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Ética de Maquiavel

Ética de Maquiavel

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Escola Superior de Educação de SantarémMestrado em Educação Social e Intervenção ComunitáriaEDIS – Ética e Deontologia na Intervenção SocialTrabalho de Emília Isabel Grilo Rodrigues - 100225001Niccolò di Bernardo dei MachiavelliNicolau Bernardo Maquiavel(1469-1527)
Introdução
Quando se fala de ética fala-se da disciplina que tem por objeto deestudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com adistinção entre o bem e o mal.De Aristóteles até aos nossos dias muitos foram os filósofos que derama sua visão sobre esta ciência da moral. A ética aristotélica,preponderantemente cristã, vê com Maquiavel uma rotura que marcou a perdada influência religiosa. Até ao século XVIII a regulamentação quase que não se fazia sentir. OEstado não intervinha na vida as pessoas da mesma forma como sucede nosdias de hoje. Foi a partir do Absolutismo que o Estado passa a interferir cadavez mais na vida privada dos cidaos. Esta ética vai resultar na éticaprofissional. Assiste-se ao aparecimento das deontologias profissionais, regrascriadas por Associações Profissionais ou Ordens Profissionais, aprovadas pelopoder político e plasmadas na Lei e que são o reconhecimento das obrigaçõesexigíveis aos profissionais.Criados pelas Associações e Ordens Profissionais surgem os CódigosDeontogicos, que o as boas práticas com que se devem reger osprofissionais da profiso, os digos de Conduta, que o normas decomportamento existentes no setor terciário e que impõe regras aos seusassociados, Códigos de Apoios Sociais, etc.Mas uma coisa é comum neste tipo de regulamentão: nenhumcomporta conteúdo moral. Neles só há obrigações profissionais e a regra deouro de tudo isto é a da preservação da dignidade, da lealdade, daconfidencialidade, da confiança e do respeito pela profissão.
 
Escola Superior de Educação de SantarémMestrado em Educação Social e Intervenção ComunitáriaEDIS – Ética e Deontologia na Intervenção SocialTrabalho de Emília Isabel Grilo Rodrigues - 100225001Nunca se assistiu a tanta regulamentação como nos tempos atuais. Masseque o estamos a caminhar para uma sociedade excessivamenteregulamentada e codificada? Esta pergunta poderá ter ou não uma resposta,mas a verdade é que muitas vezes após a perda da confiança num produto ounum serviço são os cidadãos que tanto criticam as regras e os regulamentos osprimeiros a exigirem aos profissionais que as estabeleçam aos seus parescomo forma de se sentirem protegidos relativamente aos produtos e aosserviços que adquirem ou utilizem.
Renascimento
Terminada a Idade Média surge o Renascimento e com ele dá-se oinício da idade moderna. É uma época de redescoberta e revalorização dasreferências culturais daantiguidadeclássica, orientando o pensamento paraum idealhumanistaenaturalista.É ohomem
 deLeonardo da Vinci  que sintetiza o ideário renascentista que é humanista e clássico. A Europa assiste a grandes mudanças e com elas a rotura total dasestruturas medievais. Há um enorme progresso humano e científicos até entãonunca vividos. Os descobrimentos portugueses, a invenção da imprensa deGutenberg, a rotura de Cornico com o geocentrismo,
os
avanços narelojoaria, metalurgia, etc., produzem uma revolução de mentalidades até aínunca sentida. Primeiramente na região italiana daToscana, depois nascidades deFlorençaeSiena.Surge, assim, o Renascimento Cultural que depois alastra paraInglaterra,  Alemanha,Países Baixose, com meno intensidade, emPortugaleEspanha. É então que é introduzido o conceito de Estado, pela mão do florentino, conhecido como o Histórico e SecretárioFlorentino, Nicolau Maquiavel, e considerado como o precursor da CiênciaPolítica Moderna.
 
Escola Superior de Educação de SantarémMestrado em Educação Social e Intervenção ComunitáriaEDIS – Ética e Deontologia na Intervenção SocialTrabalho de Emília Isabel Grilo Rodrigues - 100225001
Nicolau Maquiavel e a Ética
“Maquiavel rompe o equilíbrio secular criado pelo Cristianismo entre oReal e o Ideal, entre o Homem e Deus, e cria uma moral política baseada norealismo defendendo que é preciso conhecer bem o fenómeno do poder para opoder compreender”. Ele rompe com a ética de Aristóteles o fundador daCiência Política. Corta com a estrutura tradicional do pensamento panteísta eCristão. Corta com a tradição medieva. Defende que “o bom governante devefazer dos homens que governa homens virtuosos e colocar lado a lado aspráticas consideradas criminosas e aquelas que são virtuosas sem, no entanto,desaconselhar o recurso às primeiras. Considera, igualmente, que cumpre ao“governante apenas deixar a república intata”, considerando “a ética políticaessencial para conduzir os homens à virtude e realizar a justiça”.Segundo o filósofo e historiador norte-americano, William Durant (…)"hoje só subsistem três sistemas de ética” e uma delas “é a ética de Maquiavel(e de Nietzsche), que dá preponderância às virtudes masculinas, que aceita adesigualdade dos homens; que se deleita nos riscos do combate, da conquistae do mando; que identifica virtude com poder e exalta a aristocraciahereditária”.Maquiavel afirma que “a vida social é constituída por um conflitofundamental entre dois grupos: o povo e os poderosos”. (…) “Os governosevoluem da anarquia para a oligarquia, depois para a monarquia que culminana tirania; a tirania suscita a revolução, que engendra a anarquia”. (...) “O quedefine os grandes é o desejo de governar e o de reprimir o povo e o que defineo povo é o desejo de não ser governado e oprimido pelos grandes”.Na sua obra mais conhecida, O Príncipe, Maquiavel concebe “essaoposição como integrante da vida política”. Para ele, “a arte de governar consiste na arte de levar a bom termo esse conflito, o que não significasuprimi--lo.” (…) “O conflito faz parte da vida pública das cidades, por isso cabeao governante mediá-lo de forma que ele não inviabilize a vida comum”. Admirador confesso da República Romana e da obra de Tito Lívio, “asinstituições da antiga república, com o seu sistema de participação alternada

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