Minha Filha e a Anorexia: Uma História SendoEscrita by Margareth Migliorini - Read Online
Minha Filha e a Anorexia
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Summary

Este ebook descreve uma história real de uma menina de doze anos e de sua família, desde o período anterior à descoberta da anorexia, até os dias atuais. Nele estão descritas as emoções da não aceitação do distúrbio, a falta de equipe médica competente para o atendimento e os sentimentos da menina portadora desta doença. O ebook traz as descobertas da família, o estado emocional de todos que rodeiam a menina e como foi realizado o tratamento para a doença. Hoje esta adolescente ainda é anoréxica. Neste ebook vamos verificar como vive e como lida com seu dia-a-dia e seus sentimentos, além de outros transtornos psicológicos que se abteram sobre ela.

Published: Margareth Migliorini on
ISBN: 9781301213009
List price: $5.99
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Minha Filha e a Anorexia - Margareth Migliorini

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MINHA FILHA E A ANOREXIA

UMA HISTÓRIA SENDO ESCRITA

By

Margareth Helena Migliorini

SMASHWORDS EDITION

*****

PUBLISHED BY:

Margareth Helena Migliorini on Smashwords

MINHA FILHA E A ANOREXIA – UMA HISTÓRIA SENDO ESCRITA

Copyright 2013 by Margareth Helena Migliorini

Smashwords Edition, Notas de Licenciamento

This ebook is licensed for your personal enjoyment only. This ebook may not be re-sold or given away to other people. If you would like to share this book with another person, please purchase an additional copy for each recipient. If you’re reading this book and did not purchase it, or it was not purchased for your use only, then please return to Smashwords.com and purchase your own copy. Thank you for respecting the hard work of this author.

Thank you for buying my ebook. That’s a real story about my daughter and my family, from the year 2010 until 2013, living with anorexia.

The best about the story is the overcoming.

Please, tell your friends about this ebook. The money earned by it’s going to be used in her treatment.

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MINHA FILHA E A ANOREXIA

UMA HISTÓRIA SENDO ESCRITA

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CAPÍTULO I

INTRODUÇÃO

Meu nome é Margareth e sou a mãe de Alice, uma menina linda de quatorze anos. Vou contar a você, leitor, a história dela e de nossa família desde o final do ano de 2010, quando Alice foi acometida pelo distúrbio da anorexia. Ela estava com doze anos de idade e num período muito feliz de sua vida, por isso a dificuldade da descoberta e de aceitação, por nossa parte . Esse é o primeiro ebook que escrevo e confesso que não é tão fácil assim falar das nossas dores.

Eu sempre imaginei que pessoas com anorexia seriam jovens, geralmente do sexo feminino, de famílias abastadas. Seriam meninas bonitas, com poucos objetivos de vida, além de seu próprio bem estar. Fariam de tudo para chamar a atenção e tentar ser mais bonitas do que as meninas de sua roda de amizades, já que não tinham preocupações fundamentadas ou não reconheciam sua beleza. Queriam mostrar uma beleza superior e, também, poderia ser a anorexia uma maneira de chamar a atenção dos familiares.

Em segundo lugar pensava que a anorexia era uma doença que acometia jovens modelos ou artistas, devido um descontrole emocional ao tentar ficar com o corpo perfeito para o mundo da moda, cinema ou televisão.

Na verdade, pensava em jovens fúteis, onde sua criação tivesse sido feita com pouco amor, mas muito dinheiro. Nunca um pedido seu tivesse sido negado e, por não saberem como lidar com uma vida com falta de objetivos, entravam em uma neurose alimentícia, onde uma conversa séria, um puxão de orelhas ou, dependendo de cada caso, carinho dos familiares, faria com que melhorassem.

Quando a anorexia chegou a nossa casa o conceito descrito anteriormente veio abaixo totalmente. Foi um baque muito grande para mim e para todos de casa. E o mais difícil foi dar o primeiro passo, que é o de aceitar que tem alguém muito próximo a você sofrendo com a anorexia.

Arrependi-me do pensamento tão sem sentido e errado que tivera anteriormente sobre as pessoas anoréxicas ou com bulimia. Vi que a cabeça de uma pessoa atormentada por esses distúrbios é totalmente sem comando com referência.

À sua comida e a seu corpo e que conseguir auxílio médico à altura do problema - e que esse auxílio seja aceito pelo paciente - é de extrema dificuldade.

O que foi pior, no caso de nossa filha, foi à demora que tivemos em receber o diagnóstico de anorexia. Eu mesmo demorei a perceber que era esse distúrbio neurológico que atormentava minha filha. Verifiquei, também, que há poucos profissionais habilitados para tratar com maestria esse distúrbio, principalmente em cidades do interior do Brasil. Assim, o tempo para o diagnóstico e tratamento acaba demorando mais e as consequências acabam se manifestando na parte física do paciente: seu corpo, com magreza excessiva, debilitação e mau funcionamento dos órgãos, etc.

Em momentos assim, onde não se sabe para qual lado correr, a internet acaba virando nossa fonte de pesquisas para o encontro de soluções. Assim, descobri que não existe um tratamento padrão, específico para a anorexia e, também, não há uma causa única e certa para a doença. Podem ser muitas causas e as mais diversas. Dentre elas podem estar:

a) Busca pela perfeição;

b) Preocupação excessiva com o peso e formas do corpo;

c) Problemas de alimentação quando bebê ou na primeira infância;

d) Baixa autoestima;

e) Transtorno de ansiedade quando criança.

Na internet não consegui encontrar profissionais ou clínicas, na época, no Estado onde moramos, que pudesse nos auxiliar. E em outros estados brasileiros, descobri que também não havia muita referência na Internet. Desesperei-me, pois as informações muitas vezes se repetiam e em pouca coisa auxiliavam.

Desde o começo desta batalha contra a anorexia aprendi que quem tem esse distúrbio, pode tê-lo para sempre, mas que pode conviver de um modo mais saudável, se aprender a comandar seu pensamento. O que é estranho é a pessoa com anorexia ou bulimia perder o domínio de seu querer. Quem manda é um ser novo. Um ser chamado anorexia e é difícil conseguir que alguém da família do paciente tenha domínio sobre este mal e possa fazer a pessoa aceitar a ficar bem.

Aprendi que uma pessoa com anorexia sofre muito, pois briga consigo mesma. Parece a história do anjo e demônio onde cada um tenta comandar a cabeça da pessoa vítima desta doença. O anjo tenta justificar os motivos para a pessoa comer, mas o demônio faz com que ela se sinta culpada por isso. Qualquer coisa que engolir vai fazê-la aumentar muito de peso, em seu pensamento. Incute na pessoa que ela pode viver com o mínimo de comida e continuar a engordar. Enfim, a anorexia faz a pessoa sofrer, a deixa sem paz, sem estabilidade emocional. Deixa-a irritada devido à fome e a vontade de comer, deixa-a sem amigos, pois a isola pelos pensamentos exagerados e fixos.

Anorexia é a doença mental que mais mata – há estudos que relatam que até 20% dos casos da doença morrem por falta de nutrientes e falência de órgãos – devido à escassez de comida.

Hoje, depois de mais de dois anos do início deste período tão atribulado em nossa família, pela anorexia que tomou conta de nossa filha, resolvi escrever este livro virtual. Desejava que fosse um livro normal, palpável, mas descobri que é caro editar um livro. Assim, recorri aos modernos e books, já que a produção é bem mais em conta, é moderno e as pessoas tem mais facilidade de acesso, já que não precisa ir até uma livraria para adquirir, além de haver proteção à natureza, pela não utilização de papel.

A ideia de meu livro é contar como é a história de uma pessoa normal com anorexia, já que ouvimos muito sobre celebridades com este diagnóstico. Como foi a descoberta da anorexia em nossa filha, como foram os dois primeiros anos dela com essa doença. Gostaria de, com isso, poder auxiliar quem passa por situações assim com familiar ou conhecido seu. Gostaria, também. De poder deixar atentos os familiares de adolescentes a fim de que procurem diagnosticar o problema e, também, escrevi este e book para conseguir fundos a fim de prosseguir o tratamento de minha filha.

Vou contar a história de nossa filha e a nossa história também, já que convivemos com ela todo esse tempo. Torço para que possa auxiliar-vos no convívio ou tratamento de conhecido ou familiar com este distúrbio.

Vou denominar nossa filha como Alice (ela escolheu o nome), a fim de preservar sua identidade e não comprometê-la ou deixá-la intimidada. Os nomes de colegas e médicos também são fictícios.

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CAPITULO II

O COMEÇO DE TODA A HISTÓRIA.

A história começa com o nascimento de Alice, em primeiro de maio de 1998. Ela nasceu prematuramente, devido eu portar diabetes mellitus e pré-eclâmpsia. Mas nasceu perfeita, linda e ficou oito dias no CTI Neo-Natal do Hospital da PUC de Porto Alegre. Nasceu no oitavo mês de gestação.

Muito inteligente, já antes de um ano de idade, ao desfolharmos para ela pequenos livros, se emocionava ao contarmos histórias a ela mostrando as figuras. Lembro-me de um pequeno livro onde, no final, o personagem da história, um porquinho filhote, caia numa poça de lama. Alice chorava muito quando se contava a ela a história do porquinho, principalmente na parte da lama.

Desde muito pequena, também, demonstrava pouca aceitação para com pessoas estranhas. Era bastante apegada às pessoas de casa e não gostava de ser pega no colo por desconhecidos dela.

Foi um bebê com bastante autocontrole, até em excesso, para um bebê. Tiramos sua fralda cedo, com pouco mais de um ano e meio de idade. Neste período, à noite, se a deixássemos sem fralda e não acordássemos para levá-la ao banheiro, não fazia xixi na cama. Parecia que não queria se sentir molhada.

Mesmo nos primeiros dias em que a ensinamos a usar o pinico, ao deixá-la sem fraldas, não molhou nunca a calcinha. Também a tendência de mexer em objetos de decoração, ir a locais inapropriados, Alice pouco teve.

Com cerca de dois anos tentamos colocá-la numa escolinha, mas não teve jeito, Alice não queria ficar. Grudava no pescoço de quem a levava e não se distraia em nenhum momento brincando com outras crianças. Foi tentado por cerca de um mês, mas não foi obtido êxito. Assim desistimos e ficamos novamente com uma babá. Ficamos um pouco preocupados com