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Jornal do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrio Federal – Ano III - Nº 22 – Julho de 2008
SINPRO 
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Filiado à
www.sinproepdf.org.br 
Fique informado, acesse o site:
Participaçãode capitalestrangeiro noensino brasileiro
 
Vem aí o IIISeminário deEducação Infantil
Morre umativista daeducação
Pag. 11Pag.04Pag. 09 Pag. 02
Tribunal Superior doTrabalho reconheceisonomia salarial paraProfessores
Encarte Especial
FechadaaConvençãoColetiva2008/2009
Posse para Consolidar e Avançar
Pag. 4
 
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 Julho de 2008
dado o Sinproep. O desao que temos pela rente é tra-balhar com anco para construir um Projeto Estratégico para a consolidação denitiva do nosso Sindicato comoum instrumento de organização e deesa dos direitos dos proessores e proessoras do setor privado de ensino doDF.
PROJETO ESTRATÉGICO
O Projeto Estratégico tem como meta para osegundo semestre dar continuidade às discussões de in-teresse da categoria que oram determinadas nos diversosseminários e eventos realizados desde 2007.Nessa perspectiva a diretoria tem como priori-dade a realização dos seminários do ensino superior, doensino médio e dos cursos livres, por entender que essessetores têm problemas de relevância para serem discuti-dos e temos que, coletivamente, buscar soluções.
ESCOLA DO PROFESSOR 
A Escola do Proessor é uma meta prioritária para a nova gestão. O Sindicato não é somente um in-strumento de luta por melhores salários, é também umcaptador de meios de capacitação e elevação do nível
Estagiária: Priscilla TelesRevisão: Marise AragãoProdução: Instituto Animatografo de ComunicaçãoCNPJ - 01.643.386/0001-12CFDF - 07.340.425/001 - 24SEPN 509 bloco D lojas de 12 a 20 - Térreo.Cep. 70 750-504 - Brasilia DF. tel: 61 3349 6122animatografo@hotmail.comanimatografopj@yahoo.com.brImpressão: Tribuna do BrasilTiragem: 8.000 exemplares
dos proessores e proessoras. Nesse sentido, buscaremos parcerias com setores públicos e privados para instituircursos de apereiçoamento que elevem as condições detrabalho e o respeito prossional.
CAMPANHA DE SINDICALIZAÇÃO
No mês de agosto iniciaremos uma orte cam- panha de sindicalização. É nossa meta dobrar o númerode sindicalizados até o nal do ano de 2008. O Sinproepestará consolidado quando tiver a maioria da categoria participando ativamente de suas lutas e decisões.Nesse processo de sindicalização buscaremosenvolver todos aqueles companheiros que já entenderama importância de termos um instrumento voltado paranossas lutas. Vamos estabelecer emulações e prêmios por número de sindicalizações para alcançarmos nossameta.A sua participação é undamental. Juntos are-mos do nosso sindicato um sindicato cada vez mais res- peitado.Pro. Rodrigo de Paula
Orgão Informativo do SINPROEP-DF
SCS - QD 01 - Bl. K - Sl. 203/204 - Ed. DenasaBrasília - DF - CEP 72398-900Telefone: 3321-0042 - Fax 3321-0233sinproepdf.org.br sinproepdf@sinproepdf.org.br
Presidente:
Rodrigo Pereira de Paula
Secretaria de Comunicação:
 José Luiz Bianco JúniorTrajano Jardim
(Jornalista Responsável - DF4164JP)
A PALAVRA DO PRESIDENTE
Consolidar & Avançaré o nosso desafio
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H
á três anos a idéia de ormação de um sindicatoespecíco para os proessores do setor privadode ensino era utopia. O Sinpro, com sua recon-hecida tradição e combatividade, tentava estabelecer nosseus planos de luta reivindicações voltadas para as escolas particulares. Apesar desse esorço, o trabalho da diretoriaera absorvido nas demandas do setor público, por ser essa parcela da categoria em maior número.Com a decisão de undar o Sinproep, aquiloque no início parecia utopia, após três anos mostra-secomo uma realidade concreta do sonho que um grupode companheiros sonharam juntos e transormaram emum projeto vitorioso. No seu terceiro ano de vida o Sin- proep realizou a sua primeira eleição direta para escolhada sua diretoria. Nos dias 6 e 7 de maio, os proessores,coordenadores e orientadores, chamados a exercer o seudireito de voto, rearmaram a conança no processo deconstrução do nosso sindicato e votaram maciçamentena chapa Consolidar & Avançar. Foram quase dois mil votos, dos dois mil e quinhentos proessores aptos a vo-tar.A chapa Consolidar & Avançar tomou posse nodia 1° de julho, por coincidência, no mesmo Teatro dosBancários, onde no dia 22 de outubro de 2005, era un-Um proessor de ensi-no médio entrou para a equipede proessores do Centro Edu-cacional de Realengo (RJ) em1994, para lecionar História eGeograa. Em 1999 oi despe-dido e resolveu entrar com umaação trabalhista em que pedia,entre outras coisas, a equipara-ção salarial. A alegação era quena mesma época em que oicontratado pelo colégio, outrocompanheiro que lecionava in-ormática também ingressou nainstituição, só que com o salárioda hora-aula superior em 42%.Quando o caso oi le- vado a 7ª Vara do Trabalho doRio de Janeiro no Tribunal Re-gional do Trabalho da 1ª Região(RJ), a ação oi julgada impro-cedente. Segundo a sentença do Juiz “A disciplina de inormáti-ca, por si só, é muito mais com- plexa, até porque se trata de ma-téria relativamente nova e queexige do proessor permanenteatualização”.O proessor impetrourecurso no TST e sustentou queas decisões tomadas pelo Juizdo TRT contrariavam o princí- pio da isonomia previsto em lei,uma vez que, em se tratando de proessores de nível médio, “to-dos são igualmente importantesna ormação do cidadão”.O Ministro MaurícioGodinho Delgado, ao julgaro caso, lembrou que, emborao artigo 461 da CLT estabele-ça critérios para a equiparação(identidade de unção, de em- pregador, de localidade e simul-taneidade desses três atores),ela também traz disposiçõessobre o trabalho do proessor:exige-se apenas habilitação legale registro no Ministério da Edu-cação (artigo 317) e estabeleceque a remuneração seja xada pelo número de horas semanais.“Não há, nesse ou nos demaisartigos, distinção em relação àsmatérias ministradas”, disse oMinistro.Ao concluir o casoGodinho declarou que “Evi-denciando o ato constituti- vo – a identidade de unções– e não demonstrados os atosobstativos – a impossibilidadede avaliar a dierença técnica, éinviável manter-se a dierençade remuneração, por arontaros preceitos constitucionais daigualdade (artigo 5º, caput), daisonomia e da não dierenciaçãodo trabalho (artigo 7º, incisos XXX e XXXII)”.
Tribunal Superior do Trabalho reconheceisonomia salarial para Professores
    F   o   t   o  :    W   e    l    b   e   r    S   o   u   z   a
 Decisão do TST ao entender que o estabelecimento de ensino estaria dando tratamento remuneratório dierenciado com base em ator injustamente “desqualifcante”, atribuin-do a uma matéria mais importância que a outra. Essa decisão pode abrir caminho para corrigir discrepâncias salariais existentes em todo o Brasil 
 
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INFORMES JURÍDICOS
No contexto das nego-ciações do Fórum Nacional daPrevidência Social, em junho de2007, o DIEESE publicou umtrabalho explicativo sobre o ator previdenciário. Após um ano aentidade volta a discutir o temainstigada pelos debates iniciadosno Congresso Nacional, depoisda aprovação do PL de autoriado senador Paulo Paim (PT-RS),que propõe o m desse mecanis-mo iname que prejudica os tra-balhadores.A Constituição de1988 estabeleceu no CapítuloII, Título VIII – Ordem Social,o princípio da Seguridade Social.No artigo 194 dene SeguridadeSocial como um conjunto inte-grado de ações de iniciativa dosPoderes Públicos e da sociedade.Essas ações são destinadas a ga-rantir os direitos relativos à saúde, previdência e assistência social.A Constituição Federaldene que a Seguridade se assentano tripé: saúde, previdência e as-sistência social. Para atender essadenição o constituinte manteveo princípio do sistema de reparti-ção oriundo da Lei Elói Chaves.Um sistema solidário, em que ostrabalhadores, no seu conjunto,contribuem para pagar o segurodos que atingiram a idade de seaposentar.
CAPITALIZAÇÃOXREPARTIÇÃO
Com o advento doneoliberalismo nos anos 1990, oBanco Mundial passou a prescre- ver uma receita única para o sis-tema previdenciário no mundo.Principalmente para a AméricaLatina. A primeira investida deu-se no Peru. O governo peruanodesarticulou o sistema de repar-tição e implantou a orma decapitalização. Os trabalhadoresdaquele país, de uma hora paraoutra, perderam direitos sociaisde seguridade e viram seu sistematomado pelos grupos nanceirosnacionais e internacionais.Durante o processo de
Fator Previdenciário crimecontra os trabalhadores
O inciso VIII do arti-go 8° da CF diz que é vedada adispensa do empregado sindi-calizado a partir do registro dacandidatura a cargo de direçãoou representação sindical e, seeleito, ainda que suplente, atéum ano após o nal do mandato,salvo se cometer alta grave nostermos da lei.Apesar da clareza cris-talina do que diz a nossa Leimaior, os empregadores, comanuência de alguns magistrados,teimam em querer pôr abaixoesse direito dos trabalhadores.Durante o processoConstituinte, os componentesdo amigerado “Centrão”, grupoormado por uma “tropa de eli-te” (literal da palavra) reacioná-ria, a maioria hoje ormando oDEM e o PSDB, insistiam como saudoso Ulisses Guimarãesque o texto constitucional estavamuito detalhista, entrando emminúcias. Ulisses com a sua pers- picácia respondia: “se o que estáexplícito vocês não respeitam,que dirá o que não está”. Tinharazão o velho e inteligente Ulis-ses Guimarães. Sabia ele muitobem o que estava dizendo.O artigo 543 da Con-solidação das Leis do Trabalho,no seus parágraos 3° e 4°, tipi-ca como “vedada a dispensado empregado sindicalizado ouassociado, a partir do momentodo registro de sua candidaturaa cargo de representação sindi-cal...” .Quando o legisladoroptou por dar essa garantia aotrabalhador, ele tinha convicçãode que sem essa norma regula-dora, nenhum trabalhador ou-saria participar da diretoria doseu sindicato e se expor à sanhaselvagem patronal e perder seuemprego. E mais. Em certos ca-sos, não conseguir trabalhar emoutra empresa do mesmo ramo.O Brasil raticou asConvenções 87, 98 e 135 daOrganização Internacional doTrabalho (OIT), sendo que estaúltima especica claramente asgarantias para os Representan-tes dos Trabalhadores (Worker’sRepresentatives):
“Os representantes dostrabalhadores, em suas atribui- ções, deem gozar de efetia pro-teção contra qualquer ato que os prejudique, inclusie ato demis- sional em irtude de seu status ou atiidades enquanto representan-tes dos trabalhadores ou membrosde sindicatos ou participação em atiidades sindicais, desde que ajam em conformidade com a le- gislação igente ou normas coleti-as ou acordos.” 
O que querem os se-nhores magistrados da nossa Jus-tiça do Trabalho que não reco-nhecem esse direito cristalino?Por acaso são analabetos? Semdúvida que não. Essa pequena parcela de juízes que desconhe-cem a lei, rasgam a Constituiçãoe passam por cima das resoluçõesde organismos internacionais,são movidos pelos interesses pa-tronais.
As Centrais sindicais precisam tomar uma posição firme contra essa trama queestá gerando o “oo da serpente” da liquida- ção do moimento sindical brasileiro. Sem as mínimas garantias para os dirigentes, ostrabalhadores estarão entregues à própria sorte. Aos poucos a Justiça ai formando ju-risprudência sobre o assunto. Lutemos en-quanto há tempo. Se não, quando abrirmosos olhos estaremos liquidados.
 Apesar da estabilidade provisória dos dirigentes sindicais noemprego estar garantida no artigo 8°, inciso VIII da Constituição Federal de 1998 e no artigo 543, parágrafos 3° e 4° da CLT,uma Turma do TST, de forma absurda, se submete aos interesses patronais e desrespeita a nossa Carta Magna
Justiça do Trabalhorasga Constituição
discussão da Reorma Previden-ciária de 1998, no governo FHC,a inclusão do critério da idademínima para concessão de todoe qualquer tipo de aposentadoriaoi rejeitada pelo Congresso Na-cional.Na calada da noite aReorma oi aprovada. A emendaConstitucional de nº 20 alteroudiversas regras para as aposenta-dorias do Regime Geral da Previ-dência Social (RGPS).As principais alterações oram:
Estabelecimentodova
-lor-teto para os beneícios (hojeem R$ 3.038,99);
Eliminação,deforma
gradual, da aposentadoria espe-cial;
Substituiçãodocon
-ceito de “tempo de serviço” pelo“tempo de contribuição”. Para asmulheres, a aposentadoria portempo de contribuição se dá com30 anos de contribuição e para oshomens, com 35 anos.O Executivo criou o“ator previdenciário” como umcritério alternativo para a idademínima, por intermédio da Leinº 9.876, que alterou a redaçãodo art. 29 da Lei nº 8.213, de1991 e modicou os critérios decálculo dos beneícios.Com o novo dispositi- vo adotado, o valor das aposen-tadorias pagas pela Previdência passou a ser calculado com basena média aritmética dos 80%maiores salários de contribuiçãoreerentes ao período de julho de1994 até o mês da aposentado-ria. A média é corrigida mone-tariamente e ajustada pelo “ator previdenciário”. O princípio é:retardar a aposentadoria paraconseguir um benecio maior.A denição que rege ainstituição do “ator previden-ciário” baseia-se no conteúdoideológico da reorma de 1998.Esse princípio trouxe para dentrodo sistema público de previdên-cia, criado com uma visão social,a partir de um ormato de re- partição, o caráter predatório dosistema privado de capitalização,na lógica do mercado e do lucro.Cada pessoa é responsável pelasua previdência.A criação do “ator previdenciário” em 1999 infuiudiretamente nas aposentadorias por tempo de contribuição. Re-baixou a média dos seus valoresem, pelo menos, 23% para os ho-mens e em mais de 30% para asmulheres.Pelo seu conjunto decontradições podemos armarque o “ator previdenciário”, alémdos impactos prejudiciais aostrabalhadores, advindos da suaaplicação, oi o “ovo da serpente”gerado pelo governo FernandoHenrique, que a gestão de Lulanão extirpou e abre caminho paraa entrega do sistema aos gruposeconômicos internacionais da previdência privada.Organizações de apo-sentados, tendo a rente a Cone-deração Brasileira dos Aposenta-dos e Pensionistas (Cobap), vêmlutando pela aprovação do proje-to do senador Paulo Paim (PT-RS), que extingue o amigerado“ator previdenciário”. O projeto já passou no Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputa-dos. Os trabalhadores da ativa sóagora acordaram para o proble-ma que os atinge diretamente ecomeçaram a mobilizar suas ba-ses por intermédio das CentraisSindicais.Os técnicos do IPEA(Instituto de Pesquisas e Estu-dos Aplicados), de visão conser- vadora que ainda permanecemnaquele instituto, começam adiundir a idéia perversa de que oFator Previdenciário é bom paraos trabalhadores mais pobres. O próprio ministro da Previdênciaestá endossando esse princípioque é um verdadeiro engodo.Será uma luta dura. O presidente Lula declarou que possivelmente vetará o projetose ele or aprovado. Vamos verse o Presidente está dispostoa passar para história como oresponsável pelo enterro daPrevidência Pública brasileira.Vamos pagar para ver.
Trajano Jardim – Jornalista
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