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Por volta do século XIX os paulistas só tinham notícia deque depois de Botucatu e além da serra de Agudos haviam asterras de Bauru, assim chamadas pelos índios Caingangues, queas defendiam bravamente.A política do governo imperial de incentivar a ocupação dointerior do território brasileiro, dando posse a quem requeresseem terras devolutas para desenvolver a produção, estimulouaventureiros e colonos a se embrenharem pelos sertões abrin-do fazendas de gado e, no interior da província de São Paulo,para plantar café.Os primeiros a enfrentar a resistência dos Caingangues, pe-netrando na região de Bauru, seguindo pelo rio Batalha, foramSebastião Pereira e Pedro Francisco Pinto, e mais tarde MarianoJosé da Costa e João Batista Monteiro.O processo de ocupação começa a tomar força por volta de1856, com a chegada de Felicíssimo Antonio de Souza Pereira eAntonio Teixeira Espírito Santo.Este último faz em 1884 doação de parte de suas terraspara obras em honra ao Espírito Santo e a São Sebastião deBauru. Em torno de uma pequena igreja, construída em 1888,começa a criar corpo o povoado, já então chamado oficial-mente Bairro de Bauru.Dez anos depois o Patrimônio de Bauru crescia mais queo de Espírito Santo de Fortaleza, sede do município. Em 1895,a vila de Bauru consegue eleger maior número de vereado-res, dando início a uma polêmica, que constitui hoje um dosepisódios mais destacados na historiografia da cidade. Aotomarem posse em janeiro do ano seguinte os vereadoresbauruenses anunciam de imediato a intenção de mudar a sededo município para Bauru.E apesar dos protestos e da reação de Fortaleza, a mu-dança na prática começa a ser feita, embora só seja reco-nhecida oficialmente pelo governo estadual em 1 de agostode 1896. O município de Espírito Santo de Fortaleza passaentão a se chamar Bauru.Os anos vinte são marcados pela instalação das casas ban-cárias, dos grandes atacadistas, e pelo início dos trabalhos depavimentação das principais ruas da cidade. Na década de 30começam a se desenvolver os setores de saúde e educação,enquanto a população cresce vertiginosamente.No final dos anos 30 Bauru já se destaca como uma das maisimportantes cidades do interior paulista. Em 1938 a cidade rece-be a visita do presidente Getúlio Vargas. E em 1939 é inaugura-da a Estação Ferroviária da NOB, que servindo também às fer-rovias Sorocabana e Paulista, tornou-se símbolo da ligação his-tórica da cidade com o período glorioso da expansão do trans-porte ferroviário no Brasil.Nos anos 40, em razão da vigorosa economia, Bauru come-ça a despontar também entre as cidades paulistas por sua in-tensa vida social voltada para o lazer, estimulada por animadasfeiras e exposições, chics bares e bórdeis, clubes recreativos,esportivos e culturais. Em 1947, nas primeiras eleições munici-pais após a queda da ditadura Vargas, a prefeitura de Bauru édisputada por nada menos que sete candidatos.Os anos 50 começam com o desenvolvimento de um novosetor, que acabou se tornando uma das características maismarcantes da cidade: o ensino superior. Em 1951 surge a futuraFaculdade de Odontologia; em 1952 a Faculdade de Direito; eem 1953 a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do SagradoCoração de Jesus.Nos anos 60 e 70 a cidade consolida sua posição entre osprincipais polos comerciais não só do interior paulista, como detodo o Brasil. Nos anos 80 a economia da cidade é revigoradapor forte expansão do setor industrial, enquanto a paisagem ur-bana muda rapidamente com a proliferação dos arranha-céus.Nos anos 90 grandes melhorias são implementadas nos se-tores urbanísticos, inclusive para enfrentar os problemas do trân-sito saturado pela circulação de uma média de um carro paracada 3 habitantes, um dos mais altos índices do País.No ano 2000 a cidade ingressa definitivamente no mundodas novas tecnologias, acelerando a transferência de seus ne-gócios para a Internet, apontada pelos estudiosos como o ca-minho para a “nova economia”.
Bauru - SP
Por Michel WAR
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