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PC2C Teresa Moreira

PC2C Teresa Moreira

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08/26/2013

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“Todos diferentes, todos iguais!” 
 
Hoje cheguei a casa e perguntei à minha mãe o que era o
 racismo
.
Parecia ser umapalavra complicada e não a entendia muito bem. A minha mãe, como sempre, perguntou-me o porquê da minha dúvida. Eu lá me embrulhei em palavras e não consegui sair daencruzilhada. Não conseguia perceber muito bem a palavra...A minha mãe, sabiamente, disse-me:- Certamente já deves ter ouvido a expressão:
“Todos diferentes, todos iguais!” 
 Continuava sem perceber, até porque eram mais uma vez palavras que pareciam estar a
 brincar umas com as outras. A minha mãe (e as mães “escutam” se
mpre os nossos olhos)percebeu que eu estava perdida! Então mudou o discurso...- Vou contar-te uma história e aí vais entender. Mas ouve-a com o coração!
“Certo dia, numa escola parecida com a tua, a Maria chegou à aula de Língua
Portuguesa com uma pergunta esquisita na cabeça. Isto porque, no dia anterior, tinhaouvido os seus colegas falarem da cor do seu tio, como se fosse alguém diferente. Elesdiziam que o tio era negro, mas para a Maria ele era normal. Então a Maria perguntou àprofessora:- Professora, é mau ser negro?
 
A professora ficou embaraçada e, quase sem resposta imediata, apontou para o arco-írisque estava desenhado na porta do armário do fundo da sala. A Maria continuava semperceber...Entretanto, os alunos iam chegando e ocupando os seus respectivos lugares. E a Mariaaguardav
a resposta para a sua dúvida …
 A professora aproximou-se do arco-íris e perguntou se aquele teria a mesma beleza setivesse apenas uma cor. Todos gritaram em coro que não. Aliás, fizeram questão de dizerque não teria magia e que era apenas um tracejado contínuo e sem graça. Depois, aprofessora abriu o armário e tirou uma caixa de tintas que estavam guardadas eenvelhecidas pelo tempo. Dirigiu-
se para o quadro e “como por magia” atirou as tintas...
Elas misturaram-se ganhando mil e uma cores e ganharam forma, luz, beleza e, sobretudo,
ganharam vida! Todas as crianças estavam maravilhadas com a “festa das cores”...
Parecia magia...aquela união!Maria era quem estava mais feliz e radiante, mas continuava sem perceber o porquê
daquela “festa de cores”!
 Então a professora perguntou:- Então Maria? O que achaste deste arco-íris? Parece-te bem?Maria fixou atentamente o quadro. E percebeu... Sim, aí percebeu que cada cor tem asua importância e a beleza das cores da vida estão dentro do nosso coração! Ninguém écompletamente negro ou branco. Em cada um de nós está um arco-íris. Em cada um denós há vida!Todas as crianças olharam umas para as outras e perceberam mensagem...eram todasdiferentes, mas de mãos dadas eram todas iguais. Tal como as tintas...Cada rosto eradesenhado com várias cores.
A professora sorriu e Maria percebeu que “a verdadeira cor do homem é aquela que eletem no coração!”
 Fiquei maravilhada com a história que a min
ha mãe me contou. E afinal somos “Todosdiferentes, mas todos iguais!”... Não há distinção a fazer...porque tal como a professoradizia “a verdadeira cor do homem é aquela que ele tem no coração!”...
 Texto da família da Maria Eduarda trabalhado colectivamente na turma.Ilustração: Maria Eduarda

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