Revista dos Estudantes da Faculdade de Direito da UFC (on-line). a. 2, v. 5, fev./abr. 2008.
41desigualdade verificada no Brasil. Segundo pesquisa da UNESCO
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, esse foi o país commaior discrepância na comparação entre salários de empregados com nível superior dosrendimentos de pessoas com conclusão apenas do ensino fundamental.Desde a abertura da economia, nos anos 90, as exigências das empresas porescolaridade da força de trabalho aumentaram substancialmente. Como as empresasprecisam de mais competência, exigem mais escolaridade, o que implica que a renda damaioria da população será determinada pelo investimento feito em educação.Além disso, educação de qualidade nos níveis fundamental e médio permite aevolução dos mercados de trabalho e de consumo. A educação propicia às empresasmão-de-obra mais esclarecida e especializada. Assim, profissionais qualificados podemser distribuídos ao longo das atividades econômicas, o que permite a ampliação daindústria, o aumento do valor agregado dos produtos e o incremento da produtividade.O próprio mercado consumidor é beneficiado com a oferta de níveis de educação maisaltos. Trabalhadores qualificados, cujos salários são dignos, relacionam-se com umconsumo mais intenso, o que incrementa os lucros das empresas.As conseqüências da educação não se verificam apenas em termos econômicos.Antônio Góis, jornalista da
Folha de São Paulo
especializado no tema, anota que: “OIBGE
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prova que filhos de mães com mais escolaridade têm menos chance de morrerantes de completar um ano de idade” (GÓIS, 2005). Não só a mortalidade infantil, masoutros fatores de saúde – como deficiências nutricionais e prevenção de cânceres – temintrínseca relação com o grau de conhecimento do doente.Também é disseminada a idéia de que a falta de oportunidades na escola geraviolência. A desigualdade social – na qual a educação tem participação incontestável – éapontada reiteradamente como fator gerador de marginalização e violência. Apesar deevidentemente simplista, o raciocínio encontra fundamento em estudo do IPEA
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: “Sabe-se que a criminalidade é função inversa do nível individual de escolaridade. Isso se deveà maior empregabilidade daqueles mais escolarizados, bem como à introjeção maisprofunda de valores de cidadania.”.
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UNESCO. OECD. Investing in education. In: _____. World education indicators, 1999. Paris:UNESCO, OECD, 1999.
2
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
3
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Brasil o estado de uma nação. Brasília, ago.2005. Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/default.jsp >. Acesso em: 18 de março de 2008.
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