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A relação entre referenciação e argumentação

A relação entre referenciação e argumentação

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Embasado pelos estudos da Lingüística Textual, este trabalho objetivou verificar de que maneira um dos mecanismos que compõe a malha textual, a referenciação, se relaciona com a argumentação em textos de cunho argumentativo. Partindo da concepção de texto como lugar de construção interacional de sentidos e concebendo os sujeitos como ativos, nossa proposta, que seguiu a perspectiva de base sociocognitiva interacional, foi justificada pela intenção de se perceber como o homem exerce sua capacidade de emitir juízos de valor, por meio do mecanismo lingüístico da referenciação. Para tanto, optamos por focalizar preferencialmente as formas remissivas nominais, cujo antecedente estivesse necessariamente inserido no co-texto. As expressões anafóricas nominais contempladas pela pesquisa foram descritas em relação ao tipo; ao nome-núcleo e aos determinantes e modificadores do nome-núcleo. Com isso, objetivamos identificar: a) se o tipo de anáfora nominal reflete um uso subjetivo; b) se o nome-núcleo do anaforizante consegue propor viés argumentativo e c) qual o grau de importância dos determinantes e modificadores do nome-núcleo na construção da argumentação. O corpus desta pesquisa, de natureza quantitativa e qualitativa, constou de 30 artigos de opinião extraídos de três jornais: Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e Estado de Minas. Concebendo o fenômeno referencial como um processo, valemo-nos especialmente dos estudos de Mondada e Dubois (2003), Apótheloz (2003), Maingueneau (2005) e Koch (2003a). Quanto às análises, verificamos que a predileção das retomadas anafóricas foi pela anáfora infiel, com nome-núcleo genérico e descrições definidas antepostas ao nome nuclear. A partir dessa constatação, consideramos que a relação referenciar e argumentar é bastante estreita em função, principalmente, dos termos que acompanham o nome-núcleo, seja em posição anterior ou posterior. Esses termos têm função ímpar para a referenciação, uma vez que determinam o modo como o referente é reapresentado no discurso. Essa reapresentação é marcada por impressões pessoais e é, por isso, que a argumentação está intimamente imbricada nas expressões anafóricas que apresentam algum tipo de determinante, sendo o mais recorrente o artigo definido, favorecido pela presença na mesma expressão anafórica de outro modificador, como um sintagma preposicionado ou uma oração relativa.
Embasado pelos estudos da Lingüística Textual, este trabalho objetivou verificar de que maneira um dos mecanismos que compõe a malha textual, a referenciação, se relaciona com a argumentação em textos de cunho argumentativo. Partindo da concepção de texto como lugar de construção interacional de sentidos e concebendo os sujeitos como ativos, nossa proposta, que seguiu a perspectiva de base sociocognitiva interacional, foi justificada pela intenção de se perceber como o homem exerce sua capacidade de emitir juízos de valor, por meio do mecanismo lingüístico da referenciação. Para tanto, optamos por focalizar preferencialmente as formas remissivas nominais, cujo antecedente estivesse necessariamente inserido no co-texto. As expressões anafóricas nominais contempladas pela pesquisa foram descritas em relação ao tipo; ao nome-núcleo e aos determinantes e modificadores do nome-núcleo. Com isso, objetivamos identificar: a) se o tipo de anáfora nominal reflete um uso subjetivo; b) se o nome-núcleo do anaforizante consegue propor viés argumentativo e c) qual o grau de importância dos determinantes e modificadores do nome-núcleo na construção da argumentação. O corpus desta pesquisa, de natureza quantitativa e qualitativa, constou de 30 artigos de opinião extraídos de três jornais: Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e Estado de Minas. Concebendo o fenômeno referencial como um processo, valemo-nos especialmente dos estudos de Mondada e Dubois (2003), Apótheloz (2003), Maingueneau (2005) e Koch (2003a). Quanto às análises, verificamos que a predileção das retomadas anafóricas foi pela anáfora infiel, com nome-núcleo genérico e descrições definidas antepostas ao nome nuclear. A partir dessa constatação, consideramos que a relação referenciar e argumentar é bastante estreita em função, principalmente, dos termos que acompanham o nome-núcleo, seja em posição anterior ou posterior. Esses termos têm função ímpar para a referenciação, uma vez que determinam o modo como o referente é reapresentado no discurso. Essa reapresentação é marcada por impressões pessoais e é, por isso, que a argumentação está intimamente imbricada nas expressões anafóricas que apresentam algum tipo de determinante, sendo o mais recorrente o artigo definido, favorecido pela presença na mesma expressão anafórica de outro modificador, como um sintagma preposicionado ou uma oração relativa.

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Categories:Types, Research
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIAINSTITUTO DE LETRAS E LINGÜÍSTICACURSO DE MESTRADO EM ESTUDOS LINGÜÍSTICOSWALLESKA BERNARDINO SILVA
A relação entre referenciação e argumentação
 
Uberlândia2008Walleska Bernardino Silva
A relação entre referenciação e argumentação
Dissertação apresentada ao Programa de s-Graduação em Lingüística, Curso de Mestrado emEstudos Lingüísticos, do Instituto de Letras eLingüística da Universidade Federal de Uberlândia,como requisito parcial para a obtenção do título deMestre em Lingüística.
Área de concentração
: Lingüística e LingüísticaAplicada.
Linha de pesquisa
: Estudos sobre texto e discurso.
Tema
: Estudos textuais/discursivos envolvidos no processo de construção do sentido do texto nareceão e produção de diferentes gênerosdiscursivos.
Orientadora
: Profa. Dra. Luisa Helena BorgesFinottiUberlândia2
 
2008
Walleska Bernardino Silva
A relação entre referenciação e argumentação
Dissertação apresentada ao Programa de s-Graduação em Lingüística, Curso de Mestrado emEstudos Lingüísticos, do Instituto de Letras eLingüística da Universidade Federal de Uberlândia,como requisito parcial para a obtenção do título deMestre em Lingüística.Área de concentração: Lingüística e LingüísticaAplicada.Uberlândia, _________ de __________________ de 2008. _______________________________________________________________________ Profa. Dra. Luisa Helena Borges Finotti – UFU/MG _________________________________________________________________________ Prof. Dr. Luiz Carlos Travaglia – UFU/MG _________________________________________________________________________ Profa. Dra. Marli Quadros Leite – USP/SP3

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