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Resumo laraia e la platine antropologia

Resumo laraia e la platine antropologia

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11/17/2012

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1º texto
Introdução: o campo e a abordagem antropológicos
 
Em todas as sociedades existiram homens que observavam homens 
 interrogando-se e questionando-se acerca de si mesmo e do outro eda natureza humana em suas diversas formas de se apresentar. Contudo,somente no século XVIII, uma saber científico, tendo o homemcomo objeto de estudo, começa a tomar forma. Nesse período,acontecimentos como aRevolução Industrial em curso e o conseqüentefortalecimento do positivismo aproximaram o nascente saber antropológico desaberes como a física ou biologia. Até então
o pensamentodo homem sobre o homem 
era eminentemente mitológico e filosófico afastando-se de umsaber científico, nascia, pois, no fimdo século XVIII a ciência que estuda o homem: a Antropologia.Contudo, mesmo adquirindo caráter científico no século XVIII, somentena segunda metadedo século XIX, a Antrpologia alcança suas primeiras realizações. Nesse período, aantropologia começa a estudar objetosempíricos autônomos: as sociedades ditas primitivas,exteriores às áreas européias e norteamericanas. A ciência, como era pensada na época,exigia uma separação entre observador eobjeto observado, por isso os estudiosos do períodose detiveram àssociedades distantes do eixo europeu e americano, estudando sociedadesdedimensões restritas com poucos contatos comas grandes potências daépoca.Logo após firmar seu objeto de estudo, os antropólogos percebem que ele estádesaparecendo, o homem e as sociedades ditas primitivas, em virtude do contato com oseuropeus e norte-americanos, estavam se extinguindo. Nesse contexto, o antropólogo se vê emumasituação de possível fim da ciência antropológica, dá surge uma novaabordagem dessesaber: perceber que a antropologia seria
um certo olhar (...) que consiste em:a) o estudo do homem inteirob) o estudo do homem em todas as sociedades, sob todas as latitudes em todos os seus estados e em todas as épocas. ¹
O estudo do homem inteiro
Uma correta abordagem antropológica leva em consideração as diversasdimensões do ser humano em sociedade. O estudo mais aprofundado leva a umanatural especialização, contudoa antropologia deve tentar integrar essasdiferentes dimensões do ser humano tentandoentende-lo por inteiro.Desses estudos, e dessa especialização surgiram cinco grandes áreas principaisda antropologia.
Antropologia biológica:
 desenvolve um conhecimento com ênfase na variação dos caractereshumanos, físico e biológicos, em diferentes espaços e tempos, procurandoentender e relacionar a biologia do ser humano com suainserção na sociedade, levando também em consideração a
 
relação biologia cultura, ou seja, o homem é entendido como umorganismo biológico dentro de um contexto histórico e sócio-cultural.b)
Antropologia pré-histórica:
 desenvolve um estudo dos vestígios deixados pelo homem,tendo, pois, profunda relação com a paleontologia e arqueologia. Nesseramo,o antropólogo é, antes de tudo, um historiador, pois busca reconstituir sociedadesdesaparecidas nas suas diversas dimensões,técnicas; organizações sociais; produções culturais e artísticas.c)
Antropologia lingüística:
 o ramo da antropologia que estuda o ser humano a partir dalinguagem com que se comunica. Esse ramo procura compreendera comnicaçãohumana e a influência da língua no processo de reconhecimento do mundo,decognição,de relacionamento socio-cultural e também na afetividade.Aqui,a linguagemé entendida como elementode transmissão e interação cultural,daí a importância noseu estudo.
Nesse campo,pode-se observar os avanços da etnolinguística noestudode línguas indígenas.
 d)
Antropologia psicológica:
 
revela o domínio do estudo dos mecanismos do psiquismohumano, na sua interação com a permanência social² 
. Somente através do estudo doconsciente e inconsciente do homemem sua particularidade pode-se entender atotalidade.e)
Antropologia social e cultural (etnologia)
 : diz respeito a tudo que constitui umasociedade, considerandoo modo de produção, a relação com o sagrado, organização política e judica.
O homem em sua diversidade
 A antropologia é o estudo, não somente dos componentes de uma sociedade,mas tambémde todas as sociedades. Nesse sentido,o estudo das sociedades longínquas foi fundamental para apercepção de que aquilo que é tomado por natural em uma sociedadeé na verdadecultural. Aceitar que aquilo que de forma tão espontânea é feitoé um ato cultural é difícil, daía necessidade do
“estranhamento”,
é precisoperceber que não há um centro no mundo, nemcultura melhor ou pior, existemapenas culturas diferentes2º textoO livro de Laraia é dividido em duas partes. A primeira delas trata sobreo desenvolvimento do conceito de cultura, enquanto a segunda, sobre asformas pelas quais a cultura influencia o comportamento social e diversifica ahumanidade.
 
Logo no início do texto, Laraia aponta dois dos maiores equívocos querondavam e, poder-se-ia dizer, ainda rondam. o conceito de cultura emAntropologia: os determinismos geográficos e biológicos. Tais teses, hojeabandonadas pela grande maioria dos antropólogos e cientistas sociais,sustentam que as características geográficas ou biológicas, leia-se raciais ouétnicas, seriam responsáveis pelas diferenças culturais entre os diversospovos. Laraia apresenta uma série de colocações que desmentem tais teses,como por exemplo, o argumento de que existem diferenças culturaissignificativas em relação a povos estabelecidos em condições geográficassimilares. Um exemplo de concepção pautada no determinismo geográfico éaquela que considera o clima como um elemento determinante do progresso deum povo, enquanto povos residentes em climas frios seriam mais suscetíveisao progresso, aqueles residentes em climas quentes estariam em condiçãodesfavorável em função do calor que os tornaria preguiçosos e passionais. Oraciocínio do determinismo biológico funciona da mesma maneira: asdiferenças culturais seriam explicadas em função da genética de cada povo.Neste sentido, Laraia cita muito pertinentemente uma declaração daUnesco, datada de 1950 - e portanto, após o genocídio praticado pelo nazismoem direção àqueles que seriam considerados geneticamente inferiores, a fimde sustentar que as diferenças entre os povos se deve à história cultural decada grupo, e não da sua genética. Daí que "o comportamento dos indivíduosdepende de um aprendizado, de um processo de chamamos deendoculturação". A endoculturação seria o processo de diferenciação entre ospovos, incorrendo na formação de culturas diferentes.A seguir, o autor mostra como foi surgindo e sendo delineado o conceito decultura, desde os antecedentes históricos da definição do conceito, como Lockeque postulava a mente humana como "tabula rasa", passando pela definiçãoclássica de Tylor, a primeira definição de cultura do ponto de vistaantropológico, ainda com uma perspectiva evolucionista segundo a qualhaveria uma "escala de civilização" de onde se definiria o progresso cultural.Tal perspectiva foi reproduzida na Antropologia com grande ênfase,graças à influência dos estudos de Charles Darwin, em A origem das espécies.O evolucionismo começa a ser superado a partir dos estudos do alemão FranzBoas, que, radicado nos EUA, desenvolve o Particularismo Histórico (ou EscolaCultural Americana), "segundo a qual cada cultura segue os seus próprioscaminhos em função dos diferentes eventos históricos que enfrentou". Oantropólogo americano Kroeber complementa esta definição, afirmando quecada cultura é o meio de adaptação do homem em relação aos diversosambientes ecológicos, de modo que não é o aparato biológico que determina acultura; ao contrário, a adaptação é que exige mudanças em seu "equipamentosuperorgânico". Laraia volta a este ponto mais à frente, quando trata da

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