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Caio Fábio - Uma Graça que Poucos Desejam

Caio Fábio - Uma Graça que Poucos Desejam

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Published by Riva Moutinho
Nós aprendemos desde cedo que a graça é favor imerecido. É algo que está
para além das posses de nossas virtudes. Justamente por essa razão a graça
é de graça.
No entanto, na nossa idéia do que seja graça, enquadram-se apenas as felizes,
fáceis saborosas e carismáticas manifestações das bênçãos de Deus sobre
nós (Ef. 1:3). Nunca pensamos em graça como privilégio de sofrer.
Todavia, também esta dimensão está presente na teologia do conceito de
graça:
“Por que vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não
somente crerdes nele...” (Fp. 1:29).
Sem dúvida tal conceito não tem nada de convidativo e empolgante em si
mesmo. Nosso mundo é, a cada dia mais, patrocinador da idéia do nãosofrimento.
Somos a sociedade do analgésico. A anestesia psicológica,
existencial e social é a nossa maior medicina. Especialmente para aqueles que
apesar de viverem no terceiro mundo, mantém o status e o padrão do primeiro.
Além da graça de sofrer, há ainda uma outra graça indesejável – aliás, bem
poucos a vêm como graça, como privilégio, como favor imerecido. Trata-se da
graça de contribuir.
Percebe-se a contribuição como graça, mais do que qualquer outra ocasião,
quando Paulo faz conhecer a igreja de Corinto a atitude generosa e pródiga de
amor que permeara o gesto da igreja da Macedônia, quando se solidarizou
com a comunidade cristã da Judéia – que passava um gravíssimo período de
pobreza e fome – enviando-lhe ainda que sem condições ideais para tal oferta
de amor.
Nós aprendemos desde cedo que a graça é favor imerecido. É algo que está
para além das posses de nossas virtudes. Justamente por essa razão a graça
é de graça.
No entanto, na nossa idéia do que seja graça, enquadram-se apenas as felizes,
fáceis saborosas e carismáticas manifestações das bênçãos de Deus sobre
nós (Ef. 1:3). Nunca pensamos em graça como privilégio de sofrer.
Todavia, também esta dimensão está presente na teologia do conceito de
graça:
“Por que vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e não
somente crerdes nele...” (Fp. 1:29).
Sem dúvida tal conceito não tem nada de convidativo e empolgante em si
mesmo. Nosso mundo é, a cada dia mais, patrocinador da idéia do nãosofrimento.
Somos a sociedade do analgésico. A anestesia psicológica,
existencial e social é a nossa maior medicina. Especialmente para aqueles que
apesar de viverem no terceiro mundo, mantém o status e o padrão do primeiro.
Além da graça de sofrer, há ainda uma outra graça indesejável – aliás, bem
poucos a vêm como graça, como privilégio, como favor imerecido. Trata-se da
graça de contribuir.
Percebe-se a contribuição como graça, mais do que qualquer outra ocasião,
quando Paulo faz conhecer a igreja de Corinto a atitude generosa e pródiga de
amor que permeara o gesto da igreja da Macedônia, quando se solidarizou
com a comunidade cristã da Judéia – que passava um gravíssimo período de
pobreza e fome – enviando-lhe ainda que sem condições ideais para tal oferta
de amor.

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original

 
UMA
 
GRAÇA
 
QUE
 
POUCOS
 
DESEJAM
 
Caio Fábio
Escrito
 
na
 
Holanda,
 
em
 
1986,
 
durante
 
o
 
Congresso
 
de
 
Evangelização
 
Mundial,
 
patrocinado
 
por
 
Billy
 
Graham.
 
 
 
DEDICATÓRIA
Aos
 
que
 
não
 
deixaram
 
o
 
abuso
 
matar
 
a
 
generosidade
 
e
 
a
 
capacidade
 
de
 
dar
 
com
 
amor
 
e
 
alegria!
 
 
UMA
 
GRAÇA
 
QUE
 
POUCOS
 
DESEJAM
 
Nós aprendemos desde cedo que a graça é favor imerecido. É algo que estápara além das posses de nossas virtudes. Justamente por essa razão a graçaé de graça.No entanto, na nossa idéia do que seja graça, enquadram-se apenas as felizes,fáceis saborosas e carismáticas manifestações das bênçãos de Deus sobrenós (Ef. 1:3). Nunca pensamos em graça como privilégio de sofrer.Todavia, também esta dimensão está presente na teologia do conceito degraça:“Por que vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo, e nãosomente crerdes nele...” (Fp. 1:29).Sem dúvida tal conceito não tem nada de convidativo e empolgante em simesmo. Nosso mundo é, a cada dia mais, patrocinador da idéia do não-sofrimento. Somos a sociedade do analgésico. A anestesia psicológica,existencial e social é a nossa maior medicina. Especialmente para aqueles queapesar de viverem no terceiro mundo, mantém o status e o padrão do primeiro.Além da graça de sofrer, há ainda uma outra graça indesejável – aliás, bempoucos a vêm como graça, como privilégio, como favor imerecido. Trata-se dagraça de
contribuir
.
Percebe-se
a contribuição como graça, mais do que qualquer outra ocasião,quando Paulo faz conhecer a igreja de Corinto a atitude generosa e pródiga deamor que permeara o gesto da igreja da Macedônia, quando se solidarizoucom a comunidade cristã da Judéia – que passava um gravíssimo período depobreza e fome – enviando-lhe ainda que sem condições ideais para tal ofertade amor.Os irmãos da Macedônia não se sentiam dignos de contribuir, de participar daobra de Deus. Por isso, pediam que essa possibilidade lhes fosse criada, aindaque numa expressão de graça, de favor imerecido.Paulo diz aos coríntios:“Também irmãos, vos fazemos conhecer a
graça
de Deus, concedida asigrejas da Macedônia; por que no meio de muita prova e tribulaçãomanifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza delessuperabundou em grande riqueza da sua generosidade” (II Cor. 8:1 e 2).O apóstolo prossegue dizendo que era tão grande a consciência quetomava os irmãos macedônios de que contribuir era um favor imerecido, que

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