A aplicação do banco de horastem sido objeto de questionamentoe litígio entre professores e direçãode escolas nas relações de trabalho.Embora a lei não permita essa prática,algumas instituições continuam usandoessa prática lesiva ao professor.Nesse sentido a diretoria doSindicato solicitou um parecer aosadvogados do seu Núcleo JurídicoMário Thiago Gomes de Sá Padilhae Ulisses Borges de Resende sobre oassunto. Em síntese eles concluíramque a transformação do recesso escolar em “banco de horas” é ilegal.
A LEI DO PONTO DE VISTAJURÍDICO
Seu questionamento sedeu ante a existência de possívelinterpretação dúbia dos institutos, ondeas Escolas tem entendido ser possívelaplicar banco/saldo de horas emvirtude de o professor não comparecer ao estabelecimento de ensino duranteo recesso escolar do meio do ano e,
a CLT armar que durante o recesso
o professor somente poderá aplicar exames.Ora, como as escolas estão emrecesso no período, querem dizer, emoutras palavras, que o professor estaria
se beneciando do fato de não poder
exercer outra tarefa durante o referido período.Trata-se de questão afeta a ramodo Direito do Trabalho. Tal matériaestá positivada na CLT em seu artigo322 e parágrafos, bem como o artigo59 do mesmo normativo, que prevêa possibilidade do “banco de horas”,também há previsão constitucional eorientação jurisprudencial através desúmula do TST.
RECESSO DOS PROFESSORES
É habitual no sistema de ensino brasileiro que as escolas concedam aosalunos um recesso de no mínimo umasemana durante os meses de junho ou julho de cada ano.No decorrer desse período
os professores cam a disposição
dos estabelecimentos de ensino, masapenas para aplicação de exames, éo que determina o §2º do art. 322 daCLT.Conforme expõe EduardoGabriel Saad “o §2º, do artigo sobestudo, faz alusão ao período de fériasescolares, que não se confunde como repouso anual que a lei assegura atodos os empregados, cujos contratossão regidos por esta Consolidação.O texto desse dispositivo deixa bem claro que, no curso das fériasescolares, o professor permanece àdisposição do seu empregador que é oestabelecimento de ensino.”Não é crível que as escolastentem praticar, à luz das normas atuais,que seja considerada a possibilidadede implementação de banco de horasdurante o período do recesso escolar,até porque a inteligência do art. 59 daCLT, em especial o § 2º .É forçoso frisar que no caso emtela, a categoria não possui a cláusulade compensação na CCT, razão pelaqual se torna ilegal qualquer tentativade implementar o que hoje é tratadocomo “banco de horas”.Ora, mesmo que se aceite oacordo individual escrito, temos quea prestação de horas extras habituais
é suciente para descaracterizar o
mesmo. Assim, caso o professor pratique labor extraordinário de formacostumeira, a compensação não seria possível, mesmo que por acordoescrito.As normas trabalhistas temsua interpretação restringida quando possam trazer qualquer prejuízoao empregado, uma vez que onormativo tem o condão de proteger o
hiposuciente.
Deste modo, ao analisarmosa Cláusula 47 da CCT, temos quelembrar que o disposto no normativovisou trazer uma garantia mínima para o professor, que jamais poderiaser interpretado como qualquer possibilidade de se fazer um banco dehoras.
CONCLUSÃO
Ante todo o exposto, concluímos nãoser possível a utilização do recessoescolar como banco de horas por falta de cláusula expressa na CCT dacategoria, sendo que devemos seguir o que é regido pela ConstituiçãoFederal de 1988 e demais normasinfraconstitucionais.
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Informes Jurídicos
O Sindicato, visando prin-cipalmente agilização nos ajui-zamentos das ações trabalhistas,contratou o renomado Escritóriode Advocacia do Dr. Ulisses Bor-ges de Resende.
ASSESSORIA NO SINDICATO
Para fortalecer ainda maiso Departamento jurídico, foi con-tratada a Dra. Célia Regina Amân-cio, que desempenhará o cargo deassessora jurídica do Sindicato,adotando as medidas necessárias para que as demandas judiciaisatendam aos anseios da categoriaem seus direitos e prerrogativas.
Sindicato renovaNúcleo Jurídico
Banco de horas é ilegal
No dia 9 de junho de 2009,a Faculdade de Ciências, Educaçãoe Tecnologia Darwin (Faceted),compareceu à audiência no MinistérioPúblico do Trabalho (MPT), por denúncia formulada pelo Sindicato, emvirtude de os professores empregadosda Faculdade estarem com saláriosatrasados por mais de três meses, alémde férias e outras verbas salariais.A instituição reconheceu peranteo MPT que está com sérios problemas
nanceiros, problemas que se agravaramno nal de 2008 e perduram até agora.
Segundo os dirigentes da empresa, emdeclaração em juízo, com a entrada dedois novos sócios, tentarão resolver as
pendências nanceiras.
Por decisão do ExcelentíssimoSenhor Procurador do Trabalho Dr.Valdir Pereira da Silva, a faculdadeDarwin foi intimada a apresentar, emnova audiência marcada para o dia 18de junho, documentação que demonstre
a atual situação nanceira da instituição,
cópia do contrato social e dos acordosde parcelamentos que a instituição dizter realizado com os professores.Esta Ação faz parte de uma sériede denúncias formuladas pelo Sinproep-DF contra dezenas de Faculdades que
estão com pendências nanceiras com
os seus professores.
Faculdade Darwin levada ao MPT
O novo escritório fará atendimento de processos trabalhistasindividuais nos seguintes horários:
•Segunda,quartaesexta,das9hàs12he14hàs16h30nasededosindicatonoPlanoPiloto;•Terçaequinta,nasubsedeemTaguatinga,nosmesmoshorários.
Agende um horário nos telefones: 3041-1323 / 3321-0042
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