• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
TERMINARAM COM ÊXITO AS NEGOCIAÇÕES DO CCT DO ENSINO PARTICULAR ECOOPERATIVO.FENPROF SAÚDA TODOS OS DOCENTES PELA CAPACIDADE DE RESISTÊNCIA EM TEMPOSDIFÍCEISFinalmente em 8 de Fevereiro de 2007 foi assinado o CCT do EPC para o ano 2006/07.Importa, neste momento, fazer uma brevíssima análise do contexto em que se realizaramestas reuniões e dos resultados a que conseguimos chegar.A FENPROF não tinha assinado o CCT de 2005 por não concordar com o conteúdo do mesmopor entender que nele existiam matérias que não defendiam os docentes, antes os colocavanuma situação frágil face à entidade patronal. Não é este o momento de fazer aqui essaanálise. O que importa salientar é que a FENPROF partia de uma situação difícil, uma vez queo nosso CCT estava em vias de caducar e porque a proposta inicial da AEEP não era mais doque o CCT assinado em 2005 com outras organizações sindicais, mas em versão agravada.A estratégia da FENPROF assentava em três pressupostos essenciais: repor a capacidade dosdocentes afirmarem a sua autonomia profissional, valorizar a função pedagógica e impedir oexercício arbitrário da autoridade administrativa.Entretanto, a entidade patronal coloca em cima da mesa a questão da carreira docente e dasua duração o que constituía uma novidade inesperada.Face a esta situação, a Comissão Negociadora Sindical entendeu que não deveria apenas terem conta a situação negocial do EPC, mas lançar um olhar para o que, nesse momento, seestava a passar no ensino público com uma carreira onde apenas 1/3 dos docentes atingiriamo topo e com uma avaliação altamente penalizante para os docentes. É, pois, neste contextoque se deve analisar a nossa aceitação de uma carreira de 31 anos com uma entrada em vigorfaseada de 3 anos, mas que não terá quotas e será de acesso a todos os docentes.O que se conseguiu, então, neste CCT?- Uma carreira docente sem quotas em que todos os docentes podem progredir até ao últimoescalão;- Uma transição da actual carreira de 26 anos para a nova carreira de 31 anos em que todosos docentes que completem o tempo de serviço até 31 de Dezembro de 2007 transitam semqualquer penalização, onde nenhum docente seja penalizado mais do que 1 ano em relação aoescalão em que se encontra e os integrados no A2 progridam normalmente como se estivesseem vigor a actual carreira;- A análise do actual sistema de avaliação dos docente, que se manterá em regimeexperimental, e que deverá ser essencialmente pedagógico e sem nenhum constrangimentoadministrativo. Para tal, a FENPROF integrará uma Comissão mista que fará essa análise eproporá as necessárias alterações;- A regulamentação da componente não lectiva dos docentes de modo a que 50% da mesmaseja da inteira responsabilidade individual de cada docente;- A diminuição do tempo disponível para a entidade patronal marcar as férias dos docentes naaltura das interrupções lectivas de 40% para 25%;- Aumento salarial de 2,5% para os níveis de ingresso e de 2% para os restantes o que, nãosendo suficiente, tem que ser visto em comparação com os aumentos da função pública (1,5%que, com aumento do desconto para a ADSE de 0,5%, significa menos de 1%...).Finalmente, a FENPROF julga ser seu dever salientar a unidade conseguida, na recta final dasnegociações, com todos os Sindicatos que compunham as diferentes mesas negociais para oêxito deste CCT. Tal como criticamos quando entendemos que não foram suficientementedefendidos os interesses e direitos dos trabalhadores que representamos, também é nossodever sublinhar que as vitórias conseguidas com o esforço e participação de todos são vitóriasdos trabalhadores e por isso é justo que aqui seja referenciado.
 
QUADRO COMPARATIVO DOS GANHOS DA NEGOCIAÇÃO DO CCT DO EPC ANO LECTIVO 2006/2007
MatériasCCT de 2005
(Não assinado pela FENPROF)
Propostas da AEEP Texto Acordado
Vigência
(artº 2º)CCT a vigorar pelo prazo de 1 ano Manutenção Vigorará pelo prazo
mínimo de 2 anos
 
Formação Profissional
(nºs 9 e 11) NOVOS
9)
Inclusão das Acções de Formação no PlanoAnual de Actividades do Estabelecimento;
11)
Na falta da Formação dada peloEmpregador, o Trabalhador tem direito aopagamento da Formação feita por suainiciativa
Período normal detrabalho dos docentes;
(artº 11º, nºs 1, 2 e 3)(nº 5)35 horasPossibilidade de conversão de umhorário completo em horário a tempoparcial35 horas sem prejuízo dasreuniões de avaliação, serviço deexames e reuniões c/ enc. deeducação.Manutenção35 horas sem prejuízo das reuniõestrimestrais c/ enc. de educação.
As reuniõesde avaliação e o serviço de exames ficamincluídas nas 35 horas;
só com o acordo do docente e depoisde esgotado o recurso ao nº 2 do art.14.º
(completamento com outrasactividades)
Componente Não Lectiva
(artº 11-B, nº 3,n.º6)(n.º 7) - NOVOO trabalho a nível individualcompreende a preparação das aulas eavaliação do processoensino/aprendizagemA organização e estruturação dacomponente N/ lectiva, salvo asactividades de preparação das aulas eavaliação, são da responsabilidade dadirecção pedagógicaManutençãoManutençãoO trabalho a nível individual compreende:
a)
preparação de aulas;
b)
avaliação do processoensino/aprendizagem;
c)
elaboração de estudos e de trabalhos deinvestigação com o acordo da direcçãopedagógicaA organização e estruturação da componenteN/ lectiva,
salvo o trabalho a nívelindividual,
são da responsabilidade dadirecção pedagógica
O trabalho a nível individual não podeser inferior a 50% da componente nãolectiva
 
 
Avaliação de Desempenho Docente
Compromissos:
1)
Criar imediatamente uma Comissão de Acompanhamento da aplicação da avaliação de desempenho dos trabalhadores com funções pedagógicas compostapor representantes da FENPROF e representantes da AEEP.
2)
Analisar a conformidade entre a avaliação de desempenho e a nova estrutura de carreira.
3)
Propor as alterações tidas como adequadas em função da análise realizada durante o ano lectivo 2006/2007.
Horário dos trabalhadoresnão docentes
(art. 13.º)
 
O Horário dos trabalhadores nãodocentes era de 38 ou 40 horassemanais conforme entendimento doempregador38 horas semanais
 
Compensação pelaorganização do horáriolectivo em blocos de 90minutos
(art.14.º, n.º 6 )
 
Aumento de 0,5 a 1,5 conforme ohorário lectivo do docente paratempos lectivos e outras actividades.Aumento de 2,5 a 4 conforme ohorário lectivo do docente paratempos lectivos e outrasactividadesAumento de 1 bloco (90 minutos) sendo queeste é
apenas
 
para outras actividades
 
Férias
(Art.22.º, n.º 19 – Novo, 20
)
Possibilidade de 40% das férias seremmarcadas nos períodos de Natal,Carnaval e Páscoa
 
Possibilidade de 35% das fériasserem gozadas nos períodosNatal, Carnaval e PáscoaPossibilidade de
apenas
 
25%
das fériasserem gozadas nas épocas de Natal, Carnavale Páscoa
Faltas Justificadas
(Art. 29.º, n.º 1 alínea c) eg))…se dadas durante 15 dias seguidospor altura do casamento ……as motivadas por doença, acidenteou ocumprimento de obrigações legais …
11 dias úteis
consecutivos..Acrescentou-se “ …
consulta médicamarcada pelo Serviço Nacional deSaúde
…” 
ANEXO IVReestruturação daCarreira Docente
 26 anos sujeita a constrangimentoadministrativoInicialmente 45 anos,posteriormente 39 anos semconstrangimento administrativo
31 anos faseada em três anos semconstrangimento administrativo
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...