maternas por 100.000 nascimentos vivos -- caiu de 2.136 em 1930 para 24 em 1996. Na Malásia, ela caiu de1.088 em 1933 para apenas 19 em 1997(10).Dr. Neelam Dhingra, da OMS, atestou que hemorragias severas contribuem para até 44% das mortes maternasna África, muitas das quais podem ser prevenidas simplesmente através do acesso a sangue de qualidade(11). Amoderna Medicina e uma melhor assistência médica são a chave para proteger as vidas e a saúde das mulheres.
Aborto legalizado não significa aborto seguro
Contrário ao que declara a International Planned Parenthood Federation e outros grupos pró legalização doaborto, não existe uma relação direta entre leis permissivas ao aborto e taxas de mortalidade materna. Naverdade, a legalização do aborto nada faz para resolver o problema da falta de assistência médica dos países emdesenvolvimento.De acordo com a United Nations Population Division (UNPD), não tem havido substancial decréscimo namortalidade materna ou mortalidade infantil desde aConferência Internacional para População eDesenvolvimento no Cairo, em 1994, e a 4a.Conferência Mundial sobre as Mulheres em Pequim, em1995(12). Isto é verdade apesar de sabermos que, nomesmo período, mais mulheres tiveram acesso ao abortodo nunca antes na história.Os exemplos de Rússia, EUA, Irlanda e Polôniademonstra que nações com severas restrições ao abortotêm, na verdade, taxas mais baixas de mortalidadematerna do que países onde o aborto é totalmenteliberado. Os dados da Figura 3 foram tirados doRelatório da Mortalidade Mundial de 2005, publicado pela UNPD(13). Na Índia, o aborto é amplamente permitido, masmortes maternas são comuns devido a insegurascondições médicas. De acordo com "Políticas sobreAborto: Um Relatório Global", da UNPD, "
Apesar da liberação do aborto, abortos inseguros têm contribuído para as altas taxas de mortalidade materna na Índia (570 mortes maternas por 100.000 nascimentos vivos em1990)
"(14).Em contraste a isto, a taxa de mortalidade materna no Paraguai é muito menor, apesar da proibição da maioriados abortos e do fato que "
abortos clandestinos são comuns
". A taxa está em declínio -- "
de 300 mortes por 100.000 nascimentos vivos em 1986 para a mais recente estimativa governamental, em 1995, de 190 mortes por 100.000 nascimentos vivos
"(15).A evidência mostra que a taxa de mortalidade materna de um país é determinada mais pela qualidade daassistência médica do que pelo status legal do aborto. Complicações no aborto não são uma conseqüência dalegalidade do procedimento, mas das condições médicas em que o aborto é feito.
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