Título: Política midiática: visibilidade e legitimaçãoYuri Almeida é jornalista, especialista em Jornalismo Contemporâneo, pesquisador do jornalismo colaborativo e edita o blog herdeirodocaos.com sobre cibercultura, novastecnologias e jornalismo. Contato:hdocaos@gmail.com/ twitter.com/herdeirodocaosFotos:
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Gerenciar a visibilidade de idéias e ações é a principal preocupação da esferapolítica, atualmente
http://www.senado.gov.br/agencia/arquivos/imagens/afe79499f1b314d7ba31fb7d4d9c757d2-20090817.JPG A política midiática é fruto da indústria da informação e da sociedade de massa. Para oêxito em sua atividade, a esfera de decisão política passou por um processo deadaptação à “gramática” dos
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, além de sofrer influência das técnicas elógicas do marketing no que refere-se à produção de imagem e/ou personagens. Apolítica midiática é uma política de imagem, calcada no espetáculo. Não foram osveículos de difusão de informação massiva que destruíram a tradição do se fazerpolítica, mas deslocou-a para uma nova realidade. Tanto os partidos políticos como apolítica de bastidores mantêm a sua importância dentro da esfera de decisões políticas,entretanto com um caráter mais privado e restrito para aqueles que não integram estaesfera. Gerenciar a visibilidade de idéias e ações é a principal preocupação da esferapolítica, atualmente.O objetivo central dos agentes da esfera de decisão política é conquistar corações ementes da esfera civil, visto que, em um sistema democrático o poder em “deputar algo”ou “alguém à” pertence aos indivíduos. Entretanto, o poder almejado pelos postulantesaos cargos públicos diz respeito ao “poder simbólico”, conceito desenvolvido porThompson (1998) que nasce na atividade de produção, transmissão e recepção dosignificado das formas simbólicas.O poder simbólico depende de complexos sistemas de construção de linguagens eambientes para que a política possa realizar-se. “Os símbolos se afirmam como osinstrumentos por excelência de integração social: enquanto instrumentos deconhecimento e de comunicação, eles tornam possível o consensus acerca do sentido domundo e da ordem social” (BOURDIEU, 1989)Os símbolos assumem uma importância definitiva em uma sociedade em que “arealidade surge no espetáculo, e o espetáculo é real” (DEBORD, 1997, p. 15). Asociedade do espetáculo pode ser interpretada como conformação avançada docapitalismo, como a etapa contemporânea da sociedade capitalista, entretanto “oespetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas,mediada por imagens (DEBORD, 1997, p.14). Já para Gomes (2004), espetáculo é
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