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O que se entende por Currículo?

O que se entende por Currículo?

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08/15/2013

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text

original

 
$'Á'3'W
ror
npllenrlos
c
clissc,rrrinaclos
a
partir
da
consideraçrÇ
rr,
*uo"o"
clantÍÍico,{
Na
ltnhado
que
Íoi
preconizado,
a
orgânica do
Ministério
da
Edu-
crçlo
consagra
a
existência
da
DirecçãoGeralde Lrovaçãoe de Desen-
volvlnrento Curricular
com
frrnções
específicasal
naeducação
prêesco-
lar
e
nos
ensinosbásico
(fundamental)
e
senrndário(médic).
ínc
ilç,co
t{.o'"
tu,oo^"J,"
6^ú,ts;M
ffio
?n^k
,*q,
aoog
40.
cf.
Parecer
n'2/2000
do
ConselhoNacional
deEducação
[Proposta
de
Reorganização
Curio.lar
no
Ereino
Básico.i.
41.
Cí.
art.
1.1o,
Decreto-lein"
208,
de
17 de
outubro
de
2002.
e[ffiffi
@qw&"entende
por
Cumíeutro&
1.
Dicionarlz:lÇcdo
termo
O
termo
currículo
foidicionarizado,
pela
prl'neuavez,
em
1663,
como sentido
de
um
cu-rso,
emespecial
uln
curso
regular deestudos
nr-rma
escola
ounuma
universidade,lsentido
esteque
se
impõenc vocabrrlárioeducacional:
A
deÍiniçãododicionário
torna
evidente
que,
porvolra
da
r:r*e'frde
doséculo
XXilo
uso
comum
d'a
palavav,
significando
aPett'as
um
cr:rsode
eSfudOSr;estava
mais
Ou
menoSestabeiecidO
e
eraaplicadOrourt*eil:amente
não
às
disciplinas
estudadas
nas
escolaspoLitécrLicas
enas
tmiversida-
des,
masiambém
aos
níveis
prêuniversitários
deirstmção'2
Embora
se
iocalize,Por
vezes,
a origem
do
termo
naantiguidade
clássica,o
certo
é
quea
realidade
escolar
semPre
coexistiu
com
a
realida-
cle
curricular,principatmentequando
a
exola
se
ilstitucionalizss
n*-r1u
1.
cf.,
dentre
orrh,cs,
Stenhouse,
19&{;Jackson,
1992
e
Kemnris,
19S8.
Éste
ürir.ro
escrere
qrre
,,a
palavra
orrí§rlc,
comotermo
té6jco
enr educação,ÍazPartede
un\
Processo
especúco
da
eduiaçãoda Universidade
de
Clasgow,alargando-se,
a
rartir
do
seuuso
escocLise
da
h'ars-íornraçãoda e.lucaçãona
Escócia,a
ma
ulilizaçioEencralizda"
(KelMús,
19E3,
p.
32),
2.
Jackson,
1997,P.5.
29
o
a
 
i
É
!;
l.
I
1(I[
Âr]cr§oPÂo{co
(
construÉo
fl.llfural
com
fins
sócio-económicos. Porém,
a paLavra
currí-colo
é
de
origem
recente
e
aparece
com
o
significado
de organização doeí-sjno,
q,uerendo
dizer
o
mesmoque<tisciplina,
I:rteressante
é
a
especula-
ção
de
Goodsonr
ao associar,
baseando-seem ideias
de
Hamilton,
a
emer-
gêrLciad.o
currÍcu1oao
Cah"inismo:Hai:,ilton
acredita que
o
sentidode
disciplina
ou
de
ordemeslrutural
que
foi absonido
pelo
currículo
veionão
tanto
de
fontes
dássicas,
masantes,
da-: iCeras
de
João
Calvino
(1509-15e1).
A
medida
que
osseguidores
de
Cai',-ino
foram
gantrãldo
ascendgnte
polÍlico
e
teológico,nos
finais
do
sésro
,\\rl,
na
Suíça, Escóciae
Holanda,
a
ideia
de
disciplina
-
a
verda-
deira
es-€ncia
docalvinismo
-
começou
a
simbolizar
os
princípios
inter-nos
e
amaquinaria extema do governo
civil
eda
conduta
pessoal.De
acoido
com
esta
perspectiva,existe
uma
relação
homóloga
errke o
currí-culo
e
a
discipLina;
o
primeiro
estava
para
a
prática
educativa calvinistacomo
a
segunda para
a
prática social
desta
corrente
de pensamento.
Na
oerspectiva
religiosa deCalvino, a
vida
seriauma
coüida
ou
u::r
trilho
de
corridas.
Daí
queele
se
tivesse
"apropriadodo
termo
cuirrículum
(talvezretirado de
Cícero)
-
urna pista
Ce
corridas
seme-
th;nte
à
cio Circas
Maxímus
-
para
descrever
a
trajectória,
o
percurso,
a
Íorma
de
vida
que
os
seus segrridores
deveriarn
prossegui-r".{
Enquanto
e>çressão
de
um projecto
de escolarização,
o
conceitode
cirrícujo
temsofrido,
ao
longo dos
tempos,
uma
erosão
natlrral que
o
teintrar*-portado
desde
Lunaconcepção
restrita
de
plalo
de
irstrução
aié
uma
concepçãcatreria de
projecto de formação, no
contexto
de
uma
ciada organização.
íl.ry,.:;..í)-^t,'.
Tern
cr.nh-ibLr.rdo
para
esta erosãosemântica,
visível
na
polis'sêmia
'
Co
termo
e
nos
clivergentes
significados
que
as
escolasde pensamentocr-:rriculartheah-ibuem, ointeresse
crescente
pelas
questÕes
escolares
ea
uiilização,nem Érrrpre
correcta,de
trm
conceito
ufili.a6lo
com duas
tra-
djçÕes
diJerentes.
Na
prin-reira
-
representante de
umaperspectiva
técnica
deconce-
ber
a escolae
a
Íormação,
e
com
inícioformal
na Idade
Média,
peloensi-
no do Tioium
e
Q,tadríaium
-
define-se
curículo
no
plano
formal
de
orgaruzar
a aprendizagem
num
contexto
organizacional,previamente
3.
Cooàrcn.
2Cr31,
p.
61
4. Dol1,2CG1,
p.
13.
planificado,
a
partir
oe
finalidades
e
cor1
a
determinaçãode condufas'
iormais
precisas,através
da formulaçãode
objectivos.lnserem-se
nesta
traciição
as
definiçoesqueaPontarnParao
currículoccmo
o
conjurrto
de
conteúcios
a
ensinar
(organizados
por
dlriplinas,
têmas,
áreas
de
esfu-
do)
e
comoo
plano
de
acção
pedagógica,
fr-rndamentado
e
implemenra-
do
num
sistematecnológico.
Nesta
perspectiva,e
utilizando
as
concePÇões
curriculares
de
Gin,eno,s
o
iurrículo
exprime
osentido
de
unu
súmula
de
exígêneins
acntlémícas,decorrentes
do
tradicionalismo
acadérnico
das
disciplinas
que
consiiluem
a
alma
curricular,e
kansforma-se
num
legadotecnológíco
e
et'icictttista'
,êq
nrônôsiaq
,ror
T'rer
.aba,
Assim,
as
d.efinições
ProPoslas
por
Tyler,Good,Belth,
Phenú'
1
JolLrson,
e
DTlainaut,6denkeoulros,reduzemo
currícu-lo
a
uma inten-
ção
prescritiva,
situadano
planodo
que
del'e
ocorrerou
do
quetem queser
ieito,
de
umaforrr,ação
antecipadamentedeterminada
emtermos
deresLrltados
de
aprendiragem,
geraJ-me11te
tladu-zida
n-.im
planode
esfu-
dos,
ou
num
Programa,
muito
eskut'.rado
e organizadona
base
de
objectir.os-conieúdos-actividades-avaliação
e
de acordocom
a
natureza
dasdisciplinas.
o
currícu1o
representa,corn
efeito,algc
de
muito
planifieadÔ7
e
que
depois
será
implementadotra
baseciocu-rrLprimentodas intençõespre-
vislas, constituindo
os
objectivos,
que
exPressa-ur
a
aniecipaçãode
resul-tados,e
os
conteúdosa
ensinaros
asPectos
funda-mentais
paraa
zua
definição.
Nessaperspectiva,
falarde currículoou
frlar
deprogranrarepre'
sentauma
mesma
realidade,
aParecendo,
sobretudo
na
tradição
trancófona,
comosinónimos,
evidenciada
nesta
definição
de
D'FIainauts
Um
currículo
é
um
plano
de
acção
pedagógica
müto
maisiargoque
um
programade
eruinot..']
Sug
compreende,
em
geral'
não
somenteProgra-
,r-,uri
puru
as
dÚerentes
matérias,
mas
ta-r.bém
,rna
Ceiinição
das
finalida-
des
da
educação
Pretendida'
L§.i]-,;\'i-iúl!LÚ
il
5.
Glneno,
19E8.
ó.
Coruüe1'
e
ÍÂÍ\a.,1991'.
7.
"Pcr
cunícu.loeniendemos
as
experiências
pia:"1üicadas
que
-
t':erecem
aos
alunos
sob
e tutela da escola"(1\rheelet,1967,9-
15)-S.
D'HeLuut,
19SO,
P.
2i.
.j"
I
_.t
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.íi.fii,
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§
c
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Bw
ffi
ffi
H
Ei
ffi
Hffi
ffi
H
H
EI
p6!
a]cllsto
PÀorlco
(
Essa
tradição
entronca
no persainento
curricularde
Bobbitt
(1918,
7922,
1,924).
Em
The
curriculutn afirma:;A
palavralatina
currículu:::
reíere--
aopercursode uma carreira
ou
à
carreiraem
si
-
um
lugar de
feitos
ou
urna serie
de
feitos.
Aplicada
à
educação,
é aquela
sériede coisas queas
críançs
e
os
joisens
têm
de
fazer
e
expeinentar,
de
modo
a
desenvolveiem capacidades para fazerem
as
coi-
sas
bem,para conseguirem resolver
os
problemas
da
l'ida
adulta
c serem
oque
os
adultos devem
ser
em
todo,.os aspectos
(Grüadodo autor).
O
t
udicionuLmo
da
coltepção
,ieBobbitt resid.e,
grosso
modo,
na
função
técnica
que orienta
a
educação
e
que
resume
do
seguintemodo,
naobraHow
to
nake
a
curricu,lum:]o
«*l.
educaçêo
é
essenciatrrneqte
para
a
yídaadrilta,
Ítão
para
a
vid:a
irúantil,
Á
sua
 
sua
rmponsabüdade
fu4S;l;aena
üídá"âdulta
e
nío'fããô'ó vint$
ial
é
preparar para
os
'
_
-
=.-:-,*Á"*
.anos
deirtÍância
e ad
É
por
isso que
Bobbinrl
não
deiine
curdculo
de
dois
modos:
é
todo
o
leque
de
experiênci:>,
>ejarn
estas
dirigidas
ounão, que'"isam
o
desdobramentodas capacidades
do
indivíduo;
ou
é
asérie
de
experiên-
'
cias
instmtivas
conscientemente
dirigidas
que
asescolasusarrr
para com-
pletar
e
aperfeiçoar o desdobramento,
mastambÉm
propõe
os
objectivos comoelementos esh-irturantesdo
pro-
cesso
educativo:
quando
o currícu-lo é
definido
como
incluindo
lanto experiàcias dirigi-
das
comonão-J.irigidas,
então
os seus
objectivos
são
todo
o leque de capa-cidades
humanas,hábitos,
sistemas
Ce
conhecimento,
etc.,
que cada
indi-víduo
deve
processar.r2
Assim,
Bobbitl3 resuÍne
a
noçãode
currículo
as
actividades
e
expe-riênciasque circunscreve,
na forma
de
uma engenharia curricular,
a821
objectivos,pertencentesa
10
dirnensões:l{
9.
Bobbitt,
1916,
p.42-
10.
Bobbitt,
1921,
p.
8.11.
Bobbín,
1918,
p.43.
72.
Idem, íbidem,
p.
13.
,3.
BobbiH,
1921,
p. *1.
1.1.
Eis
as
dimensões propostas:
intercommicação
so.:ial;
eficiência
física;
eficiência
e
cida-
Cania;
reLações
e
contactossociais gerais;ocupaçãode tempos
livres; eíiciência
mental;
,
,!]
,l
I
\
A
educação
éo
processodecrescimento
na
direcção certa.
Osoblectiros
são asmetas
do
crescimento.
As actir.idade;
e experiências
do
ahsto
sao
os
passos
que
compietama
sua
jornada
e:ndirecção
a
estas
mee.s.
-A,s
actividades
e experiências
são
o currículo.
Na
üadição
técnica,
currículo
significa
o conjunio
de
fqias
as
etpe-
riências
planificadasno âmbito
da
escolarizafo
dos
a-1ulos,
linculando-se
a
aprendizagem
a
planos
de
irshução
que
predeterm:na-rn
os
resu-liados
e
vaiorizam
os
ftmdamentos
de
uma
psicologia
denatureza
coül.porta-n'rentalista.
Na
segunda
kadição, filiada numa
perspectiva
prática
e
trrali+a-
tóriade inter-relação
dos diversoscontextos de decisão,
definese
currí«rlo
corno
Lun
projecto
que
resulüa
não
do
plano
das
intenções,
bsn
comodo
plano
dasuarealização no
seio de
uma
estrutwa
o,ganizacional.
É
assim que
as
definiçÕes
propostas
por
Schrvab,
Smith
e
colabora-
dores,Foshay,
Rugg,Caswell,
Stenhouse,
Gimeno,
Z.a,bdza
e
Kmrrris,
dentreoutros, apontam para
o
currículo
quer como
o
conjurrto
cias
enp+.riênciaseducativas
vividas
pelosalunos,
denüo
Co
contextô escolar,
de-
pendentesde intençõesprévias,
quer
como
um propósito
bastante
flqí-
vel, queperÍnanece aberto
e
clependente
das
condições da
sua
aP[caçao.
Adefinição
de
Stenhousels expressa
bem
esta
tradição:
"Um
ctrrrÍcrrio
é
umatentativade
comunicar
os
princípios
e
aspectos essenciais
de
umpropósito
educativo, de modo que
permaneça
aberto a urna
rli<cr.i<são
crítica
e
possaser
efectivamente
realtzado".
Querdizer, pois,
que não
se
conceituará currícu.lo como
unr
plano,totalmente
previsto ou
prescritivo, mas como
um
tocio
organiz-ado
qr
funçãode
propósitos
educativos
e
de
saberes,
atitudes,
crenças e
r"'alores
que
os
intervenientes
curricu-lares trazem
coruigo
e
que
realiza-n
no con-
textodas
experiências
e dos procesrcs
de
aprendizagem
form.ais
e/ou
informais.
A
construção
do
currículo
depende,
por
conseguinte,
do
§gnfica-
doda
experiênciaque
se
torna napedraangular
da
educação e
que
é
uma
das
ideiasestruturantes
da Escola
Progressisà
norie-americana,
que
actividade
e
atitudes religio-s,'resporuabilidades
parent-ais;
actir':c:,,jes
Práücõ
não
-r.*re-
ci,rl:zadas;
actividads
ocupacionais.
15.
Stenhouse,19M, p-29.

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