Tu Consegues Realizar o Teu Sonho by Patrick Afonso by Patrick Afonso - Read Online

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Tu Consegues Realizar o Teu Sonho - Patrick Afonso

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ti.

Mensagem do Autor

Abre o teu coração, recebe em ti os ensinamentos contidos neste livro e partilha-os com o mundo inteiro em cada um dos teus pensamentos, em cada palavra que proferires e em cada um dos teus actos do quotidiano.

Toma consciência que nasceste para ser feliz e viver os teus sonhos. Nunca és inspirado a realizar um sonho que não seja realizável.

Prólogo

O rapaz caminhava devagar, de mochila às costas, entre as árvores. Adorava estar na floresta, era um refúgio onde se conseguia reencontrar. Aquele ambiente natural e selvagem, intocado pela mão do homem, fazia-o sentir-se em paz. Quanto mais avançava mais leve se ia sentindo. Parecia que estava num mundo mágico e que todos os seus problemas e preocupações tinham ficado à entrada.

Enquanto continuava, ia olhando à sua volta. Observava a beleza e as formas das árvores. Pareciam vivas. Pareciam estender os seus ramos em direcção a ele para lhe tocar e chamar a sua atenção. Todas tinham formas diferentes, todas eram únicas, com histórias de outros tempos para contar.

Acabou por chegar a um cume de onde conseguia ver a quilómetros de distância. Sentou-se numa rocha de forma oval, meia enterrada no solo. Ficou a olhar para a paisagem enquanto sentia os raios de sol acariciarem-lhe o rosto e aquecerem-lhe todo o corpo. Observava os pássaros que cantavam enquanto voavam e vinham buscar pequenas ervas secas para os seus ninhos.

De repente, ouviu um barulho atrás dele, como se alguém pisasse num galho seco. Olhou para trás, mas não viu ninguém nem nenhum animal. Lembrou-se das histórias que os seus avós lhe contavam sobre lobos e a sua mente começou a encher-se de pensamentos desordenados e assustadores.

O seu coração começou a acelerar e um frio invadiu-o repentinamente. Levantou-se e continuou a olhar à sua volta. Já não ouvia os sons apaziguadores da natureza, estava paralisado pela angustia e pelo medo. A sua respiração ofegava e apesar da sensação de frio, transpirava por todos os poros da sua pele.

– Está um dia lindo, não está? – disse uma voz feminina e melodiosa.

Olhou na direcção da voz e viu uma senhora, de cabelos compridos, a contemplar a paisagem à sua frente.

– Que susto você me pregou! – respondeu o rapaz.

Sem olhar para ele, a senhora sorriu e disse-lhe:

– A nossa mente inventa perigos que nem sequer existem e consegue convencer-nos que são reais. A nossa mente tem um poder fantástico, é pena não nos ensinarem como usá-la de forma positiva e criadora.

O rapaz ficou a pensar naquelas palavras. Havia um mistério e uma verdade tão profunda nelas que o fizeram ficar absorvido nos seus pensamentos durante uns segundos.

A senhora foi-se aproximando lentamente. Parou à frente dele e ele sentiu algo amoroso emanar dela através do brilho do seu rosto.

– Estava à tua espera. – disse ela.

– Quem é a senhora? – perguntou surpreendido.

– Sou uma amiga da tua avó. – disse sorrindo – Senta-te aqui nesta rocha à minha frente.

Um pouco amedrontado e hesitante, o rapaz sentou-se e perguntou-lhe:

– Amiga da minha avó? Onde a conheceu? Tenho saudades dela.

– Conheci-a há muitos anos e ficamos boas amigas. Fecha os olhos e escuta.

O rapaz hesitou e não fechou os olhos.

– Confia em mim. – disse ela gentilmente e sorrindo ao mesmo tempo – Fecha os olhos e escuta.

Ele acabou por fechar os olhos.

Começou a sentir o corpo todo a vibrar. Começou a escutar sussurros entre as árvores como se falassem entre elas. Estava de olhos fechados, mas conseguia ver tudo à sua volta com os olhos da mente. Tudo estava ainda mais brilhante, as árvores estavam mais verdes, o céu ainda mais azul... e a senhora, era toda de luz pura.

Surpreendido, tentou abrir os olhos e levantar-se mas não conseguia, era como se tivesse perdido o controlo sobre o seu corpo. Apesar da aflição que lhe poderia provocar o facto de não controlar o seu corpo, estava totalmente preenchido por um sentimento profundo de paz.

A senhora disse-lhe:

– Tenho uma pequena tarefa para ti. Preciso que divulgues umas mensagens. Algumas pessoas andam um pouco distraídas, outras estão perdidas... precisam de motivação, de inspiração, de esperança, precisam de algo que as ajude a continuar a sua caminhada pela vida de forma feliz. Vou transmitir-te algumas palavras que irás memorizar e ao chegar a tua casa vais escrevê-las e arranjar uma forma de as divulgar. Vais receber a inspiração que te transmitirá a forma mais adequada de as partilhar. Peço-te ainda que todas as semanas voltes aqui para receber outra mensagem. Por favor, não ignores estas mensagens por serem demasiado simples ou demasiado óbvias, o mundo precisa delas. Por mais pequenas ou insignificantes que pareçam, por mais despercebidas que pareçam passar aos olhos de algumas pessoas, elas tocarão no coração de outras. Podem ser apenas um pequeno grão de areia na imensidão de uma praia, mas o que é uma praia senão uma imensidão de minúsculos grãos de areia? Confia em mim e sobretudo, confia em ti, tem fé. Tu consegues concretizar esta tarefa.

Depois de lhe dizer estas palavras, começou a transmitir-lhe a mensagem. O rapaz não recebia apenas a mensagem, não recebia apenas conhecimento, havia algo superior no espaço vazio entre os sons das palavras.

Manteve-se imóvel vários minutos após o processo ter terminado. Quando abriu os olhos, a senhora já não estava presente e o sol estava quase a desaparecer no horizonte.

Ao chegar a casa, fez o que a senhora lhe pediu, escreveu a mensagem que lhe tinha transmitido. Depois de a escrever sentou-se a olhar para a paisagem à sua frente e a tentar perceber como ia fazer para divulgar aquele texto e os outros que lhe iriam ser transmitidos. Ficou em silêncio a olhar em frente para o vazio, sem prestar atenção a nada, abstraindo-se das distracções, permanecendo nele e naquele momento. E desse nada surgiu um ideia: Vou criar um blog, é a forma mas fácil para partilhar estas mensagens com o mundo inteiro!

Em poucos minutos o blog estava criado e a primeira mensagem partilhada.

O sentido da vida é o sentido que tu lhe dás. Se te focares no passado, estarás a olhar para trás e ficas parado enquanto a vida continua em frente, seguindo o seu curso natural.

Se te focares demasiado no futuro e em tudo o que será bom e melhor no futuro, não vais estar presente neste momento, no único momento que existe: o agora, que enquanto disse estas palavras já passou e entretanto o tempo e o espaço trouxeram um novo agora. O sentido da vida será, talvez, estar presente no momento que estás a viver, planeando os teus objectivos e sonhos mas sem estar preso aos resultados que advenham deles, porque a tua felicidade não depende deles, depende apenas de tu tomares a decisão de seres feliz.

Mas, se pensarmos: E