitária em Terapia Ocupacional
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Orientadoras de Prática clinica em Terapia Ocupacional I e Metodologia Científica e Pesquisa.
Intervenção da Terapia Ocupacional no tratamento deadolescentes dependentes químicos.
¹
 Caroline MATOS ², Hannah SERRUYA ², Jeovana SILVA ²,Juliana BASSALO ², Karoline RODRIGUES ², Kelvia MIRANDA ²,Lucas FRANÇA ², Renata MOURA ², Rodrigo NOGUEIRA ²;Jorgeane PANTOJA³; Enise NAJJAR
4
, Andréa MACEDO
4
 
RESUMO
Estudos epidemiológicos têm constatado altos índices no consumo de drogas poradolescentes, caracterizando o fato como um problema de saúde pública. Asdrogas são substâncias psicoativas, ou seja, que alteram as funções corporais epsicológicas podendo ser divididas em sedativas, estimulantes e perturbadoras doSistema Nervoso Central e no campo legal são classificadas em lícitas e ilícitas. Esteestudo proporciona descrições sobre o consumo de drogas na adolescência, seusfatores desencadeantes, suas formas de uso, seus aspectos fisiológicos, quadroclínico e destacando a importância da Terapia Ocupacional no tratamento. Esteartigo tem por objetivos apontar os fatores que predispõem os adolescentes aenvolver-se com as drogas, descrever os efeitos das drogas no contextobiopsicossocial dos dependentes químicos e identificar os métodos e técnicas que oterapeuta ocupacional pode utilizar para intervir no tratamento de dependentesquímicos. Esta pesquisa se caracteriza por uma revisão da literatura no acervo daUniversidade do Estado do Pará do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
 –
 Campus II e sites de publicações cientifica como SCIELO E CEBRID. Os principaisfatores que predispõem o adolescente a envolver-se com as drogas são o constantedistanciamento da família e a influência do meio extrafamiliar no qual está inserido.A droga pode surgir como busca de prazer e novas experiências, aceitação grupal,fuga da realidade, auto-afirmação, dentre outros. A Terapia Ocupacional, através devivências e de atividades criativas e expressivas, busca a exteriorização depensamentos e sofrimentos internos do adolescente, contribuindo assim em suareestruturação biopsicossocial. A Terapia Ocupacional por meio de atividadesindividuais e grupais tem como fim a reinserção social, edificação psicológica dosusuários, prescrever orientações aos cuidados familiares, afirmação de valores eauto-estima, além de estimular a percepção do adolescente para um melhorentendimento sobre a dependência química, tendo como um dos fins a prevençãode recaídas.
Palavras
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chave:
Adolescência. Drogas. Terapia Ocupacional.
1 INTRODUÇÃO
 
A partir dos anos 60 o intenso consumo de drogas transformou-se em umapreocupação mundial, em decorrência de sua alta frequência de uso e dos riscos
 
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que esta pode acarretar à saúde. Nos dias atuais o número de usuários desubstâncias psicoativas é cada vez maior, mobilizando vários segmentos dasociedade. Uma das fases caracterizadas pelo intenso consumo de drogas é aadolescência, devido ser uma etapa do desenvolvimento em que o indivíduo passapor diversas alterações corporais, emocionais e sociais (VIEIRA, 2008).Para Vieira (2008) é na adolescência, marcada pelos conflitos resultantes dapassagem da infância protegida pelos pais e cuidadores para uma vida adulta cheiade compromissos e responsabilidades, que o jovem adquire novas práticas,consolida conceitos e valores e começa a adquirir e a buscar autonomia. Devidoessas intensas transformações, o adolescente pode tornar-se mais vulnerável,envolvendo-se em diversos contextos que afetam sua saúde, dentre eles o uso dedrogas.As drogas surgem, dentre outros fatores, como uma fuga da realidade ousolução para os problemas do adolescente. Durante o seu consumo, há a sensaçãode capacidade em lidar com os problemas, diminuição do sono e apetite, presençade alucinações, e outros sintomas que causam um desejo incessante em continuarconsumindo a substância. Observa-se também o aparecimento de doençassecundárias, decorrentes do uso abusivo de drogas, como câncer, doençasisquêmicas do coração, tuberculose, entre outros. O consumo dessas substânciastraz conseqüências danosas, que envolvem também os âmbitos da família,educação, da saúde e da segurança pública (RABANÉA et al., 1998).Apesar de ser um problema de saúde pública, considera-se dependênciaquímica como uma doença que pode ser tratada e controlada, precisando assim deacompanhamento e apoio de familiares e profissionais, já que o dependente temseus vários aspectos da sua vida afetados. Dentre os profissionais envolvidos notratamento de dependentes químicos, destaca-se a importância do TerapeutaOcupacional.Dessa forma, no decorrer do processo de aprendizagem acadêmica foramreconhecidos os mais diversos temas relacionados à saúde, dentre eles adependência química. Este assunto foi o que mais despertou o interesse diante danecessidade de investigação. Sendo assim, este artigo teve como enfoque principala relação da adolescência com essa problemática sob o prisma biopsicossocial,ressaltando a importância do terapeuta ocupacional que através de atividadesgrupais e individuais busca o resgate da saúde mental deste indivíduo que foi
 
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abalada pelo uso de tais substâncias.Neste sentido, esse estudo buscou alcançar as seguintes questões: apontaros fatores que predispõem as pessoas a envolver-se com substâncias psicoativas,descrever os efeitos das substâncias psicoativas no contexto físico e psicossocialdos dependentes químicos e identificar os métodos e técnicas que o terapeutaocupacional pode utilizar para intervir no tratamento de dependentes químicos.Para tanto, este artigo foi dividido em introdução, dois capítulos e conclusão.O capitulo 1 aborda as características biopsicossociais da adolescência, os fatoresque predispõe o adolescente ao uso de drogas, a classificação das drogas e seusefeitos psicoativos. O capitulo 2 trata da intervenção da Terapia Ocupacional comadolescentes dependentes químicos, ressaltando a importância da profissão naintegração social do adolescente.
2 ADOLESCÊNCIA E DROGAS
 A adolescência é uma fase de transição entre a infância e a idade adulta emque há o desenvolvendo dos aspectos biopsicossociais. Esta fase duraaproximadamente dez anos e tem início com a puberdade, período no qual oshormônios sexuais produzidos desde a infância (entre 5 e 9 anos), começam amodificar significativamente o corpo. Nas moças, os ovários aumentam a produçãode estrogênio, que estimula o crescimento dos genitais femininos e o crescimentodos seios, já nos rapazes os testículos aumentam a fabricação de androgênios,estimulando o crescimento dos genitais masculinos, massa muscular e pêlos nocorpo (PAPALIA, 2006).Devido às modificações em seu corpo, o adolescente passa por alteraçõespsicossociais decorrentes do esforço de adaptação, reorganização e reestruturaçãoda nova fase de sua vida.Segundo Seibel e Toscano Jr. (2001), os hormônios sexuais provocam alémde mudanças físicas, alterações psicológicas. Estas alterações podem serexperimentadas com constrangimento devido a percepção de si mesmo e aexposição das novas características do seu corpo para os outros, tal como o timbrede voz.Na esfera social, a interação grupal é perceptível, já que o adolescente buscapertencer a um grupo com o qual se identifique e passa a compartilhar valorescomuns. Nesse período, a família deixa de ser a única referência e os amigos

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