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RESUMO DIREITO AMBIENTAL

RESUMO DIREITO AMBIENTAL

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Direito ambiental
Direito ambiental

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1º.
 
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - UCs
Unidade de conservação
é o espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes,legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivo de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicamgarantias adequadas de proteção
(art. 2º, I, Lei 9.985/00).São órgãos gestores do SNUC:
a) Órgão Consultivo e Deliberativo
:
CONAMA
, que acompanha a implementação do sistema.
b) Órgão Central
:
Ministério
do Meio Ambiente, que coordena o sistema.
c)
 
Órgãos Executores
:
IBAMA,
órgãos estaduais e municipais, que implementam o sistema, subsidiam as propostas de criação e administram as UC nasrespectivas esferas de atuação.
Biomas protegidos:
Floresta amazônica, mata atlântica, serra do mar, pantanal mato grossense e Zona costeira (5), não são UC, mas são espaçosprotegidos.São categorias de unidades de conservação:
a)Unidades de Proteção Integral
:
são os espaços que buscam a preservação da natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursosnaturais, salvo exceções legais
. No caso de recaírem sobre bem particular, este deve ser desapropriado, salvo se a unidade criada for
monumentonatural 
ou
refúgio de vida silvestre
, caso em que poderá ser mantida a propriedade particular. O grupo das Unidades de Proteção Integral é compostodas seguintes categorias de unidade de conservação:
. Estação Ecológica
Tem por objetivo a preservação e a realização de pesquisas científicas.
. ReservaBiológica/Ecológica
Tem por objetivo a preservação integral da biota e demais atributos, sem interferência humana direta ou modificaçõesambientais, salvo medidas de recuperação e manejo necessárias para preservar a área.
. Parque Nacional
Tem por objetivo a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando arealização de pesquisas e atividades de educação, recreação e turismo ecológico.
. MonumentoNatural
Tem por objetivo a preservação dos sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica. Se o proprietário da área nãoconcordar com as limitações propostas pelo Poder Público, a área será desapropriada.
. Refúgio de VidaSilvestre
Tem por objetivo a proteção de ambientes naturais com o fi m de garantir existência e reprodução de espécies da fl ora oufauna. Se o proprietário da área não concordar com as limitações propostas pelo Poder Público, a área será desapropriada.
b)Unidades de Uso Sustentável:
 
são espaços que buscam a preservação da natureza, sendo admitido o uso direto da coisa, mas com restrições queassegurem a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.
1. Área deProteçãoAmbiental
Área extensa, com certo grau de ocupação humana, dotada de atributos naturais importantes, que deve ser protegida,disciplinando-se a ocupação e o uso sustentável. Pode ser constituída por terra particular.
2.Área deRelevanteInteresse Ecológico
Área em geral pequena, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou que abrigaexemplares raros da biota regional, que tem como objetivo manter o ecossistema local a partir da disciplina de seu usoadmissível. Pode ser constituída por terra particular.
3.Floresta Nacional
Área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas. A área deve ser desapropriada, se for privada.Objetivos: uso sustentável da floresta nativa e pesquisa.
4.ReservaExtrativista
Área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo, e, de forma complementar,na agricultura e na criação de animais de pequeno porte. Objetivos: proteger os meios de vida e cultura do povo, bem como ouso sustentável. Área de domínio público, com uso concedido às populações; ou, se particulares, devem ser desapropriadas.
5.Reserva deFauna
Área natural com populações animais de espécies nativas adequadas para pesquisas sobre seu manejo econômico. A área deveser desapropriada, se for privada.
6.Reserva deDesenvolvimentoSustentável
Área natural que abriga populações tradicionais, cuja existência se dá pela exploração sustentável dos recursos naturais, comconhecimentos que devem ser valorizados e aperfeiçoados, sendo área de domínio público, ou que pode ser desapropriada. Sefor necessário, a área deve ser desapropriada, caso seja privada
7.ReservaParticular doPatrimônio Natural
Área privada, gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica. Faz-se termo de compromisso aser averbado no Cartório.
8.Horto florestal
Aprimoramento e armazenamento de exemplares da flora
9.Jardim botânico
Sítios ecológicos de relevância natural/Banco genético/Acervo científico
10.ReservaBiosfera
Domínio público ou privado/Proteção integral da natureza
 
As unidades são criadas por ato do Poder Público (decreto ou lei específica), devendo
 –
a criação - ser precedida de estudos técnicos e de consultapública (esta, para permitir identificar a localização, a dimensão e os limites mais adequados para a unidade). A consulta pública não é obrigatóriapara a criação de Estação Ecológica ou Reserva Biológica
 
É possível transformar uma
unidade de uso sustentável 
em
unidade de proteção integral 
(majorar)
 ,
ou ampliar os limites de unidade de conservação(sem mudança de categoria), por meio de ato do mesmo nível daquele que criou a unidade.
 
É também necessário estudos técnicos e consulta pública, sem exceções.
 
Já a desafetação ou redução dos limites de uma unidade só pode se dar mediante lei específica. A alienação, modificação ou supressão só pode serrealizada mediante lei
 
Por fim, é importante ler os conceitos básicos que aparecem no art. 2º da Lei 9.985/00, pois eles vêm aparecendo nas provas.
 
Obrigação de fazer imposta pelo poder público
 
Determinação de áreas a serem especialmente protegidas por determinação de lei, decreto ou ato declaratório
 
Podem ser UC federal, estadual ou municipal, dependendo da lei que instituiu
 
Plano de manejo:
Toda UC deve possuir um plano de manejo (lei interna das UC), representado pela própria lei que a instituiu, a sua formulaçãoexige a implantação dos objetivos e diretrizes do SNUC. O plano de manejo é o documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivosgerais de uma UC, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso e o manejo de recursos naturais, inclusive a implantaçãodas estruturas físicas e necessárias à gestão da Unidade.
 
2º.
 
RESPONSABILIDADE CIVIL AMBIENTAL
 –
Reparatória/Idenizatória1.Responsabilidade objetiva
.A responsabilidade objetiva pode ser conceituada como
o dever de responder por danos ocasionados ao meio ambiente, independentemente de culpa oudolo do agente responsável pelo evento danoso.
Essa responsabilidade está prevista no § 3º do art. 225 da CF, bem como no § 1° do art. 14 da Lei6.938/81 e ainda no art. 3º da Lei 9.605/98.Quanto a seus requisitos, diferentemente do que ocorre com a responsabilidade objetiva no Direito Civil, onde são apontados três requisitos para aconfiguração da responsabilidade (conduta, dano e nexo de causalidade), no Direito Ambiental são necessários apenas dois.A doutrina aponta a necessidade de existir um
dano
(evento danoso), mais o
nexo de causalidade
, que o liga ao poluidor.Aqui não se destaca muito a conduta como requisito para a responsabilidade ambiental, apesar de diversos autores entenderem haver três requisitospara sua configuração (conduta, dano e nexo de causalidade). Isso porque é comum o dano ambiental ocorrer sem que se consiga identificar umaconduta específica e determinada causadora do evento.
Quanto ao sujeito responsável pela reparação do dano,
é o poluidor 
 , que pode ser tanto pessoa física como jurídica, pública ou privada.
Quando o Poder Público não é o responsável pelo empreendimento, ou seja, não é o poluidor,
sua responsabilidade é subjetiva
, ou seja, depende decomprovação de culpa ou dolo do serviço de fiscalização, para se configurar. Assim, o PoderPúblico pode responder pelo dano ambiental
por omissão
no dever de fiscalizar. Nesse caso, haverá responsabilidade solidária do poluidor e do PoderPúblico.Em se tratando de
pessoa jurídica
, a Lei 9.605/98 estabelece que esta será responsável
nos casos em que a infração for cometida por decisão de seurepresentante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.
Essa responsabilidade da pessoa jurídica nãoexclui a
das pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.
A Lei 9.605/98 também estabelece uma cláusula geral que permite a desconsideração da personalidade jurídica da pessoa jurídica, em qualquer caso,desde que destinada ao ressarcimento dos prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.Segundo o seu art. 4º,
 poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causadosà qualidade do meio ambiente.
Adotou-se, como isso, a chamada teoria menor da desconsideração, para a qual basta a insolvência da pessoa jurídica,para que se possa atingir o patrimônio de seus membros. No direito civil, ao contrário, adotou-se a teoria maior da desconsideração, teoria queexige maiores requisitos, no caso, a existência de um desvio de finalidade ou de uma confusão patrimonial para que haja desconsideração.
2.Reparação integral dos danos
.A obrigação de reparar o dano não se limita a pagar uma indenização; ela vai além: a reparação deve ser
específica
, isto é, ela deve buscar a restauraçãoou recuperação do bem ambiental lesado, ou seja, o seu retorno à situação anterior. Assim, a responsabilidade pode envolver as seguintes obrigações:
a) de reparação natural ou
in specie
:
é a reconstituição ou recuperação do meio ambiente agredido, cessando a atividade lesiva e revertendo-se adegradação ambiental 
. É a primeira providência que deve ser tentada, ainda que mais onerosa que outras formas de reparação;
b) de indenização em dinheiro
:
consiste no ressarcimento pelos danos causados e não passíveis de retorno à situação anterior 
. Essa solução só seráadotada quando não for viável fática ou tecnicamente a reconstituição. Trata-se de forma indireta de sanar a lesão.
c) compensação ambiental
: consiste em forma alternativa à reparação específica do dano ambiental, e importa na adoção de uma medida deequivalente importância ecológica, mediante a observância de critérios técnicos especificados por órgãos públicos e aprovação prévia do órgãoambiental competente, admissível desde que seja impossível a reparação específica.*No direito ambiental é adotada a teoria do risco integral: Não há exclusão no caso de caso fortuito ou força maior
3.Dano ambiental.
Não é qualquer alteração adversa no meio ambiente causada pelo homem que pode ser considerada dano ambiental. Por exemplo, o simples fato dealguém inspirar oxigênio e expirar gás carbônico não é dano ambiental. O art. 3º da Lei6.938/81 nos ajuda a desvendar quando se tem dano ambiental, ao dispor que a poluição é a degradação ambiental resultante de atividades que diretaou indiretamente:
a)
prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b)
criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c)
afetem desfavoravelmente a biota;
d)
afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
e)
lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.Quanto aos atingidos pelo dano ambiental, este pode atingir pessoas indetermináveis e ligadas por circunstâncias de fato (ocasião em que será difuso),grupos de pessoas ligadas por relação jurídica base (ocasião em que será coletivo), vítimas de dano oriundo de conduta comum (ocasião em que seráindividual homogêneo) e vítima do dano (ocasião em que será individual puro).De acordo com o pedido formulado na ação reparatório é que se saberá que tipo de interesse (difuso, coletivo, individual homogêneo ou individual) estásendo protegido naquela demanda.Quanto à extensão do dano ambiental, a doutrina reconhece que este pode ser material (patrimonial) ou moral (extrapatrimonial).Será da segunda ordem quando afetar o bem-estar de pessoas, causando sofrimento e dor. Há de se considerar que há decisão do STJ no sentido quenão se pode falar em dano moral difuso, já que o dano deve estar relacionado a pessoas vítimas de sofrimento, e não a uma coletividade de pessoas. Deacordo com essa decisão pode haver dano moral ambiental a pessoa determinada, mas não pode haver dano moral ambiental a pessoasindetermináveis.
Perdas e danos:
 
Tendo em vista que a vítima é a própria sociedade, este valor pecuniário: “reverterá a um fundo gerido pelo conselho federal
ou porconselhos estaduais de que participarão necessariamente o MP e representantes da comunidade, sendo seus recursos destinados à reconstituição dosbens lesados.
Licença:
A licença ambiental
NÃO
libera o empreendedor licenciado de seu dever de reparar o dano ambiental, esta licença se regular, retira o caráter deilicitude do ato, mas não afasta a responsabilidade civil de reparar
Responsabilidade:
Solidária, cabe ação regressiva
Ônus:
São direito difusos e coletivos, há inversão do ônus da prova
3º.
 
RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA AMBIENTAL - Preventiva
A responsabilidade administrativa ocorre quando alguém pratica uma infração administrativa. A infração administrativa é assim conceituada pela lei(arts. 70 e seguintes da Lei 9.605/98):
considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente
.O Decreto 6.514/08 adensa o conceito acima, estabelecendo uma séria de
tipos administrativos
que ensejam a aplicação de sanções administrativas.
 
São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e instaurar processo administrativo os funcionários de órgãos ambientaisintegrantes do SISNAMA, designados para as atividades de fiscalização, bem como os agentes das Capitanias dos Portos.
O rito do processo administrativo punitivo segue o seguinte trâmite:
uma vez lavrado o auto de infração, o infrator terá
20 dias
para oferecer defesa ouimpugnação, contados da ciência da autuação; apresentada ou não a defesa ou a impugnação, a autoridade competente terá
30 dias para julgar
o autorda infração; se o julgamento importar em decisão condenatória, o infrator terá
20 dias para recorrer
à instância superior do SISNAMA, ou à Diretoria dePortos e Costas do Ministério da Marinha; o pagamento da multa deverá ser feito em
5 dias
, contados da data do recebimento da notificação. Aresponsabilidade administrativa ambiental caracteriza-se como
OBJETIVA;
SolidáriaAs sanções serão aplicadas observando:
a)
 
a gravidade do fato
;
b)os antecedentes
do infrator quanto ao cumprimento da legislação ambiental; e
c)
 
a situação econômica do infrator
, no caso de multa.Além disso, o aplicador deverá observar as disposições do Decreto 6.514/08, que especifica as sanções cabíveis para cada
tipo administrativo
lá previsto,principalmente quanto ao valor da multa cabível para cada tipo.Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão aplicadas, cumulativamente, as sanções a elas cominadas.A Lei 9.605/98 estabelece as seguintes sanções:
a) Advertência
: será aplicada pela inobservância das disposições da legislação em vigor, sem prejuízo das demais sanções abaixo;
b) Multa simples
: será aplicada sempre que o agente, por negligência ou dolo: i) não sanar as irregularidades no prazo estabelecido na advertência; ii)opuser embaraço à fiscalização dos órgãos ambientais; (Ela poderá ser convertida em prestação de serviços de preservação, melhoria e recuperação daqualidade do MA)
c) Multa diária
: será aplicada sempre que o cometimento da infração se prolongar no tempo. Obs: As multas variam de R$ 50 a R$ 50 milhões; opagamento de multa imposta pelos Estados e Municípios, Distrito Federal ou Territórios substitui a multa federal na mesma hipótese de incidência;Obs.: O infrator antes do pagamento da multa, apresentação da defesa ou após decisão administrativa, tem a possibilidade de firmar o
TERMO DE COMPROMISSO
perante órgão ambiental, comprometendo-se a efetivar recuperação do meio ambiente lesado, garantindo a hipótese de cumprimentointegral do acordo a redução de multa em 90%. A multa terá a sua exigibilidade suspensa até a comprovação do cumprimento ou não das obrigações;
d) Apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer naturezautilizados na infração;
Os Animais: Serão libertados em seu habitat natural, ou entregue à jardins zoológicos, fundações ou entidades. Produtos esubprodutos perecíveis ou madeira: Serão doados à instituições cientificas, hospitalares, penais, militares, públicas e outras. Produtos não perecíveis dafauna: Serão destruídos ou doados à instituições cientificas, culturais ou educacionais. Equipamento, petrechos e demais instrumentos: Serão vendidospelo órgão ambiental se tiverem fins culturais, científicos ou educacionais serão doados; garantida a sua descaracterização para reciclagem.Veículos e embarcações: Serão liberados mediante o pagamento de multa
e) Destruição ou inutilização do produto
;
f) Suspensão de venda e fabricação do produto
: será aplicada quando o produto não obedecer às prescrições legais ou regulamentares;
g) Embargo de obra ou atividade
: será aplicado quando a obra ou atividade não obedecer às prescrições legais ou regulamentares;
h) Demolição de obra
: será aplicada quando a obra não obedecer às prescrições legais ou regulamentares;
i) Suspensão total ou parcial de atividades
: será aplicada quando a atividade não obedecer às prescrições legais ou regulamentares;
 j) Restritiva de direitos
: são sanções desse tipo:
suspensão ou cancelamento de registro, licença ou autorização
, perda ou restrição de incentivos oubenefícios legais, perda ou suspensão de linhas de financiamento oficiais, e proibição de contratar com o poder público por até 3 anos.O infrator pode se insurgir contra a aplicação da sanção administrativa na via judicial. A defesa pode se dar por
ação anulatória de débito fiscal
(no casode aplicação de multa, em que ainda não houve oportunidade de oferecer embargos à execução fiscal),
embargos à execução fiscal
(também no caso demulta),
mandado de segurança contra a sanção aplicada
(a ação pode ser promovida contra a aplicação de quaisquer das sanções administrativas, masreclama direito líquido e certo, ou seja, direito cujos fatos possam ser comprovados de plano, com prova pré-constituída) ou outra ação deconhecimento, em que o autor poderá questionar qualquer sanção, inclusive com a possibilidade de fazer pedido cautelar ou de tutela antecipada,respeitados os requisitos dessas medidas contra o Poder Público.
Reincidência:
Constitui reincidência a prática de qualquer conduta lesiva ao meio ambiente dentro do período de 3 ANOS. Nesse caso poderá havermajoração
em dobro
da multa inicialmente aplicada, se a infração for da mesma natureza a multa poderá ser
triplicada
. No caso de conversão da multasimples em prestação de serviço se houver cometimento de nova infração, determina-se a aplicação da multa em dobro.
 
 
4º.
 
RESPONSABILIDADE PENAL AMBIENTAL - Punitivo
A lei dos crimes ambientais prevê crimes contra a flora, fauna, ordenamento urbano, patrimônio cultural, poluição e crimes internacionais
1.Responsabilidade penal ambiental das pessoas físicas
:As pessoas físicas autoras, co-autoras ou partícipes de um crime ambiental, ainda que ajam em nome de pessoas jurídicas, serão responsabilizadascriminalmente.Além disso, respondem também criminalmente o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o prepostoou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixa de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.
 
Às pessoas físicas são aplicáveis as seguintes penas:
1.1. Privação da liberdade
(detenção ou reclusão): estas poderão ser substituídas por penas restritivas de direito quando se tratar de crime culposo oufor aplicada pena privativa de liberdade inferior a 4 anos, desde que a substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e prevenção do crime.
1.2. Multa
: será calculada segundo os critérios do Código Penal; se se revelar ineficaz, ainda que aplicada no valor máximo, poderá ser aumentada atétrês vezes, tendo em vista o valor da vantagem econômica auferida.
1.3. Restritivas de direito
: podem ser de:a) prestação de serviços à comunidade;b) interdição temporária de direitos;c) suspensão parcial ou total de atividades;d) prestação pecuniária;e) recolhimento domiciliar.
2.Responsabilidade penal ambiental das pessoas jurídicas
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