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Ekklesia15 Teses Sobre a Reencarnação da Igreja
Pão & Vinho
 
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 Aprendendo o Passado, Entendendo o Presente, Discernindo o Futuro
 
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GREJA
 
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eus transforma a Igreja e isso, por sua vez, transformará o mundo. Milhõesde cristãos em todo o mundo sentem que uma nova e surpreendente
Reforma está se aproximando. Afirmam: “A igreja como a conhecemosimpede uma igreja como Deus a quer”. É admirável o grande número de
cristãos que parece perceber que Deus está tentando dizer-lhes a mesma coisa. Dessemodo forma-se uma nova consciência coletiva para uma revelação existente hámilênios, um eco espiritual coletivo.Estou convicto de que as 15 teses a seguir reproduzem uma
parcela daquilo que “oEspírito diz hoje às igrejas”. Para alguns isso será apenas uma pequena nuvem no
horizonte de Elias. Outros já se encontram no meio da chuva.
1.
 
CRISTIANISMO
 
COMO
 
ESTILO
 
DE
 
VIDA,
 
NÃO
 
COMO
 
SUCESSÃO
 
DE
 
EVENTOS
 
RELIGIOSOS
Bem antes de serem chamados de cristãos dava-se aos seguidores de Jesus Cristo o
nome de “o Caminho”. Um dos motivos era que eles literalmente haviam encontrado o
caminho de como se vive. O cerne da igreja cristã não é apropriadamente espelhado poruma série de eventos religiosos em recintos eclesiásticos reservados especialmente paraencontros com Deus, oferecidos por clérigos profissionais. Pelo contrário, está emquestão o estilo de vida profético dos seguidores de Jesus Cristo no dia-a-dia, que comofamílias extensas espiritualmente ampliadas respondem a perguntas formuladas pelasociedade
 –
justamente no local em que isso é mais decisivo: em casa.
2.
 
MUDAR
 
O
 
SISTEMA
 
DAS
 
“CATEGOGAS”
 
Depois da época de Constantino Magno, no século IV, as Igrejas Ortodoxa e Católicadesenvolveram e sancionaram um sistema religioso que consistia de um templo
“cristão” (a catedral) e de um padrão básico de culto que imitava a sinagoga judaica.
Dessa maneira, um sistema religioso não expressamente revelado por Deus, a
“categoga”, uma mesc
la de catedral e sinagoga, tornou-se a matriz dos cultos de todasas épocas subseqüentes. Tingido como um acervo gentílico de pensamentos helenistasque, p.ex., faz separação entre o sagrado e o secular, o conceito das categogas recebeu
uma função de “buraco negro”, que suga pela raiz praticamente todas as energias de
 
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transformação social da igreja e que por séculos deixou o cristianismo absorto em sipróprio.É verdade que Lutero reformou o conteúdo do evangelho, mas é notório que ele deixouas estruturas
e formas exteriores da “igreja” intactas. As comunidades livres libertaram
do Estado esse sistema eclesiástico, os batistas o batizaram, os quacres o drenaram, oExército da Salvação o enfiou num uniforme, os pentecostais o ungiram e oscarismáticos o renovaram, porém até hoje ninguém realmente o transformou. Éprecisamente essa hora que chegou agora.
3.
 
 A
 
TERCEIRA
 
REFORMA
Por ter redescoberto o evangelho da redenção “somente pela graça mediante a fé”,
Lutero desencadeou uma Reforma
 –
uma reforma da teologia. A partir do final doséculo XVII, movimentos de renovação como o Pietismo descobriram novamente orelacionamento pessoal do indivíduo com Deus. Isso levou a uma reforma daespiritualidade, a segunda Reforma. Agora Deus está avançando mais um passo, aomexer com as formas básicas do ser igreja. Dessa forma ele desencadeia uma terceiraReforma, uma reforma das estruturas.
4.
 
DE
 
CASAS
 
QUE
 
SÃO
 
IGREJA
 
PARA
 
IGREJAS
 
NAS
 
CASAS
Desde os tempos do Novo Testamento não existe mais algo como a “casa de Deus”.
 Deus não vive em templos erguidos por mãos humanas. É o povo de Deus que constituia igreja. Por essa razão a igreja está em casa no exato lugar em que as pessoas estão emcasa: nos lares. É ali que os seguidores de Cristo partilham a vida no poder do Espírito deDeus, tomam refeições em conjunto e muitas vezes nem mesmo hesitam venderpropriedade particular, repartindo as bênçãos materiais e espirituais com outraspessoas. Instruem-se sobre como se inserir melhor, enquanto ser humanos, nas leisespirituais constitutivas de Deus em meio à vida prática
 –
e justamente não por meio depalestras professorais, mas de modo dinâmico, no estilo de pergunta e resposta. É alique oram, batizam e profetizam uns aos outros. É ali que podem deixar cair a máscara eaté confessar pecados, porque conquistam uma nova identidade coletiva pelo fato de seamarem mutuamente, apesar de se conhecerem e constantemente tornarem a seperdoar e se aceitar.
5.
 
PRIMEIRO
 
 A
 
IGREJA
 
TEM
 
DE
 
ENCOLHER,
 
 ANTES
 
QUE
 
POSSA
 
CRESCER
A maioria das igrejas cristãs simplesmente é grande demais para realmente
proporcionar espaço para a comunhão. Foi assim que se tornaram “comunidades semcomunhão”. As comunidades eclesiais do Novo Testamento eram invariavelmente
grupos pequenos, com cerca de 15 a 20 pessoas. O crescimento não acontecia pelo
 
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inchaço aditivo, formando comunidades eclesiásticas grandes, estacionárias e quelotavam catedrais com 20 a 300 pessoas, mas pelo crescimento multiplicativo daamplitude, apresentando características de um movimento. As igrejas nos lares sesubdividiam quando tinham atingido o limite orgânico de cerca de 15 a 20 pessoas. Essecrescimento multiplicativo pela base possibilitou aos cristãos que também secongregassem para reuniões celebrativas que abrangiam a cidade toda, como, p.ex., nossalões do Templo em Jerusalém.Em comparação com isso, a congregação cristã típica de hoje é um triste meio-termo:estatisticamente ela não é mais uma igreja no lar, mas tampouco já é um eventocelebrativo. Dessa maneira, ela perde duas dinâmicas imaginadas pelo seu Inventor: aatmosfera dinâmica e relacional e o mega-evento eletrizante com efeito de sucção.
6.
 
DO
 
SISTEMA
 
DE
 
UM
 
PASTOR
 
ÚNICO
 
PARA
 
 A
 
ESTRUTURA
 
DE
 
EQUIPE
Igrejas nos lares não são conduzidas, p.ex., por um pastor, mas acompanhadas por umpresbítero e por um dono de casa sábio e atento à realidade. As igrejas nos lares sãointerligadas em rede, formando movimentos, pela conexão orgânica dos presbíteroscom o assim chamado ministério quíntuplo (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas
e mestres), que circula “de casa em casa” pelas igrejas, como um saudável sistema de
circulação sangüínea. Nessa atividade as pessoas com dons apostólicos e proféticos (Ef 4.11,12; 2.20) desempenham um papel fundamental.Sem dúvida os pastores são uma parte importante de toda a equipe, porém não podem
ser mais que um fragmento dela, “para capacitar os santos para o serviço”. Seu
ministério precisa ser complementado pelos outros quatro ministérios, do contrário asigrejas não apenas sofrem de enfermidades de carência espiritual, devido à dietaunilateral, mas igualmente os próprios pastores não conseguem mover nada, ficandoimpedidos de se realizar em sua vocação.
7.
 
 AS
 
PEÇAS
 
CERTAS
 
 
MONTADAS
 
ERRONEAMENTE
Num quebra-cabeça é essencial que as peças sejam montadas de acordo com o modelocerto, do contrário não apenas fica incorreto o quadro inteiro, mas também as diversaspeças não fazem sentido. No cristianismo temos todas as peças à disposição, mas portradição, lógica de poder e zelo religioso quase sempre as montamos erroneamente.Assim como existe H
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O nos três estados de agregação (gelo, água e vapor) também osdons de serviço (Ef 4.11,12), como, p.ex., o do pastor, ocorrem de três formas, porémmuitas vezes na forma errada no lugar errado. Eles congelaram como pedras por meiodo clericalismo eclesiástico, correm como água límpida ou ainda evaporam na falta decompromisso.

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