Sábado e domingo
, 30/06/2012 e 1°/07/2012
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OLUNISTAS
A escolha
Máximo Trevisan
maximotrevisan@uol.com.br
A conversão do grande mestre São Paulo
Padre Xiko
pexiko@terra.com.br
Gratidão
Vera Pinheiro
pinheiro.vera@gmail.com
A
vida é feita de escolhas. A todo momento somosconvidados, às vezes convocados, a optar entrealternativas no viver cotidiano: trabalhar ou buscaro lazer, investir ou gastar, ser romântico ou pragmático,transparente ou opaco, amar ou odiar!...Escolher é um ofíciohumano tão difícil quanto frequente. Muitas vezes (é preci-so reconhecer), não nos damos conta das razões, maiores emenores, que nos levam a uma escolha.Estaremos em breve sendo convocados à eleição deprefeito, vice-prefeito e vereadores. Literalmente, a todahora, e por variados meios, seremos cantados, assediados,quando não seduzidos pelo candidato x ou y, pelo partido hou z. Que motivos determinam a nossa escolha? O candida-to x é um sujeito simples; o y é um cara honesto; o h vem dopovo; o g tem vontade de trabalhar; o y é amigo de longadata; o z é da nossa seita ou religião; o m tem garra; o n égente do bairro...Voto na urna, eleição finda, vem a posse e o início dagestão pública. Então, nós, eleitores, mudamos os critérios:esquecemos os da escolha e optamos por outros na avalia-ção do desempenho dos políticos. Ser honesto, ter garra, serfalante e simpático, não nos basta mais! Queremos quetenham competência como administradores e legisladores,capacidade como políticos para analisar fatos, propor solu-ções e fazer críticas. A avaliação do candidato depois deeleito passa a ser outra! Cabe, então, uma pergunta instigan-te: por coerência, não deveria o eleitor avaliar o desempenhodo político depois de eleito com os mesmos critérios daeleição? Ou não deveria o eleitor mudar os critérios daescolha para torná-los compatíveis com a avaliação noexercício do mandato?Tomemos a eleição de prefeito e vice-prefeito. Ocaso é ainda mais exigente por uma razão maior: nãofazem gestão pública sozinhos.Precisam de equipe --secretários/assessores/auxiliares.E nós, será que per-guntamos antecipadamente que critérios usarão paraformar a equipe de trabalho? Não!...Mas serão eles osresponsáveis pela elaboração e execução dos planos. Opovo costuma dizer: diga-me com quem andas e te direiquem és! Se os secretários forem escolhidos por amiza-de, por empenho em campanha, por companheirismo departido, teremos o que muitas vezes apresentam asadministrações públicas: um conjunto de amigos, rode-ado de incompetência por todos os lados! É sabido queuma administração assim comprometida causará prejuí-zos, às vezes insanáveis, às cidades, aos estados, aopaís. Após meses, nós eleitores, não queremos mais sósimpatia (que é bom!), nem mais promessas (a campa-nha eleitoral já findou), mas cobramos ética e realiza-ções, capacidade administrativa de fazer gols, no difícil jogo político e público.Precisamos, por isso, eleitores e cidadãos, buscarinformações reais, verdadeiras e suficientes sobre cadacandidato antes da nossa escolha, deixando de lado aingenuidade, o desinteresse e o comodismo. Depois,como quem se sente também responsável pelos desti-nos da nossa cidade, vamos à urna para votar. Assimagindo, teremos amanhã legitimidade para julgar os atosdos políticos eleitos. Política, a vida ensina, é uma artedifícil e escolher políticos não é tarefa fácil!
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elebramos domingo a festa de nossos mestres na fé, SãoPedro e São Paulo. Hoje, porém, vou dedicar esta mensagem ao nosso celestial patrono, do Movimento de Cursi-lho, São Paulo, tendo presente especialmente o texto dos Atos dosApóstolos, no cap. 9, onde está relatada a sua conversão.Paulo, cujo nome era Saulo, nasceu em Tarso, na Cecília, regiãoda Turquia, onde, naquele tempo, vivia uma colônia de Judeus; daí a origem do nome Paulo de Tarso. Ele próprio se dizia da tribo deBenjamim e, ao mesmo tempo, gozava do título honroso decidadão romano. Homem dotado de extraordinários talentos, deinteligência, coragem, determinação e sinceridade. Depois de suaformação básica recebida em sua terra natal, foi para Jerusalém parase aprimorar e se formar na mais autêntica tradição bíblico-judaica, já que tinha um forte ideal de preservar essa doutrina, com esseintuito, se tornou um grande estudioso e profundo conhecedor dadoutrina judaica. Teve como mestre o grande e venerável Gamaliel,homem que gozava de prestígio no ensino das escrituras e tradições judaicas e pela integridade de sua vida.Paulo viveu no mesmo período que Jesus, em Jerusalém, masnão O conheceu pessoalmente.O cristianismo crescia rapidamente em adepto e seguidores eisto fazia com que Saulo se inflamasse de ódio contra os cristãos,pois os considerava traidores da pátria e das tradições judaicas.Mais ou menos seis anos após a morte de Cristo, Saulo recebeu aincumbência, por parte das autoridades judaicas, de ir a Damasco,capital da Síria, prender todos os cristãos que lá encontrasseseguindo a doutrina de Jesus, tinha ordem e poder de prender e,depois, levá-los a Jerusalém para serem julgados e mortos. Deposse das cartas que o autorizava prender homens e mulheres queencontrassem seguindo essa doutrina, pôs-se a caminho de Damas-co. ( Atos dos Apóstolos cap. 9 -– Conversão de Saulo )No entanto, enquanto Saulo está a caminho de Damasco,Cristo o surpreende, atravessando seu caminho, de forma inusita-da. Dá-se o encontro fascinante com Jesus Cristo. Encontro com apessoa de Cristo vivo e verdadeiro. É o próprio Cristo que o buscae o derruba do cavalo, (de si mesmo), da lei e lhe oferece um novocaminho.Ao cair do cavalo, ele, lá do chão, ouve a voz que lhe diz: “Saulo,Saulo porque me persegues?” E Saulo pergunta: “Quem és?” “Eusou o Senhor a quem tu persegues”! Este encontro foi o ponto departida para a mudança radical de direção e de seu comportamento,de ora em diante.Aparece, na vida de Saulo, a pessoa de Jesus Verdadeiro, deDeus e Verdadeiro, Homem-Libertador que veio para oferecer-lhea graça e que é Graça por excelência... Cristo disse-lhe que napessoa dos cristãos ele, Saulo, estava perseguindo o próprioCristo. Saulo, porque me persegues?A graça, que nessa ocasião toma forma de voz, vem atingirSaulo com tal intensidade que simbolicamente ele cai. Cairsignifica derrubar seus ideais, seu sentido de vida para iniciarum novo estado. A graça é Deus vindo ao encontro do serhumano, no caso, ao encontro de Saulo. A graça é o acolhimen-to ao dom de Deus.Saulo é perpassado pelo amor de Deus, a voz é amor, gestode amor, a luz é símbolo de amor e de transformação. E do chãoSaulo volta a perguntar: “Que queres que eu faça? E a voz doSenhor responde: “Levanta-te”. A graça nos faz levantar denossa condição humana para a condição de filhos e filhas deDeus, nos faz levantar novos, diferentes. E Saulo obedece elevanta, mas está cego, não vê mais nada...Temos aí clara a mensagem da fé: a fé supõe o convite, aproposta, a oferta de Deus e, claro, a nossa resposta. Cristochama Saulo e esse pergunta, pois a fé supõe razão. Assimcomo Maria interroga o anjo, quando visitada, assim Saulopergunta: "quem és"? "Eu sou o Senhor a quem tu persegues!”A fé supõe a resposta e Saulo dá a resposta. Levanta-se, dá amão e é conduzido, levado, sem ver, (símbolo da fé); é chama-do a caminhar no escuro, mas não sozinho e sim guiado... Saulopodia ter dito, “mas eu não estou Te perseguindo, persigo oscristãos”; mas, ele entendeu muito bem o que a voz dizia, istoé, que quem persegue a Igreja, persegue Cristo, porque a Igrejaé o sacramento de Cristo no mundo. É o corpo vivo de CristoVivo existindo na história...A fé conduz à Igreja. Saulo é conduzido à Igreja, à casa deJudas, que é gente, que tem endereço, ( à rua direita). Éconduzido à rua direita, em Damasco. E, na casa der Judas, ficatrês dias, sem ver, sem comer e sem beber; o que significa dizerque não se alimenta mais das mesmas idéias, dos mesmosprojetos, não vê mais as mesmas realidades, não vê mais seuideal de perseguidor, não bebe mais do ódio, e não têm mais asede de morte.A seguir aparece Ananias que é o representante de Deus, oministro de Deus, o instrumento, pois a Igreja tem seusinstrumentos, sua hierarquia. Vemos que a Igreja é formada degente que se reúne, que ora, que acolhe e é na Igreja quedescobrimos nossa missão de evangelizar...É na casa de Judas que Saulo é escolhido, batizado, ungido.São-lhe impostas as mãos, caem escamas dos olhos e elecomeça a ver novamente. Porém, agora vê diferente, não vêmais inimigos, mas irmãos; descobre um novo horizonte, umnovo sentido para a vida, um novo ideal... Alimenta-se, o quesignifica que agora conhece e se imbui de outro sentido, deoutro espírito, símbolo também da eucaristia.Esse novo modo de viver é o estilo do cristão, que tem fé.“Já não é ele mais que vive, mas é Cristo que vive nele.” Saulotransforma-se, transforma a sua vida e nos ensina que a fé e avivência geram a maneira de viver do cristão...Prezados leitores, desejo que o espírito apostólico deSaulo, nosso grande mestre e modelo de evangelizador, SãoPaulo, envolva o nosso ser e nos impulsione a sermos verda-deiros evangelizadores ,neste mundo de violência e escuridão.
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ão se pode ser feliz sem conhecer a gratidão. Aliás, afelicidade é a expressão da gratidão em sua exuberantealegria e no extremo contentamento que a alma experi-menta. Gratidão deve fazer parte da nossa rotina por toda a vida,todos os dias, de hora em hora e a cada minuto, pois é umsentimento renovador de esperanças e, ao mesmo tempo, umincentivo a novas conquistas e vitórias no cotidiano.A começar pelos pais, devemos ser gratos por todos os quepassam pela nossa vida, até mesmo os que nos parecem desinte-ressantes ou não merecedores de nossa gratidão, nisso se inclu-indo os desafetos e inimigos, bem como quem nos aborrece coma sua presença e nos causa alívio quando se ausenta.Ergamos os braços para os céus e agradeçamos a pai e mãe,humanos que nos acolheram em nossa vinda a este mundo paranele fazermos uma trilha de aprendizados divinos. Não importa aorigem deles, a condição financeira, sua cultura, como foram e oque fizeram para nós. Seus erros e acertos, sua humildade ousoberba, sua ignorância ou sabedoria devem ser menores do quea gratidão que devemos ter por eles simplesmente por existiremem nossa história. Isso é reconhecimento independente do queforam ou de como se comportam. Esqueçamos, pelo sinceroperdão, qualquer eventual registro negativo em nome deles.Agradeçamos sem julgamento apenas por serem pais, nada mais.Deixemo-nos invadir pela gratidão aos pais e vamos sentir oembalo de um colo amoroso e bom. Libertemo-nos de vez daideia de que poderiam ter sido como gostaríamos, devidamenteenquadrados em nossa expectativa de perfeição materna e pater-na. Agradeçamos em vez de julgar, e sentiremos fluir nas veias abênção divinal por esse gesto. Quando somos gratos aos paistudo melhora!Tenhamos gratidão por todos os bens a nosso dispor, e tudo émuito farto, basta olhar em volta e agradecer. O amor divino pornós é tamanho que a vida diariamente se acorda em raios de luz,festejando o amanhecer de um novo dia, e nos ofertas luares eestrelas na primavera, verão, outono e inverno. Embora sofracom a ação irresponsável de seus filhos, a Natureza se doaconstantemente em flores e frutos, sementes e colheitas, animaise plantas, terra, água, fogo e ar. Mesmo que não descubramosqualquer outro motivo igualmente grandioso para nos alegrar-mos, agradeçamos pela amorosa doação da Grande Mãe.O que nos acontece precisa de nossa gratidão também. Aindaque não compreendamos uma sucessão de acontecimentos quedilaceram as emoções e racham feridas em nosso ser maisprofundo, agradeçamos! Nada é em vão, mesmo que não alcan-cemos de imediato o significado e a razão dos fatos. Em estadode gratidão, entreguemos as amarguras ao tempo, que trazentendimento, aceitação e faz serenar as dores, adormecendo-aslentamente até que elas saiam do foco de nossa atenção. Assim,cremos que a ação do tempo tem poder curador, mas ele nãocura. O seu decurso é que nos desvia do sofrimento permanentepela lembrança viva do que dói.Pelos amigos e por amores, tenhamos muita gratidão! Osrelacionamentos são luzes brilhantes que se acendem no cami-nho, e nos abençoam com crescimento e evolução. Mas nãosomente a esses. Agradeçamos aos que nos açoitaram o coraçãoe o feriram, os que traíram a nossa confiança e estima, a quemnão retribuiu na mesma medida e com igual sinceridade o amor ea amizade que devotamos. Todas as pessoas que cruzam por nóstêm um propósito que, às vezes, sequer elas sabem, pois esseassunto está no conhecimento restrito do amor divino, do qual jamais devemos duvidar. Quem nos ajuda a ser feliz merece amelhor gratidão, mas não sejamos menos gratos com quem nosmostra a verdadeira essência que nos habita e que se revelaquando somos de algum modo machucados.De manhã à noite, sempre que respirarmos, manifestemos anossa gratidão por todos, por tudo e pelo Todo a que estamosintegrados em unidade. Nossos passos estão cadenciados com oritmo do caminhar de cada um nas veredas da espiritualidade.Cultivemos a gratidão por ser quem somos e a cada ser poraquilo que ele é. Gratidão sem fronteiras nem limites, semmedidas nem condicionamentos. Em extremado e gentil amor,agradeçamos sem julgar o merecimento. Gratidão! Gratidão!Gratidão!