reacção»
. Pouco depois, no entanto, era a Frente Popular a receber o mesmotipo de críticas, nomeadamente o ministro dos PTT, Robert Jardillier, dogoverno socialista de então...Uma panorâmica mais rápida, no entanto, sobre a questão daliberalização em França, levar-nos-ia a concluir que algumas datas são dereferência inevitável para nos interrogarmos se de facto se assistiuposteriormente «
à atenuação progressiva da dominação aparente do Estado eà desagregação por etapas da estrutura unitária do serviço público
», comodefendeu Jean Autin
. De qualquer modo, em 1935, as nomeações, por exemplo, dos comentadores políticos e económicos ainda são feitas peloministro da tutela; e, em 1938, Jardillier impõe o controlo governamental dainformação radiofónica. Durante o período da guerra, obviamente que ascondições de controlo seriam agravadas: em 1941, os postos privados sãoautorizados mas submetidos ao controlo dos seus conteúdos; e, em 1944, sãorequisitados os locais, instalações e materiais das empresas privadas deradiodifusão. Com o final da guerra, todas as autorizações anteriores de postosprivados são revogadas.No que diz respeito à televisão propriamente dita, a guerra tinhainterrompido as primeiras experiências do estúdio da Rua Grenelle, com cercade quinze horas de programas por semana para cerca de 100 receptores, boaparte deles instalados em lugares públicos. No pós-guerra, regressam asemissões experimentais e, a partir de Outubro de 1947, a programação passaa ser regular com 12 horas de programas por semana. Em Outubro de 1949, oJT - Jornal Televisivo passa a diário e a década de 50 começa sem que hajaainda um emissor regional, e com um parque de receptores de 3794 unidades.
1
Jean-Noel Jeanneney,
Échec a Panurge - L'audiovisuel au service de la différence
, Paris, Éditions duSeuil, 1986, p. 62.
2
Jean Autin, "Les organismes français de service publique face a l'avenir",
Revue de l'UER
, vol. XXXV,nº 5, Septembre, p.37.3
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