Atualmente o cenário mudou as praias impróprias para o banho, não mais atraias pessoas. Apesar de ser utilizada por muitos moradores, que ignoram o grau deperigo que as águas poluídas, oferecem para a saúde.Palco de várias lutas sociais, manifestações populares, o subúrbio anseia por atendimento satisfatório às demandas de infra-estrutura, principalmente em relaçãoa saneamento básico, saúde e educação. Várias Organizações não governamentaiscontribuem para o desenvolvimento social do Subúrbio, entre elas o Sofia, Cipó eoutros.Diante deste cenário surgem as ocupações espontâneas que continuamcrescendo e com elas outros problemas de ordem socioeconômica. Em especial,destacaremos o bairro do Rio Sena, objeto deste estudo. A
comunidade do Rio Sena.
Historicamente o bairro do Rio Sena surgiu a partir de um grande loteamento,afirma dona Cecília moradora antiga do bairro, tendo como proprietário Ademar Peixoto um grande latifundiário. Os loteamentos surgiram na década de 60.Os lotes eram definidos por um corretor, que vendiam e delimitavam osterrenos. Não havia infra-estrutura; água luz, saneamento básico. Em 1960 surgiramos primeiros moradores, eram doze famílias, dentre elas um morador que resolveuvender artigos diversos (fumo de corda, charutos, cachaça, fifo, querosene, etc.) aoshomens que passavam de cavalo em uma estrada de terra que ligava o bairro dePeriperi a Pirajá. Grande era a beleza deste lugar, que atraiu a atenção de pessoasque buscavam tranqüilidade era o ano de 1966/67.Na década de 70 ocorreu um grande temporal desabrigando um grandenúmero de família de diversos lugares, e essas famílias foram abrigadas na escolaCidade de Itabuna que na época só tinha duas salas de aulas. Um seminaristavisitou este local e a partir desta visita formou-se um grupo religioso que cresceu eassim nasceu a primeira igreja do bairro. Comunidade Nossa Senhora do PerpetuoSocorro. Surgem neste período as ocupações espontâneas (invasões) de terra. EmPobreza Urbana, Milton Santos destaca que “existem fatores diversos que fazem um
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