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O verdadeiro sentido do amanhã

O verdadeiro sentido do amanhã

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Apresentam-se algumas questões de como será o Amanhã em nosso Planeta Terra, tão vilipendiado em todos os aspectos.
Apresentam-se algumas questões de como será o Amanhã em nosso Planeta Terra, tão vilipendiado em todos os aspectos.

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Categories:Types, Research, Science
Published by: Antonio Fernando Navarro on Jul 01, 2012
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02/06/2014

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1. Antonio Fernando Navarro, professor da Universidade Federal Fluminense, físico, engenheirocivil, engenheiro de segurança do trabalho, especialista em gestão de riscos, mestre em saúde emeio ambiente, tendo atuado como coordenador e ou gerente de QSMS em empresas da área deÓleo e Gás – navarro@vm.uff.br
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O verdadeiro sentido do amanhã
Eng° Antonio Fernando Navarro, M.Sc.
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 O “amanhã” tem sido, ultimamente, motivo de muitas discussões, sejam elastécnicas, religiosas ou econômicas. Quase sempre, o foco principal das discussões não é o do futurodo planeta, relativamente jovem e com uma longa sobrevida pela frente. Também não se entra nomérito da sobrevivência da espécie humana. Mas então, por que há tantos questionamentos?Os questionamentos têm surgido, mais recentemente, de uns 30 anos para cá, emfunção de problemas pelos quais que passa o 3° Planeta do Sistema Solar, com uma população atualque passa de 7 bilhões de pessoas. Somente a Ásia tem mais de 25% desse contingente de pessoas.Portanto, a distribuição dos nossos concidadãos é bastante desigual.O Banco Mundial e a FAO estimam que, no início dos anos 80, entre 700 milhõese um bilhão de pessoas viviam em absoluta pobreza ao redor do mundo. No continente africano,cerca de um em cada quatro seres humanos é subnutrido. Na Ásia e no Pacífico, 28% da população passa fome. No Oriente Próximo, um em cada dez são subnutridos. A fome crônica afeta mais doque 1,3 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Na América Latina, uma emcada oito pessoas vai para a cama com fome todas as noites. No Brasil mais de 30 milhões de pessoas são classificadas como indigentes pelas estatísticas oficiais. Em 1980, cerca de 44% da população vivia em estado de pobreza absoluta. Em 1992 cerca de 20.000.000 morreram dedesnutrição ou fome. A cada dia morrem 38.000 crianças, vítimas de desnutrição ou fome.Há questionamentos envolvendo a fome, principalmente no continente africano,questionamentos também acerca da ocorrência dos fenômenos naturais que causam milhares devítimas. São os vulcões ativos, terremotos e maremotos, furacões e tornados e, mais recentemente,um tsunami causado por um tremor de terra submarino, responsável pela morte de milhares de pessoas. O tremor de terra foi tão intenso e profundo que alterou em alguns minutos de grau, o eixode rotação da Terra.Todas essas ocorrências naturais têm provocado um repensar sobre o amanhã.Além desses, a miséria extrema pela qual passam quase um bilhão de pessoas, que vivem com
 
1. Antonio Fernando Navarro, professor da Universidade Federal Fluminense, físico, engenheirocivil, engenheiro de segurança do trabalho, especialista em gestão de riscos, mestre em saúde emeio ambiente, tendo atuado como coordenador e ou gerente de QSMS em empresas da área deÓleo e Gás – navarro@vm.uff.br
2menos de 2 US dólar por dia, também é razão de muitos questionamentos. Enquanto esse largocontingente passa fome há desperdícios de alimentos em muitas partes do Globo, sejam esses peloexcesso de manipulação ou das condições das colheitas, perdas localizadas durante o transporte ouarmazenagem, e outras. Em alguns momentos o percentual dessas perdas pode chegar a mais de 2%de tudo o quanto é colhido.As condições climáticas são desfavoráveis ao cultivo de alimentos para toda essa população, em muitas das regiões do nosso pequeno mundo. Os combustíveis fósseis estão com osseus dias contados, o efeito estufa prejudica-nos, o buraco de ozônio continua aí provocandotranstornos, e, com todo esse cenário pessimista, ou muitas vezes alarmista, o Homem segue semrumo navegando nesse mar de intranqüilidade e incertezas, sem saber o que será do próprio planetae da raça humana no futuro. Isso sem falar no aquecimento global, com o desprendimento deicebergs maiores do que muitos países, errantes pelos mares, e o encolhimento da camada de geloem muitos glaciares. A falta de conhecimento por parte da população tem provocado umaressonância muito maior desse eco de reclamações.Quando nos referimos a cultivo de alimentos associamos a disponibilidade deterras, em condições de absorver as culturas e a existência de água para irrigar essas culturas.Somente observando o fator da disponibilidade de água, um estudo da
Our Food Our World – The Realities of an Animal-Based Diet 
, Earth Save Foundation, Santa Cruz, de 1992, traça a seguinterelação, entre a produção de 1kg de alimento e a quantidade de água necessária para tal:Litros de água para cada 1kg de alimentoTomates 39 l Alface 39 lBatata 41 l Trigo 42 lCenoura 56 l Maçã 83 lLaranja 111 l Leite 222 lOvos 932 l Galinha 1.397 lPorco 2.794 l Gado 8.938 lO fator terra é outro que é preocupante. Se a terra não é adequada ao manejo deanimais, às culturas ou à implantação de assentamentos urbanos as pessoas se deslocam de lá. Umdos fenômenos que preocupa a todos é o da desertificação. O estudo da
Our Food Our World – The Realities of an Animal-Based Diet 
, Earth Save Foundation, Santa Cruz, de 1992 apresenta aseguinte situação:
 
1. Antonio Fernando Navarro, professor da Universidade Federal Fluminense, físico, engenheirocivil, engenheiro de segurança do trabalho, especialista em gestão de riscos, mestre em saúde emeio ambiente, tendo atuado como coordenador e ou gerente de QSMS em empresas da área deÓleo e Gás – navarro@vm.uff.br
3O uso intensivo da terra encorajado pela necessidade de produzir alimentos deorigem animal de modo competitivo fez com que a desertificação se espalhasse amplamente emmuitos países. Desertificação é o empobrecimento de ecossistemas áridos, semi-áridos e sub-áridos pelo impacto das atividades humanas. As regiões mais afetadas pela desertificação são as áreas produtoras de gado, inclusive o oeste americano, a América Central e do Sul, a Austrália e a ÁfricaSubsaariana.A desertificação dos campos e florestas deslocou a maior massa migratória nahistória do mundo. Na virada do século, mais de metade da população viverá em áreas urbanas. Aquantidade de terra tornada improdutiva pela desertificação anualmente no mundo é deaproximadamente 21 milhões de hectares. O percentual da terra no mundo que sofre desertificaçãoé de cerca de 29%. As principais causas de desertificação são:
 
Pastoreio excessivo
 
Cultivo intensivo da terra
 
Técnicas impróprias de irrigação
 
Desflorestamento
 
Falta de reflorestamento
 
Criação de gadoO Portal do Meio Ambiente da Rede Brasileira de Informação Ambiental diz quea desertificação já afeta a 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo, Ainda segundo artigo publicadoem seu site (http://www.portaldomeioambiente.org.br/jovens/13.asp), tem-se:As graves conseqüências da desertificação causada pela ação humana, colocandomais de 1,2 bilhão de pessoas em 100 países em risco, fez com que a ONU soasse o alarme no DiaMundial da Luta contra a Desertificação, comemorado no dia 17 de junho de cada ano.Devido ao aquecimento global, espera-se que a quantidade de fenômenosmeteorológicos extremos, como secas e chuvas intensas, continue aumentando, com um efeitograve em solos já danificados, afirma o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagemdivulgada. A tendência "piorará a desertificação e aumentará a prevalência da pobreza, a migraçãoforçada e a vulnerabilidade perante os conflitos nas regiões afetadas", diz Ban. Todas as agências daONU e os governos de vários países admitem o retrocesso do desmatamento, das terras cultiváveis edas florestas, assim como a carência de água, problemas que já geraram mais pobreza, o avanço dos

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