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Tudo começa com o óvulo

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Tudo começa com o óvulo

ratings:
5/5 (2 ratings)
Length:
314 pages
5 hours
Released:
Jul 21, 2017
ISBN:
9781547508792
Format:
Book

Description

Quer você esteja tentando engravidar naturalmente ou com a ajuda da FIV, a qualidade dos seus óvulos terá um grande impacto sobre o tempo que você levará para alcançar a gestação e sobre o risco de aborto espontâneo. A má qualidade do óvulo vem despontando como a causa isolada mais importante da infertilidade relacionada à idade, das perdas gestacionais recorrentes e dos ciclos malsucedidos de FIV. Ela também é um dos principais responsáveis pela infertilidade na SOP.

Baseado em uma investigação abrangente de um grande número de estudos científicos, Tudo começa com o óvulo revela um método inovador para melhorar a qualidade do óvulo e a fertilidade. Com uma estratégia concreta que inclui a limitação da exposição a toxinas como o BPA e os ftalatos, a escolha das vitaminas e dos suplementos certos para proteger os óvulos em desenvolvimento e a adoção de hábitos alimentares que mostraram alavancar as taxas de sucesso da FIV, este livro oferece soluções práticas que vão ajudar você a engravidar mais rápido e a dar à luz um bebê saudável.

Released:
Jul 21, 2017
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9781547508792
Format:
Book

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Tudo começa com o óvulo - Rebecca Fett

autora

Introdução

Quer você esteja apenas começando a pensar na ideia de ter um bebê, encontre-se em uma longa estrada de tratamentos de fertilidade e ciclos malsucedidos de fertilização in vitro (FIV) ou já tenha sofrido diversos abortos espontâneos, é extremamente importante fornecer a seus óvulos os nutrientes específicos necessários para dar suporte ao desenvolvimento do embrião e impedir que toxinas provoquem danos maiores. Este livro explica as medidas simples que você pode tomar para ter a maior chance possível de engravidar e trazer para casa um bebê saudável. E tudo começa com o óvulo.

De acordo com o pensamento convencional, as mulheres nascem com todos os óvulos que terão na vida e a qualidade deles cai drasticamente com a idade. Isso, porém, não é tudo. Durante a maior parte de nossas vidas, os óvulos se encontram em um estado de animação suspensa como células imaturas, mas uma grande transformação acontece nos três a quatro meses anteriores à ovulação. O óvulo cresce imensamente em tamanho e começa a produzir muito mais energia. Ele deve, então, executar um processo preciso de separação e liberação de cópias de cromossomos. Se esse processo der errado, o que ocorre com frequência, o óvulo apresentará alterações cromossômicas. Essa é a causa mais importante dos abortos espontâneos precoces e dos ciclos malsucedidos de FIV, bem como a razão pela qual mulheres mais velhas demoram muito mais tempo para engravidar.

As mulheres costumam ouvir que não há muito a fazer para melhorar a qualidade do óvulo, mas as últimas pesquisas desafiam essa antiga suposição. A fase de crescimento antes da ovulação é um período crítico, no qual muitas coisas podem acontecer e afetar a qualidade do óvulo, tanto positiva quanto negativamente. Isso inclui os efeitos nocivos da exposição a toxinas como o BPA e os ftalatos, assim como a proteção causada pela suplementação com antioxidantes e outros nutrientes. Como resultado, existe uma breve janela de oportunidade, na qual você pode fazer a diferença para a qualidade do óvulo.

Este livro será seu guia de estratégias específicas embasadas em pesquisa científica sólida. É importante destacar que as recomendações aqui presentes não se baseiam em estudos animais isolados com insinuações sedutoras sobre as causas e soluções para a má qualidade do óvulo. Estudos individuais, particularmente os realizados em animais ou em laboratório, fornecem evidência apenas limitada e devem ser considerados com cautela. Este livro, pelo contrário, baseia-se em uma análise abrangente de um grande número de pesquisas médicas, com estudos confirmados por diversos grupos e envolvendo a participação de pacientes reais.

Se você está fazendo tratamento com um especialista em fertilidade, talvez tenha sido aconselhada a tomar suplementos para aumentar a qualidade do óvulo. As recomendações de alguns médicos estão mais atualizadas e embasadas em evidência científica que as de outros. Meu objetivo ao escrever este livro é fornecer uma ferramenta para o total entendimento sobre o que ajuda e por quê, para que você possa tomar suas próprias decisões informadas.

Mas primeiro, a história de como me tornei obcecada pela ciência da qualidade do óvulo. Minha jornada começou com os mesmos medos e ansiedades enfrentados por muitas mulheres que estão lutando contra a infertilidade. Eu estava para começar um ciclo de FIV e não podia evitar a preocupação. Será que daria certo? Teríamos a quantidade suficiente de óvulos? Seriam produzidos embriões bons o bastante para serem transferidos e levarem à gravidez?

Em qualquer ciclo de FIV, existe tanta chance de dar errado e tanta coisa em jogo. No nosso caso, havia também outra pessoa contando comigo para produzir os óvulos necessários: nossa mãe de aluguel (ou substituta). Se o ciclo fosse malsucedido, eu não seria a única a ter que repetir todas as injeções e consultas médicas, ela também passaria por isso.

Eu estava muito confiante ao começar o processo, pensando que, por ter menos de trinta anos, engravidar com a ajuda da FIV seria fácil. Mas então aconteceu o inesperado. Recebi o diagnóstico de reserva ovariana diminuída e ouvi de nosso especialista em fertilidade que seriam necessários medicamentos mais agressivos para nos ajudar a conceber. Se a equipe conseguisse retirar apenas alguns poucos óvulos, nossa chance de ter um embrião para transferência não seria boa. Perguntei a ele se existia algum suplemento específico que eu pudesse tomar para aumentar nossa chance, mas não havia respostas claras. Coloquei então minha formação em biologia molecular e bioquímica para funcionar. Embarquei em uma jornada para descobrir por mim mesma o que as pesquisas científicas mostravam.

No tempo em que cursava biologia molecular, eu havia estudado o mecanismo de dano e reparo do DNA e o processo detalhado de produção de energia dentro das células, bem como a relação de ambos com os antioxidantes. Também havia aprendido sobre o complexo sistema no qual os cromossomos de um óvulo são recombinados e, a seguir, mecanicamente separados, antes e depois da fertilização. Conforme examinava a fundo os artigos científicos sobre a qualidade do óvulo, todos as peças que me haviam sido apresentadas anos atrás começaram a se encaixar com estudos recentes inovadores, formando um quadro das várias causas das alterações cromossômicas nos óvulos e da influência dos fatores externos. Resumindo, as pesquisas revelaram uma revolução silenciosa na forma como entendemos a qualidade do óvulo.

Comecei a colocar em prática tudo que aprendi. Melhorei minha alimentação cortando carboidratos refinados (para baixar a insulina, que já mostrou ter efeito sobre a qualidade do óvulo), passei a tomar um pequeno punhado de suplementos diários e adotei medidas extras para limitar minha exposição a toxinas domésticas, tais como substituir plástico por vidro e comprar produtos de limpeza naturais.

Decidi também tomar o hormônio DHEA, o qual, conforme explicarei mais adiante neste livro, tem sido objeto de um debate acalorado no mundo da FIV nos últimos cinco anos. Durante aqueles meses, comecei a pensar em mim mesma como pré-gestante e a proteger meus óvulos da mesma forma que faria com um bebê em desenvolvimento se estivesse grávida. Achei tranquilizador saber que, mesmo se aquele ciclo de FIV em particular falhasse, eu poderia ao menos me consolar com a certeza de que havia feito absolutamente tudo o que podia para produzir embriões saudáveis.

Tendo dito isso, eu não estava esperando nenhum milagre. Ainda suspeitava que, com uma reserva diminuída de óvulos, minha batalha seria árdua. Eu conhecia as estatísticas sobre as taxas de sucesso da FIV em relação à reserva ovariana, e elas não eram motivo para otimismo.

Alguns meses depois de ter começado minha busca por óvulos de boa qualidade, meu marido e eu voltamos à clínica para um exame de rotina dos meus ovários antes que eu começasse a usar os medicamentos de estimulação da FIV. Ficamos estarrecidos ao ver tudo o que havia mudado. Em vez de um par de folículos (as pequenas estruturas nas quais um único óvulo amadurece) em cada ovário, a ultrassonografia mostrou que eu tinha, provavelmente, vinte óvulos amadurecendo. Esse número era perfeitamente normal, e senti o peso do termo reserva ovariana diminuída sumir dos meus ombros. De repente, nossa chance havia se tornado muito maior.

Ainda assim, continuei nervosa. As semanas passaram e cada dia se tornou uma rotina de injeções, pílulas, exames de sangue e ultrassons. Os exames nos davam todas as razões para confiar em um bom resultado, mas como nosso médico explicou, nunca existe garantia em um ciclo de FIV, já que há tantas coisas que podem dar errado. A cada manhã e a cada noite, ao pegar minhas caixas de seringas, agulhas e ampolas de medicamentos caros de fertilidade, preparando-me para aplicar diversas injeções em mim mesma, sentia uma pontada de ansiedade ao pensar que tudo isso talvez não servisse para nada.

No dia da retirada dos óvulos, acordei após o procedimento para descobrir que haviam sido retirados vinte e dois, e todos estavam maduros. Mesmo através da névoa da anestesia, essa notícia trouxe um alívio enorme. Tentei não me animar muito, sabendo que ainda havia muitas barreiras a serem vencidas, mas, subitamente, estávamos cara a cara com a perspectiva bastante real de que esse ciclo poderia, sim, dar certo.

A essa altura, eu sabia que era uma guerra de números. Em um ciclo típico de FIV no qual tenham sido retirados vinte óvulos, cerca de quinze são fertilizados. O provável é que apenas um terço desses embriões sobreviva cinco dias, quando então estarão prontos para a transferência para o útero. Nosso plano era transferir um único embrião, logo precisávamos que apenas um deles tivesse boa qualidade e chegasse ao estágio crítico de blastocisto de cinco dias. Mas sabendo que uma grande proporção das transferências de embrião falha e que poderíamos precisar fazer uma segunda ou terceira tentativa para alcançar a gravidez, quanto mais embriões conseguíssemos, melhor.

Mais tarde no mesmo dia, enquanto esperávamos para saber o resultado, recebemos uma ligação da clínica. Dos vinte e dois óvulos, dezenove haviam sido fertilizados. Havia agora uma chance muito boa de que alguns dos embriões chegassem ao estágio de blastocisto, embora muitos casais na mesma situação não tenham a mesma sorte. Cinco dias depois, outra surpresa. Todos os nossos embriões haviam sobrevivido e se transformado em blastocistos de boa qualidade. Esse resultado era simplesmente inédito. Embora nossa clínica tivesse tratado milhares de pacientes e apresentasse uma das mais altas taxas de sucesso dos Estados Unidos, havíamos estabelecido um novo recorde clínico de número de blastocistos de boa qualidade derivados de um único ciclo.

No sexto dia após a retirada dos óvulos, transferimos um embrião aparentemente perfeito e começamos a difícil espera de duas semanas para saber se nossa mãe de aluguel estava grávida. O que aconteceu em seguida era o que todos esperávamos: um teste positivo. É impossível saber se o mesmo resultado teria acontecido sem minha jornada, mas as pesquisas científicas mostram que a qualidade do óvulo é o fator isolado mais importante para determinar se ocorrerá fertilização e sobrevivência até o estágio de blastocisto. Ela também determina se um embrião conseguirá se implantar e levar a uma gravidez viável.

Ao contar essa história para minhas amigas, a reação era a mesma, independentemente da fase da vida em que elas se encontravam. Todas queriam saber o que fazer para aumentar a própria chance. Eu me vi querendo mergulhar nas pesquisas científicas novamente. Uma coisa é determinar para mim mesma se as pesquisas mostram que um suplemento em particular é seguro e útil, mas se eu fosse dividir meu conhecimento com outras mulheres que estão tentando engravidar ou sofreram diversos abortos espontâneos, teria uma responsabilidade muito maior de fazer a coisa certa. E então comecei uma pesquisa e análise ainda mais profundas dos últimos estudos relacionados à qualidade do óvulo.

Analisei com cuidado centenas de artigos científicos que investigaram os efeitos específicos de toxinas e nutrientes sobre processos biológicos, identificaram, por meio de estudos populacionais amplos, influências sobre a fertilidade e os casos de aborto espontâneo e revelaram os fatores que têm impacto sobre as taxas de sucesso da FIV (você pode encontrá-los na seção de referências, juntamente com informações sobre como acessá-los online). Essa pesquisa abrangente foi um empreendimento que a maioria dos especialistas em fertilidade simplesmente não tem tempo para realizar e, como seria natural, muitos médicos não estão atualizados acerca dos achados recentes.

Percebi rapidamente que o aconselhamento padrão oferecido pelas clínicas e livros de fertilidade não está alinhado com as pesquisas. Por exemplo, você terá dificuldade para encontrar um médico que conheça os últimos estudos mostrando que o BPA, uma toxina comumente encontrada em embalagens plásticas para alimentos, tem um efeito negativo importante sobre a fertilidade e as taxas de sucesso da FIV.

Parte do problema é que várias dessas pesquisas são muito recentes, como os estudos publicados em 2016 por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard que revelaram que mulheres com níveis mais elevados de certos compostos químicos encontrados em plásticos e cosméticos produziram menos óvulos e embriões em um ciclo de FIV e que os embriões delas se mostraram menos propensos a se implantar e levar à gravidez. O grande volume de estudos sobre compostos químicos comuns fornece um forte argumento para que se faça o possível para se reduzir a exposição a eles – mas é improvável que você ouça isso do seu médico.

Não estou sugerindo que todas as clínicas de fertilidade estejam atrasadas no que se refere às pesquisas sobre suplementos e qualidade do óvulo. Algumas se mantêm a par das descobertas e recomendam uma lista de suplementos estreitamente alinhada com as informações neste livro. Tais clínicas, entretanto, não costumam explicar a forma fascinante como cada suplemento atua e não conseguem alcançar pacientes fora do contexto da FIV, além de não mencionarem todas as medidas importantes que você pode tomar além de lançar mão de suplementos.

Muitas mulheres que estão se preparando para a FIV estão conscientes de que elas talvez não tenham tido acesso às informações mais atualizadas sobre o que poderia aumentar sua chance de sucesso e, por isso, recorrem à internet. Esse caminho muitas vezes leva a suplementos que não têm qualquer embasamento científico, ou que podem até mesmo ser nocivos para a fertilidade. Este livro não apenas discute as medidas que ajudam, mas também desmistifica crenças sobre alguns suplementos que podem causar mais dano que benefício.

Confiar em pesquisas na internet para escolher suplementos pode ser ainda mais problemático para mulheres que estejam tentando engravidar naturalmente e não com a ajuda de técnicas de reprodução assistida, uma vez que a qualidade do óvulo não é a única questão a ser considerada.

Por exemplo, as pesquisas mostram claramente que os suplementos de melatonina melhoram a qualidade do óvulo, e por isso eles costumam ser recomendados para mulheres que se submetem à FIV. Porém, tomá-los a longo prazo pode prejudicar a ovulação. Isso significa que a melatonina é útil apenas no contexto da fertilização in vitro, no qual a regulação natural da ovulação é menos importante. Se você está tentando engravidar naturalmente, transtornos na ovulação serão um problema considerável e tomar melatonina pode, na verdade, dificultar as coisas. Uma busca na internet sobre o que usar para aumentar a fertilidade provavelmente não levará em conta essas nuances, causando dificuldades para muitas mulheres.

O suplemento DHEA é outro exemplo de alguns dos problemas do aconselhamento padrão de muitas clínicas de fertilidade. Se você for diagnosticada com reserva ovariana diminuída e estiver se preparando para a FIV, a recomendação de tomá-lo ou não dependerá mais da clínica que você por acaso frequente do que de qualquer base lógica. Muitas delas também deixam essa decisão para cada paciente, sem fornecer informação detalhada sobre a força da evidência disponível. Merecemos mais que isso e temos o direito de tomar decisões verdadeiramente informadas.

Ao observar a imensa lacuna entre as pesquisas e as recomendações tradicionais sobre fertilidade, senti-me na obrigação de ajudar traduzindo as pesquisas clínicas em informações concretas e compreensíveis. Conforme me tornava mais convicta a respeito do impacto dos fatores externos sobre a qualidade do óvulo e sobre a importância dela para a chance de concepção, seja naturalmente ou com a ajuda da FIV, senti uma necessidade urgente de ajudar a informar outras mulheres que lutam contra a infertilidade. E assim nasceu este livro.

Ver nosso bebê em desenvolvimento na ultrassonografia da 12a semana e ouvir as batidas de seu coração foram momentos de felicidade tão plena que desejei o mesmo para todos que estejam passando por tratamentos de fertilidade ou planejando ter um bebê. É claro que não existem promessas no mundo da infertilidade. Ninguém pode oferecer um meio garantido de se engravidar, já que existem tantas variáveis e desafios únicos, principalmente se você está tentando conceber depois dos trinta e cinco anos. Mas este livro apresenta um plano para aumentar sua chance de sucesso e, ao fazê-lo, melhorar sua saúde geral e preparar seu corpo para uma gravidez saudável.

Como usar este livro

Se você está apenas começando

Se você apenas começou a tentar engravidar e não tem qualquer razão para esperar problemas de fertilidade, é provável que não precise adotar todas as sugestões neste livro. Ao se concentrar nas recomendações do plano básico (resumidas no final do livro) e fazer mudanças simples, você estará apta para engravidar mais rápido e reduzir o risco de aborto espontâneo. Isso porque até mesmo mulheres jovens e saudáveis possuem uma proporção significativa de óvulos anormais. Caso os que você libere durante alguns meses seguidos estejam afetados, você demorará mais tempo para engravidar e terá risco de perder a gestação. As recomendações neste livro também são benéficas para a sua saúde geral e a do seu futuro bebê, particularmente as dos capítulos sobre como evitar toxinas específicas que já mostraram prejudicar o desenvolvimento fetal.

Se você está tendo dificuldade para engravidar

Se você está tentando engravidar há mais de doze meses, ou há mais de seis e tem mais de trinta e cinco anos de idade, considere procurar um especialista em fertilidade para determinar se há alguma causa específica a ser tratada. Para muitas mulheres, consultar um especialista revelará barreiras físicas para a gestação, tais como aderências ou trompas de Falópio obstruídas, ou ainda problemas hormonais que afetam a ovulação ou a implantação.

Pode ser que haja algum tratamento disponível ou que seu médico recomende a FIV para contornar a causa subjacente de infertilidade. Em ambos os casos, continua sendo importante, em conjunto com outros tratamentos específicos, tomar medidas para melhorar a qualidade dos seus óvulos, o que terá impacto sobre sua chance de sucesso mesmo que essa não seja a causa primária do problema.

Caso se enquadre nessa categoria, com uma alteração física ou hormonal de fertilidade especificamente diagnosticada, você deve seguir as recomendações do plano intermediário, que inclui medidas adicionais que beneficiarão ainda mais a qualidade do óvulo e atuarão sobre distúrbios da ovulação. O plano será ligeiramente diferente se você tiver recebido o diagnóstico de síndrome do ovário policístico (SOP).

A SOP é o caso mais comum de infertilidade ovulatória. A condição tem o efeito secundário de reduzir a qualidade do óvulo de forma específica. Se você tem SOP, é importante adotar as medidas recomendadas no plano intermediário em conjunto com uma dieta específica e suplementos que contrabalancem o impacto negativo da condição sobre a qualidade do óvulo. Suplementos específicos como o mioinositol mostraram ter efeito benéfico significativo para mulheres com SOP por reequilibrarem os hormônios e o açúcar no sangue, combatendo a causa da má qualidade do óvulo e restaurando a ovulação.

Se você, entretanto, tiver recebido o diagnóstico genérico de infertilidade sem causa aparente ou relacionada à idade, terá o maior trabalho a fazer para melhorar a qualidade dos seus óvulos e o máximo a ganhar. Recomendo que você siga o plano avançado, que incorpora suplementos adicionais e outras medidas que foram estudadas em mulheres que tiveram vários ciclos malsucedidos de FIV. Como o óvulo leva cerca de três meses para amadurecer, é importante começar o mais rápido possível.

Tipicamente, mulheres diagnosticadas com infertilidade sem causa aparente ou relacionada à idade são aconselhadas pelas clínicas de fertilidade a tentar um programa progressivo de técnicas de reprodução assistida, começando com medicamentos e então progredindo para a inseminação intrauterina (IIU) e, por último, a FIV. Isso funciona muitas vezes, porém contornando e não abordando o real problema, e com frequência acontecem muitas tentativas malsucedidas ao longo do caminho.

Conforme o próximo capítulo explica, o rápido declínio da fertilidade que começa em torno dos trinta e cinco anos deve-se em grande parte à queda da qualidade do óvulo, que muitas vezes impede que se engravide mesmo com a assistência da FIV. As taxas de sucesso da técnica dependem bastante da idade. A menos que sejam utilizados óvulos doados, ela só ajuda até certo ponto.

Se sua infertilidade não tem causa aparente ou é relacionada à idade, ou ainda se você teve ciclos malsucedidos de FIV, melhorar a qualidade do óvulo deveria ser seu foco ao tentar engravidar. As pesquisas mostram que apenas óvulos de boa qualidade tendem a se tornar bons embriões, capazes de sobreviver à crítica primeira semana e se implantar com sucesso, resultando em gravidez. Quer você escolha tentar a FIV ou continuar tentando engravidar naturalmente, é fundamental otimizar a proporção de óvulos que têm boa qualidade e potencial para se tornar um bebê saudável.

Abortos espontâneos recorrentes

Melhorar a qualidade do óvulo também pode desempenhar um papel importante na prevenção de alguns tipos de aborto espontâneo. Se você já sofreu mais de um, é provável que seu médico tenha pedido um exame completo para determinar o possível motivo. Caso ainda não tenha feito esse exame, deveria insistir em fazê-lo. Muitas mulheres que

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What people think about Tudo começa com o óvulo

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Reader reviews

  • (5/5)
    Me ha gustado porque te explica con estudios y dice pautas concretas