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Riqueza sem sentimento - A filosofia da História.De onde vim, onde estou, para onde vou?
Reiniciar leitura na pg. 0915.03.08.1
 
Meus amigos, de um ponto de vista retrospectivo, busco resituar o marxismo noâmbito do atual momento crítico do seu refluxo à luz das novas conquistas na área dasciências naturais e da revolucionária tecnologia digitais, recém geradas no seio docapitalismo contemporâneo, a semente da sua destruição.Karl Marx, no prefácio do livro CONTRIBUIÇÃO A CRÍTICA DAECONOMIA POLÍTICA, expõe sua tese de forma sintética sobre como, e por quaismecanismos, a história se desenvolve, progride. Mais abaixo, durante a exposição dessetrabalho reproduzo o principal trecho do referido prefácio.Que a lucidez libertadora ilumine nossas consciências em direção ao amanhã,quando pela primeira vez poderemos vir a construir uma sociedade realizada e de totaltransparência, sem divisão de classe, nem conflito de qualquer natureza entre os homens, pela apropriação de bens materiais. Se ousarmos querer, e se ainda houver tempo.A cultura histórica, que me perdoem os adeptos da historiografia oficial,começou realmente com a implantação da agricultura, não com a escrita. A escrita passou a fornecer material valioso para a pesquisa historiogfica, e daí para alegitimação da História enquanto ciência; porém, outras provas arqueológicas são tão oumais importantes para compreendermos os períodos históricos antigos; até porque aescrita naqueles tempos eram exíguas, de baixa produção, ou inexistente. É possível seimaginar haver cidades com gente trabalhando em serviços e produção artesanal semhaver produção de alimentos, isto é, sem haver a agricultura? Não! Já sem a escrita, sim.Em sociedade o trabalho adquire uma estranha forma; não tem mais unicamentea função de prover a sobrevivência, resultante da obtenção dos produtos necessários avida, como é verificado em todo reino vivo; passa a ter função econômica, e é sobre aexploração dos trabalhadores que toda a riqueza é gerada, acumulada e concentrada num processo de retroalimentação automático, constante, permanente. Trabalhamoscoletivamente reunindo forças; o que nos é permitido graças à linguagem e a consciênciareflexiva capazes de conduzir a ação pelo conhecimento através da comunicação verbalque nos orienta sobre o que fazer e como. O que nos diferencia de todos os seres vivos,dos insetos que vivem em colméias, principalmente.2
 
Quando se pensar a sociedade, devemos pensar em humanos produzindomaterialmente a sua subsistência. E quando passamos a viver em sociedade, o fizemosatravés da instituição e organização do Estado de caráter permanentemente autoritário;suporte das relações conflituosas das relações econômicas que foram sendo constituídas.Desde então, as sociedades históricas que existiram se caracterizaram em dois estágioseconômicos comerciais básicos somente, segundo formas de mercado de circulação demercadorias criados. Em ordem de aparecimento, primeiramente com mercados pequenos, incipientes e de pouca abrangência, com pouca oferta de mercadorias efortemente controlados militarmente; que vai desde a sua origem, século IV A.mito.C naMesopotâmia e na Ásia, até quando do início do pré-capitalismo na Europa, século XV ;e desde aí, então, tem início o mercado de grande abrangência, quando do fenomenalimpulso na diversificação e quantidade de mercadorias oferecidas para consumo equando, também, da sua grande ampliação dos participantes, pelo incremento massivoda base de consumidores participantes, ocasionado pelas novas relações sociais de baseeconômica que foram estabelecidas, e da ampliação do mercado de força de trabalho;continuando a crescer até os nossos dias, com cada vez menor controle militar; sendoeste, nos nossos dias, lançado mão somente em último caso. Porém, desde que teveinício, na antiguidade, o sentido lógico do processo social produtivo e das relaçõessociais para a produção da base material de subsistência, foi e continua sendo até os diasde hoje, a expropriação do trabalho pelo estabelecimento da divisão da sociedade emclasses econômicas, fundada no princípio jurídico da propriedade privada; cuja função éexigir, pelo reconhecimento da posição de classe de cada um, as atribuições de todos na produção e os direitos de apropriação da riqueza gerada na forma de bens de consumo;em torno do qual, como o eixo central de um sistema mecânico, põe em movimento aação política e todos os outros mecanismos sociais periféricos a ele conectados. Oconflito social eivado de autoritarismo e violência que disso vem resultando, desde quese iniciou, é a dinâmica desse processo ainda em movimento; desse conturbado processohistórico civilizatório que herdamos e no qual ainda vivemos e que lhe caracteriza maisque tudo; e que mantém os mesmos fundamentos milenares já corroídos pelo tempo, emfranco processo de desagregação e ruína, a exigir sua crítica e superação.3
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