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Terça-feira, Junho 02, 2009
Legalização do aborto aumenta mortes maternas
 Abaixo segue uma tradução livre de um documento (original aqui) divulgado pela organização MinnesotaCitizens Concerned for Life no qual é demonstrado que o argumento de que a legalização do aborto leva àredução da mortalidade materna só faz sentido na cabeça de abortistas. As evidências indicam justamente o contrário. O que diminui mesmo a mortalidade materna é assistênciamédica de qualidade amplamente disponível para as mulheres, principalmente as que estão passando por uma gestação.
A legalização do aborto protege a saúde da mulher?
 Lidando com o argumento para a expansão do acesso ao aborto
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que são feitos 42 milhões de abortos a cada ano, e, destes, 20milhões são ilegais ou executados clandestinamente. Segundo a OMS, abortos inseguros causam por volta de65.000 a 70.000 mortes maternas a cada ano(1), 99% das quais ocorrendo nos países em desenvolvimento(2).Baseados nestes números (que são altamente questionáveis e não confiáveis)(3), alguns grupos argumentamque, acabando com leis que proíbem ou restringem o aborto, isto ajudaria a prevenir que muitas mulheresmorressem ou sofressem seqüelas resultantes de abortos ilegais. "
 A legalização do aborto e a disponibilizaçãode serviços de planejamento familiar causam considerável queda de mortes relacionadas ao aborto
", declara aInternational Planned Parenthood Federation(4).Porém tal conclusão é contrária à evidência disponível. A falta de modernos tratamentos médicos e assistênciamédica de qualidade, e não a proibição do aborto, resulta em altas taxas de mortalidade materna. A legalizaçãodo aborto na verdade leva a mais abortos -- e nos países em desenvolvimento, onde a assistência médica às mãesé deficiente, isto aumentaria o número de mulheres que morrem ou sofrem seqüelas por causa de abortos.
O Problema da mortalidade materna
Condições maternas, relacionadas ao aborto ou não, causam 1.9% das mortes mundiais para mulheres emeninas(5). A mortalidade materna permanece um sério problema nos países em desenvolvimento.Em muitos casos, faltam a mais básica assistência médica ou cuidados pré-natais. Muitas vezes não háatendimento ao parto, o ambiente hospitalar não tem condições sanitárias mínimas, instalações de emergência esuprimentos são inexistentes ou inadequados, médicos não são treinados ou não possuem equipamentos paralidar com situações que envolvam trauma, e suprimentos médicos e cirúrgicos básicos tais como antibióticos eluvas esterilizadas são insuficientes ou inexistentes. Tais perigos para uma mulher grávida estão presentes seuma gravidez é terminada por aborto ou pelo nascimento da criança.
 
A solução: melhor assistência
A maioria das mortes maternas podem ser prevenidas através de nutrição adequada, assistência médica básicae um bom acompanhamento obstétrico durante a gestação, parto e pós-parto. Nos países desenvolvidos, odeclínio nos índices de mortalidadematerna coincidem "c
om odesenvolvimento de técnicas obstétricas e amelhora na saúde em geral da mulher 
" (de1935 a 1950), de acordo com a OMS(6).Isto ocorreu bem antes da legalização doaborto se espalhar por todo o mundodesenvolvido. Nos EUA o aborto era um procedimentorelativamente seguro bem antes que ele setornasse legal, em 1973 (Figs. 1 e 2). Dra.Mary Calderone, que foi diretora médica daPlanned Parenthood, concluiu, em 1960,que "
o aborto, seja terapêutico ou ilegal,não é mais perigoso, devido a estar sendo feito por médicos
"(7).Dr. Bernard Nathanson, que foi um líder abortista e co-fundador da NARAL Pro-Choice America, escreveu em 1979 que o argumento que mulheres nosEUA poderiam morrer devido a abortosilegais e inseguros "
é agora totalmenteinválido e obsoleto" 
porque "
antibióticos eoutros avanços diminuíramdramaticamente a taxa de mortes devidas aabortos
"(8). Na Inglaterra e no País de Gales, a taxade mortalidade materna caiu de um pico de550 (mortes maternas por 100.000nascimentos vivos) em 1931 para menos de50 em 1960. Esta queda considerável édevida ao uso de antibióticos, transfusõesde sangue e ao tratamento da hipertensãodurante a gravidez(9).De acordo com o Relatório dos Paísesem Desenvolvimento, do Banco Mundial,Malásia e Sri Lanka reduziramconsideravelmente as taxas de mortalidade materna através da ampla disponibilização de parteiras e enfermeirasnas áreas rurais e também pela disponibilização de medicamentos apropriados e equipamentos, melhorias nacomunicação, transporte e serviços de apoio. No Sri Lanka, a taxa mortalidade materna -- o número de mortes
 
maternas por 100.000 nascimentos vivos -- caiu de 2.136 em 1930 para 24 em 1996. Na Malásia, ela caiu de1.088 em 1933 para apenas 19 em 1997(10).Dr. Neelam Dhingra, da OMS, atestou que hemorragias severas contribuem para até 44% das mortes maternasna África, muitas das quais podem ser prevenidas simplesmente através do acesso a sangue de qualidade(11). Amoderna Medicina e uma melhor assistência médica são a chave para proteger as vidas e a saúde das mulheres.
Aborto legalizado não significa aborto seguro
Contrário ao que declara a International Planned Parenthood Federation e outros grupos pró legalização doaborto, não existe uma relação direta entre leis permissivas ao aborto e taxas de mortalidade materna. Naverdade, a legalização do aborto nada faz para resolver o problema da falta de assistência médica dos países emdesenvolvimento.De acordo com a United Nations Population Division (UNPD), não tem havido substancial decréscimo namortalidade materna ou mortalidade infantil desde aConfencia Internacional para População eDesenvolvimento no Cairo, em 1994, e a 4a.Conferência Mundial sobre as Mulheres em Pequim, em1995(12). Isto é verdade apesar de sabermos que, nomesmo período, mais mulheres tiveram acesso ao abortodo nunca antes na história.Os exemplos de ssia, EUA, Irlanda e Poniademonstra que nações com severas restrições ao abortom, na verdade, taxas mais baixas de mortalidadematerna do que países onde o aborto é totalmenteliberado. Os dados da Figura 3 foram tirados doRelatório da Mortalidade Mundial de 2005, publicado pela UNPD(13). Na Índia, o aborto é amplamente permitido, masmortes maternas o comuns devido a insegurascondições médicas. De acordo com "Políticas sobreAborto: Um Relatório Global", da UNPD, "
 Apesar da liberação do aborto, abortos inseguros têm contribuído para as altas taxas de mortalidade materna na Índia (570 mortes maternas por 100.000 nascimentos vivos em1990)
"(14).Em contraste a isto, a taxa de mortalidade materna no Paraguai é muito menor, apesar da proibição da maioriados abortos e do fato que "
abortos clandestinos são comuns
". A taxa está em declínio -- "
de 300 mortes por 100.000 nascimentos vivos em 1986 para a mais recente estimativa governamental, em 1995, de 190 mortes por 100.000 nascimentos vivos
"(15).A evidência mostra que a taxa de mortalidade materna de um país é determinada mais pela qualidade daassistência médica do que pelo status legal do aborto. Complicações no aborto não são uma conseqüência dalegalidade do procedimento, mas das condições médicas em que o aborto é feito.
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